segunda-feira, 14 de novembro de 2016

DELICADEZA AO TRANSCREVER

Todos nós sabemos, mas nunca é demais lembrar...

A cidade não é uma entidade fixa e previsível, pelo menos para nós os cidadãos, está vai crescendo gradualmente (ou diminuir), compreendendo de que não apenas falamos sobre uma expansão do nosso raio de urbanização, mas também mudanças de programa que podem ter um edifício (de moradia a um restaurante, por exemplo); intervenções na melhoria do espaço público; resgate de áreas de patrimônio em notável deterioração, novos vizinhos (se qualquer nova construída), suturas de caráter viário, entre muitos outros.

Este "armar e desarmar" irá desvendar a mudança que começa a surgir em nossas idiossincrasias, estas novas necessidades que enfrentamos e, com o tempo, a partir de um processo de adaptabilidade, irá envolver a estrutura diária das pessoas em um determinado contexto. A chegada e boas-vindas de novas infra-estruturas (a palavra de boas-vindas pode ser sujeito a alterações) está a criar uma atmosfera de caráter eclético, onde podemos encontrar contornos claros representativos de cada geração albergo e alberga a história, se tivéssemos de tomar uma pequena amostra de pessoas que vive em um cidade, iriamos encontrar uma óbvia diversidade , não só por questões de faixas etárias, mas também "estilos", ou seja, é um fenómeno natural e próprio da coexistência. No entanto, este "entrar e sair", se não tomamos as devidas precauções, pode ter repercussões negativas que afectam substancialmente a memória da cidade, sobrepondo jovens e pequenas histórias  em vez de livros com lombada de couro, um bom descobridor sabe que as melhores histórias estão baixo do exposto, o problema é o valioso tempo que temos ao chegar e conhecer um novo lugar.

Os mandamentos do turismo, que é de extrema urgência lembrá-lo, de preferência com uma verdadeira bofetada, não é nada mais do que a "mergulhar" em uma cultura totalmente desconhecido para si mesmo, conseguindo reconhecer traços de sua identidade contextual e deixá-lo começar para desencadear novas idéias e entendimentos sobre o que para nós é "desta forma". Só então, evocando nossa própria herança, que expõe as grandes quedas, mas também explora a grande corrida e conseguir evitar a queda do que o testemunho que percebe trajetória situacional, vamos realizar um turismo que é reforçada pela Re-valorização, em vez de a distinção da quinta estrela, ou seja, mais conteúdo e menos molde.

Fotos em anexo: primeiro "Multiplier Course" - Dia Prático: Divulgação Património Construído através de rotas de conversação.

STARS Madeira - Associação Insular de Geografia / Câmara de Lobos.







terça-feira, 4 de outubro de 2016

Diversidade Biológica nas Ilhas

As 100.000 ilhas da Terra são reservorios excepcionais ricos de diversidade biológica. Ambientalmente frágeis e vulneráveis, são a lar dalgumas das formas de vida e ecossistemas mais exclusivos da Terra.

As ilhas são ecossistemas terrestres isolados pelo mar, representa uma barreira não franqueável para muitas espécies. Cada biota insular constitui um experimento de laboratório da evolução convertendo-se em pequenos armazéns de biodiversidade. Falamos de ecossistemas únicos, muitos de eles com endemismos.
O número de espécies presentes numa ilha depende da quantidade que consigam chegar e dos processos de especiação e extinção que se produzem. Dois fatores também importantes relacionados com a biodiversidade das ilhas oceânicas são o isolamento da fonte de propágulos e a área (MacArthur e Wilson, 1963, 1967). 

O isolamento e a dinâmica da história geológica facilitam os processos de especiação, pelo que é comum a grande percentagem de espécies endémicas presente nos arquipélagos oceânicos. Podemos incluir estes endemismos em dois tipos:

1) os neo-endemismos, espécies formadas de novo por processos de especiação a partir de propágulos que chegaram às ilhas com uma pequena fracção da diversidade genética, especiando por fenómenos de deriva genética. Além deste processo que ocorre logo a seguir à colonização, existe ainda a possibilidade de radiação adaptativa em que, ao longo da história evolutiva, a partir de uma espécie se originam várias espécies adaptadas a diferentes nichos ecológicos. Ainda é possível que se formem espécies novas por ocupação de novas zonas adaptativas. 

