25 de agosto de 2016

A Outra Paisagem

Muitas vezes, a pessoa tende a conceber o conceito de paisagem como uma grande área, plana, cercada por montanhas verdes de arbustos verdejantes e oliveiras, onde a partir de seus picos rios sinuosos baixo de água doce reunir uma animais fauna diversificada, como os ursos, veados, coelhos, entre outros. prados intermináveis ​​que convidam para colocar para trás e ver o céu e começar a imaginar as formas das nuvens. Isso deve construir esse contexto que queria alcançar a tranquilidade e plenitude, assumimos que os vários tons de verde que compõem as grandes florestas é sinônimo com o contato mais adequado com a natureza e do mundo.

É verdade, a interação com determinado contexto pode configurar a partir da percepção de que um número infinito de sensações que podem variar de agradável para onerosa, mas porque nós normalmente associamos que a vida só surge nestas paisagens de vegetação imensuráveis ​​e abundante vida selvagem e que é o único espaço que nos dá a sensação de saciedade e desintoxicação espiritual?

Diz Christian Norberg-Schulz cada contexto tem uma vocação ou carácter específico que a distingue dos outros, algo parecido com o que é ou quer ser ... The genius lociNo Chile, na cidade de Antofagasta em que moro, inserido em um ambiente de deserto em relação ao oceano. As colinas ásperas e marrom que protegem a partir do leste para a região produzir um forte contraste com o azul tranquilo que corre ao longo da costa, a geomorfologia íngreme em constante mudança na paisagem e é moldar a cidade e nossas vidas diárias. Chegando na Madeira, descobri que a cidade manteve uma proximidade ancestral à vegetação, que vive entre casas e espaços públicos. No entanto, na parte direita do nordeste na parte mais estreita da ilha encontramos um vasto lugar chamado "Ponta do São Lourenço", que compreende uma grande área de vasto deserto com tons castanhos que descem para o Oceano Atlântico como um Farellones , baías e falésias. 

A vegetação aqui é quase zero, se houver espécies arbustivas pequenos que permanecem no solo. É um totalmente oposta a uma selva ou floresta pano de fundo, mas as suas virtudes e qualidades estão em outro lugar, talvez mais escondido, poderíamos dizer, mas eles são e perceber deve usar além do nosso sentido visual e conhecimento prévio que temos.

Os picos do deserto textura porosa e rachada revelam diferentes placas tectônicas antigos subjacentes ao chão, uma série de transformações vulcânicas que levou aos circuitos globais de caminhar entre a península árida nordeste da ilha, que o ar empoeirado viajar entre colinas do ar do oceano úmida gritty acompanhar a minha caminhada entre plataformas. A dupla vastidão meu redor ... o deserto eo mar cercado pelo céu.

O conceito do incomensurável, a vastidão, suspenso olhar para o horizonte, o chão se abre para o céu convidar introspecção pessoal fazendo relaxamento do corpo ao mesmo tempo descobrir a paisagem durante a caminhada.

Cada paisagem deve ser tratado como um único espaço que emana qualidades diferentes um do outro, suas vocações ou caracteres podem ser variadas, mas o importante é perceber além do óbvio, para te tirar o véu da presciência e interagir com seu entorno, então talvez você possa entender o que o ambiente é ou quer ser ... o espírito do lugar.




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The Another Landscape 

many times one tends to conceive the concept of landscape as a space extensive and plain, surrounded of mountains green of lush shrubs and ancient trees, in where from their summits down winding rivers of water sweet that congregate a diverse fauna animal as bears, deer, rabbits among others. Endless meadows that invite you to relax and see the sky and starting to imagine the shapes of clouds. All this should build that context that both have desired to get the tranquility and the fullness, assume that them varied tones of green that form them large forests is synonymous of the more ideal contact with the nature and the world. 

Is true, the interaction with certain context can get to configure from the perception of the same an infinity of sensations that can go from it more pleasant until it more overwhelming, but would because usually associate that it life emerges only in these landscapes of immeasurable vegetation and abundant fauna and that she is the only space that us gives sensations of fullness and detoxification spiritual?

Christian Norberg-Schulz says that each context has a vocation or character specific that it distinguishes from others, something as well as what is or wants to be... The Genius Loci. In Chile, in the city of Antofagasta, where I live, inserted into a desert context in relation to the ocean. The rough and Brown hills that protect from the East to the region generated a sharp contrast with the blue Pacific it runs along the coast of the country, an abrupt geomorphology who constantly changes in the landscape and is setting up the city and our daily lives. Arriving in Madeira I found that the city maintained an ancestral proximity with vegetation, which dwells among houses and public spaces. However in the part Northeast just in the part more close of the island found a vast town called "Ponta do São Lourenço", which includes a great territory of vast desert with shades Brown that van descending to the ocean Atlantic to mode of farellones, bays and cliffs Rocky. The vegetation here is almost zero, if there are small shrubs that remain on the ground. Is a context completely opposite to a great jungle or forest, however their virtues and qualities are in other sides, perhaps more hidden could tell, but are and to perceive them must use more beyond of our sense visual and knowledge prior that can have.

