sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Habitats da ilha de Madeira através das suas levadas e percursos


O fura-bardos (Accipiter nisus granti) é uma ave de rapina diurna própria de ambientes florestais. Constrói os ninhos em árvores e também pode ser observado próximo de campos agrícolas para caçar. A ação D5 do projeto LIFE Fura-bardos tem como objetivo conhecer a distribuição e abundáncia da população desta rapina na ilha de Madeira. Assim, o trabalho de campo é um aspeto fundamental: levadas, veredas epequenos trilhos permitem chegar até manchas de floresta onde a subespécie endémica constrói os ninhos e se alimenta durante a época de reprodução. Também antigos patamares agrícolas agora abandonados, podem ser espaços ótimos para o fura-bardos.

O meu objetivo neste artigo é descrever diferentes habitats presentes na ilha da Madeira, as principais espécies vegetais que podemos encontrar, a traves dos diferentes percursos que realizei com a equipa da SPEA Madeira no meu estágio.

A cuberta vegetal representa o 78% da área total de Madeira, tres quartos do territorio. Nesta porcentajem encontramos masas florestais, matos e plantas herbáceas, também espaços improdutivos como campos agrícolas abandonados. O 45% da masas florestal é floresta natural: a laurissilva. O resto é representado por floresta cultivada e exótica como eucaliptos (Eucalyptus sp.), pinheiro-bravo (Pinus pinaster), acácias (Acacia sp.) ou castinheiros (Castanea sativa). (Direcção Regional das Florestas, 2008). Estes dados oferecem uma visão da importância que tenhem as diferentes comunidades vexetais na ilha.

Estas comunidades poden-se enquadrar entres grandes grupos: 
- Uma vegetação florestal indígena, representada pela laurissilva.
- Vegetação associada à presença humana, quer campos agrícolas quer espéciesexóticas .

-Floresta mixta com espécies indígenas ou nativase espécies exóticas.


Laurissilva

As áreas de Chão da ribera (Seixal), Ginjas e Ponta Delgada (São Vicente) ou Ribeiro Frío (Santana) forom áreas percorridas ao longo de todos estes meses de trabalho, uma oportunidade para observar a beleza única de uma paisagem que pertence ao patrimonio natural da ilha: a laurissilva. 

O til (Ocotea foetens) é uma das espécies mais representativas e emblemáticas deste ecossistema, atinguindo dimensões espetaculares: 37 m de altura e até 14 de perímetro. Na Macaronésia, o til está naturalmente representado na ilha da Madeira e nas Canárias, sendo introduzido nos Açores. As suas folhas  são coriáceas, verde-escuras (quando envelhecem algumas passam a vermelhas ou, menos frequentemente, a alaranjadas ou amareladas) e brilhantes. Quando a planta é muito jovem pódesse observar perfectamente a nervadura do caule. As inflorescências são constituídas por pequenas flores branco-esverdeadas a amareladas. O seu fruto é uma baga verde e preta quando madura.

O azevinho (Ilex perado perado), também conhecido como perado, é outra subespécie endémica da Madeira. É uma pequena árvore sempre verde, normalmente associada à laurissilva de til, que habita em terras mais altas. As flores são pequeninas e pouco vistosas, ao contrário dos frutos vermelhos que o tornam muito atractivo no Inverno (Barone, 2007). As folhas coriáceas tenhem as margens sem espinhos salientes, o contrario que ocorre com outras espécies do género Ilex (Ilex aquifolium -azevinho europeu-).

As Ginjas e a levada Fajã do Rodrigues representam uma oportunidade para conhecer uma das plantas herbáceas mais bonitas da ilha: a orquídea da serra (Dactylorhiza foliosa). Os caules erectos e as grandes folhas lanceoladas, características do género Dactylorhiza. As suas inflorescências aparecem na parte mais apical do caule, com color rosa-pálido ou mesmo branco. É uma planta comum que vive na laurissilva e floresce desde finais da primavera até o mes de agosto.

O folhado (Clethra arborea) e o vinhatico (Persea indica) também aparecem na laurissilva de til e loureiro (Larus novocanariensis) e a Ponta Delgada é um bom lugar para isso. 
O folhado tem  distribuição natural restrita à ilha da Madeira, pode chegar até os 10 m e é perenifólia. O pecíolo é curto e avermelhado, as follas aserradas nos margens e pubescente na página inferior. 