2) os paleo-endemismos, espécies que ocorrem apenas numa determinada ilha ou arquipélago porque as suas populações continentais se extinguiram.

Os neo-endemismos são mais comuns nas ilhas vulcânicas oceânicas recentes (e.g. Hawaii, Galápagos, Canárias, Madeira, Açores), enquanto que os paleo-endemismos são comuns em ilhas muito antigas (e.g. Madagáscar, Nova Zelândia).

Nos arquipélagos da Madeira e Selvagens ocorrem cerca de 7.452 espécies e subespécies (Borges et al., 2008c). Um total de 1286 taxa terrestres são endemismos dos arquipélagos da Madeira e Selvagens. O Reino Animal é o grupo com maior número de espécies e subespécies endémicas, nomeadamente os moluscos (210) e os artrópodes (979). A proporção de endemismo nos moluscos (71%) é notável. As plantas vasculares têm 154 espécies e subespécies endémicas, correspondendo a 13% da diversidade total das plantas. Os restantes grupos taxonómicos apresentam menor número de espécies e subespécies endémicas: 36 fungos (correspondendo a 5% da diversidade total de fungos), 12 líquenes (2%), 11 briótos (2%) e 15 vertebrados (24%) (Borges et al., 2008c).

Como as espécies colonizam as ilhas?
Entendemos por povoamento duma ilha à sequência de colonizações por parte de diferentes espécies, que vai dar lugar as comunidades insulares. A colonização de uma ilha por uma espécie vai ser um processo constituído por dois passos diferentes e sucessivos:
  1. Arribada de um ou vários indivíduos da espécie (grupo fundador) desde o seu sitio de origem.
  2. Estabelecimento posterior nessa ilha com sucesso, mediante a formação de uma ou mais populações capazes de sobreviver durante um tempo determinado na ilha. 



O povoamento só faz sentido no caso das ilhas oceânicas, desprovidos de vida quando emergem, porque tanto as ilhas continentais como os microcontinentes já presentam comunidades estruturadas quando adquirem o status insular. 

Os regímens eólicos e correntes marinhas existentes na zona também vão condicionar o ritmo de chegada.

A capacidade de povoamento aumenta com a superfície, altitude e idade ecológica das ilhas. Também depende do poder de dispersão a longa distancia dos organismos, já que têm que ser capazes de travessar uma barreira como é o mar. Esta dispersão pode ser:

  • Ativa: voando, nadando ou navegando.
  • Passiva: por exemplo quando as diásporas são transportadas pelo vento, pelas correntes marinhas ou as aves (no seu trato digestivo ou aderidas ao seu corpo)
  • Assistida: quando contaram com a ajuda voluntária ou involuntária do homem.   



As ilhas, pelas diferentes razões expostas anteriormente, constituem centros de grande diversidade biológica e de uma elevada endemicidade. Em muitas destas ilhas, como também sem dúvida passa nas florestas tropicais continentais ou nas profundidades marinhas, o conhecimento do catalogo de espécies existentes não está nem muito menos fechado. Para ilustrar o exemplo temos o caso das Canárias, região estudada desde um ponto de vista cientifico desde há mais de dois séculos, e que ainda descobrem-se espécies novas a uma velocidade de uma espécie cada cinco dias durante os últimos 20 anos, incluindo os vertebrados e as árvores (Martín Esquivel et al. 2001).