Them desert summits of texture porous and cracked reveal different layers tectonic ancient that forcible low the soil, a series of transformations volcanic that gave place to aggregates circuits for walking between the arid peninsula northeast of the island, that dusty air that travels between hills from of the wet air oceanic accompany my walk between platforms stone. A dual vastness surrounding me... desert and sea surrounded by the celestial Vault.

The concept of the immeasurable, the vastness, look toward the horizon, the ground that opens to the sky suspended invite the personal introspection achieving body strain as you discover the landscape during the walk. 

Each landscape should be understood as a unique space that exudes different qualities each other, characters or their vocations can be varied, but the important thing is to see beyond the obvious, take off the veil of the foreknowledge and interact with that surrounds you, maybe so can understand what the environment that is or wants to be... The spirit of the place.









---------- English Version ----------

Beneficially unexpected encounters

During previous weeks, we agreed and mark the route that approximate us to Madeiran sustainability. For that, it was necessary to research experiences that could give us account on sustainable practices where the community were involved. Thus, we plan visits to Câmara de Lobos and Funchal.

We took the bus to Camara de Lobos, where once again, the landscape was a delight. Upon reaching the city, we find that, although the day and announced his presence with bright sunshine, people quietly began their activities. On site, we had the opportunity to meet various social agents, public and private, who showed us and orient about organisms that maintain sustainable practices. 
Ornamented steets for the Black Scabbard Fish Festival
Câmara de Lobos - Madeira

Here, unlike in the capital of the island, it is possible to perceive otherwise the essence of its people, who are almost immediately to the sea. The presence of a bay that protect and encourage, that invite your whole body breathe, allowing you could feel in the right place and time where you are. Despite being an strange and unknown place for me, it reminds me of the feeling of those places where you feel at home.
Panoramic view from Câmara de Lobos
Madeira

On the coast of Funchal, it was possible for the first time to see how the sun rises ... the opposite of where I live. It rises over the mountains, illuminating the sea and their fishermen, who are the first to work, approaching from the coast. There we could observe from afar in their trade with merchants who attended at first hour to the 'lota' (fish auction market). Advancing the day, we met with other social agents wich are oriented to an historical and heritage rescue of Madeira, where through volunteerism they contribute to the community, while valorize their sites through tourism.

City Hall - Funchal
Madeira

While i am interacting with people, i'm perceiving and appreciating the way how we distinguish. In each of these meetings, an arrangement and admirable collaboration has shown: they indicate where we could find stakeholders in Madeira, with an enthusiasm and contagious genuineness, were willing to collaborate with the STARS project, to get involved in our needs and allow us to collaborate with them openly.

Through the Madeiran stories, it is possible to approach the virtues of its people, to be part of their dynamics... slowly the Pearl of the Atlantic is exhibiting.

Funchal's landscape - Madeira

---------- Versão em Português ---------


Encontros frutuosamente inesperados.

Durante as semanas anteriores, acordámos e marcamos a rota que nos aproximar com a sustentabilidade madeirense. Para isso, foi necessário acessar a Internet em busca de experiências que poderiam nos dar conta de práticas onde a comunidade estivesse envolvida. Assim, planejamos dois días de visita a Câmara de Lobos e Funchal.

O auto-carro nos levó para Câmara de Lobos, onde mais uma vez, a paisagem foi uma delícia. Ao chegar à cidade, descobrimos que, embora o dia e anunciou a sua presença com a luz do sol brilhante, as pessoas lentamente iniciavam suas atividades. No lugar, tivemos a oportunidade de conhecer vários agentes sociais, públicos e privados, indicaram entusiasmados onde dirigir-nos às agências que mantêm práticas sustentáveis.

Decoração das ruas para a  Festa do Peixe Espada Preto - Câmara de Lobos

Aqui, ao contrário da capital da ilha, é possível perceber de outra forma a essência de seu povo, que estão quase imediatamente para o mar. A presença de uma baía que acolhe e propulsa, convidando teu corpo respirar, permitindo-te sentir no lugar e no tempo certo onde você se encontra. Por mais estranho e desconhecido que o lugar me pareça, faz-me lembrar o sentimento dos lugares onde me sinto em casa.