O vinhático é endémico da macaronésia, estando presente em Madeira, Açores e Canárias. É uma árvore, também perenifólia, de maior tamanho que o folhado. As folhas são glabras, sem margens serrados, com os pecíolo avermelhado e toda a folha fica vermelha quando envelhece, o que lhe dá um aspecto muito bonito. A sua madeira tem sido muito apreciada tradicionalmente no fabrico de mobiliário.
Folhado
Vinhático
Outras das árvores mais emblemáticas da laurissilva é o loureiro (Larus novocanariensis). Pertence as comunidades forestais de laurissilva de til e barbusano (Apollonia barbujana). Até 20 metros de altura, é uma árvore perenifólia de copa bastante densa e folhas coriáceas, com um cheiro fácilmente reconhecível. Junto ao til, o barbusano e o vinhático são os representantes das lauráceas, a familiabotánica dominante da laurissilva. Na ilhas existe uma espécie de fungo chamado madre louro (Lauro basidiumlauri), que vive como parasita sobre o loureiro. Aparece sob o tronco e tradicionalmente foi usado para fazer chás e curar os resfriamentos e “fazer bem a tudo” (Freitas & Mateus, 2013). 


Floresta exótica

Todas as espécies deste grupo são espécies naturais de outros países, o término exótico é o oposto a indígena. Algumas delas tenhem alta capacidade reprodutiva, alta capacidade de dispersão, alta resistência e versatilidade adaptativa face a mudanças ambientais e então converten-se num problema porque proliferam sem controle e passam a representar uma ameaça para espécies nativas, a ocupar o seu espaço ecológico, e para o equilíbrio natural dos ecossistemas, tornando-se uma espécie invasora.

O 49% da floresta da ilha é exótica, com especies como o eucalipto, o pinheiro-bravo, acácia ou castinheiro.
Fonte: 2º Inventário Florestal da Região Autónoma da Madeira 
O fura-bardos é uma espécie ligada à laurissilva, o seu habitat natural, mas devido ao impactos nas comunidades vexetais que o ser humano provocou na ilha, foi necessario também procurar indícios e ninhos em áreas com acácias ou castinheiros. Durante todo o tempo de trabalho de campo do projeto só nas manchas exclusivamente com eucaliptos não foi encontrado ninho nenhum.

Assim, as zonas da Choupana (Funchal), Jardim da Serra ou Prazeres pertencem a este grupo vegetal.


Floresta Mixta

Por último encontramos áreas intermédias, com espécies indígenas e também exóticas.

O pitósporo-ondulado (Pittosporum undulatum) é uma espécie exótica bastante frecuentecon floresta indígena, como loureiros e vinháticos. Originário de Australia, pode atingir até 10 m de altura, e ocasionalmente 15 m em locais húmidos e abrigados do vento. As folhas são perenes, ovado-lanceoladas, agudas e de margem ondulada (o que dá o nome à espécie). Na levada do Redondo (Ribeiro Frío, Santana) encontramos o pitósporo-ondulado, junto a folhados e loureiros.

A levada do Norte tem uma vegetação exótica e mista mas é possivel observar o piorno (Genista tenera), um matos endémicos da ilha como o massaroco (Echium nervosum) ou a estreleira (Argyranthemum pinnatifidum). Arbusto perene que habita escarpas rochosas expostas, desde 0 até 1700 m de altura. E muito similar à giesta (Cytisusscoparius) mas esta última é uma espécie exótica invasora, a caule do piorno é lisa e não presenta a nervadura da xesta.


Bibliografía:
- Direcção Regional das Florestas (2008). 2.º Inventário Florestal da Região Autónoma da Madeira.Secretaria Regional do Ambiente. Funchal.
- Barone, R (2007). La flora endémica delarchipiélago de Madeira, unpatrimonio único.
- Freitas, F., Mateus, M. G. (2013). Plantas e seus usos tradicionais - Freguesía de Fajã da Ovelha.Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural. Funchal.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

O jogo como ferramenta para a educação ambiental

Que se pretende conseguir com as atividades de educação ambiental? Esta é a pergunta que desde sempre acompanha o desenvolvimento no caminho até a educação ambiental. Os objetivos e a finalidade nesta área especificaram-se o ano 1975, na Carta de Belgrado, onde definiram-se os objetivos da educação ambiental em relação com ajudar as pessoas a tomar consciência da problemática ambiental, adquirindo conhecimentos, atitudes e habilidades para afrontar e resolver estes problemas, dispor da capacidade de avaliação e potenciar ações desde a participação  e a responsabilidade coletiva. 

Dispor duns objetivos claros e apropriados é o ponto nevrálgico a partir do qual todo o processo de aprendizagem tem sentido. Conseguir definir estes objetivos é um desafio importante em qualquer proposta educativa. Devem de ser compreensíveis e formulados numa linguagem simples, específicos, mesuráveis, avaliáveis, realizáveis e realistas.  

O participante é protagonista da aprendizagem que o educador propõe, o qual acompanha-o na sua realização e reflexão. 