Existe muito mais perigo de extinção de espécies nas ilhas se não se conserva sua biodiversidade, tanto é assim que das 724 extinções de animais registadas nos últimos 400 anos, aproximadamente a metade foram espécies de ilhas. Pelo menos um 90% das aves que chegaram a extinguir-se nesse período de tempo habitavam ilhas. É por este motivo que deve-se realizar um intenso trabalho de conservação dos habitats para evitar a extinção das espécies.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Habitats da ilha de Madeira através das suas levadas e percursos


O fura-bardos (Accipiter nisus granti) é uma ave de rapina diurna própria de ambientes florestais. Constrói os ninhos em árvores e também pode ser observado próximo de campos agrícolas para caçar. A ação D5 do projeto LIFE Fura-bardos tem como objetivo conhecer a distribuição e abundáncia da população desta rapina na ilha de Madeira. Assim, o trabalho de campo é um aspeto fundamental: levadas, veredas epequenos trilhos permitem chegar até manchas de floresta onde a subespécie endémica constrói os ninhos e se alimenta durante a época de reprodução. Também antigos patamares agrícolas agora abandonados, podem ser espaços ótimos para o fura-bardos.

O meu objetivo neste artigo é descrever diferentes habitats presentes na ilha da Madeira, as principais espécies vegetais que podemos encontrar, a traves dos diferentes percursos que realizei com a equipa da SPEA Madeira no meu estágio.

A cuberta vegetal representa o 78% da área total de Madeira, tres quartos do territorio. Nesta porcentajem encontramos masas florestais, matos e plantas herbáceas, também espaços improdutivos como campos agrícolas abandonados. O 45% da masas florestal é floresta natural: a laurissilva. O resto é representado por floresta cultivada e exótica como eucaliptos (Eucalyptus sp.), pinheiro-bravo (Pinus pinaster), acácias (Acacia sp.) ou castinheiros (Castanea sativa). (Direcção Regional das Florestas, 2008). Estes dados oferecem uma visão da importância que tenhem as diferentes comunidades vexetais na ilha.

Estas comunidades poden-se enquadrar entres grandes grupos: 
- Uma vegetação florestal indígena, representada pela laurissilva.
- Vegetação associada à presença humana, quer campos agrícolas quer espéciesexóticas .

-Floresta mixta com espécies indígenas ou nativase espécies exóticas.


Laurissilva

As áreas de Chão da ribera (Seixal), Ginjas e Ponta Delgada (São Vicente) ou Ribeiro Frío (Santana) forom áreas percorridas ao longo de todos estes meses de trabalho, uma oportunidade para observar a beleza única de uma paisagem que pertence ao patrimonio natural da ilha: a laurissilva. 

O til (Ocotea foetens) é uma das espécies mais representativas e emblemáticas deste ecossistema, atinguindo dimensões espetaculares: 37 m de altura e até 14 de perímetro. Na Macaronésia, o til está naturalmente representado na ilha da Madeira e nas Canárias, sendo introduzido nos Açores. As suas folhas  são coriáceas, verde-escuras (quando envelhecem algumas passam a vermelhas ou, menos frequentemente, a alaranjadas ou amareladas) e brilhantes. Quando a planta é muito jovem pódesse observar perfectamente a nervadura do caule. As inflorescências são constituídas por pequenas flores branco-esverdeadas a amareladas. O seu fruto é uma baga verde e preta quando madura.

O azevinho (Ilex perado perado), também conhecido como perado, é outra subespécie endémica da Madeira. É uma pequena árvore sempre verde, normalmente associada à laurissilva de til, que habita em terras mais altas. As flores são pequeninas e pouco vistosas, ao contrário dos frutos vermelhos que o tornam muito atractivo no Inverno (Barone, 2007). As folhas coriáceas tenhem as margens sem espinhos salientes, o contrario que ocorre com outras espécies do género Ilex (Ilex aquifolium -azevinho europeu-).

As Ginjas e a levada Fajã do Rodrigues representam uma oportunidade para conhecer uma das plantas herbáceas mais bonitas da ilha: a orquídea da serra (Dactylorhiza foliosa). Os caules erectos e as grandes folhas lanceoladas, características do género Dactylorhiza. As suas inflorescências aparecem na parte mais apical do caule, com color rosa-pálido ou mesmo branco. É uma planta comum que vive na laurissilva e floresce desde finais da primavera até o mes de agosto.

O folhado (Clethra arborea) e o vinhatico (Persea indica) também aparecem na laurissilva de til e loureiro (Larus novocanariensis) e a Ponta Delgada é um bom lugar para isso. 
O folhado tem  distribuição natural restrita à ilha da Madeira, pode chegar até os 10 m e é perenifólia. O pecíolo é curto e avermelhado, as follas aserradas nos margens e pubescente na página inferior. 