 Na costa do Funchal, foi possível pela primeira vez observar o amanhecer ... o oposto de onde eu moro. O sol nasce sobre as montanhas, iluminando o mar e os seus pescadores, que são os primeiros a iniciar seu trabalho, aproximando-se da costa. Nós pudemos observar desde longe o intercambio com os comerciantes que participaram da lota há primeira hora. Avançamos o dia, e nos reunimos com outros agentes que concentram-se no resgate histórico e do património da Madeira, onde através do voluntariado, conseguem contribuir para a comunidade, e por em valor seus sítios através do turismo. 

Fim da tarde no Funchal - Madeira
Ao interagir com as pessoas, eu posso perceber e apreciar a maneira que distingo-me entre eles. Em cada uma dessas reuniões, mostram-se com um arranjo e colaboração admirável: eles indicam onde poderíamos encontrar stakeholders ​​na Madeira, com um entusiasmo e autenticidade contagiosa, estavam se preparando para colaborar com o projeto STARS, para se envolver em nossas necessidades e permitir-nos para colaborar com eles abertamente.


Através das histórias madeirenses, é possível aproximar as virtudes do seu povo, para fazer parte de sua dinâmica... lentamente a Pérola do Atlântico está exibindo-se.


O estudo das penas para identificar espécies (III)


Fringillidae


Verdilhão (Carduelis chloris
Nº Penas/1 asa: - Primárias: 10
            - Secundárias: 9
Nº Penas da cauda : 12

As penas primárias tenhem uma linha amarela bem marcada, como os pintassilgos (Carduelis carduelis). É uma linha comprida que chega até um pouco mais do meio da asa. A outra margen da asa tem uma mancha branca, semelhante às dos lugres (Carduelis spinus) mas não é amarela coma nestes últimos, senão branca. O seu tamanho vaise reduzindo desde a P10 até a P1.

As penas secundárias quase não tenhem a linha amarela mas sim que mantenhem o largo margen branco. Esta última e moito menos evidente nos indivíduos juvenis, que tenhem toda a asa quase preta. Nos adultos as penas secundárias presentam uma dicromía: um bordo branco e outro preto com a margen um pouco amarela (já sem a linha que aparece nas primárias).

As penas da cauda são muito semelhantes às de lugre, amarelas e pretas na ponta. As asas do centro tenhem uma cor negra, o mesmo que pasava no lugre. Neste caso, encontramos quatro penas que são pretas ou quase pretas (no lugre só eram duas, as outras já tinham o padrão amarelo-ponta preta).


Tentilhão (Fringilla coelebs
Nº Penas/1 asa: - Primárias: 10
            - Secundárias: 9
Nº Penas da cauda : 12

As penas primárias de tentilhão tenhem umas características particulares: por uma banda uma banda branca comprida mais ou menos constante en todas as primárias e por outra banda uma pequena mancha branca perto do cálamo. Este margem com a pequena mancha também tem uma linha super comprida ligeiramente amarela.

Nas penas secundárias a banda branca e mais larga, chegando mesmo até o raque. Assim, no outro margen seguimos a encontrar a pequena mancha branca e agora a linha amarela super comprida e um pouco mais evidente na parte superior da pena.

A cauda é preta, com a exeção das penas mais distais. Assim, a chave para a identificação das penas da cauda do tentilhão são estas penas dos extremos, tenhem umas marcas brancas muito identificativas da espécie.


Canário-da-terra (Serinus canaria
Nº Penas/1 asa: - Primárias: 10
            - Secundárias: 9
Nº Penas da cauda : 12

Esta é uma espécie endémica da macaronésia: Madeira, Açores e Canárias. As penas secundárias e primárias são pretas, não tenhem um padrão característico para identificá-las. As penas cobertoras e o penugem são as que proporcionam maior informação para a indentificação desta espécie.
Outro aspeto muito importante é o tipo de habitat da espécie, se encontramos penas nalgumas zonas como a ponta de são lourenço (onde o canário e abundante) podemos ter uma maior certeza de que é muito possível que penas semelhantes fossem de canário-da-terra.


Regulidae


Bis-bis (Regulus madeirensis
Nº Penas/1 asa: - Primárias: 10
            - Secundárias: 9
Nº Penas da cauda : 12

O bis-bis é uma ave endémica de Madeira e a  mais pequena da ilha com 9 cm de comprimento, 13-16 de envergadura e pesando em media 6 g. As penas primarias maiores (P8, P9) tenhem 4,6 cm, as da cauda podem ter um pouco mais de 4 cm. Assim, as penas de bis-bis são as de menor tamanho entre todos os passeriformes de Madeira.

As penas primárias são pretas, com um comprido margem branco num lado e um tom amarelo noutro extremo da asa. O branco comprido é menor nas penas distais (P8, P9, P10) e vai-se fazendo maior nas penas primarias proximais (P1, P2, P3 ...).

