segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Novo voluntario na SPEA


Jesús Foronda García |  jesusforonda.spea@gmail.com | 23 anos | Alicante, España
Voluntário no ambito do Programa Erasmus+ | Duração: 4 meses (fev-mai)

Graduado em Biologia pela Universidade de Alicante em 2015 e mestrado em gestão e restauração do ambiente natural. No ano pasado trabalhou como professor no maestrado de biologia e ciências naturais para o ensino secundário.  Já tem colaborado em alguns projectos relacionados com aves e é coordenador do grupo de Escoteiro Mafeking de Alicante, onde  tenta sensibilizar as crianças sobre a importância da conservação da natureza.Na SPEA Madeira vai colaborar principalmete nos projetos Luminaves e Recover Natura, e vai tentar ajudar em todo o que puder nos outros projetos.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Juntos pela conservação das zonas húmidas

No Dia Mundial das Zonas Húmidas, assinalado hoje, dia 2 de fevereiro, destacam-se os habitats que, na Madeira e Porto Santo, são local de passagem de aves migratórias. Os patos, as garças, a galinhola, as narcejas, os maçaricos, a rola-do-mar, os pilritos e os íbis são algumas das aves limícolas e aquáticas que habitam estas zonas.

Garça-vermelha, Pilrito-de-peito-preto, Íbis-preto e Pato-real

Este tipo de habitat é caraterizado pela presença de lama que permite fornecer alimento, muitas das vezes com a presença de vegetação halófita - plantas terrestres tolerantes à salinidade e adaptadas a viverem no mar ou próximo dele. As pequenas lagoas com uma mistura de águas doce e salgada junto a zonas costeiras e cursos de água, tais como ribeiras, são também parte destes habitats.

No arquipélago da Madeira, algumas zonas húmidas destacam-se. Numa ilha geralmente associada à areia e a uma paisagem árida, o Porto Santo, existe a Represa do Tanque. É um hotspot para observação de aves, onde consta um painel informativo da Socidade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA). Cisnes, marrequinhas, galinhas-de-água, galeirões, garças e narcejas são algumas das espécies que passam por esta represa.

Represa do Tanque, com placa informativa da SPEA

Em Machico, a ribeira que atravessa a freguesia tem vindo a concentrar aves aquáticas e limícolas, estendendo-se desde as suas duas últimas pontes até o mar. Aqui podem-se encontrar o pato-ferrugíneo, o galeirão, a galinha-de-água e, já junto ao mar, pilritos, borrelhos e rola-do-mar, tal como foi observável durante o EuroBirdwatch'16.

Este habitat foi alvo de uma ação de conservação para eliminação de plantas invasoras que colocavam o normal desenvolvimento daquele ecossistema em perigo. Essa ação de voluntariado corporativo contou com a colaboração da Câmara Municipal de Machico, da SPEA, da Grace e da ANA e envolveu 24 pessoas na conversação da natureza.

Ação de limpeza na Ribeira de Machico

Já no concelho do Funchal, a Quinta do Palheiro Ferreiro, estabelecida no cume de uma das montanhas das zonas altas da cidade, tem duas lagoas artificiais que propiciam a passagem de garças e patos, e foi possível constatá-lo numa atividade da SPEA nesta localidade. A unidade hoteleira proporciona, até, um percurso pedestre que permite birdwatching por toda a quinta.

Ainda na costa sul, o concelho da Ponta do Sol foi desde sempre mediático pelo Lugar de Baixo. É nesta localidade onde se pode encontrar a única lagoa de maré existente no arquipélago, habitat de uma biodiversidade sem igual na ilha da Madeira.

Lagoa do Lugar de Baixo (c. 1900; 1970-1980; 2003)

Desde cedo que esta lagoa mereceu atenção de locais e turistas, pela sua particular proximidade ao mar e potencial para a biodiversidade. Durante os anos, a erosão configurou-a de forma diferente até que, recentemente, foi alvo de uma intervenção para a sua conservação. É uma lagoa onde se podem observar vários patos e ainda a garça-real, o galeirão, a íbis-preta, a galinha-de-água, a rola-da-praia, e até a garça-vermelha.

