4 de fevereiro de 2016

Importância da agricultura para aves

Monocultivo de bananeras em Canárias.
Os sistemas agrícolas tradicionais tem um alto valor biológico em muitas regiões do mundo e como resultado de miles de anos de expansão agrícola, a preservação dum grande número de espécies depende hoje de terras dedicadas na Produção de alimentos. Porém, durante as últimas décadas, os câmbios socioeconómicos e o desenvolvimento tecnológico da agricultura ter feito uma forte pressão sobre estos sistemas, genreando uma grave ameaça para as espécies que os ocupam devido a um processo a grande escala de intensificação e abandono.

De acordo com dados do Esquema Pan-Europeu de Monitorização de Aves Comuns, as aves de zonas agrícolas constituem na atualidade um dos grupos de aves mais ameaçados na Europa, atingindo o nível mais baixo desde 1980, com uma redução na ordem dos 48%.

Os ecossistemas agrícolas resultam da transformação de um sistema natural preexistente. Resultam principalmente da floresta primitiva, mas também da drenagem de zonas húmidas.
As comunidades de aves destes sistemas são constituídas por um pequeno número de espécie típicas das parcelas agrícolas, normalmente muito abundantes, e por uma percentagem variável de espécies com origem no sistema primitivo, normalmente menos abundante. Estas últimas acorrem em estruturas reminiscentes do habitat primitivo existindo nos mosaicos agrícolas como as sebe, linhas de árvore, bosquetes, charcas, canais e ribeiras.
Os sistemas agrícolas fornecem quatro fontes principais de alimento para as aves: invertebrados, partes vegetativas das plantas, sementes e frutos. A maioria das espécies de aves destes sistemas apresenta uma dieta mista ou variável.

Quase todas as espécies granívoras alimentam os seus juvenis com invertebrados durante a Primavera e Verão e as espécies insectívoras durante a maior parte do ano, alimentam-se de frutos durante o Outono. A disponibilidade de alimento é claramente sazonal e é fortemente influenciada pelos trabalhos agrícolas. Deste modo, também as diferenças regionais e a evolução das práticas e métodos de cultivo afeta a disponibilidade de alimento para as aves e as espécies dependentes de habitats agrícolas são obrigadas a deslocações permanentes em busca de alimento, muitas vezes efémeros.
Nidificar em habitats agrícolas também não é fácil. Os ninhos encontram-se no solo, ou muito perto do solo, e relativamente desprotegidos, sendo muito vulneráveis à predação por cães, gatos e animais selvagens. Os ninhos são também muito vulneráveis à destruição pelos trabalhos agrícolas e pelo pisoteio do gado.
Estes fatores tornam as aves dos meios agrícolas e pastoris particularmente vulneráveis e dependentes da atividades do agricultor.


Cultivos abandonados.

Problemas meio ambientais
Os ecossistemas agrícolas representam a maior parte da superfície de Europa, e são muito importantes para a conservação do património natural. Os problemas ambientais passam por situações muito graves de erosão salinização, contaminação de solos e aquíferos, e de perde acelerada de biodiversidade causada pelo favorecimento das monoculturas, em detrimento das rotações tradicionais, e o arranque das sebes e bosque, o crescente uso de sistemas mecanizados no campo, o uso de pesticidas e fertilizantes, o aumento de tamanho das parcelas e de monocultivos.
Com isto, populações de aves dependentes dos sistemas agrícolas enfrentam um decréscimo populacional médio de 30% desde de 1980.

Até o final do seculo passado a Política Agrícola Comum (PAC) favorecia exclusivamente a agricultura intensiva, com recurso a elevadas quantidades de água, de adubos inorgânicos e de fito fármacos. Dezenas de anos de agricultura intensiva originaram problemas na qualidade dos produtos alimentares e na qualidade do ambiente nos meios rurais, em muitas regiões da União Europeia.
Paisagem agrícola das Canarias
Agora, na segunda metade do seculo XX, quando a economias de Canarias cambiara a um modelo basado no turismo, estos valiosos sistemas, devido a sua falta de rentabilidade, estão sofrendo processos tanto de intensificação como de abandono, com a consequente perdida de qualidade como habitat e a descenso das populações de aves ligadas a estos ambientes.

Por isso, as políticas ambientais tem de orientar-se para contribuir ao mantimento dos agro-sistemas de maior valor e ao fomento de práticas agrarias compatíveis com la conservação da biodiversidade.
Se os impactos negativos de estos processos não são atendidos a tempo, os sistemas agrícolas serão reduzidos e sofrerão um maior deterioro, incrementado o número de espécie ameaçadas. Na atualidade, o 80% de espécies que dependem de estos ambientes na Europa apresentam um estado de conservação desfavorável.