As penas secundárias tenhem um padrão mais característico: o margen branco e mais largo e na base da pena chega até o raquis. Por outro lado a linha amarela também e mais vísivel, maior, e tem uma mancha preta no meio da asa. Estas são as penas que mais ajudam a reconhecer a um bis-bis, junto ao pequeno tamanho geral das penas.

As penas da cauda são semelhantes às penas primárias, pretas com um tom amarelo no extremo da asa e um comprido branco no outro


Muscicapidae


Taralhão-cinzento (Muscicapa striata
Nº Penas/1 asa: - Primárias: 10
            - Secundárias: 9
Nº Penas da cauda : 12

O Taralhão-cinzento não nidifica na ilha de Madeira e o seu registro é excepcional (Biscoitio & Zino, 2002) mas existem registros desta presa (González, 2012). As penas primárias tenhem um tom entre castanho e preto, parecido ao que podemos encontrar numa toutinegra (Sylvia atricapilla) fêmea ou no papinho (Erithacus rubecula). Assim, o lado esquerdo presenta uma linha branca, com a mesma largura desde o eixo basal até o apical da pena, a diferença de outras espécies onde é mais largo na base e mais comprido no topo. Na dereita a cor é castanha e contrasta com o resto da pena, mais preta.

As penas secundárias tenhem as mesmas características que as primárias.

As penas da cauda não contam com linhas identificativas, como pintarroxos ou tentilhões. Una cor clara, também entre castanho e preto, um pouco mais escuro nas penas centrais da cauda.
Para identificar a espécie é importante ter en conta o seu habitat: zonas com arvoredo pouco denso, como margens de bosques e clareiras, montados e soutos (ICFN).


Sylvidae


Toutinegra (Sylvia atricapilla
Nº Penas/1 asa: - Primárias: 10
            - Secundárias: 9
Nº Penas da cauda : 12

A toutinegra é um passeriforme comum e as suas penas são muito semelhantes às de outras espécies, como o papinho. As penas primárias são pretas, mais escuras no macho e um pouco mais claras na fêmea. Presentam uma linha branca comprida, desde as primeiras às últimas penas primárias. No lado dereito, o tom e castanho, diferente ao resto da pena (como acontecía com o taralhão-cinzento).

As penas secundárias não possuem um padrão característico, também não outras cores diferentes às primárias.

Penas da cauda pretas. Quando nos encontramos com penas como as da toutinegra, que não tenhem cores características ou padrões fáciles de reconhecer, é aconselhável recolher todas as penas e penugem possível. Assim, ao procurar fontes de informação para o estudo de penas, temos um maior número de mostras e maior possivilidade de identificar à espécie.


Motacillidae


Alvéola-cinzenta (Motacilla cinerea
Nº Penas/1 asa: - Primárias: 10
            - Secundárias: 9
Nº Penas da cauda : 12

A alveóla-cinzenta, conhecida também na ilha como lavandeira, é uma espécie fácil de reconhecer. As penas da cauda são muit longas e compridas, chegando até os 10 cm. A cauda tem penas completamente brancas e outras pretas, dois delas sendo maioritariamente brancas com manchas pretas.

As penas das asas também são reconhecíveis, sobretudo a nível das penas secundárias. Presentam uma mancha branca no meio da asa. As secundárias mais proximais tenhem uma forma específica, mais longas que o resto e compridas no topo. Outras espécies do género, como a alvéola-amarela (Motacilla flava) também tenhem estas penas características.

Penugem de cores amarelos, por último, também ajuda a reconhecer a espécie.



Bibliografía: 

- Biscoito, M., Zino, F.. 2002. Aves do Arquipélago de Madeira. Direcção Regional do Ambiente.

- González, Y. 2012. Dieta y ecología trófica del Gavilán Común Accipiter nisus granti en la isla de Madeira. Não publicado.  

- Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICFN). Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Muscicapa striata.

- Imagens, consultado 24/08/2016: http://www.federbestimmung.de/
                                                http://www.vogelfedern.de/index-e.htm
                        http://www.michelklemann.nl/verensite/start/index.html

22 de agosto de 2016

O estudo das penas para identificar espécies (II)


O fura-bardos (Accipiter nisus granti) é uma subespécie endémica da macaronesia, restrita à ilha de Madeira e a cinco ilhas do arquipélago de Canárias. Está separada do gavião europeu (Accipiter nisus) por apresentar diferenças morfológicas (Atlas das Aves de Madeira).