O vinhático é endémico da macaronésia, estando presente em Madeira, Açores e Canárias. É uma árvore, também perenifólia, de maior tamanho que o folhado. As folhas são glabras, sem margens serrados, com os pecíolo avermelhado e toda a folha fica vermelha quando envelhece, o que lhe dá um aspecto muito bonito. A sua madeira tem sido muito apreciada tradicionalmente no fabrico de mobiliário.
Folhado
Vinhático
Outras das árvores mais emblemáticas da laurissilva é o loureiro (Larus novocanariensis). Pertence as comunidades forestais de laurissilva de til e barbusano (Apollonia barbujana). Até 20 metros de altura, é uma árvore perenifólia de copa bastante densa e folhas coriáceas, com um cheiro fácilmente reconhecível. Junto ao til, o barbusano e o vinhático são os representantes das lauráceas, a familiabotánica dominante da laurissilva. Na ilhas existe uma espécie de fungo chamado madre louro (Lauro basidiumlauri), que vive como parasita sobre o loureiro. Aparece sob o tronco e tradicionalmente foi usado para fazer chás e curar os resfriamentos e “fazer bem a tudo” (Freitas & Mateus, 2013). 


Floresta exótica

Todas as espécies deste grupo são espécies naturais de outros países, o término exótico é o oposto a indígena. Algumas delas tenhem alta capacidade reprodutiva, alta capacidade de dispersão, alta resistência e versatilidade adaptativa face a mudanças ambientais e então converten-se num problema porque proliferam sem controle e passam a representar uma ameaça para espécies nativas, a ocupar o seu espaço ecológico, e para o equilíbrio natural dos ecossistemas, tornando-se uma espécie invasora.

O 49% da floresta da ilha é exótica, com especies como o eucalipto, o pinheiro-bravo, acácia ou castinheiro.
Fonte: 2º Inventário Florestal da Região Autónoma da Madeira 
O fura-bardos é uma espécie ligada à laurissilva, o seu habitat natural, mas devido ao impactos nas comunidades vexetais que o ser humano provocou na ilha, foi necessario também procurar indícios e ninhos em áreas com acácias ou castinheiros. Durante todo o tempo de trabalho de campo do projeto só nas manchas exclusivamente com eucaliptos não foi encontrado ninho nenhum.

Assim, as zonas da Choupana (Funchal), Jardim da Serra ou Prazeres pertencem a este grupo vegetal.


Floresta Mixta

Por último encontramos áreas intermédias, com espécies indígenas e também exóticas.

O pitósporo-ondulado (Pittosporum undulatum) é uma espécie exótica bastante frecuentecon floresta indígena, como loureiros e vinháticos. Originário de Australia, pode atingir até 10 m de altura, e ocasionalmente 15 m em locais húmidos e abrigados do vento. As folhas são perenes, ovado-lanceoladas, agudas e de margem ondulada (o que dá o nome à espécie). Na levada do Redondo (Ribeiro Frío, Santana) encontramos o pitósporo-ondulado, junto a folhados e loureiros.

A levada do Norte tem uma vegetação exótica e mista mas é possivel observar o piorno (Genista tenera), um matos endémicos da ilha como o massaroco (Echium nervosum) ou a estreleira (Argyranthemum pinnatifidum). Arbusto perene que habita escarpas rochosas expostas, desde 0 até 1700 m de altura. E muito similar à giesta (Cytisusscoparius) mas esta última é uma espécie exótica invasora, a caule do piorno é lisa e não presenta a nervadura da xesta.


