10 de abril de 2015

Visita ao Ilhéu do Desembarcadouro


Visita ao Ilhéu do Desembarcadouro

No passado mês de Fevereiro estivemos no Ilhéu do Desembarcadouro a prospetar uma potencial colónia de Pintainhos Puffinus lherminieri, no âmbito do projeto LIFE Recover Natura. Infelizmente, não conseguimos encontrar nenhum sinal indicativo da presença destas aves, provavelmente devido ao número elevado de gaivotas Larus michaellis que nidificam ali. Mesmo assim, conseguimos aproveitar a estadia neste ilhéu, que oferece vistas inesquecíveis sobre a Ponta São Lourenço, o ilhéu do Farol, as Ilhas Desertas e, com alguma sorte, o Porto Santo.




Durante o dia aproveitámos para explorar o ilhéu e tentar encontrar algum sinal importante para identificar a possível presença das aves. Apesar de não termos encontrado nenhuma evidência de qualquer ave marinha, este ilhéu está a ser alvo de um programa de erradicação de ratos o que poderá contribuir para que, futuramente, ocorra um maior sucesso reprodutor das aves pelágicas que nidificam no arquipélago da Madeira. Durante a noite prospetámos toda a área potencial e ficamos a fazer escutas nas partes mais baixas do ilhéu. Só conseguimos ouvir limícolas e muitas gaivotas (altamente barulhentas!).


Esperar que as aves regressem à colonia à noite é uma experiencia cheia de emoções, onde conseguimos aproveitar o silêncio, a tranquilidade e a magia da natureza. Este é o momento do qual mais gosto, onde se alia o barulho do mar, do vento e da terra! São nestes instantes que nos damos conta que, apesar dos esforços, o nosso trabalho é muito bonito! Na minha opinião todos teríamos de ter a  oportunidade de experienciar um trabalho noturno numa colónia de aves marinhas para se aperceber dos sortudos que somos!   

Desembarcadouro Islet visit

During the past month of February we have been visiting the Desembarcadouro Islet to prospect a potential colony of Audubon Shearwaters Puffinus lherminieri, in the framework of Recover Natura LIFE project. Unfortunately we didn’t find any signs which can confirm the presence of these birds, probably due to the high number of Yellow-legged Gulls which breed there. Anyway we did have the opportunity to enjoy our stay in this islet, which offers unforgettable spots of Ponta São Lourenço, Farol islet, Desertas islands and, being lucky, Porto Santo Island.






During the day we took advantage to explore the islet to try to find any important signs to identify the possible presence of the birds. Despite not having found evidences of any seabird species, this island is object of a rat eradication program, which can contribute to a higher future reproductive success of the pelagic birds breeding in Madeira archipelago. During the night we prospected the whole potential area and we made some listening points in the lower parts of the islet. We only heard waders and several gulls (which are really noisy!).

Waiting for the birds to come back at night is an experience full of emotions, and we can enjoy the silence, the quiet and the magic of the nature. This is my favourite moment, when the sounds of the sea, the air and the earth merge! These are the instants when we realize that, despite the efforts, our job is really nice! In my opinion we all should get the opportunity to experience a nighttime job in a seabird colony to realize how lucky we are!  

9 de abril de 2015





Aqui fica um pequeno resumo do tempo passado a colaborar com a SPEA. Agradeço a todos com quem tive o privilégio de colaborar e espero poder continuar a faze-lo. :-)



Here is a small video of my time spent working with SPEA. I would like to thank everyone with whom I had the pleasure of working with and I hope to do so again in the future. :-)








24 de março de 2015

O Ilhéu do Farol

Nova estadía no Ilhéu do Farol na Ponta de São Lourenço. Desta vez não faltou vento, chuva e frio, mas como sempre a contrapartida de paisagens que poucas vezes se conseguem ver. Sons, vistas, cheiros e sensasões que só se conseguem ter nestes exclusivos lugares. Obrigada Albino pela companhia e o trabalho em equipa! 