O gavião alimenta-se geralmente de aves pequenas, como passeriformes, até espécies maiores como pombos ou perdizes (Newton & Marquiss, 1982; Assírio & Alvim, 2012). Outras presas menos importantes na sua dieta são mamíferos e répteis pequenos. Este comportamento trófico baseado no consumo de pequenas aves também se cumpre na ilha de Madeira. Num estudo levado a cabo na época de reprodução (de Fevreiro a Agosto) nos anos 2014 e 2015, o 99,3% das presas do fura-bardos forom aves (quer passeriformes, quer pombos) (González, 2016).

Uma tabela com as possíveis presas do fura-bardos na ilha de Madeira, clasificadas por famílias e com nomes científicos e comuns, foi feita. Após, analizaremos uma por uma todas as espécies para conhecer as principais características das suas penas.
Listagem das possíveis presas do fura-bardos

As penas primárias e secundárias tenhem um número: P1 (primária primeira), S8 (secundária oitava)... As penas primárias começam a numerarse desde o interior da asa para o exterior. Com as secundárias acontece o mesmo. Esto reflete a sequência de muda:  começa na zona central da asa e desenvolve-se de uma forma centrífuga. Nas primárias, a muda começa normalmente na primária 1 (P1) seguida da primária 2 (P2) e assim sucessivamente de uma forma mais ou menos regular em direcção à ponta da asa, terminando na primária 10 (P10). Nas secundárias o processo inicia-se na secundária mais exterior (S1), a meio da asa, e continua em direcção ao corpo da ave (Cardoso, 2008) A muda das penas secundárias é característica dos diferentes grupos de aves.

Fringillidae

Pintarroxo (Carduelis cannabina)
Nº Penas/1 asa: - Primárias: 10
                           - Secundárias: 9
Nº Penas da cauda: 12 

As penas primarias tenhem os dois margens brancos e o resto preto, mais largo o do lado esquerdo que o da dereita. O topo de todas as penas tenhem um tom mais clarinho. As primeiras primárias (P1, P2, ...) tenhem o bordo branco esquerdo e dereito maior que as últimas (P8, P9, P10), muito menos largos.
As penas secundárias tenhem o bordo esquerdo branco e o dereito de outra cor: um tom entre vermelho e castanho. O topo das asas tenhem esse mesmo tom vermelho-castanho. Nas secundárias mais interiores o bordo dereito é mais marcado e quase desaparece o esquerdo branco.

As penas da cauda são escuras no meio e progresivamente brancas para o lado, mantendo uma parte escura central.


Pintassilgo (Carduelis carduelis)
Nº Penas/1 asa: - Primárias10
                           - Secundárias: 9
Nº Penas da cauda: 12

A pena primária última (P10) é a única preta, o resto sempre tenhem uma linha amarela no margem dereito até o meio da asa e uma parte branca à dereita, também até o meio da asa. Também mantenhem uma pequena ponta branca no topo da asa, à exeção da P10.
Nas penas secundárias o margen branco esquerdo e mais largo, chegando até o raque. A linha amarela faz-se mais curta progresivamente (de S1 à S9). Mantenhem a ponta branca na parte final da asa.

As penas da cauda tenhem umas manchas muito características nas penas do meio da cauda, sendo o resto pretas com a parte branca no topo


Lugre (Carduelis spinus)
Nº Penas/1 asa: - Primárias10
                           - Secundárias: 9
Nº Penas da cauda: 12

As penas primárias são muito semelhantes às de pintassilgo mas o margen esquerdo não e branco, tem um tom amarelo. As penas P8, P9 e P10 não tenhem linha amarela no bordo dereito da asa (lembremos que no pintassilgo só a P10 não tinha).  
As penas secundárias são quase iguais que as de pintassilgo, só a linha amarela da dereita é menos intensa e o branco da esquerda segue com o tom amarelo. Quer penas primárias, quer de penas secundárias, uma das chaves mais importantes para diferenciar entre pintassilgo e lugre é que as de lugre não tenhem a mancha branca no topo das asas.
As penas da cauda são diferentes às de qualquer outro passeriforme da ilha, só as do verdilhão se parecem. Toda a pena amarela com a metade superior preta, com a exeção das do meio que são pretas.

