segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Uma ambientóloga em SPEA-Madeira

Olá a todos desde o paraíso, também chamado Madeira. Meu nome é Clara e sou uma espanhola apaixonada da natureza recém-chegada à esta bela ilha verde.


Graduei-me em Ciências Ambientais pela Universidade Miguel Hernández de Elche (Alicante, Espanha), e quase dez dias atrás eu terminei um máster em Valencia (Espanha) em Conservação e Evolução da Biodiversidade Animal. Eu me considero uma pessoa muito afortunada de estar aqui desde que adoro viajar e conhecer diferentes ambientes e lugares remotos. De fato, na minha carreira não perdi a oportunidade de desfrutar de bolsas que me permitiram estudar e trabalhar no extrangeiro, e explorar países como Itália, Chile, Bolívia, Peru e Estados Unidos, ricos tanto em nível cultural como em biodiversidade e ecossistemas.


Por outro lado, por mais de um ano na minha cidade, Alicante, trabalhei no Parque Natural Municipal de “El Clot de Galvany”. Lá eu tive a minha primeira experiência com o trabalho do educador ambiental e aprendi o valor ambiental e a riqueza da biodiversidade que a minha região tem, muitas vezes desprezada pelos seus próprios habitantes e eclipsada pelo típico turismo de sol e praia do Mediterrâneo. Também no meu último ano eu fiz o estágio na SEO-BirdLife, onde trabalhei na Parque Natural Albufera de Valência no rato de ãgua (Arvicola sapidus), e conheci de primeira mão o trabalho desta grande organização e me apresentaram ao maravilhoso mundo das aves e ao funcionamento dos projetos de conservação.

                      
Os meus principais objetivos durante meus poucos meses em Madeira são; aprender uma nova lingua, que a este tempo eu acho indecifrável (o português da Madeira), explorar e saber mais da natureza desta ilha e, claro, colaborar em todo o possível com com o trabalho da SPEA e no projeto Luminaves. Neste projeto específico vou escrever seguro no futuro, já que a verdadeira razão pela qual eu estou aqui não é somente aprender sobre as aves marinhas desta ilha, mas saber mais sobre o impacto ambiental da poluição luminosa da ilha nas aves marinhas e actuar e enfrentar esse impacto.

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Hello everyone from paradise, also called Madeira. My name is Clara and I am a Spanish nature lover recently arrived to this beautiful green island.

                                   

I was graduated in Environmental Sciences from the University Miguel Hernández de Elche (Alicante, Spain), and almost ten days ago I finished a master's degree in Valencia (Spain) in Conservation and Evolution of Animal Biodiversity. I consider myself a very lucky person to be here hence I love to travel and to know different environments and remote places. In fact, in my career I did not miss the opportunity to enjoy scholarships that allowed me to study and work abroad, so I could explore countries such as Italy, Chile, Bolivia, Peru and the United States, rich both in culture and biodiversity and ecosystems.


On the other hand, for more than a year in my city, Alicante, I worked in the Municipal Natural Park of “El Clot de Galvany”. There, I had my first experience with the work of the environmental education and I learned the environmental value of the biodiversity wealth that my region offer, wich used to be overlooked by its own habitants and eclipsed by the typical sun and beach tourism of the Mediterranean. Also last year, I did an internship in SEO-BirdLife, where I worked in the Albufera Natural Park in Valencia and I got to know at first hand the work of this great organization, and it introduced me to the wonderful world of birds and to the operation of conservation projects.

                      
My main goals during my few months in Madeira are; learn a new language, which at this time I think indecipherable (the Portuguese of Madeira), explore and learn more about the nature of this island and, of course, collaborate as much as it's possible with the work of SPEA and the project Luminaves. About this specific project I will write insurance in the future, since the real reason why I am here is not only to learn about the seabirds of this island, also I want to know more about the environmental impact of the island's light pollution on seabirds and to face this impact.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

O que tenho aprendido na SPEA Madeira?