É importante que os conteúdos apresentados sejam bem definidos e que os participantes tenham uma noção prévia deles. Deve-se evitar a quantidade abusiva dos conteúdos numa atividade. As saídas fora da aula são uma boa oportunidade para aplica-los. Uma atividade inclui diferentes tipos de conteúdos: conceituais (saber conhecer), procedimentais (saber fazer) e atitudinais (saber ser e estar)  
A educação não só tem como base a transmissão de informação, tem a ver com o desenvolvimento de habilidades e capacidades sociais. A pessoa aprende interatuando com o meio de forma individual, mas também coletiva. Um dos aspeitos clave das atividades de educação ambiental é a possibilidade de viver situações e experiências em grupo, onde são precisos juízos de valor, posicionamentos, discussões e resoluções de conflitos que permitem adquirir valores construídos de maneira coletiva. Uma boa maneira de trabalhar é utilizando o jogo, já que trata-se de uma atividade social e pode-se representar uma situação, para compreende-la melhor, estabelecer diferentes argumentos e troca de ideias.

A aprendizagem baseada no jogo melhora a motivação e aquisição de conhecimentos e competências por parte dos alunos nos processos de aprendizagem. Estão desenhados com a finalidade de equilibrar o sistema educativo, doando estratégias inovadoras para potenciar a capacidade do jogador e ao mesmo tempo permita-lhe resolver problemas da sua realidade.  

Por tanto, não falamos só de jogos para se divertir, se não que são evidentes os benefícios, desde o desenvolvimento cognitivo, fomento das habilidades sociais como a comunicação, desenvolvimento de pensamento critico, trabalhar de forma cooperativa, etc. 

Nos últimos anos os alunos mais jovens têm mudado muito e apresentam a necessidade de ser motivados de forma diferente.

A infância é a primeira fase da vida e se caracteriza pela formação global e integral da criança. É por este motivo que a relação dos jogos com a criança é constante, porque enquanto se está a jogar, a criança cresce e desenvolve-se como pessoa a diferentes níveis: 
  • Intelectual: memoria, atenção, processos comunicativos e compreensivos, tratamento dos objetos e ideias de forma não convencional, ou seja criatividade.
  •  Psicomotor: saltar, correr, esconder-se e desenvolvimento da psicomotricidade fina.
  • Afetivo: expressar sentimentos, auto-estima, tolerância, superação pessoal, equilíbrio emocional, experimentação de sucesso, etc.
  • Social: assimilação de normas e regras, fazer pactos, partilhar, discutir, resolver conflitos, reprodução de roles, transmissão de valores.
Para além, o jogo permite de maneira fácil a integração de conhecimentos. É por estes fatores todos que os educadores, e em este caso os educadores ambientais têm um recurso magnífico no jogo. Jogar é uma atividade natural da criança que proporciona-lhe prazer e satisfação. Isso significa que jogam porque querem, porque gostam, por iniciativa própria. Esta predisposição faz que concentrem-se com facilidade, esforçam-se para vencer as dificuldades e obstáculos, repitam até se sentiram com confiança, tentam sem medo a enganar-se ou errar, descobrem suas possibilidades e limitações...ou seja com o jogo dá-se as circunstâncias precisas para realizar uma atividade de ensino- aprendizagem.  

Segue um exemplo dum jogo de simulação ambiental adaptada aos mais pequenos da casa para conhecer a biologia do fura-bardos:

A floresta do fura-bardos (30 min)

Descrição: após a palestra sobre a biologia do fura-bardos. Dividimos o grupo em dois. Os primeiros representam os fura-bardos e os outros formam o habitat do fura-bardos. Colocam-se de costas em duas linhas opostas com espaço de jogo entre eles. Explicamos que se encontram na floresta, e que os fura-bardos devem sair ao encontro dos recursos necessários para sobreviver. Assim, cada fura-bardos decide em cada partida o que é que precisa: comida (pássaros), linha de água (água), vale encaixado pouco exposto, ou seja que esteja protegido e refugiado para construir o ninho (refúgio), mancha de árvores altas com sub-bosque mais ou menos aberto (arvores). Cada participante de cada grupo (habitat e fura-bardos) escolhe um recurso e representa-o com mímica. Em cada partida poderá representar um recurso diferente ou o mesmo.

As crianças que representam o habitat ficam quietas no seu sítio, enquanto os fura-bardos avançam em direção ao habitat à procura do recurso que precisam, sempre representando mimicamente o elemento. Se o encontram, apanham a pessoa e levam com ele até ao local inicial dos fura-bardos.

Este recurso converte-se numa cria de fura-bardos (sobrevivência e reprodução, aumenta a população). Se não encontram o elemento que estão a procura, ficam no extremo do habitat porque não conseguem sobreviver, morrem, descompõem-se e integram-se ao meio (ciclo da vida).     

Repete-se este processo várias vezes para ver como evolui a população. Podem-se provocar algumas situações excecionais (por exemplo, falta algum elemento por alguma perturbação, corte de arvores, incendio, não chove e não tem agua.
Ao longo do jogo vamos anotando o número de fura-bardos num quadro ou cartão para perceber o conceito de equilíbrio dinâmico de populações e o seu habitat.
Que faz diminuir a população?
Que faz aumenta-la?

Podemos desenhar um gráfico visual com as contagens e falar sobre o equilíbrio ecológico, de dependência com o meio. Se pode refletir também sobre se os humanos mantemos o mesmo esquema com os recursos naturais da Terra.