Soledad Álvarez



New stay in Farol's Islet at Ponta de São Lourenço. 
This time there was no lack of wind,rain and cold, but we were lucky enough to admire the stunning landscapes around us. Sounds, sights, smells and feelings that only can be part of these unique places. Thank Albino for the company and team work!

23 de fevereiro de 2015

De volta às ilhas Desertas

De volta às ilhas Desertas

Back to Desertas Islands 

Durante duas semanas, no passado mês de Janeiro, fomos às ilhas Desertas para dar início à monitorização dos pintainhos Puffinus lherminieri.

During two weeks of the past month of January, we have been at Desertas Islands to start monitoring the Audubon’s Shearwater Puffinus lherminieri 

Os pintainhos já chegaram em Dezembro e no âmbito do projeto LIFE Recover Natura estamos a tentar localizar colónias da espécie em zonas de intervenção (Ponta do São Lourenço, Deserta Grande, Ilhéu Chão). 

Shearwaters already prospected colonies in December and we are trying to discover any colonies of this species in the target areas (Ponta do São Lourenço, Deserta Grande, Chão islet) in the framework of the LIFE project Recover Natura. 


Derrocada e praia na Deserta Grande


Durante o tempo que passámos lá tivemos a possibilidade de explorar dois lugares (Doca na Deserta Grande e a subida do Ilhéu Chão). Estivemos procurando entre as rochas de diferentes dimensões, explorando os buracos todos que poderiam ser ninhos potenciais. Encontrámos algumas aves marinhas mortas, entre as quais, as almas negras Bulweria bulwerii e cagarras Calonectris borealis, e algumas vivas, como os roques-de-castro Hydrobates castro. Lastimavelmente não conseguimos encontrar sinais que confirmem a presença dos pintainhos. 

During the time we spent there we visited two places (Doca in Deserta Grande and the ascension in Chão islet). We have been searching among rocks of different sizes, exploring all the burrows which could be potential nests. We found some dead birds, as Bulwer’s petrel Bulweria bulwerii and Cory’s shearwater Calonectris borealis, and other which are breeding right now, as Madeiran Storm Petrel Hydrobates castro. Unfortunately we did not find any signs which confirm the presence of Audubon’s Shearwater.  

Área da Doca na Deserta Grande
Equipa no Ilheu Chão 


Aproveitámos a ocasião para realizar escutas durante a noite para detetar a presença destas aves. Ouvimos somente os roques-de-castro, cuja população de inverno encontra-se agora na fase de alimentação das crias. Em ambos os lugares de monitorização tivemos a possibilidade de ouvir também corujas-das-torres Tyto alba schmitzi e gaivotas-de-patas-amarelas Larus michaellis. A grande presença destas últimas no Ilhéu Chão e a forte poluição luminosa da costa Sul da Madeira (com muitos holofotes dos campos de futebol) podem representar a maior ameaça para estas aves marinhas de média dimensão. A espécie parece ser muito vulnerável aos principais perigos em terra e no mar. 

We made several night listening points to detect the presence of these birds. We only heard Madeiran Storm Petrels, which winter population is feeding the chicks. In both monitoring places we could also hear Barn owl Tyto alba schmitzi and Yellow-legged gull Larus michaellis. The high abundance of these predators in Chão islet and the strong light pollution of the South coast of Madeira (with several floodlights of football fields), could represent the greatest peril for these medium-size seabirds. The species appears to be extremely vulnerable to main threats both at sea and on land.  

A ilha da Deserta Grande vista desde o Ilhéu Chão 

No arquipélago da Madeira até agora foram estudadas as colónias do Porto Santo e das Selvagens e será interessante comparar os dados destes dois lugares com os obtidos nas áreas alvo do projeto LIFE.

Up to now in the Madeiran archipelago they have been studied Porto Santo and Selvagens colonies and it could be interesting to compare data of these places whit the ones of the LIFE project’s areas. 