Queridos leitores, esta é a minha última semana na SPEA, como você pode imaginar, portanto, este é o meu último artigo do Blog. Foram seis meses maravilhosos em que gostei muito de contar as  minhas histórias e partilhar com você tudo o que sei sobre o meio ambiente e várias coisas que eu considerava interessante partilhar.
Como diz o título do artigo, hoje vou falar sobre tudo o que ensinou-me  trabalhar na SPEA.
Do ponto de vista pessoal, a minha estadia na SPEA serviu-me para amadurecer como pessoa e como biologo.  Aprendi novas técnicas do trabalho de campo, aprendi a identificar novas espécies de aves que não conhecia antes (e até plantas), conheci uma nova cultura que me fascinou-me, aprendi (mais ou menos) a falar portugués, e por isso que encorajei-me a escrever este artigo só em português tentando usar o tradutor o mínimo possível. Também fiz muitos novos amigos com quem espero viver novas aventuras no futuro.





 Sem dúvida, vou ter saudades desta ilha, e dos suos paisagens de conto de fadas e as suas praias cheias de vida. 

Mas acima de tudo, eu vou ter saudades do estilo de vida, aqui vive-se completamente relaxado, sem estresse, e isso, hoje, não é fácil de encontrar.

Durante a minha estadia na SPEA Madeira, trabalhei com um grupo de grandes profissionais. De cada um, aprendi coisas únicas, tanto profissionalmente como pessoalmente. Por isso, quero  "homenagear" a todos os meus colegas.

  • Emmanuel: Nós só trabalhamos juntos por um mês, mas foi mais que suficiente para perceber que ele é uma ótima pessoa com quem e fixe trabalhar, tanto por o seu profissionalismo quanto por a sua humildade e gentileza, graças a ele, eu percebei o importante que são os esforços de comunicação e marketing nas ações de conservação da biodiversidade, pois, se não conseguimos conscietizar a população, nada servirá do nosso trabalho. Também aprendi que o tempo voa e você tem que proveitar de cada segundo, parece que foi ontem quando ele disso-me: "aproveita, o tempo voa".Ele estava certo, a minha estadia aqui aconteceu em um piscar de olhos. Então eu gostaria de aproveitar a oportunidade para dar-lhes a tudos o mesmo conselho: viva cada segundo como se fosse o último.
  • Sonia: Como com o Emmanuel, só trabalhamos um mês juntos, mas isso foi mais que suficiente para fizemos-nos grandes amigos. É uma dessas pessoas, que sempre têm um sorriso no rosto. Com ela, aprendi que devemos viver sempre com entusiasmo e alegria, devemos perder a nossa timidez, esforçar-nos sempre por cumprir os nossos sonhos e sempre aproveitar para viajar e conhecer mundo. Nunca esquecerei os nossos censos de aves nos parques do Funchal, nem nossas pequenas "discussões" em casa que sempre terminaram com uma cerveja. Foi um prazer trabalhar com ela e partilhar meu modesto conhecimento sobre as aves. Até pronto, na Andaluzia ou em qualquer lugar onde nos levem as nossas novas aventuras.
  • Jesús: Com o Jesus trabalhei por três meses na SPEA. Sem dúvida, é umo dos melhores amigos que tenho desta ilha. Com ele, vivi muitas experiências e também aprendi muitas coisas. Graças a ele, descobri que, felizmente, ainda existem jovens que amam a natureza e têm ideais claros e uma paixão por o seu trabalho. O futuro da conservação está em boas mãos. Graças a ele, aprendi muito sobre alguns aspectos que não conhecia sobre as aves. Nunca esquecerei a nossa excursão em busca da carteira que ele perdeu, e depois de três horas de caminhar, estava no início do trilho ... Não vou esquecer o meu primeiro mergulho na Madeira, que coincidiu com o seu batismo e o de alguns amigos, uma experiência inesquecível que espero seja repetida em breve.