A naturalização e proteção destas áreas é de extrema importância para a biodiversidade. Permite que, muitas vezes, estas espécies encontrem na Madeira e Porto Santo o seu local de passagem e vejam aí uma oportunidade de nidificação. Assim sendo, a pressão humana deve ser a menor possível, seja através da presença do Homem, da poluição ou de edificações nestas áreas.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Las Experiencias Más Valiosas Durante El Voluntariado


En este tiempo de voluntariado mi vida se ha visto bombardeada de sorpresas. Hasta ahora en su mayoría gratas, de aquellas sorpresas que invitan a expandir la voluntad de creer y crear espacios donde podamos ser en armonia con el entorno.

Esta armonía durante el último tiempo ha sido determinada por ponerme en conocimiento sobre la biodiversidad, asunto pendiente que, como muchos otros, se ha visto pospuesto en incontables oportunidades, pero que gracias a este voluntariado he podido encauzar en mi lista de prioridades y metas de este año. La puesta en marcha de este aprendizaje ha resultado ser un total enriquecimiento porque noto cambios, me sorprendo y deleito en cada momento en que se manifiesta mi entorno.

Sobre la biodiversidad no puedo decir mucho, porque siento que es inconmesurable, es un acto eterno constante y tan dinámico que podría estar una infinidad intentando describirla…pero aquí va mi intento.

Aquí en SPEA, el equipo trabajó en una campaña que terminó hace dos semanas, donde los objetivo fueron sensibilizar y educar a la comunidad para el rescate de aves marinas, otorgándoles indicaciones para el procedimiento al hallarlas, así como también la monitorización de las áreas donde son encontradas, para la evaluación de sitios donde la iluminación las encandila, provocando un desvío en su rumbo al mar.

Durante esta campaña el aprendizaje es totalmente enriquecedor. Primero porque sin tener mayor conocimientos técnicos sobre las aves, puedo conocer su comportamiento y maravillarme al escuchar sus vocalizaciones, a tener la delicadeza suficiente para saber su biometría, sorprenderme con su anatomía y el calor que irradia su cuerpo al encontrarse desorientada, al verlas batir sus alas y experimentar para retornar a su vuelo interrumpido, demorando unos minutos o a veces horas en retomar su destino. Desde una segunda arista, puedo ver cómo la voluntad del equipo se direcciona en diversas acciones para disminuir el impacto en estas aves: en explicar con claridad a cada persona que consulte sobre las precauciones a tener, al dirigirse a los distintos lugares y tomar cuenta de ellas y al invertir su tiempo en liberarlas, incluso cuando esto signifique hacerlo en un horario distinto al de sus labores o al esperar desde unos minutos a más de un par de horas en que el ave se disponga a retomar su vuelo.

Este tipo de iniciativa ha sido sin duda una de las actividades más especiales y enriquecedoras que he tenido este tiempo, ya que me hace comprender la naturaleza de los diversos habitantes y visitantes albergados en esta isla, y a la vez me ha empoderado hacia acciones tan sencillas como persona, pero tan valiosas para la biodiversidad, como lo es salvar un ave marina. Las labores más concentradas de Salve un Ave Marina por este año han finalizado, y por su parte las aves han terminado su época de nidificación, encontrándose nuevamente de vuelta en sus ciclos de migración.