A capacidade de frenar e reverter os efeitos na biodiversidade dos sistemas agrícolas dependerá das políticas da União Europeia, dos estados, as demandas dos mercados e do câmbio de mentalidade nas pessoas e suas ações. 

21 de janeiro de 2016

No começo o ano novo sempre temos na cabeça novas ideias e coisas, as quais anhelamos fazermos. Pensamos...este ano vai ser! pois, como não por exemplo...conhecer a nossa natureza, começar com uma vida muito mais saudável, e não estou a falar só de boa alimentaão e desporto...também cultivar a mente é muito importante para termos um corpo sano. Temos uma ideia para fazer tudo ao vez e sem quase perceber estaremos a recarregar energias...o que acham irmos ao montanha e descobrir a nossa floresta?? o irmos a praia e conhecer a nossas costas?? o não sei, irmos ao jardim e conhecermos a nossa vila?? Temos tanta maravilha aos nossos pés, não perdamos o nosso tempo e venha com a família SPEA a desfrutar da nossa natureza e imensa biodiversidade!



BIODIVERSIDADE DA MACARONESIA

Madeira e Canárias

A região da Macaronesia está formada por vários arquipélagos de origem vulcânico, os quais são Os Açores, A Madeira, As Canarias e Cabo Verde. Todos eles situados no Atlântico Norte nas proximidades dos continentes europeu e africano desde uns 100 até uns 600 Km de distância. Esta área geográfica é recente e ainda é ativa em alguns lugares da região (Hildner et al., 2011). As atividades sísmicas formaram espantosas paisagens e maciços montanhosos extremamente complexos e com imensa variedade de vegetação e fauna única no mundo. O lugar onde apareceram as ilhas ajuda ainda mais a criar pequenas áreas com climas diferentes influenciado por fatores climáticos típicos de esta região (água e temperatura).
Como outros arquipélagos volcânicos, presentam imensa variedade de ecossistemas desde ambientes desérticos os xerofíticos nas ilhas do sul, Cabo Verde e algumas das Canárias até florestas húmidas de Laurissilva na Madeira e nos Açores. A heterogeneidade na distribuição da vegetação nas diferentes ilhas da Macaronesia está mesmo influenciada pelas características de escala insular. Ainda assim, os arquipélagos têm diferencias entre eles por causa também da situação geográfica. Assim, o arquipélago dos Açores esta fortemente isolado com influência direta do oceano dando uma climatologia diferente da Madeira e das Canárias. 

A Madeira

O arquipélago da Madeira tem uma extensão de uns 800 Km2 e está formado por dois ilhas povoadas, que são a Madeira e Porto Santo além dos ilhéus que ainda formam parte do arquipélago como reservas naturais da região por a sua imensa biodiversidade: Ilhas Desertas e Ilhas Salvagens. A ilha da Madeira é a ilha principal com uma geografia muito abrupta e incrível para os nossos olhos, assim forma uma variedade de paisagens espetaculares e únicos no mundo. A irregularidade do releve da Madeira faz aparecer diferentes climas e com isso quantidades imensas de ecossistemas refugiando grande numero de plantas e animais no seu interior.
Pela situação da ilha da Madeira apresenta características mesmo subtropicais com temperaturas médias anuais acima dos 20 graus celsius. As precipitações anuais variam de 500 mm até os 2000 mm nas encostas nortes mais frias da ilha. O releve da ilha é mais o menos elevado sendo os picos mais elevados o Pico Ruivo (1862), o Pico das Torres (1853) e o Pico Areeiro (1818). Nas partes baixas da ilha não existem praias de areia como noutras ilhas de origem vulcânico, talvez devido a pouca plataforma continental, ainda assim apresenta o extremo este da ilha uma área muito diferente ao resto, com um clima e vegetação mais seco e único: a Ponta do São Lourenço.