    Sempre vou agradecer-lhe por ter me hospedado na casa onde morou, e acima de tudo, por me apresentar a grande maioria dos meus amigos na ilha. Por razões do destino, o Jesús terminou a trabalhar na universidade da minha cidade, então, se tudo correr bem, veremos-nos em breve, mas desta vez, espero não ter que procurar sua carteira por três horas.
  • Marta: Com a Marta trabalhei durante os primeiros quatro meses da minha estadia. A minha primeira saída para o campo foi com ela, gostei muito de fazer o Censo de Aves Comuns e o Atlas de Aves Nidificantes. Com ela, aprendi muitas coisas sobre o comportamento das aves. Eu pensei que eu era bom em identificar aves comuns, até que conhecei à Marta. Com apenas um segundo de canto, ela já podia identificar a espécie e exatamente igual com o vôo. Aumentaei imensamente o meu conhecimento sobre as aves terrestres graças a ela, embora o tema dos cantos contina sendo o meu assunto pendente... Com ela aprendi a usar corretamente um GPS ou a reconhecer os sinais de presença de o Fura-bardos, o que foi muito útil para mim em todas e cada uma das minhas saidas de campo com a SPEA. A nível pessoal, ajudo-me muito, é uma daquelas pessoas que nunca desistem e que são apaixonadas do seu trabalho. Sempre vou agradecer as suas lições de portugués improvisadas, com as quais aprendi coisas que nunca aprenderi na academia ou num livro de texto. Obrigado pelas conversas interessantes no carro quando voltamos do campo e também por aproveitar a minha primeira saida para o campo para fazer-me um "passeio turístico" pela ilha, tudo cheio de dados curiosos sobre cada um dos sites que visitamos. E também, obrigado por me ensinar uma das expressões mais curiosas que uso atualmente para tudo: "EPA !!!".
  • Cátia: com ela coincidiu durante toda a minha estadia na SPEA Madeira. Com ela, aprendi que devemos mudar o nosso modo de pensar, tanto pessoal como cientifico, e que lutar pela conservação é uma tarefa difícil e às vezes ingrata, no entanto, apesar de tudo isso, vale a pena deixar-se a pele e lutar pelo que você considera correto. Também aprendi que é preciso ser sincero consigo mesmo e que o trabalho de escritório tem o mesmo ou mais valor do que o trabalho de campo. Muitas vezes só valorizamos as partes "bonitas e giras" de um projeto, mas sem o trabalho de escritório, nada disso seria possível. Eu sempre serei agradecido por ser selecionado para este stagio. Não tenho dúvidas de que a SPEA Madeira é o que é graças a ela. Eu não poderia ter tido uma melhor "patroa"😝.

  • Laura: Como com  a Cátia, coincidi com ela toda a minha estadia na SPEA Madeira. Com ela aprendi muito sobre o trabalho de campo com o Fura-bardos e como encontrar os seus ninhos,mas eu sei que nunca terei a mesma capacidade que ela para encontrá-los em um piscar de olhos (ainda acho que ela tinha ido no dia antes a procurar-los, e depois encontrar-los de lugares inimagináveis). Graças a ela, aprendi muito sobre um grupo de aves, das quais não conhecia quase nada, as aves marinhas. Agora, eu sou capaz de distinguir todas as aves marinhas que estão presentes na ilha da Madeira, até com os seus cantos !!!. Também  aprendei a fazer censos do mar, mas novamente preciso de muitas horas de barco para chegar ao seu nível. Também aprendi a importância da educação ambiental nas escolas. A nível pessoal e profissional, graças a ela, aprendi que não tudo é aprendido nos livros ou na universidade, há certos conhecimentos que só podem ser aprendidos viajando e trabalhando em um projeto real. Obrigado por essas conversas e conselhos no café. Eu sempre serei grato por toda a ajuda que ela deu-me antes de chegar à Madeira e durante o início da minha estadia. E também tenho que agradecê-la por o seu trabalho no blog, já que, embora os artigos sejam escritos por mim, ela sempre verificou-los para controlar que o meu português estava correto e que o artigo fosse bom, poderíamos dizer que ela tem sido a verdadeira gestora (e censura😜) do blog. Como a Cátia, gostaria de agradecer-lhe por ter-me dado a oportunidade de participar neste projeto.
Sem dúvida, durante a minha colaboração com a SPEA Madeira, trabalhei com muitas mais pessoas, para todos eles agradeço-lhes a ajuda. 

Quanto a mim, volto para a minha cidade (Granada) para fazer um mestrado em conservação e biodiversidade. Esta experiência tem sido um sonho tornado realidade, espero ter contribuído com o projeto. Lamento muito que o stagio tenha de terminar e que o nossos caminhos tenham de separar-se, mas quem sabe, talvez em alguns anos os nossos caminhos encontrem-se de novo 😊.