Desde este punto en adelante, el equipo redirecciona su trabajo hacia otras de las tantas tareas de protección de naturaleza, a través de las aves y de sus hábitats, sin embargo, la necesidad de atención sobre estas problemáticas no se detienen, menos las acciones que intentan eliminarlas. En adelante se inicia una nueva red de maniobras para la conservación: #HelpFuraBardos, campaña que se propone recaudar donativos para garantizar los trabajos de conservación de la Laurissilva, uno los espacios más grandes y mejores preservados de floresta de laurel en el mundo, y de una de las espécies más emblemáticas que habita en ella, el Fura-Bardos. (bit.ly/helpfurabardos)

En este artículo, no sólo me inclino hacia detallar las experiencias tan increíbles que pueden acontecer durante el voluntariado, y los aprendizajes infinitamente valiosos que para una persona puede dejar. Aquí también me propongo no olvidar la responsabilidad que esto significa…finalmente, si en algún momento caigo en el olvido, y nuevamente postergo mi sintonía con la biodiversidad, tendré presente que la naturaleza de alguna forma se manifestará para darnos la oportunidad de un nuevo encuentro.



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 The Most Valuable Experiences While Volunteering

In this time of volunteering my life has been bombarded with surprises. So far mostly pleasant, those surprises that invite to expand the will to believe and create spaces where we can be in harmony with the environment.

This harmony over the last time has been determined by bringing me to know biodiversity, a pending issue that, like many others, has been postponed in countless opportunities, but thanks to this volunteerism I have been able to get on my list of priorities and goals this year. The implementation of this learning has turned out to be a total enrichment because I notice changes, I am surprised and delighted in every moment in which my environment is manifested.

I can not say much about biodiversity, because I feel it to be immeasurable, an eternal and constant act so dynamic that I could spend an infinity trying to describe it ... but here is my intent.

Here at SPEA, the team worked on a campaign that ended two weeks ago, where the objectives were to sensitize and educate the community for the rescue of seabirds, granting them indications for the procedure when finding them, as well as monitoring the areas where they are found , For the evaluation of places where the illumination entices them, causing a deviation in its course to the sea.
During this campaign the learning is totally enriching. First, because without having further knowledge about birds, I can know their behavior and get marveled at hearing their vocalizations, have enough delicacy to know their biometrics, surprise me with their anatomy and the heat of their body when they get disoriented, watching them experiment and beat their wings to return to their interrupted flight, taking a few minutes or sometimes hours to flight back to their destination. From a second edge, I can see how the team's will is directed in diferent actions to reduce the impact on these birds: explaining clearly to each person that consults them about the precautions to have saving a bird, going to different places and take account of any lost bird and investing their time releasing them, even when it means doing it after work or waiting the bird to gets ready to restart its flight, taking a few minutes or more than a couple of hours.

This type of initiative has undoubtedly been one of the most special and enriching activities I have done this time, because it makes me understand the nature of the various inhabitants and visitors lodged on this island, and at the same time has empowered me to such simple actions as a person, but as valuable to biodiversity as saving a seabird.

The most concentrated efforts of ‘Save a Sea Bird’ for this year are over, and in turn the birds have finished their nesting season, finding themselves back in their migration cycles.

From this point forward, the team redirects its work towards other of the many tasks of nature protection, through the birds and their habitats, however, the need for attention on these issues do not stop, even less the actions that try to eliminate those threats. A new network of conservation maneuvers is now underway: #HelpFuraBardos, a campaign that aims to raise donations to guarantee the conservation work in the Laurissilva, one of the largest and best preserved laurel forest in the world, and one of the most emblematic species that inhabits it, the Fura-Bardos. (bit.ly/helpfurabardos)


In this article, I not only lean to detail the incredible experiences that can happen during volunteering, and the infinitely valuable learning that a person can experiment. Here I also intend not to forget the responsibility that this means ... finally, if in any point I fall into oblivion, and postpone again my attunement with biodiversity, I will keep in mind that nature will somehow manifest itself to give me the opportunity of a new encounter .


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

DELICADEZA AO TRANSCREVER

Todos nós sabemos, mas nunca é demais lembrar...