Conceitos a trabalhar: Equilibrio ecológico dinamica de populações, habitat, recursos naturais, extinção de especies, conservação.

Material necessário: Quadro ou cartão, caneta. 

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What is suposed to achieve with the environmental education activities? This is the question that keep always up the development of the environmental education. The objectives and purposes in this area were specified in 1975 in Belgrade Letter, where defined the objectives of environmental education in relation to helping people become aware of environmental issues, acquiring knowledge, attitudes and skills to face and solve these problems, have the capacity to assess and leverage action from participation and collective responsibility.

Have clear and appropriate targets is the nerve center from which the whole process of learning has meaning. Getting set these objectives is a major challenge in any educational proposal. must be understandable and formulated in simple language, specific, measurable, achievable and realistic.

The participant is the protagonist of learning what the teacher proposes, which accompanies him on his achievement and reflection.
It is important well definded contents and to have a previous knowledge. Should prevent abuse quantity of contents in an activity. The outside of class outputs are a good opportunity to apply them. an activity includes different types of content: conceptual, procedural and attitudinal 

Education not only is based on the transmission of information, it has to do with the development of skills and social skills. one learns by interacting with the environment individually, but also collectively. One of the key aspects of environmental education activities is the possibility of living situations and experiences in groups, which are accurate value judgments, positions, conflict resolution which allow acquiring constructed values ​​in a collective form. A good way to work is to use the game, since it is a social activity and can represent a situation, to understand it better, to establish different arguments and exchange of ideas.

The in game-based learning improves motivation and acquisition of knowledge and skills by the students in the learning process. They are designed with the purpose of balancing the educational system, giving innovative strategies to enhance the player's ability and at the same time allows you to troubleshoot your reality.
Therefore, we do not talk games just for fun, because the benefits from the cognitive development are evident, development of social skills such as communication, critical thinking development, work cooperatively, etc.
In recent years the younger students has changed a lot and have the need to be motivated differently. .

Childhood is the first stage of life and is characterized by global and integral formation of children. It is for this reason that the contact with games is constant, because as they are playing, the child grows and develops as a person at different levels:
  • Intellectual: memory, attention, communicative and understanding processes, treatment of objects and ideas in an unconventional way, that means creativity.
  • Psychomotor: jump, run, hide and development of fine motor skills.
  • Affective: express feelings, self-esteem, tolerance, personal, emotional balance improvement, successful experimentation, etc.
  • Social: assimilation of norms and rules, to pacts, share, discuss, resolve conflicts, playing roles, transmitting values.
In addition, the game allows you to easily integrating knowledge. It is for these factors that educators, and in this case the environmental educators, have an amazing resource in the game.
Play is a natural activity of the child that gives pleasure and satisfaction. This means that they play because they want to, because they like to do it on their own initiative. This predisposition means to concentrate easily, strive to overcome difficulties and obstacles, repeat until they felt confidently, fearlessly try, discover its possibilities and limitations ... that is the game, gives the precise circumstances to carry out an activity of teaching and learning.

Here is an example of a set of environmental simulation adapted to the smallest of the house to know the biology of stick-bards:

A floresta do fura-bardos (30 min)


Description: 
After the speech on the Sparrowhawk biology. Divided the group into two. The first represents the Sparrowhawks and others form the habitat of the Sparrowhawk. They are situated  in two opposite rows with play space between them. We explained that are in the forest, and that the Sparrowhawks must go out to meet the necessary resources to survive. Thus, each individual decides for each game what is his need; Food (birds), water line (water), non-exposed valley, ie it is protected and refugee to build the nest (shelter), tall trees with underbrush more or less open (trees). Each player represents by mimic one of these resources and also each participant of the habitat group decides in each game that feature.



Children representing the habitat stand still on its place, as Sparrowhawks advance  towards them have to demand the resource choosen. If its found, they catch the person and take him to the point of Sparrowhawks

This feature becomes an Sparrowhawk brood (survival and reproduction increases the population). If you do not find the item you are looking for, become habitat because they can not survive, die, decompose up and integrate the average (life cycle).

This process was repeated several times to see how the population evolves. It's possible to cause some exceptional situations (ie. lack some element by some disturbance, cut trees, fire, no rain and no water.
Throughout the game we note the number of Sparrowhawks in a frame or card to realize the concept of dynamic equilibrium of populations and their habitat.
What make decrease the population? What happens when increases?

We can draw a visual graphics with scores and talk about the ecological balance of dependence on the average. One can also reflect on if human keep the same scheme with the earth's natural resources.

Concepts to work: Ecological Equilibrium dynamics of populations, habitat, natural resources, species extinction, conservation.