A maior parte da ilha esta formada por uma floresta húmida típica das ilhas oceânicas, de origem vulcânico com presença constante de nevoeiro permitindo intensa chuva horizontal e criação desta floresta única chamada Laurissilva. Na origem, devia ocupar quase a ilha toda de norte ao sul, mas seria desflorestada com a chegada dos primeiros colonos. A Laurissilva é um tesouro de inestimável valor com uma distribuição aproximada de 15000 Ha na ilha formando parte do Parque Natural da Madeira, quase um 20% da extensão. O nome da Laurissilva resulta da conjunção de dois termos do Latim laurus e silva que significam, respectivamente, loureiro e floresta.
A origem da Laurissilva remonta aos períodos do Miocénico e Pliocénico da Época Terciária, há 20 milhões de anos ocupando uma área ainda maior do Mediterrâneo, no Sul da Europa e Norte de Africa. Quando começara o desaparecimento do antigo mar de Tétis e começou a formação do Mediterrâneo, o clima da Europa e Norte de África também começou mudar. Apareceram as glaciações no começo do Quaternário que iniciaram à regressão da floresta até à sua quase extinção na Europa, mantendo-se algumas relíquias desta vegetação noutros locais do continente. Em Africa, ocorreria o mesmo pelo avanço da aridez pela costa norte do continente. Devido à formação do Mediterrâneo as condições climáticas mudaram mas mantiveram-se mais o menos constante na área do Atlântico, esto é o que permitiu manter a floresta de Laurissilva mesmo prosperar na Macaronésia. 
            A Laurissilva esta composta por árvores da família das lauráceas e endémico da Macaronésia tendo a maior expressão nas terras altas da ilha da Madeira e que é Património da Humanidade pela UNESCO desde 1999. Além da variedade de especies de plantas presentes na Laurissilva, este tipo de floresta é única devido a enorme biodiversidade faunistica que alberga. O grupo dos vertebrados não muito abundante na ilha devido a sua pouca capacidade de dispersão e dificil chegada aos arquipélagos. Ainda assim, a Madeira alberga especies importantes de morcegos, lagartixas e aves terrestres e marinhas únicas no mundo. Assim, podemos destacar um elevado número de especies únicas de animais, entre as quais destacam as aves Pombo trocaz e o Bis-bis, entre outras.


Os dados mais recentes apontam 7541 espécies identificadas apenas no domínio terrestre, das quais 1419 são endémicas, grande parte artrópodes. A biodiversidade da Madeira é um grande contributo para o património natural mundial, por tal deve ser enaltecido como meio para uma maior participação da sua conservação. Outro grupo faunistico importante do arquipélago são os invertebrados: artrópodos e moluscos. Na ecologia insular os grupos com maior dispersão e maior tasa de evoluição são os artropodos em geral e os insetos mais particularmente. Estos grupos são muito dificies de estudar e ainda precisamos mais informação acerca, mas é já sabido que estas especies de animais são importantes nas ilhas e nos territorios vulcanicos.

As Canárias
As Ilhas Canárias  são um arquipélago espanhol no Oceano Atlântico, ao largo de Marrocos. As ilhas Canárias são o território mais próximo do arquipélago português da Madeira, com esta compartilhando a região daMacaronésia, junto ainda dos Açores e de Cabo Verde. As suas capitais são Santa Cruz de Tenerife e Las Palmas de Gran Canaria. O arquipélago das Canárias é constituído por sete ilhas principais, divididas em duas províncias, e várias pequenos ilhéus: Lanzarote, Fuerteventura, Gran Canaria, Tenerife, La Gomera, La Palma, El Hierro.  
A biodiversidade terrestre das Canárias é de extraordinario interes a nível nacional como internacional, sendo os mais afines da Macaronésia e um Hotspot importante para investigadores de todo o mundo.
O arquipélago canário como o resto da Macaronésia, é também uns dos territorios com maior biodiversidade do mundo, tendo uma especie endêmica por cada 2 kilómetros quadrados de superfície. Tudo arquipélago há mais de 17000 especies terrestres e marinhas que situam às ilhas dentro das 15 regiões bioclimáticas com mais biodiversidade da Terra. É assim que as Canárias são reconhecidas internacionalmente como um Hotspot de Biodiversidade Mundial.


As Ilhas Canárias pela sua situação geográfica e sua natureza vulcânica tem uma grande variedade de hábitats e climas, o que da origem a uma riqueza natural que ainda nossos tempos são conservados. A altitude das ilhas provoca uma especialização de hábitats ecológicos e diversificação de espécies, tanto de plantas como animais devido a ser ilhas favorecem os processos evolutivos independentes das espécies. O arquipélago canário alberga um enorme numero de espécies endêmicas e incluso gêneros só presentes aí.
A fauna terrestre presenta muito mais endemismos do que continente, com afinidades ao norte de África e ao Mediterrâneo. Embora, os anfíbios e a maioria dos mamíferos são introduzidos, há muitas espécies de vertebrados naturais. Entre estas espécies de animais destacam algumas espécies de morcegos e o grupo dos lagartos, sendo o gênero endêmico do arquipélago e muito diversificado nas ilhas.