Durante estas duas semanas tivemos o apoio fundamental dos vigilantes da natureza, que nos ajudaram no trabalho à noite e nas operações de desembarque. Também pudemos participar nas outras ações do projeto como a monitorização dos morcegos, assim como no controlo da falaria Phalaris aquatica, uma planta invasora que se encontra no topo da ilha, na localidade da Castanheira, e que está a conduzir à perda de habitat da tarântula. 

During these weeks we received the precious support of the wardens of the Natural Park of Madeira, who helped us during work at night and in the disembarkation. We could also take part in other project actions as the bat monitoring and the control of bulbous canary-grass Phalaris aquatic, an invasive plant which could be found in the top of the island, (in Castanheira locality), and is contributing to the loss of habitat of the tarantula.

A tarântula-das-desertas Hogna igens 
Vista do Ilhéu Chão desde a localidade da Castanheira

Claramente não podemos esquecer de referir que nos sentimos sortudos com a oportunidade de trabalhar nestas belas ilhas, um autêntico paraíso natural e que em Março de 2014 teve o importante reconhecimento do Diploma Europeu das Áreas Protegidas.  
Aguardamos com vontade e entusiasmo a estadia seguinte!

Obviously we cannot forget to say we felt very lucky to have the possibility to work in such stunning islands, a pristine natural heaven which was awarded in March 2014 with the European Diploma of Protected Areas. 
We wait with desire and enthusiasm the next stay!  

Ponto de desembarque no Ilhéu Chão

Põr-do-sol na Deserta Grande


10 de fevereiro de 2015

O acantilado das Almas Negras. A procura do pintainho no ilhéu do Farol


Tenho ficado com a Sandra e a Sole no Ilhéu do Farol (Ponta de São Lourenço, Madeira) durante 5 dias para começar a campanha do pintainho (Puffinus lherminieri) dentro do projeto LIFE Recover-Natura que coordina o Serviço do Parque Natural da Mareira (SPNM). O nosso trabalho, nesta fase do estudo, é pesquisar ninhos desta ave, ainda não confirmada a sua presença ou aninhamento neste ilhéu; mas dadas as características do local é possível que goste deste lugar.

Last month I travelled with Sandra and Sole to a little island called “Ilhéu do Farol” (Ponta de São Lourenço, Madeira) to stay 5 days on the project LIFE Recover-Natura  of Serviço do Parque Natural da Mareira (SPNM). Our work consists in to look for nests of a little seabird, the Audubon's Shearwater ou pintainho (Puffinus lherminieri) to confir their presence at this place which looks like its usual habitat. 

O pequeno embarcadouro
Chegamos num bote zodiac de manhã, com os vigilantes do SPNM. No desembarco há uma pequena plataforma numa baía ainda mais pequena, varrida pelas ondas. Até lá chegam umas escadas que serpenteiam pela ladeira, descendo desde o farol, no ponto mais alto do ilhéu. Após saltarmos a terra entre as ondas contínuas, conseguimos levar a terra todo a equipagem (mochilas, uma cozinha portátil, tenda de campismo, comida, água…) todos a correr pelo solo escorregadio para salvar o material do mar. E ao fim respiramos.

We arrive on a zodiac boat in the morning. To go ashore there is a little platform in a too little bay, with high waves. Here starts a stair which rises until the lighthouse, at the top of island. After unload the bags (a portable kitchen, the tent, the backpacks, food, water…) and move it to a safe space, through the slippery ground, we could breath.

As escadas ascendem pelo lado menos escarpado do ilhéu, conectando o pequeno “embarcadouro” com o farol. Mas a metade do ascenso há uma pequena casa ruinosa que foi o nosso melhor resguardo: dentro dela cabe a tenda e as nossas coisas, protegidas do vento omnipresente e da chuva prevista.


The stairs ascend at least cliff side of the islet, connecting the small "dock" with the lighthouse. But half the rise there is a small house ruinous that will be our best guard: we planned to plant inside the tent and our things, protected from the omnipresent wind and rain expected.