Antes de terminar, gostaria dar um último conselho: " Se tem asas, porque não vai voar?"


MUITO OBRIGADO💗



segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Aves marinhas da Madeira

In this week's article, I'm going to talk about one of the groups of birds less known to the general population, probably because they are not as easy to see as other "terrestrial" birds.
Certainly, when I say that you think of a seabird, you all think of a seagull or a stern, but not all the seabirds are seagulls.

On this island there are 8 species of seabirds, which with some exception are less known, I mean pelagic seabirds.

Then I will tell you about each one of them and also about some of its characteristics:


  • Zino's Petrel (Pterodroma madeira): It is an endemic bird on the island of Madeira, it is one of the rarest and most threatened seabirds in the world, currently it is estimated that there are only about 80 breeding pairs. measured to the damages caused in its nesting zone, the central massif and the Areeiro peak.
    Which were razed by the fire of 2016, which almost causes the disappearance of the species. It is characterized by having wings and upper body grayish, while chest is white.
  • Desertas Petrel (Pterodroma deserta): This is another endemic bird of Madeira, which nest in the deserted islands, to be more exact in Bugio, there are approximately 180 to 250 breeding pairs.
    It is very similar to the Zino's petrel, being almost impossible to distinguish them in the sea, like the nun of Madeira, is characterized by having the upper and gray wings and white breast. Its size is somewhat smaller than that of Madeira, presenting a more compact appearance and a thicker beak. It feeds on small fish, cephalopods and crustaceans.
  • Cory's shearwater (Calonectris borealis): Surely this species is known by most readers of the blog, as it is one of the most famous seabirds in the area, possibly because of its abundance and ease of observation, if you make an exit to the sea and you do not see it, one of two, or you are not very attentive, or you are not in Madeira 😜
    . In Madeira we have one of the largest colonies in the world. Of the 8, it is the largest, and is characterized by the upper parts greyish gray, the bottom completely white and the yellow beak. It nests in natural cavities, usually in cliff areas and feeds mainly on small pelagic fish (mackerel or sardine).
  • Manx shearwater (Puffinus puffinus): It is a medium-sized seabird, which nests on cliffs in the interior of the island, always above 500 meters in altitude. It is characterized by having a uniform black coloration in the upper parts and white in the lower parts. The main distinctive feature of this species can be seen in his head, in which the dark spot extends even under the eyes. It feeds on fish, cephalopods and crustaceans.
  • Barolo shearwater (Puffinus lherminieri): It is a sea bird very similar to the patagarro, but of smaller size, like this one, it has the upper part dark and the lower part white, the main difference with the patagarro is that the dark spot does not extends below the eyes. Only nest in isolated areas of islets. It feeds on small cephalopods and fish.
  • Band-rumperd storm petrel (Hydrobates castro): This is the smallest sea bird. It is characterized by a dark coloration throughout the body, except for the bishop which is white. In wood there are two populations, one of winter and one of summer. Nests in small cavities. It feeds on planktonic crustaceans and small fish.
  • Bulwer's petrel (Bulweria bulwerii): In the deserted islands we have the largest colony of the Atlantic, It makes the nests in small cavities within the rocks. It is characterized by being all black, and is distinguished from other seabirds because it only sings inside the nest.
  • White-faced storm petrel (Pelagodroma marina): It is characterized by a dark back and a clear belly, have long legs and yellow, is easily identifiable by its flight "tramping the sea". It digs its nests in sandy soil, and nests mainly in the wild. It feeds on small fish and cephalopods.

These are the 8 species of pelagic seabirds present in Madeira, I hope you enjoyed the article and that on your next exit to the sea, you will see more than seagulls 😁.
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No artigo desta semana, vou falar sobre um dos grupos de aves menos conhecidos pela população em geral, provavelmente porque eles não são tão fáceis de ver como outras aves.