19 de janeiro de 2016

Biodiversidade e conservação dos recursos naturais da macaronésia – Canarias

O acelerado processo de perdida de biodiversidade que estamos a viver a nível mundial como consequência principal da mão do homem ter dado lugar a importantes políticas e leis de conservação e proteção das espécies mais ameaçadas.  

As ilhas, por sua importância biológica e seus ecossistemas únicos no mundo têm de proteger seus habitas com mais vontade. A importância das ilhas é devido na singularidade da sua flora e fauna, ao reduzido número de espécies e seu valioso património natural. Os ecossistemas insulares presentam peculiaridades tales como o isolamento, elevado número de endemismos, ausência de depredadores o mansedume das espécies que fazem-lhas mais vulnerável nas diversas ameaças.
O Teide em Tenerife.
O 30% das plantas e animais terrestres que habitam Canarias são endémicos e sua situação geográfica, releve volcânico e condições de assolamento biológico ter favorecido o desenvolvimento de processos evolutivos que ter originado novas espécies animais e vegetais. Estima-se que nas Canarias há umas 19.500 espécies, 14.300 são terrestres,5.200 são marinhas e 4.000 endémicas, contudo, a lista fica aberta, já que cada ano descobrem-se novas espécies.






CONSERVAÇÃO

As medidas de conservação são adotadas tanto a nível autonómico, estatal e internacional e incluem instrumentos tales como normativas especificas, catálogos de espécies ameaçadas, planes de recuperação e conservação de espécies, habitats, etc.

- O Catálogo de Espécies Ameaçadas das Canarias estabelece os programas específicos adequados para salvaguardar y recuperar a estas espécies e atuação a seguir em cada caso. As categorias de ameaça são:

CATEGORÍAS DE AMEAÇA
ACTUAÇÃO
Em perigo de extinção
Plano de Recuperação
Sensível na alteração do habitat
Plano de Conservação do Habitat
Vulnerável
Plano de Conservação
De inteires especial
Plano de Manejo






O Lagarto Gigante de El Hierro.
- O Programa de Seguimento das Espécies Ameaçadas (SEGA) e uma ferramenta do Governo das Canarias para adquirir informação atualizada e fazer um seguimento das espécies ameaçadas. Assim pode-se conhecer sua evolução e tomar medidas quando fora preciso.

- INTERREG IIIB é um projeto de conservação de habitats financiado pela União Europeia que é uma aposta pela cooperação transnacional como elemento de desenvolvimento entre as regiões da Macaronésia: Canarias, Madeira, Cabo Verde e as Açores, e estas com os países de seu entorno. Áreas marinhas protegidas, as beiras e a sua gestão sustentável são os principais objetivos deste programa.

Bandera do Projeto LIFE.
- Os Projetos LIFE são cofinanciados pela União Europeia e desenvolvem projetos de conservação de flora e fauna em Canarias, assim como no resto da Macaronésia. Sua finalidade é contribuir ao desenvolvimento e a aplicação da política meio ambiental e contribuir ao desenvolvimento sustentável.

- Espácios naturais protegidos. A proteção dos valiosos ecossistemas canários ter feito que uma alto percentagem do chão canário fique protegido mediante várias categorias de proteção tanto no âmbito internacional: Rede Canaria de Reservas da Biosfera; europeu: Rede Natura 2000; nacional: Rede Canaria de Parques Nacionais e autonómico: Rede Canaria de Espácios Protegidos.

- As beiras e fundos marinhos das Canarias também têm um ecossistema único no mundo pelo que contam com proteção especial. São três reservas marinhas nacionais: na ilha de La Graciosa, A Restinga em El Hierro e na ilha de La Palma. Estas são zonas de reprodução, cria e desenvolvimento das comunidades marinhas.

Alem disso, são um ponto estratégico pela riqueza e diversidade de cetáceos presentes nas suas águas, pela sua ubiquação geográfica e a corrente fria do Atlântico favorecem a aproximação dos cetáceos ao arquipélago.
Podem ser observadas 30 das 31 espécies reconhecidas na Macaronésia y das 87 reconhecidas a nível mundial. Esto é o 34% das espécies conhecidas a nível mundial e o 60% das que habitam o Atlântico norte.
As Ilhas Canarias são designadas como Zona Marinha de Especial Sensibilidade pela Organização Marítima Internacional (IMO) pelo que da especial proteção no referente a problemas de contaminação marinha.

Um cetáceo perto da beira Canaria.

PRINCIPAIS PERIGOS

- As espécies exóticas invasoras são uma das principais ameaças para a conservação da diversidade biológica. La prevenção contra a introdução e liberação destas espécies torna-se muito difícil de evitar por parte da administração devido na impossibilidade da vigilância exaustiva. Agora mesmo o Governo de Canarias têm a decorrer várias ações de control de plagas, como da Culebra californiana em Gran Canaria, o Picudo Rojo, um inseto que mata as palmas ou o Ouriço diadema, que causa graves danos nos fundos rochosos.