A pequena casa fica no lado mais resguardado do ilhéu

Quando tudo ficou pronto, olhei em volta e lembrei-me duma frase dum personagem de fantasía chamado El Jormaz de Saralham, quando visitou as Tombas do Vento: “Conheço esse vento. Faz-te sangrar primeiro, ensurdecer depois, e enlouquecer finalmente. Conheço esse vento.” Se calhar nos não vamos sangrar pelos ouvidos, mas é um vento constante de noroeste, com rajadas que fizeram-me perder o equilíbrio e cair ao chão; é aconselhável manter-se longe das bordas das encostas. Durante os dois primeiros dias tivemos ventos muito fortes, com nuvens cinzentas e chuvisco. Mas no terceiro dia tem amanhecido com o sol a brilhar sobre o mar e o vento mais calmo.

When everything was ready, I looked around and I remembered a sentence of a fantasy character called El Jormaz of Saralham, when he visited the tombs of the Wind, "I know this wind. Make yourself bleed first, deaf later, and finally go mad. I know this wind” Maybe we will not bleed through the ears, but it is a steady wind from the northwest, with gusts that made me lose my balance and fall to the ground.; it is advisable to keep away from the edges of cliffs. During the first few days we have had very strong winds, with gray clouds and drizzle. But on the third day has dawned with the sun shining on the sea and the wind calmer.

No primeiro dia, depois do almoço, fomos fazer um pouco de exploração. Sabíamos que havia um ponto complicado no acantilado que só pode ser cruzado em baixa-mar por um lugar escorregado, e trepar uma parede vulcânica com ajuda de cordas. Além disso, não podemos esquecer de voltar rápido para não ficar atrapadas naquele lugar por causa da maré cheia.

On the first day, after eating, we have gone to explore a little bit. We know that there is a delicate point in the cliffs that can only be crossed at low tide by a slippery place, and climb a volcanic wall with a rope. And we can’t forget to come back soon after to be catched in that place because of the high tide.



Terminei com os dedos cheios de feridas de trepar pelas ásperas rochas basálticas. As zonas perigosas pareciam ainda mais estéreis e selvagens. Ficamos ali sentadas uns minutos, a ver as grandes ondas a passar pelo canal entre o nosso ilhéu e o do Desembarcadouro, ao oeste. As ondas levantavam mais de dois metros e o vento despenteava-las, como uma cabeleira branca de espuma trás de se, iluminadas pela luz cor laranja do crepúsculo. Uma imagem de beleza sobrenatural.

Pelas noites fazíamos escutas, para tentar confirmar a presença do pintainho. Sentávamo-nos ao resguardo de uma das cavernas calcárias no topo do acantilado, ou na porta do farol, protegidas do vento, com as luzes apagadas, em silêncio, para escutar os cantos das aves marinhas que aproveitam a escuridadão da lua nova para aproximarem-se a terra sem ser vistos pelas gaivotas, grandes predadoras das aves marinhas.  

I finished with my fingers full of wounds caused for climb the rough basalt rocks. The dangerous area seemed even more barren and wild than the others. We were sitting there for a few minutes, watching the big waves passing through the channel between our islet and the Desembarcadouro islet, into the west. The waves were risen over two meters and the wind disarranged their top with a white mane of foam behind him. An image of unearthly beauty.

In the evenings we did listens to try to confirm the presence of the pintainho. We sat in the guard of one of the limestone caves at the top of the cliff, or in the lighthouse door, protected from the wind, with the lights off, in silence, listening to the songs of seabirds that take advantage of the darkness of the new moon for approaching the land without being seen by gulls, the great predators of the seabirds.



Mas as noites foram silenciosas. Além de alguns grasnidos das gaivotas, escutamos aos roques de castro (Hidrobates castro), que se aproximavam a nos na escuridadão, em voo rasante para olhar quem é que nos éramos. São muito curiosos. Uma noite estávamos já prontas para dormir, e um deles entrou na casa, entre as mochilas. Sacamos-lhe para fora e como vimos que tinha uma anilha metálica, apontamos o número antes de solta-lho.