A cidade não é uma entidade fixa e previsível, pelo menos para nós os cidadãos, está vai crescendo gradualmente (ou diminuir), compreendendo de que não apenas falamos sobre uma expansão do nosso raio de urbanização, mas também mudanças de programa que podem ter um edifício (de moradia a um restaurante, por exemplo); intervenções na melhoria do espaço público; resgate de áreas de patrimônio em notável deterioração, novos vizinhos (se qualquer nova construída), suturas de caráter viário, entre muitos outros.

Este "armar e desarmar" irá desvendar a mudança que começa a surgir em nossas idiossincrasias, estas novas necessidades que enfrentamos e, com o tempo, a partir de um processo de adaptabilidade, irá envolver a estrutura diária das pessoas em um determinado contexto. A chegada e boas-vindas de novas infra-estruturas (a palavra de boas-vindas pode ser sujeito a alterações) está a criar uma atmosfera de caráter eclético, onde podemos encontrar contornos claros representativos de cada geração albergo e alberga a história, se tivéssemos de tomar uma pequena amostra de pessoas que vive em um cidade, iriamos encontrar uma óbvia diversidade , não só por questões de faixas etárias, mas também "estilos", ou seja, é um fenómeno natural e próprio da coexistência. No entanto, este "entrar e sair", se não tomamos as devidas precauções, pode ter repercussões negativas que afectam substancialmente a memória da cidade, sobrepondo jovens e pequenas histórias  em vez de livros com lombada de couro, um bom descobridor sabe que as melhores histórias estão baixo do exposto, o problema é o valioso tempo que temos ao chegar e conhecer um novo lugar.

Os mandamentos do turismo, que é de extrema urgência lembrá-lo, de preferência com uma verdadeira bofetada, não é nada mais do que a "mergulhar" em uma cultura totalmente desconhecido para si mesmo, conseguindo reconhecer traços de sua identidade contextual e deixá-lo começar para desencadear novas idéias e entendimentos sobre o que para nós é "desta forma". Só então, evocando nossa própria herança, que expõe as grandes quedas, mas também explora a grande corrida e conseguir evitar a queda do que o testemunho que percebe trajetória situacional, vamos realizar um turismo que é reforçada pela Re-valorização, em vez de a distinção da quinta estrela, ou seja, mais conteúdo e menos molde.

Fotos em anexo: primeiro "Multiplier Course" - Dia Prático: Divulgação Património Construído através de rotas de conversação.

STARS Madeira - Associação Insular de Geografia / Câmara de Lobos.







terça-feira, 4 de outubro de 2016

Diversidade Biológica nas Ilhas

As 100.000 ilhas da Terra são reservorios excepcionais ricos de diversidade biológica. Ambientalmente frágeis e vulneráveis, são a lar dalgumas das formas de vida e ecossistemas mais exclusivos da Terra.

As ilhas são ecossistemas terrestres isolados pelo mar, representa uma barreira não franqueável para muitas espécies. Cada biota insular constitui um experimento de laboratório da evolução convertendo-se em pequenos armazéns de biodiversidade. Falamos de ecossistemas únicos, muitos de eles com endemismos.
O número de espécies presentes numa ilha depende da quantidade que consigam chegar e dos processos de especiação e extinção que se produzem. Dois fatores também importantes relacionados com a biodiversidade das ilhas oceânicas são o isolamento da fonte de propágulos e a área (MacArthur e Wilson, 1963, 1967). 

O isolamento e a dinâmica da história geológica facilitam os processos de especiação, pelo que é comum a grande percentagem de espécies endémicas presente nos arquipélagos oceânicos. Podemos incluir estes endemismos em dois tipos:

1) os neo-endemismos, espécies formadas de novo por processos de especiação a partir de propágulos que chegaram às ilhas com uma pequena fracção da diversidade genética, especiando por fenómenos de deriva genética. Além deste processo que ocorre logo a seguir à colonização, existe ainda a possibilidade de radiação adaptativa em que, ao longo da história evolutiva, a partir de uma espécie se originam várias espécies adaptadas a diferentes nichos ecológicos. Ainda é possível que se formem espécies novas por ocupação de novas zonas adaptativas. 