Materials needed: Frame or card, pen
Praça de Água

O recurso água é um elemento que atualmente é decisivo e hierárquica quando discutir métodos e técnicas fator de sustentabilidade. Extrações de recursos marinhos como frutos do mar são diretamente dependentes da ótima qualidade de água nos oceanos, rios, lagos, entre outros. Em alguns casos, a água utilizada para irrigar as culturas devem passar através de filtros ou tratamentos para amadurecer frutas e vegetais, evitando que pode ser alterada por certos tipos de infecções ou em alguns casos por metais pesados ​​(no caso do norte do Chile). Nosso corpo é composto de água cerca de 70% de modo a nossa ingestão deste elemento valioso, que varía entre cerca de 2 litros por pessoa, deve ser diária e constante.

Água, ou melhor dito, o oceano, é um recurso, que como muitas culturas e cidades entender, devem ser utilizados para além de um elemento que forma um "habitat para a extração e produção de alimentos", mas isto pode colaborar na desenvolvimento de habilidades de socialização e aspectos de lazer e de carácter recreativo. Estar em contato com a água, não só os nossos benefícios corpo em termos de saúde e fitness, tais como melhorias no sistema cardiovascular e flexibilidade, acelera o processo de reabilitação de lesões, aumento da resistência física, entre outros, mas pode também tornar-se um produto de recreio ou objecto, e isto é devido à sua morfologia inexistente.

Em muitos casos, a água como um elemento para gerar actividades recreativas e de grupo é complementado por outras estruturas ou seu próprio ambiente. Este é o caso de “Câmara de Lobos”, uma localidade que tem relações diretas com o Oceano Atlântico, onde a sua própria geomorfologia, que é robusto, está formando uma baía que entra na comunidade e criar um anfiteatro natural que é envolto por um contexto de porto e marítimo.

Um embarcadouro utilizado para caminhar e saltar para o mar, as crianças brincam correndo entre carros e barcos, algumas nadam em toda a baía em uma mesa ou fazer canoagem. Se você deseja iniciar uma breve conversa, os pescadores escadas podem ajudar a trabalhar com essa atividade. Em um lugar onde não há espaços sem inclinação para gerar espaços ou plataformas para o lazer e socialização aparece como um recurso água do oceano e sua condição geográfica que molda a baía de Câmara de Lobos, onde o mesmo espaço mantém uma onipresença na cidade congrega cidadania torne a vida quotidiana é explícita e compartilhada entre as diferentes faixas etárias, mantendo a característica social ativa da comunidade.


Assim, a comunidade de Câmara de Lobos como uma cidade que tem uma ligação com o recurso água para além de uma área exclusiva para a pesca ou vela clubes, conseguem estender esta visão com os objetivos que buscam o fortalecimento ea sustentabilidade do desenvolvimento humana na socialização e na comunidade a partir das ferramentas de lazer e entretenimento, gestão de debater o debate sobre a possibilidade de socializar ou desenvolver jogos você precisa ter uma plataforma firme e rígida para realizá-las.






Water Square

Water resource is an element that is currently a decisive and hierarchical factor when talking about methods and techniques of sustainability. The extractions of resources marine as fish and seafood depend directly of the optimal quality of the water in oceans, rivers, lakes, between others. In some cases, the water that is used for watering them crops must pass by filters or treatments that allow mature fruits and vegetable avoiding that can be altered by certain infections or in some cases by metals heavy (in the case of the North of Chile). Our body it comprises around 70% water by what our intake of this valuable element, which varies between 2 liters approximately, it must be daily and constant.

Water, or rather, the ocean is a resource, as understand many cultures and cities, must be used beyond an element that forms a "habitat for the extraction and production of food", but it can help in the development of socialization skills and aspects of playful-recreational character. To be in contact with water, not only our body benefits in terms of health and physical well-being as for example improvements in cardiovascular and flexibility, speeds up the process of rehabilitation on injuries, increase in physical resistance, among others, but also can be transformed in an element or playful object, and this is due to their non-existent morphology.

In many cases, the water as an element to generate collective and recreational activities is complemented with other structures or their own environment. This is the case of Câmara de Lobos, a town which has direct relationship with the Atlantic Ocean, where its own geomorphology, which is rugged, formed a Bay which enters the community and set a natural amphitheatre that is wrapped by a port and maritime context.

A jetty used to walk and jump into the sea, children play running between cars and boats, and some swim around the Bay on a table or doing kayaking. If you want to start a brief talk, fishermen stairs can help contribute to this activity. It appears in a place where there are no spaces no slope to make squares or platforms for socialization and leisure as an ocean water resource and its geographical condition that gives form to Lions Bay of camera, in where the same space that maintains an omnipresence in the city brings together citizens making everyday life explicit and shared between different ranges age while maintaining active the social feature of the community.

In this way, the community of Câmara de Lobos as a town that has a link to the resource of water more than an exclusive area for fishermen and yacht clubs, they manage to extend this vision with goals seeking reinforcement and the sustainability of human development in the socialization and community from the playful tools and leisure managing to put in discussion the debate over whether to socialize or develop games it is necessary to have a firm and rigid platform to perform them.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

O estudo das penas para identificar espécies (IV)


Turdidae


Melro-preto (Turdus merula
Nº Penas/1 asa: - Primárias: 10
                          - Secundárias: 9
Nº Penas da cauda : 12

O melro-preto é o passeriforme de maior tamanho da ilha (comprimento entre 23 - 29 cm). As penas primárias e secundárias são totalmente pretas, não tenhem nenhuma outra cor. 