But the nights were quiet. In addition to some squawks of seagulls, we listen to roques de castro ou Band-rumped Storm-petrel (Hidrobates castro), approaching to us in the darkness, to investigate our identity. They are very curious. One night we were already prepared to sleep, and one of them entered the house, between the backpacks. We saw it had a metal ring, and we noted down the number before releasing him.
Um roquinho curioso

Á tarde e à noite descíamos ás encostas a procura dos ninhos. Encontramos  primeiro um ovo pequeno no topo duma fenda. Trepei para ver si ainda estava quente, mas como estava frio guardei-o para examiná-lo. Era muito pequeno para ter sido dum pintainho; pensamos que poderia ser de Alma Negra (Bulweria bulwerii), abandonado desde o ano passado. Pouco depois Sandra voltou com outro ovo abandonado, era diferente, maior, branco e com outra forma. Sole disse que tinha forma de ovo de pintainho, e essa noite deitamo-nos muito contentes, com esta prova da presença no ilhéu.

In the afternoon and evening we walked down to the cliffs search of nests. We first a small egg on top of a slit. I climbed up to see him was still warm, but I was cold-picked him to examine him. It was too small to have been of a chick; thought it might be of Alma Negra ou Bulwer's Petrel (Bulweria bulwerii), abandoned since last year. Shortly after Sandra came back with another abandoado egg, was different, larger, white and otherwise. Sole said he had ways of chick egg, and that night we lay down much wrangling with this evidence of their presence in the islet.

O ilheu Bartolo 
Também visitava-mos ao Bartolo, o nome que demos a uma grande rocha com a forma de um gigante comerochas, corcunda e com a boca aberta, na metade da encosta. Utilizávamos como ponto de orientação naquele labirinto de pedras pretas e blocos de basalto que trepávamos como gatas a procura de ocos e fendas que pareceram ninhos. A última tarde sentámo-nos num lugar desde onde víamos uma gruta que rugia com as ondas furiosas do mar, que levantavam uma bela cortina de espuma branca. De repente, Sole gritou emocionada apontando ao mar. Estávamos a ver um lobo marinho! Ficava muito perto de nós, e eu acho que assustou-se do barulho que fizemos com a nossa alegria, porque olhou para nós com a sua cabeça e mergulhou nesse momento. Estávamos muito contentes de ter visto este animal, nenhuma das três tínhamos visto nunca um deles em liberdade.


Also we visited to Bartolo, the name we gave to a large rock in the shape of a giant comerrocas, humpback and with his mouth open in the mid-cliff. We used it as an orientation point in that maze of black stones and basalt blocks which we were climbing as cats looking for hollow and cracks that looked like nests. The last afternoon we sat in a place from what we saw a cave that roared with wild waves of the sea, which raised a beautiful white foam curtain. Suddenly Sole shouted thrilled pointing to the sea. We were watching a sea wolf! It was very close to us, and I think that scared up the noise we made with our joy, because look at us with his head and dove right now. We were very pleased seeing this animal, none of the three had never seen one in the wild. 

O pequeno almoço do ultimo dia
No último dia tínhamos encontrado ao menos 6 ovos abandonados diferentes. Metemos num pacote bem protegido para levar à sede da SPEA para o seu estúdio pormenorizado e recolhemos toda a nossa equipagem para descer de novo até o pequeno embarcadouro. Mas o bote zodiac dos vigilantes do Parque Natural não chegava! Se calhar o mar estava muito mau? Íamos ficar no ilhéu abandonadas nós também, da mesma forma que os ovos?

Uma hora mais tarde, a Laura, a nossa colega que tinha ficado com a Estefania no ilhéu do Desembarcadouro, ligou para nós a dizer que tinha visto o bote zodiac na nossa direção! Estávamos salvas!