Certamente, quando eu digo que você pense em uma ave marinha, todos vocês pensam numa gaivota ou num garajau,

estas são as chamadas aves marinhas litorais, já que passam a maior parte do tempo perto da costa, mas não todas as aves marinhas são gaivotas, nesta ilha há oito espécies de aves marinhas, que com alguma exceção são menos conhecidas, refiro-me a as aves marinhas pelágicas.


Então, agora vou falar sobre cada uma deles e também sobre algumas das suas características:

  • Freira-da-Madeira (Pterodroma madeira): é uma ave endêmica da ilha da Madeira, é uma das aves marinhas mais raras e ameaçadas do mundo, atualmente estima-se que existem apenas cerca de 80 casais. A sua nidificação é no maciço central e no pico de Areeiro. Parte de cima cinzenta, asas brancas e cinzentas e peito branco.
  • Freira-do-Bugio (Pterodroma deserta): Este é outra ave endêmica da Madeira, que faz os ninhos nas ilhas desertas, para ser mais exato no Bugio, há aproximadamente de 180 a 250 casais. É muito semelhante à freira-da-madeira, sendo quase impossível distingui-los no mar, como a freira-da-Madeira, é caracterizada por ter a parte de cima preta e a face inferior das asas quase totalmente preta eo peito branco. Seu tamanho é um pouco menor que o da Freira-da-Madeira, apresentando uma aparência mais compacta e um bico mais grosso. Alimenta-se de pequenos peixes, cefalópodes e crustáceos. 
  • Cagarra (Calonectris borealis): Certamente esta espécie é conhecida pela maioria dos leitores do blog, pois é uma das aves marinhas mais famosas da região, possivelmente pela sua abundância e facilidade de observação, se você sair para o mar e não vê cagarras, ou você não está muito atento, ou você não está na Madeira 😜. Na Madeira, temos uma das maiores colônias do mundo. Das oito marinhas, é a que têm maior tamanho, e é caracterizada por ter as partes superiores cincento-acastanhadas, as partes inferiores brancas e o bico amarelo. Nidifica em cavidades naturais e alimenta-se principalmente de pequenos peixes pelágicos (cavala ou sardinha).
  • Patagarro (Puffinus puffinus): é uma ave marinha de tamanho médio, que nidifica em falésias das áreas interiores da ilha, sempre acima de 500 metros de altitude. Caracteriza-se por uma coloração preta uniforme nas partes superiores e branca nas partes inferiores. A principal característica distintiva desta espécie pode ser vista em a sua cabeça, já que a coloracão oscura da cabeça estende-se até abaixo dos olhos. Alimenta-se de peixes, cefalópodes e crustáceos.
  • Pintainho (Puffinus lherminieri): é uma ave marinha muito parecida ao patagarro, mas é de tamanho menor, como este, tem a parte superior escura e a parte inferior branca, a principal diferença com o patagarro é que a coloracão oscura da cabeça não estende-se até abaixo dos olhos. Apenas têm ninhos em ilhas e ilhéus, localizados em falésias costeiras geralmente inacessíveis, alimenta-se de pequenos cefalópodes e peixes.
  • Roque-de-castro (Hydrobates castro): este é a menor ave marinha das oito. É caracterizada por ter uma coloração escura em todo o corpo, com exceção duma banda branca na cauda. Em Madeira há duas populações, uma de inverno e uma de verão. Faz os ninhos em pequenas cavidades e alimenta-se de crustáceos planctônicos e peixes pequenos.
  • Alma-negra (Bulweria bulwerii): Nas ilhas desertas temos a maior colônia do Atlântico, faz os ninhos nas pequenas cavidades dentro das rochas. Caracteriza-se por ser todo preto e distingue-se das outras aves marinhas porque canta apenas dentro do ninho.
  • Calcamar (Pelagodroma marina): caracteriza-se por ter o dorso muito escuro e um ventre claro, as suas patas são amarelas e longas. É facilmente identificável pelo seu peculiar voo “calcando o mar”. Escava os seus ninhos em solo arenoso e nidifica principalmente nas Salvagems. Alimenta-se de pequenos peixes e cefalópodes.
Estas são as oito espécies de aves marinhas pelágicas presentes na Madeira, espero que tenha gostado do artigo e que na sua próxima saída ao mar, veja mais que gaivotas😀.