Bibliografía:
- Direcção Regional das Florestas (2008). 2.º Inventário Florestal da Região Autónoma da Madeira.Secretaria Regional do Ambiente. Funchal.
- Barone, R (2007). La flora endémica delarchipiélago de Madeira, unpatrimonio único.
- Freitas, F., Mateus, M. G. (2013). Plantas e seus usos tradicionais - Freguesía de Fajã da Ovelha.Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural. Funchal.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

O jogo como ferramenta para a educação ambiental

Que se pretende conseguir com as atividades de educação ambiental? Esta é a pergunta que desde sempre acompanha o desenvolvimento no caminho até a educação ambiental. Os objetivos e a finalidade nesta área especificaram-se o ano 1975, na Carta de Belgrado, onde definiram-se os objetivos da educação ambiental em relação com ajudar as pessoas a tomar consciência da problemática ambiental, adquirindo conhecimentos, atitudes e habilidades para afrontar e resolver estes problemas, dispor da capacidade de avaliação e potenciar ações desde a participação  e a responsabilidade coletiva. 

Dispor duns objetivos claros e apropriados é o ponto nevrálgico a partir do qual todo o processo de aprendizagem tem sentido. Conseguir definir estes objetivos é um desafio importante em qualquer proposta educativa. Devem de ser compreensíveis e formulados numa linguagem simples, específicos, mesuráveis, avaliáveis, realizáveis e realistas.  

O participante é protagonista da aprendizagem que o educador propõe, o qual acompanha-o na sua realização e reflexão. 

É importante que os conteúdos apresentados sejam bem definidos e que os participantes tenham uma noção prévia deles. Deve-se evitar a quantidade abusiva dos conteúdos numa atividade. As saídas fora da aula são uma boa oportunidade para aplica-los. Uma atividade inclui diferentes tipos de conteúdos: conceituais (saber conhecer), procedimentais (saber fazer) e atitudinais (saber ser e estar)  
A educação não só tem como base a transmissão de informação, tem a ver com o desenvolvimento de habilidades e capacidades sociais. A pessoa aprende interatuando com o meio de forma individual, mas também coletiva. Um dos aspeitos clave das atividades de educação ambiental é a possibilidade de viver situações e experiências em grupo, onde são precisos juízos de valor, posicionamentos, discussões e resoluções de conflitos que permitem adquirir valores construídos de maneira coletiva. Uma boa maneira de trabalhar é utilizando o jogo, já que trata-se de uma atividade social e pode-se representar uma situação, para compreende-la melhor, estabelecer diferentes argumentos e troca de ideias.

A aprendizagem baseada no jogo melhora a motivação e aquisição de conhecimentos e competências por parte dos alunos nos processos de aprendizagem. Estão desenhados com a finalidade de equilibrar o sistema educativo, doando estratégias inovadoras para potenciar a capacidade do jogador e ao mesmo tempo permita-lhe resolver problemas da sua realidade.  

Por tanto, não falamos só de jogos para se divertir, se não que são evidentes os benefícios, desde o desenvolvimento cognitivo, fomento das habilidades sociais como a comunicação, desenvolvimento de pensamento critico, trabalhar de forma cooperativa, etc. 

Nos últimos anos os alunos mais jovens têm mudado muito e apresentam a necessidade de ser motivados de forma diferente.

A infância é a primeira fase da vida e se caracteriza pela formação global e integral da criança. É por este motivo que a relação dos jogos com a criança é constante, porque enquanto se está a jogar, a criança cresce e desenvolve-se como pessoa a diferentes níveis: 
  • Intelectual: memoria, atenção, processos comunicativos e compreensivos, tratamento dos objetos e ideias de forma não convencional, ou seja criatividade.
  •  Psicomotor: saltar, correr, esconder-se e desenvolvimento da psicomotricidade fina.
  • Afetivo: expressar sentimentos, auto-estima, tolerância, superação pessoal, equilíbrio emocional, experimentação de sucesso, etc.
  • Social: assimilação de normas e regras, fazer pactos, partilhar, discutir, resolver conflitos, reprodução de roles, transmissão de valores.
Para além, o jogo permite de maneira fácil a integração de conhecimentos. É por estes fatores todos que os educadores, e em este caso os educadores ambientais têm um recurso magnífico no jogo. Jogar é uma atividade natural da criança que proporciona-lhe prazer e satisfação. Isso significa que jogam porque querem, porque gostam, por iniciativa própria. Esta predisposição faz que concentrem-se com facilidade, esforçam-se para vencer as dificuldades e obstáculos, repitam até se sentiram com confiança, tentam sem medo a enganar-se ou errar, descobrem suas possibilidades e limitações...ou seja com o jogo dá-se as circunstâncias precisas para realizar uma atividade de ensino- aprendizagem.  