Ademais, o seu tamanho e muito superior ao dos outros passeriformes da madeira. Na seguinte imagem compáranse duas penas primárias, a primeira de melro-preto e a segunda de toutinegra (Sylvia atricapilla).

As penas da cauda, ao igual que as das asas, destacam pelo intenso preto e o gran tamanho para um passeriforme.


Turdidae


Papinho (Erithacus rubecula
Nº Penas/1 asa: - Primárias: 10
                          - Secundárias: 9
Nº Penas da cauda : 12

As penas primárias e secundárias do papinho são muito parecidas às da toutinegra e do taralhão-cinzento (Muscicapa striata). Nas penas primarias e secundárias proximais há um bordo branco-castanho evidente, fazéndo-se menos nítido nas penas secundárias distais. Um dos aspeitos que mais me ajudou a identificar o papinho foi que esta linha branca tem um tom castanho, o qual não aparece na toutinegra. Como falamos no post anterior, quando as penas remiges e rectrices são parecidas entre espécies diferentes, e muito importante apanhar outras penas que puderem ajudar. No caso do papinho, as penas da garganta e do peito são laranjas e representam uma chave importantíssima para a identificação.

As penas da cauda tenhem um tom preto-claro/castanho. Não existe um padrão característico, coma no caso do pintassilgo (Carduelis carduelis), verdilhão (Carduelis chloris) ou tentilhão (Fringilla coelebs), mas essa falta de padrão tambén dá informação para descartar espécies como as anteriores.


Columbidae


Pombo-das-rochas (Columba livia
Nº Penas/1 asa: - Primárias: 10
                            - Secundárias: 14
Nº Penas da cauda : 12

Os pombos-das-rochas tenhem 5 penas secundárias mais que os passeriformes. As penas primárias são cinzentas e progresivamente pretas na ponta, desde a pena P1 até a P10. A característica mais evidente para identificar à espécie são as duas linhas pretas que aparecen nas suas asas. As penas secundárias proximais mantenhem o topo da pena preto pero a partir da S7 já são evidentes as riscas pretas.

As penas da cauda são cinzentas na sua totalidade com a exeção da parte final, sempre preta. As duas penas que estão nos extremos da cauda tenhem sempre uma parte branca, delimitada pelo raquis e a mancha final preta. Estas penas caudais tenhem um tamanho de 12 cm, muito mais pequenas que as penas caudais do outro representante da familia Columbidae, o pombo-trocaz (Columba trocaz).

Por último, o pombos-comum da cidade pertence a esta espécie mas é uma variedade da mesma, conhecida como Columba livia domestica. As suas cores podem ser desde quase o mesmo padrão que o pombo-das-rochas até castanho, branco ou varias cores ao mesmo tempo.


Columbidae


Pombo-trocaz (Columba trocaz
Nº Penas/1 asa: - Primárias: 10
Nº Penas da cauda : 12

O pombo-trocaz é um ave endémica de Madeira. Por este motivo é muito difícil encontrar imagens das suas penas nas fontes habituais de informação. Assim, todas as fotografías desta espécie pertencem a desplumadouros que encontramos durante os trabalhos de campo no ano 2016.


As penas primárias e secundárias são totalemente pretas e maiores que as do pombo-das-rochas. A pena primária de um pombo-das-rochas mede 17 cm e a de um pombo-trocaz chega até 21 cm. A cor e outra diferença clara, o cinzento do pombo-da-rocha desaparece no trocaz.


O pombo-trocaz é fácil de identificar pela faixa branca que apresenta transversalmente na cauda. Quando se recolhen estas penas da cauda a faixa é um elemento chave.

As penas da garganta também ajudam, tenhem uma cor brilhante roxa que não aparece noutros pombos da ilha. 


Phasianidae


Perdiz-vermelha (Alectoris rufa
Nº Penas/1 asa: - Primárias: 10
                            - Secundárias: 10
Nº Penas da cauda : 12

As penas das asas, quer secundárias quer primárias, são geralmente castanhas-cinzentas. As penas primárias tenhem uma cor mais cinzenta, com uma pequena linha castanha que vai desde a base do raquis até o topo da pena, são mais compridas que as secundárias. Estas últimas tenhem uma cor mais castanha, só as mais proximais (S1, S2, S3) presentam uma mancha na parte dereita, características destas aves comoa perdiz grega (Alectoris graeca) ou perdiz-chucar (Alectoris chukar).

As penas da cauda tenhem uma cor que vai desde o cinzento na base até um tom avermelhado no topo.