Bibliografía:
- Atlas das Aves de Madeira, consultado o 19/08/2016 em http://www.atlasdasaves.netmadeira.com/
- Cardoso, H. 2008. Introdução ao estudo da muda em passeriformes europeus. Ed: Associação Portuguesa de Anilhadores de Aves. Lisboa.
- Newton, I., Marquiss, M. 1982. Food, predation and breeding season in Sparrowhawk (Accipiter nisus). J. Zool. 197.
- Svensson, L., Mullarney, K., Zetterström, D., Grant, P.J., Andrade, J., 2012. Guia de aves: guia de campo das aves de Portugal e da Europa. Assírio & Alvim, Lisboa.
-González, Y. 2012. Dieta y ecología trófica del Gavilán Común Accipiter nisus granti en la isla de Madeira. Não publicado. 
-Todas as imagens forom recolhidas de http://www.federbestimmung.de/. Consultado 22/08/2016


--------------------English version--------------------
Feather's study to identify birds' species (II)
The Macaroneasian Sparrowhawk (Accipiter nisus granti) is an endemic subspecies of Macaronesia, restricted to the island of Madeira and the five islands of the Canary archipelago. It is separate from the Eurasian  Sparrowhawk (Accipiter nisus) due to several morphological differences (Atlas das Aves de Madeira).

The sparrowhawk usually feds up of small birds such as song birds, even larger species such as pigeons or partridges (Newton & Marquiss, 1982; Assírio & Alvim, 2012). Other less important prey in their diet are small mammals and reptiles. This trophic behavior based on the consumption of small birds also occurs on Madeira Island. In a study carried out in the breeding season (from February to August) during 2014 and 2015, 99.3% were those former preys mentioned above (either song birds or pigeons) (Gonzalez, 2016). 

A table with possible preys found on the island of Madeira, classified  by families, was made. After, we will analize the most important features of their plumage to identify each one. 


Each primary and secondary feather has its own number. Primaries are numbered from the innermost outwards. Secondaries are numbered from the outermost inwards. This numbering reflects the molt pattern, which begins with the inner primary and outer secondary (Cardoso, 2008).



Fringillidae
Linnet (Carduelis cannabina)
Nº Feathers/wing: - Primary: 10
                - Secondary: 9
Nº Tail Feathers: 12 
Primary feathers have both white-edges and black the rest of the feather. Moreover, the left side is waider than the right one. The upper part of all feather has a paler tone. 
Secondary feathers  have the left edge white and the right of another color, between red and brown. In the innermost secondaries the right edge is predominant above the left one, almost without any distinguishing colour.
The tail feathers are dark in the middle and progressively white to the side.


Goldfinch (Carduelis carduelis)
Nº Feathers/wing: - Primary: 10
                - Secondary: 9
Nº Tail Feathers: 12 
The last primary feather (P10)  is the one which is fully black, the rest always have a yellow line in the left edge up to the middle of the feather and a white on the right side. All the feather also have a small white tip on top.
Secondary feathers  have a wider white mark on the right, reaching the rachis. The yellow line is progressively shorter  (from S1 to S9). All maintains the white tip at the end of the feather.
The tail feathers have a very characteristic white circles in the innermost tail feathers, and the rest are black with the white part at the top.

Siskin (Carduelis spinus)
Nº Feathers/wing: - Primary: 10
                - Secondary: 9
Nº Tail Feathers: 12 
The primary feathers are very similar to goldfinch but the left margen is not white, more yellowish. Primaries P8, P9 and P10 have not a yellow line on the right side (remember that the goldfinch has only P10 fully black).
Secondary feathers are almost the same as goldfinch's, only the righ yellow line less intense and the white left keeps being yellowish. Whether primary feathers or secondary feathers, one of the most important keys to differentiate between goldfinch and siskin is that siskins have not white spots on top of the wings.
The tail feathers are different to any other song bird of madeira, only the greenfinch could look alike. All the feathers, unless the innermost ones, are half yellow and half black. 


Bibliografía:
- Atlas das Aves de Madeira, consulted 19/08/2016 in http://www.atlasdasaves.netmadeira.com/
- Cardoso, H. 2008. Introdução ao estudo da muda em passeriformes europeus. Ed: Associação Portuguesa de Anilhadores de Aves. Lisboa.
- Newton, I., Marquiss, M. 1982. Food, predation and breeding season in Sparrowhawk (Accipiter nisus). J. Zool. 197.
- Svensson, L., Mullarney, K., Zetterström, D., Grant, P.J., Andrade, J., 2012. Guia de aves: guia de campo das aves de Portugal e da Europa. Assírio & Alvim, Lisboa.
- González, Y. 2012. Dieta y ecología trófica del Gavilán Común Accipiter nisus granti en la isla de Madeira. Não publicado. 
- All pictures come from http://www.federbestimmung.de/. Consulted 22/08/2016

19 de agosto de 2016

Como tirar uma boa fotografia de natureza?

Com motivo do Dia Mundial da Fotografia gostava de falar um pouco sobre o mundo da fotografia de natureza. Dentro de esta existem muitas modalidades técnicas como podem ser de paisagens, de aves, de mamíferos, de astronomia ou macrofotografia que nos permite observar pequenos detalhes de insetos como os seus olhos, antenas, pelos, ou também por exemplo os estames das flores. 