Segue um exemplo dum jogo de simulação ambiental adaptada aos mais pequenos da casa para conhecer a biologia do fura-bardos:

A floresta do fura-bardos (30 min)

Descrição: após a palestra sobre a biologia do fura-bardos. Dividimos o grupo em dois. Os primeiros representam os fura-bardos e os outros formam o habitat do fura-bardos. Colocam-se de costas em duas linhas opostas com espaço de jogo entre eles. Explicamos que se encontram na floresta, e que os fura-bardos devem sair ao encontro dos recursos necessários para sobreviver. Assim, cada fura-bardos decide em cada partida o que é que precisa: comida (pássaros), linha de água (água), vale encaixado pouco exposto, ou seja que esteja protegido e refugiado para construir o ninho (refúgio), mancha de árvores altas com sub-bosque mais ou menos aberto (arvores). Cada participante de cada grupo (habitat e fura-bardos) escolhe um recurso e representa-o com mímica. Em cada partida poderá representar um recurso diferente ou o mesmo.

As crianças que representam o habitat ficam quietas no seu sítio, enquanto os fura-bardos avançam em direção ao habitat à procura do recurso que precisam, sempre representando mimicamente o elemento. Se o encontram, apanham a pessoa e levam com ele até ao local inicial dos fura-bardos.

Este recurso converte-se numa cria de fura-bardos (sobrevivência e reprodução, aumenta a população). Se não encontram o elemento que estão a procura, ficam no extremo do habitat porque não conseguem sobreviver, morrem, descompõem-se e integram-se ao meio (ciclo da vida).     

Repete-se este processo várias vezes para ver como evolui a população. Podem-se provocar algumas situações excecionais (por exemplo, falta algum elemento por alguma perturbação, corte de arvores, incendio, não chove e não tem agua.
Ao longo do jogo vamos anotando o número de fura-bardos num quadro ou cartão para perceber o conceito de equilíbrio dinâmico de populações e o seu habitat.
Que faz diminuir a população?
Que faz aumenta-la?

Podemos desenhar um gráfico visual com as contagens e falar sobre o equilíbrio ecológico, de dependência com o meio. Se pode refletir também sobre se os humanos mantemos o mesmo esquema com os recursos naturais da Terra.

Conceitos a trabalhar: Equilibrio ecológico dinamica de populações, habitat, recursos naturais, extinção de especies, conservação.

Material necessário: Quadro ou cartão, caneta. 

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What is suposed to achieve with the environmental education activities? This is the question that keep always up the development of the environmental education. The objectives and purposes in this area were specified in 1975 in Belgrade Letter, where defined the objectives of environmental education in relation to helping people become aware of environmental issues, acquiring knowledge, attitudes and skills to face and solve these problems, have the capacity to assess and leverage action from participation and collective responsibility.

Have clear and appropriate targets is the nerve center from which the whole process of learning has meaning. Getting set these objectives is a major challenge in any educational proposal. must be understandable and formulated in simple language, specific, measurable, achievable and realistic.

The participant is the protagonist of learning what the teacher proposes, which accompanies him on his achievement and reflection.
It is important well definded contents and to have a previous knowledge. Should prevent abuse quantity of contents in an activity. The outside of class outputs are a good opportunity to apply them. an activity includes different types of content: conceptual, procedural and attitudinal 

Education not only is based on the transmission of information, it has to do with the development of skills and social skills. one learns by interacting with the environment individually, but also collectively. One of the key aspects of environmental education activities is the possibility of living situations and experiences in groups, which are accurate value judgments, positions, conflict resolution which allow acquiring constructed values ​​in a collective form. A good way to work is to use the game, since it is a social activity and can represent a situation, to understand it better, to establish different arguments and exchange of ideas.