Mas sem dúvida as penas mais identificativas das perdizes-vermelhas não são as remiges ou rectrices senão as penas do flanco. Es linha branca na parte final da pena sob fondo cinzento, seguida doutra linha preta e o topo vermelho. 


Até aquí as espécies que forom registradas no comportamento trófico do fura-bardos ao longo de tres anos de estudio inseridos no Projeto LIFE Fura-bardos (http://life-furabardos.spea.pt/pt/). 
Espero que gostaram destes posts e a partir de agora, ao olhar uma pena numa caminhada pela floresta, reconhezam a espécie!!



Bibliografía: 

- Atlas das Aves de Madeira, consultado o 02/09/2016 em http://www.atlasdasaves.netmadeira.com/

- Svensson, L., Mullarney, K., Zetterström, D., Grant, P.J., Andrade, J., 2012. Guia de aves: guia de campo das aves de Portugal e da Europa. Assírio & Alvim, Lisboa.

- http://www.federbestimmung.de/taxa.php

- http://www.vogelfedern.de/index-e.htm

- http://www.michelklemann.nl/verensite/start/index.html

- http://www.edinburghhawkwatch.org.uk/SH_hunting




terça-feira, 30 de agosto de 2016

Gaivotas da Madeira

Dentro de todas as aves marinhas que descrevemos na semana anterior, a mais conhecida de todas é a gaivota de patas amarelas. Não só podemos encontrar em habitats  marinhos, como também frequenta outros biótopos, geralmente no litoral, como praias, portos de pesca, campos agrícolas, zonas urbanas, salinas e aterros sanitários.
Aqui na Madeira, justo no porto de Funchal poderemos encontrar todos os dias uma grande quantidade delas. E por isso que vamos a começar a falar delas.


Primeiro cabe dizer que no Arquipélago da Madeira, podemos chegar a ver até 8 especies de gaivotas seguindo a Checklist da Madeira 2010, mas sendo 6 de elas muito ocasionais.






Como se pode olhar na tabela, só a gaivota de patas amarelas é muito comum na Madeira, mas sobretudo é a única que tem nidificação confirmada. Por outro lado temos a gaivota de asa escura, que em termos de abundancia é frequente, mas não temos nidificação confirmada da especie. No Atlas das Aves do Arquipélago da Madeira(2009), informa da uma possível nidificação na costa norte. Um dos problemas que há é que os indivíduos das gaivota de patas amarelas podem facilmente ser confundidos com gaivotas de asa escura. Pelo que dificulta o trabalho.


Entre as outras especies de gaivotas, se poderia citar o Guincho (Larus ridibundus), que subretudo se trata de uma gaivota que acostuma olhar-se com mais facilidade na ilha de Porto Santo. Como curiosidade, na esta ilha do Porto Santo há a Ponta e o Pico do Ninho do Guincho (215m) ficam situados na parte Nordeste da ilha de Porto Santo e a sua designação poderá ter origem na observação no local, desta espécie migradora ocasional.







Existem outros exemplos de gaivotas podem ser avistadas na Madeira, mas são muito raras.
Na continuação seguem algumas fotos que foram feitas no cais do Funchal, das outras especies que podem ocorrer na Madeira.
(Fotos: http://madeira.seawatching.net/)



Gaivota-de-cabeça-preta (Larus melanocephalus)
Visitante de inverno escasso


Gaivota-risonha (Larus atricilla)
Visitante raro


Gaivota-parda  (Larus canus)
Visitante raro no final do outono e inverno


Gaivota-polar (Larus glaucoides)
Visitante raro

Gaivota-hiperbórea (Larus hyperboreus)
Visitante raro


Gaivota de patas amarelas


Morfologia


Esta é uma ave de grande porte, apresentando uma envergadura de asas que varia entre os 138 e os 155 cm e pode atingir, aproximadamente, os 68 cm de comprimento. O corpo é na sua maioria branco, apresentando o dorso e as asas com uma tonalidade cinzenta, contrastando com as extremidades pretas com manchas brancas das asas.
Apresenta um bico forte e amarelo, com a ponta caracteristicamente vermelha. As suas patas são amarelas, atribuindo o nome comum á espécie, assim como os olhos, que apresentam ainda um anel orbital alaranjado. Os indivíduos desta espécie podem facilmente ser confundidos com outras espécies de gaivotas como é o caso da Gaivota de asa escura




Não existem diferenças morfológicas acentuadas entre os sexos desta espécie, os machos são apenas ligeiramente maiores e mais pesados do que as fêmeas, o que pode ser útil para diferenciar os sexos nesta espécie.



Nidificação


No Arquipélago da Madeira nidifica em todas as ilhas (Selvagens, Desertas, Porto Santo, e Madeira). Tive a sorte de poder visitar duas colonias dentro da Ilha da Madeira,  no Ilhéu do Farol e no Ilhéu da Cevada ou Ilhéu Desembarcadouro.


O período reprodutor desta espécie inicia-se em Abril e prolonga-se até meados de Junho. Normalmente as fêmeas produzem entre dois e três ovos e ambos os progenitores participam na incubação, que dura aproximadamente 30 dias.