Incendios do verão de 2007 visto desde
o satélite.
- Os Incêndios florestais, em sua maioria não são por causas naturais, mas é mão do ser humano a que os causa e podem destruir ecossistemas completos. No verão de 2007 Gran Canaria, Tenerife e La Gomera sofreram ao mesmo tempo grandes incêndios que ocasionaram a perdida de 19.000 hectares em total. Em 2012 um incendio arraso 750 hectares do Parque Nacional de Garajonay (um 25% de sua superfície) na Gomera, de grande importância pelos bosques da Laurissilva que a compõem.

- Sobre explotação dos recursos pesqueiros. Ter sido que ter criado leis e sistemas de regulação e vigilância assim como áreas marinhas protegidas para que sirvam de repovoamento para as zonas mais castigadas pela atividade pesqueira.

- A prática da caça como atividade de ócio pode servir para controlar algumas espécies invasoras mas também pode ser uma grave ameaça para os animais endémicos.

O parque nacional de Garajonay em La Gomera.
- A Sobre explotação das massas florestais ter sido corregida nos últimos anos mediante repovoações florestais e processos de restauração ecológica. Este é um ponto clave já que as florestas são o suporte vital para a diversidade de plantas e animais e para lutar contra a desertificação e a erosão. Os incêndios causados pelo homem, a tala descontrolada, a agricultura o a urbanização são seus principais inimigos.

- A Poluição e a principal causa do câmbio climático. As emissões descontroladas de Co2, a tratamento não adequado do lixo, os plásticos no mar… são algumas das formas que tem a poluição de uma grade lista. Não é preciso dizer que altera os ecossistemas e prejudica seriamente a continuidade da biodiversidade.

Para pôr um exemplo, nos últimos 400 anos o 90% das aves extintas foram em ilhas. Leis há muitas pero falta fazer um esforço no elemento mais importante de todos: fomentar a educação em valores ambientais para ter mais respeito para o meio ambiente, os seres vivos e seus habitats. Temos de conhecer o nosso entorno, a grande biodiversidade da que vivemos rodeados, assim como as causas e consequências de a sua degradação.

Há que Incentivar a participação social na toma de decisões, sobre o futuro que queremos. Esta em as nossas mãos seguir com um sistema produtivo que destrui o nosso único lar em todo o universo o girar 180 grados para um desenvolvimento sustentável.

14 de dezembro de 2015

DÍA INTERNACIONAL DO VOLUNTARIO E “MIDDLE TRAINER”

Pôr do sol em Faro.
Quando tens chegado na metade do teu voluntariado é bom exercício olhar para atras e ver o que tens feito e o que tens cambiado mesmo tu. A segunda formação do Serviço do Voluntário Europeu que esta vez mudo de Braga a Faro, pôr seu foco de atenção nisso: reflexão e futuro são as palavras com as que definir-se-ia.

O certo é como diz Lewis Carrol em Alicia no pais das maravilhas “deitas-te sindo alguém e acordas-te sindo outra persona deferente”. Desde o início mesmo do teu voluntariado vai transformando-te. As ruas trocam a como as olhas-te pela primeira vez, agora tenho vivido muitas anedotas nelas. As pessoas do meu entorno ter cambiado, algumas ter ido porque acabou-se seu tempo na ilha, outras novas ter chegado e outras simplesmente ter tomado caminhos separados. Meu lar também ter cambiado e agora a residência universitária de Funchal agosta todas as minhas energias.

Todo este câmbio ter de ser aproveitado para aprender, aprender de o que acontece a teu ao redor, das pessoas, do meus colegas de trabalho, quando vou ao supermercado, quando vou caminhando pela rua, de mim mesmo… aprender a aprender, um dos pontos fortes da formação EVS.
Sindo assim, se a outra metade do meu voluntariado aprendo a metade do que aprendi nestes seis últimos meses terá valido a pena.

O “middle trainer” coincidiu com o Dia Internacional do Voluntario e com a Reunião Anual de voluntários de Portugal. Foi uma ocasião única de conhecer voluntários que têm finalizado seu estágio assim como seus experiencias e aventuras.