The in game-based learning improves motivation and acquisition of knowledge and skills by the students in the learning process. They are designed with the purpose of balancing the educational system, giving innovative strategies to enhance the player's ability and at the same time allows you to troubleshoot your reality.
Therefore, we do not talk games just for fun, because the benefits from the cognitive development are evident, development of social skills such as communication, critical thinking development, work cooperatively, etc.
In recent years the younger students has changed a lot and have the need to be motivated differently. .

Childhood is the first stage of life and is characterized by global and integral formation of children. It is for this reason that the contact with games is constant, because as they are playing, the child grows and develops as a person at different levels:
  • Intellectual: memory, attention, communicative and understanding processes, treatment of objects and ideas in an unconventional way, that means creativity.
  • Psychomotor: jump, run, hide and development of fine motor skills.
  • Affective: express feelings, self-esteem, tolerance, personal, emotional balance improvement, successful experimentation, etc.
  • Social: assimilation of norms and rules, to pacts, share, discuss, resolve conflicts, playing roles, transmitting values.
In addition, the game allows you to easily integrating knowledge. It is for these factors that educators, and in this case the environmental educators, have an amazing resource in the game.
Play is a natural activity of the child that gives pleasure and satisfaction. This means that they play because they want to, because they like to do it on their own initiative. This predisposition means to concentrate easily, strive to overcome difficulties and obstacles, repeat until they felt confidently, fearlessly try, discover its possibilities and limitations ... that is the game, gives the precise circumstances to carry out an activity of teaching and learning.

Here is an example of a set of environmental simulation adapted to the smallest of the house to know the biology of stick-bards:

A floresta do fura-bardos (30 min)


Description: 
After the speech on the Sparrowhawk biology. Divided the group into two. The first represents the Sparrowhawks and others form the habitat of the Sparrowhawk. They are situated  in two opposite rows with play space between them. We explained that are in the forest, and that the Sparrowhawks must go out to meet the necessary resources to survive. Thus, each individual decides for each game what is his need; Food (birds), water line (water), non-exposed valley, ie it is protected and refugee to build the nest (shelter), tall trees with underbrush more or less open (trees). Each player represents by mimic one of these resources and also each participant of the habitat group decides in each game that feature.



Children representing the habitat stand still on its place, as Sparrowhawks advance  towards them have to demand the resource choosen. If its found, they catch the person and take him to the point of Sparrowhawks

This feature becomes an Sparrowhawk brood (survival and reproduction increases the population). If you do not find the item you are looking for, become habitat because they can not survive, die, decompose up and integrate the average (life cycle).

This process was repeated several times to see how the population evolves. It's possible to cause some exceptional situations (ie. lack some element by some disturbance, cut trees, fire, no rain and no water.
Throughout the game we note the number of Sparrowhawks in a frame or card to realize the concept of dynamic equilibrium of populations and their habitat.
What make decrease the population? What happens when increases?

We can draw a visual graphics with scores and talk about the ecological balance of dependence on the average. One can also reflect on if human keep the same scheme with the earth's natural resources.

Concepts to work: Ecological Equilibrium dynamics of populations, habitat, natural resources, species extinction, conservation.

Materials needed: Frame or card, pen
Praça de Água

O recurso água é um elemento que atualmente é decisivo e hierárquica quando discutir métodos e técnicas fator de sustentabilidade. Extrações de recursos marinhos como frutos do mar são diretamente dependentes da ótima qualidade de água nos oceanos, rios, lagos, entre outros. Em alguns casos, a água utilizada para irrigar as culturas devem passar através de filtros ou tratamentos para amadurecer frutas e vegetais, evitando que pode ser alterada por certos tipos de infecções ou em alguns casos por metais pesados ​​(no caso do norte do Chile). Nosso corpo é composto de água cerca de 70% de modo a nossa ingestão deste elemento valioso, que varía entre cerca de 2 litros por pessoa, deve ser diária e constante.