A beleza da natureza é motivo suficiente para praticar uma atividade tão fascinante e científica como é a fotografia naturista, porque podemos plasmar e admirar essa perfeição do mundo que nos rodeia. 
Para poder tirar boas fotos da natureza, devemos ter uma câmera capaz de se adaptar a uma vasta gama de condições, captar primeiros planos ou objetos distantes.  As máquinas reflex são as preferidas dos fotógrafos de natureza porque podem-se mudar os objetivos de acordo com o tipo de fotografia que desejamos. 

Antes de disparar o mais importante é medir e ter em conta a exposição (EV), ou seja a quantidade de luz que chega ao sensor da máquina de fotos. Isso vai determinar a luminosidade da imagem captada, que depende dos seguintes parâmetros:

- Intensidade da luz ambiental: é mesurada pelo fotómetro da câmera. Podemos modificar-lha usando refletores, flash, abrindo janelas, ligando as lâmpadas, etc.   

- Abertura do diafragma (F): o seu valor corresponde á relação entre a distância focal do objetivo e o diâmetro do diafragma. Nas câmeras simboliza-se com a letra F. Os números mais baixinhos implicam diafragmas mais abertos, e por tanto deixam passar mais luz. 

- Velocidade de obturação (s): implica o tempo (em segundos) que obturador está aberto. Os valores de tempo muito altos significam mais entrada de luz, porque o obturador está muito tempo aberto e consegue captar muita luz. 

- ISO: a luminosidade da imagem pode ser modificada mediante uma amplificação eletrónica. A mais alta ISO, aparentemente as imagens estão mais expostas, mas também aumenta o ruído e a qualidade da imagem não é tao boa.  Segue uma tabela mostrando os parâmetros que podem ajustar a câmera para otimizar a exposição.


Abertura do diafragma
Velocidade de obturação
Amplificação
Unidade
Número f
Tempo de exposição (s)
Ajusto ISO

Valores
1,4     2     2,8     4  
5,6     8     11     13 
16     22     32
15   8   4   2   1   ½ …
1/60   1/125   1/250 …
1/1000   1/2000 …
50    100   200
400   800
1600  3200
Valores altos
+ profund. de campo
Fotos em movimento
Imagens com ruído
Valores baixos
- profund. de campo
Movimento congelado
Imagens nítidas


Em base a quantidade de luz ambiental e a combinação de estos três ajustes, o processador da máquina informa do valor da exposição (EV), que mede-se em passos (-3, -2, -1, 0, +1, +2, +3). Os valores baixos indicam subexposição, ou seja, menos luz e por tanto a imagen vai ficar escura. Pelo contrario, valores altos indicam sobreexposiçao, ou seja mais luz e por tanto a imagen vai sair muito clara o até queimada. 

Para que uma imagem seja boa, avaliam-se três aspetos:
- A luz (3 sobre 10) deve ser a correta. Tem de ser uma imagem com a quantidade precisa (exposição certa) de luz de boa qualidade.
- Composição (5 sobre 10): ainda existem normas para uma boa composição (regra dos terços) é uma questão muito subjetiva. Aquí a criatividade do autor pode expressar-se livremente.
- O momento (2 sobre 10): Representa aquilo que faz que uma foto seja única e irrepetível. Em fotografia de natureza pode ser a captura dum comportamento como engolir a pressa, limpar as penas, a presença de um polinizador, etc.



10 dicas básicas:  

  • Sempre que seja possível é melhor usar um trípode porque oferece uma qualidade de imagem mais alta, especialmente com sujeitos estáticos como flores e paisagens. Também dá bons resultados com telas de aranha, erugas, borboletas ou inclusive libélulas já que estas podem fugir, mas em breve voltam a pousar-se no mesmo ramo. 
  • Enfoca sempre os olhos do individuo. É importante que os olhos do sujeito vejam-se nítidos, porque se não pode-se produzir uma sensação estranha, como de absência de vida. 
  • Para fotografar em detalhe coisas muito pequenas é imprescindível um objetivo macro. Também pode ser de ajuda o uso de flash. 
  • As fotos com céu e terra podem melhorar muito com a utilização de um filtro, para compensar as zonas escuras ou com muita sombra das zonas do céu muito iluminadas. 
  • Sempre tentar que o histograma da fotografia esteja o mais deslocado possível á direita para não perder informação da imagem. 
  • As horas mais uteis para tirar fotos são na saída e no por do sol, devido a intensidade da luz ambiental.
  • Podemos aproveitar o potencial dos dias de mau tempo como tempestades. 
  • A linha do horizonte sempre tem que estar reta!
  • As imagens verticais e os elementos de primeiro plano dão profundidade a imagem. 
  • Estudar a biologia e o comportamento dos animais que queremos fotografar é muito importante. Respeitar e tentar não perturbar os animais. E sobretudo ter muita paciência! 