Não sei se os voluntários mereceriam ter um dia internacional para eles, mas é inegável seu contribuição ao desenvolvimento de sectores de educação, ajudas sociais, meio ambiente, cultura… lá onde a macroeconomia no chega por não ser rentável o considerar-lho um mal menor, lá vão os voluntários, a um pais desconhecido, com uma língua estrageira, com umas condições incertas mas com uma grande solidariedade a pôr seu grão de areia. Estos tempos modernos da economia de mercado e produtividade não percebem da palavra “voluntario” mas como experiencia de aprendizagem laboral e vital tem um valor incalculável e espero que este programa dure muitos anos mais. 
Os membros da Agencia nacional
de Portugal.
Os voluntarios Aleix, Cosmin e Cohim

30 de novembro de 2015

HISTÓRIA E DESENVOLVIMENTO DO TURISMO DE NATUREZA E ORNITOLÓGICO EM CANÁRIAS

Origem: Turismo de massas como modelo económico

Maspalomas, Gran Canarias, nos anos 60 quando comenza
a construçãode hoteís para o turismo de massas.
Na década de 50 decorre o auge do turismo nas Canárias. Atraídos pelo ótimo clima das ilhas – 25 graus em média por ano – os primeiros turistas do norte de Europa chegam às praias de Gran Canaria e Tenerife. A economia canária, baseada na agricultura e na agropecuária, transforma-se rapidamente numa economia de bens e serviços, com a sua principal força no turismo de massas, habitualmente chamado “turismo de sol e praia”.
A construção de hotéis e blocos de apartamentos cresceram ao mesmo tempo que aumentou o número de turistas alemãs, ingleses e escandinavos. Tinha surgido um novo mercado para operar e o capital nacional e estrangeiro investiu muito dinheiro em empreendimentos hoteleiros. Esta construção realizou-se sem pensar no impacto ambiental e causou um grande dano nos ecossistemas das ilhas, sobretudo nas zonas costeiras.
Nos últimos anos a demanda tornou-se mais complexa, diversificando as suas preferências entre os novos modelos de turismo alternativo, longe das áreas massificadas, como o turismo de natureza. A mentalidade do turista tem evoluído e adquirido uma consciência ambiental.   
As reservas naturais têm um 40% de extensão nas Ilhas Canárias, assim como 4 parques nacionais, entre os que destaca o Parque Nacional de Garajonay, na Gomera, Património de la humanidade reconhecido pela UNESCO, 145 reservas naturais e 7 reservas da biosfera nas ilhas de Lanzarote, El Hierro y La Palma.

Parque Natural de Garajonay, A Gomera.
A Macaronésia tem recursos naturais e uma biodiversidade única no mundo. Bosques milenares de Laurissilva, vulcões, praias paradisíacas, falésias vertiginosas, lindas paisagens submarinas e milhares de espécies endémicas compõem um valioso ecossistema que atrai investigadores e aficionados aos arquipélagos formados por Canárias, Cabo Verde, Madeira e Açores. Estes continentes em miniatura são o lugar ideal para desenvolver o turismo da natureza.






Breve história da ornitologia das Canarias

Canárias tem 6 espécies e umas 30 subespécies endémicas de aves. Além umas 100 aves visitam as ilhas de forma regular o esporadicamente. Este singular ecossistema faz que o turismo ornitológico e a observação de aves seja um dos pontos fortes do turismo da natureza. Muitos ornitólogos e amantes das aves veiem para observar-lhas, estudar-lhas e tentar fotografar-lhas. As seis aves endémicas das Canárias são: Paloma Raviche, Paloma Turqué, Reyezuelo Canario, Mosquitero Canario, Pinzón Azul y Taravilla Canaria.

Pinzón Azul, uma das seis aves endémicas de Canarias.
Nas cronicas da conquista nas Canarias pode-se ler comentários e citas dos conquistadores sobre as novas aves que encontravam no arquipélago. Apos, já no seculo XVIII surgem as primeiras publicações e investigações escritas por ornitólogos que viajam desde Europa para estudar as novas espécies.

Em 1842 se descreve por primeira vez o Pinzón Azul em “Ornitholohie Canarienne”, além de 108 espécies. A visita do Dr. Carl August Bolle as ilhas é importante já que com as suas observações fue o primeiro em reconhecer as dois especies de pombo da Laurissilva: O pombo turqué e o pombo rebiche. Já no seculo XX Henry E. Harris publica as primeiras fotos de aves de Canarias.
Os pioneiros na observação de aves foram estes investigadores, a maioria estrangeiros, que impulsaram la descrição de espécies e subespécies. As intensas coletas de exemplares e ovos daria pé na extinção de espécies como o ostrero canario, a princípios do seculo XX.