PS: Temos medido os ovos e nenhum é de pintainho… são muito pequenos. É possível que o pequeno seja de roque de castro, e os restantes de Alma Negra. Na próxima lua nova, vamos continuar a nossa pesquisa no pequeno ilhéu com a esperança de encontrar alguma pista da presença desta pequena ave marinha.

On the last day we had found at least 6 different abandoned eggs. We put in a well-protected package to carry to SPEA headquarters for a detailed studio; then we collect all our lugagge to descend again until the small dock. But the zodiac boat of the Natural Park was not coming! Maybe the sea was very bad? We were going to stay in abandoned islet us also, like eggs?

An hour later, Laura, our companion who had been with Estefania in the Desembarcadouro islet, I call in to say he had seen the zodiac boat in our direction! We were saved!


PS: We have measured the eggs and not one is from pintainho ... they are very small. It is possible that small is from roque de castro, and the rest of Black Soul. On the next new moon, let's move our research on the islet with the hope of finding some clue of the presence of this small seabird.

9 de fevereiro de 2015

Novamente na Madeira!

Eu sou Yolanda, a nova estagiaria na SPEA-Madeira, relativamente nova porque já estive cá no verão a fazer uma bolsa e agora vou colaborar com a equipa durante um ano no âmbito do programa Erasmus Plus, o Serviço Voluntario Europeu. O passado ano foi só um avanço para este novo 2015.  
              
  Com o novo ano começam outras campanhas dos projetos que estão a decorrer na SPEA, como é o Life Fura-bardos com o começo do período de reprodução. Alem disso, as diferentes atividades que se fazem na sede durante todo o ano como o programa de educação ambiental nas escolas e desenvolvimento das palestras, uma parte muito importante para a conhecimento e a conservação da natureza. Durante o verão não tive a oportunidade de fazer muitas atividades com os miúdos, mas agora acho que vou poer colaborar com os técnicos da equipa SPEA e com a ideia de poer ajudar nesta tarefa tao bonita e importante para as crianças. Mas também vou seguir a fazer as tarefas que fiz no verão, como os censos de mar, procura de ninhos de aves marinas, censos de fura-bardos, censo de mantas, e outras muitas atividades que desenvolveremos na ilha.

             
   Finalmente, tive a oportunidade de voltar a Madeira com a gente que estava a trabalhar cá e que acolherão – me uma segunda vez, e por isso que estou muito obrigada pelo recebimento no equipa. 




Come back to Madeira Island!!

My name is Yolanda and I am a new student in SPEA-Madeira! Well, I was working with them last summer season with a scolarship but now, I can stay here for a year within European Volunteer Service Programme.

For the new year it is starting new projects and activities in SPEA, like LIFE Fura-bardos, a native sparrohawk which breeding season is in March. Furthermore, different activities are doing in the office during the whole year like environmental education in the local schools and development of presentations, very important issue for the knowledge of nature. In summer, I didn't have the chance to do a lot of activities with children because it was holidays, for that now it is the time to collaborate with biologist from SPEA and help in this job so nice and essencial for nature and children. However, we continue to do another things thar we did last year like seabird census, locating nests of sparrowhawks and seabirds and many more activities that we will development in the island. 

Finally, I had the chance to come back to Madeira with people was working here and I was welcomed a second time, for that I am very grateful to them. 




             

12 de janeiro de 2015

Um ano novo pela frente...

Recuperados do Natal e plenamente ativados, começamos a preencher as páginas do 2015!
Já têm agenda deste ano? arrangem uma, preencham as folhas de marcações, participem em todas as que possam, desfrutem de todas elas e depois contem as suas vivências... não esqueçam que qualquer experiência é sempre aprendizagem!

Bom ano!

Um bocadinho de inspiração...


Soledad Álvarez


After Christmas and completely activated, begin to fill the pages of 2015!
You Already have this year's diary? you obtain one, fill it with appointment, participating in all that you can, enjoy all of them and then share your experiences ... you not forget that any experience is always learning!

Good year!