Para ser um bom fotógrafo de natureza, seja de paisagens, d’animais, insetos, flores, fenómenos meteorológicos, entre outros, é um hobby que vai nos relaxar e vai surpreender pelos resultados e satisfações obtidas. Um fotógrafo dedicado a plasmar a vida dos animais selvagens comentou uma vez “as vezes o animal que estou a ver pelo meu visor é tao fascinante que esqueço-me de pressionar o disparador da câmera.”

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How to take a good photo of nature?

Because of the World Photography Day I would like to talk a little bit about the world of nature photography. There are many technical arrangements as may be landscapes, birds, mammals, astronomy or macro photography which allows us to observe small insects details like eyes, antennae, or also for example the stamens of flowers.

The beauty of nature is reason enough to practice an activity so fascinating and scientific as is the naturist photography, because we can admire this world perfection around us.
In order to take good photos of nature, we must have a camera able to adapt to a wide range of conditions, capture close-ups or distant objects. The reflex cameras are the favourite by nature photographers because it’s possible to change the objectives according to the type of photo you want.

Before shooting, the most important is to measure and take account of the exposure (EV),  the amount of light that reaches the photo sensor. This will determine the brightness of the captured image, which depends on these parameters:

- Intensity of ambient light: is gauged from the camera's exposure meter. We can modify it using reflectors, flash, opening windows, turning the lamps on, etc.

- Aperture (F): its value corresponds to the relationship between the focal length of the objective and the diameter of the diaphragm. Its symbol is the letter F. The lowest numbers imply more open diaphragms, and therefore let pass in more light.

- Shutter speed (s): means the time (in seconds) that the shutter is open. The high time values means more light, because the shutter is open too long and can capture plenty of light.

- ISO: image luminosity can be adjusted by an electronic amplification. At higher ISO apparently the images are more exposed, but also increases the noise and the image quality is not so good. Following is a table showing the parameters that can set the camera to optimize the exposure.


Aperture
Shutter speed
Amplification
Units
Number f
Exposure time (s)
ISO

Values
1,4     2     2,8     4  
5,6     8     11     13 
16     22     32
15   8   4   2   1   ½ …
1/60   1/125   1/250 …
1/1000   1/2000 …
50    100   200
400   800
1600  3200
High values
More field depth
Fotos in movement
Noisy image
Low values
Less field depth
Frozen movement
Clear image


On the basis of the amount of ambient light and in combination of these three settings, the processor system informs of the exposure value (EV), measured as (-3, -2, -1, 0, + 1, +2, +3). Low values ​​indicate underexposure, less light and therefore the image will become dark. On the contrary, high values ​​indicate overexposure, more light and therefore the image will come out very clear until burned.



For a good image, are evaluated three aspects:
- Light (3 of 10) must be correct. It must be an image with the precise amount (right exposure) of good quality light.
- Composition (5 of 10): there are still rules for good composition (rule of thirds) is a very subjective matter. Here the creativity of the author can express themselves freely.
- The moment (2 of 10): Represents what makes a picture unique and unrepeatable. In nature photography can be the capture of behaviour like swallowing a hurry, clean the feathers, the presence of a pollinator, etc.



10 basic tips:

  • Whenever possible it is best to use a tripod because it offers higher image quality, especially with static subjects like flowers and landscapes. It also gives good results with spider screens, butterflies or even dragonflies; they can get away, but soon returned to land on the same branch.
  • Always focuses the eyes of the individual. It is important to see the subject's eyes clear, because it can produce a strange feeling, as an absence of life.
  • For shooting in detail very small things is essential macro objective. It can also be helpful the use of flash.
  • Photos with sky and earth can be greatly improved by the use of a filter to compensate the dark areas or very shadow of the brightly sky areas.
  • Always try the photography histogram is as shifted to the right as possible not to lose image information.
  • The most useful hours to take pictures are the exit and at sunset because the intensity of ambient light.
  • We can take advantage of the potential of bad weather such as storms.


  • The skyline always has to be straight!

  • Vertical images and foreground elements give depth to the image.
  • To study the biology and behaviour of animals we want to photograph is very important. Respect and try not to disturb the animals. And above all a lot of patience!
To be a good photographer of nature, whether landscapes, animals, an insect, flowers, weather phenomena, among others, is a hobby that will relax and surprise us for the obtained results and satisfactions. A dedicated photographer of wildlife once said "sometimes the animal that I see through my viewfinder is so fascinating that I forget to press the camera shutter."