2) os paleo-endemismos, espécies que ocorrem apenas numa determinada ilha ou arquipélago porque as suas populações continentais se extinguiram.

Os neo-endemismos são mais comuns nas ilhas vulcânicas oceânicas recentes (e.g. Hawaii, Galápagos, Canárias, Madeira, Açores), enquanto que os paleo-endemismos são comuns em ilhas muito antigas (e.g. Madagáscar, Nova Zelândia).

Nos arquipélagos da Madeira e Selvagens ocorrem cerca de 7.452 espécies e subespécies (Borges et al., 2008c). Um total de 1286 taxa terrestres são endemismos dos arquipélagos da Madeira e Selvagens. O Reino Animal é o grupo com maior número de espécies e subespécies endémicas, nomeadamente os moluscos (210) e os artrópodes (979). A proporção de endemismo nos moluscos (71%) é notável. As plantas vasculares têm 154 espécies e subespécies endémicas, correspondendo a 13% da diversidade total das plantas. Os restantes grupos taxonómicos apresentam menor número de espécies e subespécies endémicas: 36 fungos (correspondendo a 5% da diversidade total de fungos), 12 líquenes (2%), 11 briótos (2%) e 15 vertebrados (24%) (Borges et al., 2008c).

Como as espécies colonizam as ilhas?
Entendemos por povoamento duma ilha à sequência de colonizações por parte de diferentes espécies, que vai dar lugar as comunidades insulares. A colonização de uma ilha por uma espécie vai ser um processo constituído por dois passos diferentes e sucessivos:
  1. Arribada de um ou vários indivíduos da espécie (grupo fundador) desde o seu sitio de origem.
  2. Estabelecimento posterior nessa ilha com sucesso, mediante a formação de uma ou mais populações capazes de sobreviver durante um tempo determinado na ilha. 



O povoamento só faz sentido no caso das ilhas oceânicas, desprovidos de vida quando emergem, porque tanto as ilhas continentais como os microcontinentes já presentam comunidades estruturadas quando adquirem o status insular. 

Os regímens eólicos e correntes marinhas existentes na zona também vão condicionar o ritmo de chegada.

A capacidade de povoamento aumenta com a superfície, altitude e idade ecológica das ilhas. Também depende do poder de dispersão a longa distancia dos organismos, já que têm que ser capazes de travessar uma barreira como é o mar. Esta dispersão pode ser:

  • Ativa: voando, nadando ou navegando.
  • Passiva: por exemplo quando as diásporas são transportadas pelo vento, pelas correntes marinhas ou as aves (no seu trato digestivo ou aderidas ao seu corpo)
  • Assistida: quando contaram com a ajuda voluntária ou involuntária do homem.   



As ilhas, pelas diferentes razões expostas anteriormente, constituem centros de grande diversidade biológica e de uma elevada endemicidade. Em muitas destas ilhas, como também sem dúvida passa nas florestas tropicais continentais ou nas profundidades marinhas, o conhecimento do catalogo de espécies existentes não está nem muito menos fechado. Para ilustrar o exemplo temos o caso das Canárias, região estudada desde um ponto de vista cientifico desde há mais de dois séculos, e que ainda descobrem-se espécies novas a uma velocidade de uma espécie cada cinco dias durante os últimos 20 anos, incluindo os vertebrados e as árvores (Martín Esquivel et al. 2001).

Existe muito mais perigo de extinção de espécies nas ilhas se não se conserva sua biodiversidade, tanto é assim que das 724 extinções de animais registadas nos últimos 400 anos, aproximadamente a metade foram espécies de ilhas. Pelo menos um 90% das aves que chegaram a extinguir-se nesse período de tempo habitavam ilhas. É por este motivo que deve-se realizar um intenso trabalho de conservação dos habitats para evitar a extinção das espécies.