Nos anos 60 com muito material sobre avifauna feito foi gerando interesse pela avifauna entre a população local e os investigadores das universidades canarias empezam a desenvolver seus estúdios assim como interessantes estúdios sobre aves migratórias e o origem e evolução da avifauna canaria.
A criação um Escritório Canário da Delegação Espanhola de Ornitologia (SEO Birdlife) em 1993 ter permitido fomentar o hobby pelas aves e desenvolver ações de conservação.



Turismo de natureza: presente e futuro

Apesar de que o turismo de massas tem um predomínio absoluto hoje em dia, empresários e hoteleiros ter diversificado sua oferta para atender a demanda deste novo tipo de turista. O turismo da natureza é uma indústria limpa, sustentável com o meio ambiente e uma aposta segura para um futuro melhor. Estas novas atividades criam uma relação mais cercana entre o turista, o trabalhador e seu entorno. Alem disso, o ecoturismo e uma oportunidade para desenvolver as áreas rurais com atividades como caminhadas e desenvolvendo uma rede de hóstias e posadas para que os turistas podam ficar e sejam mais acessíveis estas zonas das ilhas.

Os deportes praticados na natureza têm uma localização ideal nas Canárias. As praias são perfeitas para os deportes aquáticos como surf, windsurf ou submariníssimo. Quando o inverno no norte de Europa faz desconfortável estar na rua devido as baixas temperaturas, muitas federações desportivas viajam para as Canárias a fazer seus treinamentos. Acreditadas pelo seu clima e sua geografia realizam-se todos os anos atividades desportivas como o Mundial Internacional de Windsurf de Fuerteventura, o Torneo Internacional de Futebol de Maspalomas ou a Transvulcania, uma maratóm da ilha da Palma. Escalada, ciclismo e trails são outros desportos que atraem aos turistas a Canárias.
1º Fase do Mundial de Windsurf de Fuerteventura.

O ecossistema das Canárias, junto com o resto da Macaronésia é único no mundo y tem que ser aproveitado criando uma solida estratégia conjunta de turismo de natureza sustentável. Têm aqui um importante papel o turismo de observação de aves e suas habitats naturais, os bosques de Laurissilva. Os hotéis e empresas turísticas já estão formando guias e oferecem tours pelos locais onde pode-se observar estas espécies para satisfazer as demandas dos amantes da natureza.As férias de ganadaria e alimentação ainda têm um importante papel na hora de desenvolver uma estratégia de turismo de natureza e desenvolvimento das economias rurais.
Mapa de Espanha da Rede Natura 2000.

Desde a União Europeia tem apojado estas novas politicas pondo em marcha projetos de proteção do meio ambiente como os projetos LIFE, Erasmus + (projeto STARS) o Macaroaves a traves de diversas ações de proteção do meio ambiente e formação ambiental da indústria hoteleira e a população em geral. Estas ajudas são indispensável para a criação duma rede de parques naturais e áreas protegidas que ajudem na conservação dos ecossistemas canários e da Macaronésia.

Já há varias estratégias em marcha, como a Rede Natura 2000 que tem como fim estabelecer um sistema de gestão sustentável de turismo de natureza de estos espácios e a implantação dum modelo que garantisse o valor da biodiversidade como fonte de ingressos e criação de emprego, ao mesmo tempo que assegure a conservação frente a estas atividades.

26 de novembro de 2015

A semana das comemorações

Esta semana foi uma semana muito espécial para a SPEA e os amadores da natureza e a ciência em geral. Esta semana junta várias datas muito espéciais para nós. Começamos a semana com a comemoração do dia da Floresta Autoctona no dia 23 de novembro, a seguir o dia 24 de novembro temos o dia internacional da ciência e já para terminar o dia 25 comemoramos o anniversário da SPEA. Semana de comemorações que nos fazem lembrar mais ainda a importância de trabalhar e servir à natureza. Para além, é de marcar a natureza madeirense e o reconocimento que esta semana poder ter para as nossas ilhas. 


Para começar, relembramos a nossa floresta: 


Dia 23 de novembro - Dia da Floresta Autóctone

Tão importante é a nossa floresta como tantas outras do mundo. As plantas permitem-nos respirar e termos oxigenio para nos dar a vida. Já seja a laurissilva como o bosque atlántico, a floresta autóctone e todas as espécies que lá vivem é a nossa prioridade a conservar. O que conservamos? Conservamos o que conhecemos e amamos. 

O primeiro que podemos fazer é conhecer o nosso ambiente, desejar voar e conhecer outros mundos se faz melhor quando percebemos o nosso ambiente mais perto, a nossa floresta autoctona e a nossa biodiversidade. 