Água, ou melhor dito, o oceano, é um recurso, que como muitas culturas e cidades entender, devem ser utilizados para além de um elemento que forma um "habitat para a extração e produção de alimentos", mas isto pode colaborar na desenvolvimento de habilidades de socialização e aspectos de lazer e de carácter recreativo. Estar em contato com a água, não só os nossos benefícios corpo em termos de saúde e fitness, tais como melhorias no sistema cardiovascular e flexibilidade, acelera o processo de reabilitação de lesões, aumento da resistência física, entre outros, mas pode também tornar-se um produto de recreio ou objecto, e isto é devido à sua morfologia inexistente.

Em muitos casos, a água como um elemento para gerar actividades recreativas e de grupo é complementado por outras estruturas ou seu próprio ambiente. Este é o caso de “Câmara de Lobos”, uma localidade que tem relações diretas com o Oceano Atlântico, onde a sua própria geomorfologia, que é robusto, está formando uma baía que entra na comunidade e criar um anfiteatro natural que é envolto por um contexto de porto e marítimo.

Um embarcadouro utilizado para caminhar e saltar para o mar, as crianças brincam correndo entre carros e barcos, algumas nadam em toda a baía em uma mesa ou fazer canoagem. Se você deseja iniciar uma breve conversa, os pescadores escadas podem ajudar a trabalhar com essa atividade. Em um lugar onde não há espaços sem inclinação para gerar espaços ou plataformas para o lazer e socialização aparece como um recurso água do oceano e sua condição geográfica que molda a baía de Câmara de Lobos, onde o mesmo espaço mantém uma onipresença na cidade congrega cidadania torne a vida quotidiana é explícita e compartilhada entre as diferentes faixas etárias, mantendo a característica social ativa da comunidade.


Assim, a comunidade de Câmara de Lobos como uma cidade que tem uma ligação com o recurso água para além de uma área exclusiva para a pesca ou vela clubes, conseguem estender esta visão com os objetivos que buscam o fortalecimento ea sustentabilidade do desenvolvimento humana na socialização e na comunidade a partir das ferramentas de lazer e entretenimento, gestão de debater o debate sobre a possibilidade de socializar ou desenvolver jogos você precisa ter uma plataforma firme e rígida para realizá-las.






Water Square

Water resource is an element that is currently a decisive and hierarchical factor when talking about methods and techniques of sustainability. The extractions of resources marine as fish and seafood depend directly of the optimal quality of the water in oceans, rivers, lakes, between others. In some cases, the water that is used for watering them crops must pass by filters or treatments that allow mature fruits and vegetable avoiding that can be altered by certain infections or in some cases by metals heavy (in the case of the North of Chile). Our body it comprises around 70% water by what our intake of this valuable element, which varies between 2 liters approximately, it must be daily and constant.

Water, or rather, the ocean is a resource, as understand many cultures and cities, must be used beyond an element that forms a "habitat for the extraction and production of food", but it can help in the development of socialization skills and aspects of playful-recreational character. To be in contact with water, not only our body benefits in terms of health and physical well-being as for example improvements in cardiovascular and flexibility, speeds up the process of rehabilitation on injuries, increase in physical resistance, among others, but also can be transformed in an element or playful object, and this is due to their non-existent morphology.

In many cases, the water as an element to generate collective and recreational activities is complemented with other structures or their own environment. This is the case of Câmara de Lobos, a town which has direct relationship with the Atlantic Ocean, where its own geomorphology, which is rugged, formed a Bay which enters the community and set a natural amphitheatre that is wrapped by a port and maritime context.

A jetty used to walk and jump into the sea, children play running between cars and boats, and some swim around the Bay on a table or doing kayaking. If you want to start a brief talk, fishermen stairs can help contribute to this activity. It appears in a place where there are no spaces no slope to make squares or platforms for socialization and leisure as an ocean water resource and its geographical condition that gives form to Lions Bay of camera, in where the same space that maintains an omnipresence in the city brings together citizens making everyday life explicit and shared between different ranges age while maintaining active the social feature of the community.

In this way, the community of Câmara de Lobos as a town that has a link to the resource of water more than an exclusive area for fishermen and yacht clubs, they manage to extend this vision with goals seeking reinforcement and the sustainability of human development in the socialization and community from the playful tools and leisure managing to put in discussion the debate over whether to socialize or develop games it is necessary to have a firm and rigid platform to perform them.