Comecemos pelo mais pequenino e mais próximo, conservemos aquelo que temos e depois fiquemos com aquela curiosidade para conhecer, amar e conservar aquelo doutro lado do mundo. 

Fiquemos com o sossiego de saber que há alguém trabalhando para conservar as nossas florestas autóctonas e ajudemo-lhes a fazê-o o melhor possível com a colaborção de todos. 



Dia 24 de novembro -Dia Internacional da Ciência

Esta semana também comemoramos o dia da Ciência. O que seriamos sem ciência, sem avances, sem investigação? Não tiveramos a vida que temos. A ciência permite-nos avanzar, permite-nos conhecer e valorizar. A biologia da conservação também é ciência, também é avance e também precissa de investimento. Desde a minha visão de voluntária percebo o importante que é o voluntáriado para a conservação mas não esqueçamos que este trabalho precissa de dedicação, de investimento e de colaboração de tudos nós. 

Que seria falar de biologia da conservação, biologia evolutiva e biodiversidade senão falarmos dum grande naturista e promovedor da biologia moderna, o senhor Charles Darwin quem um dia como hoje publicou uma excelente obra esclarecedora sobre os nossos origens, "O origem das espécies". Com esta grande obra percebemos as ligações que existem entre as espécies, como evoluieram até chegar a aparecer outras novas, e comprender a importância de cada uma delas no mundo. Esta revelação foi devido a suas grandes viagens ao longo do mundo, parando também nas ilhas da Macarónesia. 

Tal foi aquela revelação que ainda hoje segue confirmada a teoria da evolução, muitos biologos e naturistas posteriores dieram o seu contributo melhorando-a em alguns aspetos mas continua como o dogma da biologia. Lembramos do Charles Darwin a falar da evolução e das espécies mas não esqueçamos que para ele chegar até esta conclusão tivemos muitos outros conhecedores da natureza e da ciência em geral, deixo aqui alguns cientistas considerados importantes para mim neste mundo da biologia e a conservação da biodiversidade: 

Linneo, Lamarck, Alexander Von Humboldt, Wallace, Robert Hooke, Mendel, Cuvier, Lyell,....entre outros que fizeram possível a chegada de todo o conhecimento que temos atualmente. 

Agora nós temos o seu testigo para seguir no caminho do conhecimento...faremos o melhor possível. 


Dia 25 de novembro - ANIVERSÁRIO DA SPEA


O dia de ontem a SPEA fez anos, já são muitos anos dedicados à conservação das aves e de seus hábitats. Muitos projetos, muitas pessoas, muitos voluntários tem tido um lugar nesta ONG. Muitas coisas foram feitas e sempre com os objetivos fixos de conhecer mais para conservar melhor. O dia 25 a SPEA fez 22 anos, dejamos tudo de bom para ela e o sua equipa e muitos mais anos de vida com aquela vontade e gosto pela natureza. A equipa SPEA tem muitas pessoas atras, o trabalho não seria possível senão tiveramos o apoio de tanta gente que ajuda-nos, dos sócios, dos voluntários, dos colaboradores ocasionais, das entidades. A conservação da natureza não seria possível sem ajuda de todos. A natureza e as aves agradecem o vosso trabalho, assim como todos os que reconhecemos o trabalho bem feito e dedicado. Obrigada mais uma vez por deixar formar parte da família SPEA por un ano e dar o meu contributo à conservação da natureza. 

MUITOS PARABÉNS E TUDO DE BOM, SPEA!

19 de novembro de 2015

O ECOTURISMO COMO MODELO DE ECONOMIA LOCAL EM ILHAS


O termo turismo sustentável, ecoturismo, turismo da natureza o turismo ativo as vezes fazem confusão com a propria definição, não conseguirmos esclarecer qual faz referencia a um tipo de atividade e qual faz a outra. No entanto, todos eles tem como ligação a natureza, tudos eles são desenvolvidos em espaços naturais e por isso estas areas tem de ser bem geridas para assergurar o usufruto de todos. Para tentar esclarecer algumas dúvidas sobre esta temática que tem tanto a ver com a conservação da biodiversidade e das aves assim como para um adecuado desenvolvimento local seguem algumas definições:

Turismo ativo: o motivo principal da viagem é a realização das atividades turisticas em ambientes naturais, correspondendo com atividades de observação da natureza como ecoturismo, o tratar-se mais de atividades que envolvam uma atividade fisica do turista o de algum risco controlado como é o turismo de aventura.


Ecoturismo: ou turismo ecologico é a atividade turistica que se desenvolve sem alterar o equilíbrio do Ambiente, evitando assim danificar a natureza. Trata-se de uma tendência que procura compatibilizar a indústria turística com a ecologia