Comportamento

Esta espécie pode ser considerada sedentária, formando grandes colónias sobretudo aquando da época de reprodução, contudo em alguns casos pode verificar-se alguma dispersão, principalmente em indivíduos imaturos ou em situações em que as fontes de alimento sejam instáveis. Tem preferência por habitats costeiros, contudo graças ao seu carácter oportunista e à sua grande plasticidade adaptativa e competitiva tem a capacidade de colonizar diversos tipos de habitats, tais como habitats estuarinos e corpos de água interiores, pode ainda encontrar-se em meios urbanos, particularmente em cidades litorais.


Quanto á sua ecologia trófica, esta espécie é oportunista por excelência, apresentando um comportamento alimentar totalmente omnívoro, com a capacidade de se alimentar de quase tudo, sempre que tenha a textura e o tamanho apropriado). Estes animais são extremamente versáteis na procura do alimento, o que lhes permite explorar diferentes oportunidades, aumentando assim as fontes de alimento disponíveis.
Como predadores de topo generalistas têm a capacidade de capturar vários tipos de presas, desde peixe junto á costa, como pequenos mamíferos, pequenos répteis, ou outras aves em terra. Habitualmente, nas épocas de reprodução também furtam os ovos de outras aves, ou as crias caso já tenham eclodido. Em Selvagens per exemplo, a população de gaivotas esta sendo estudada, por que pode chegar a ser perigosa para a população do Calcamar.



Em Portugal, o crescimento da população desta espécie deverá ter estado relacionado com a elevada disponibilidade de alimento, obtido facilmente em lixeiras e junto das embarcações e dos portos de pesca. Seu carácter oportunista das gaivotas, na Madeira, tem produzidos alguns incidentes, por exemplo no Aeroporto da Madeira, que se situa na rota que fazem para ir desde as suas colonias até as lixeiras ou o porto do funchal. É por isso que em algumas ocasiões se utilizam as  águias para afastá-las dos portos ou aeroportos.




Identificação das gaivotas
Os adultos são geralmente fáceis de identificar pois cada espécie apresenta uma combinação das partes superiores, padrão da ponta das asas e coloração do bico e das patas, mas aqui na Madeira, as 2 especies da gaivotas que mas fácil podemos encontrar são as gaivota de patas amarelas e as gaivota de asa escura, que não são facies de diferenciar.


A identificação dos imaturos é generalmente mais difícil, uma vez que possuem plumagem parda ou listrada relativamente indistinguível, e que as patas e o bico ainda não adquiriram a coloração de adulto. Embora a grande variedade de plumagens entre os imaturos possa parecer complexa e desencorajadora, a informação que se segue, poderá ser de algum auxílio, nos centraremos em este artigo en tentar identificar os quatro grupos etários das gaivota de patas amarelas.


Uma das cosas que são muito importante em estas é perceber que é o que penas mudan. Na primeira muda, a muda post-juvenil, que ocorre poco tempo depois do primeiro voo, trata-se de uma muda parcial em que  somente as penas da cabeça e do corpo são renovadas, dando origem a plumagem 1º Inv. Todos os anos, apos de seu nascimento, as aves têm uma muda primaveril (muda parcial em que são renovadas as penas da cabeça e o corpo) e uma muda outonal (em que o plumagem é renovada na sua totalidade).




Note-se que as penas das asas e da cauda são conservadas durante o ano inteiro, pelo que no verão tem um aspecto muito desgastado.


Observação de gaivotas

A melhor época para estudar as plumagens das gaivotas é provavelmente no inverno, após da muda outonal completa, altura em que os padrões se apresentam relativamente vívidos.
No porto de Funchal constitui excelente sitio para realizar estas tarefas, acostuma sempre a haver grandes grupos de gaivotas (a gram maioria de gaivotas são patas amarelas, o que facilita las tarefas) mas há muitos outros lugares por toda a ilha.
Em estos lugares tentaremos que centrarmos em um grupo, e tentar identificar os quatro grupos etários das gaivota de patas amarelas, (1º Inv, 2ºInv, 3ºInv, e adulto Inv).


Na primavera se pode observar a evolução da muda primaveril nos adultos (perda progressiva  das listras da cabeça até ficar toda branca na gaivota de patas amarelas, por exemplo) e sendo relativamente fácil, encontrar penas no área do porto do Funchal, correspondentes com a muda.
Agora no verão e até outubro se poderá verificar como o padrão das assas dos imaturos se torna, por vezes, bastante desgastado e esbatido.

Tenha sempre em mente que a identificação ou determinação de idade de algumas gaivotas, especialmente imaturos de especies como a gaivota de patas amarelas (com quatro grupos etários), pode ser problemática, mesmo para os observadores experientes.


Tratando-se de aves comuns e de grande dimensão, que aceitam a proximidade de humanos, a observação de gaivotas constitui um exercício excelente para o estudo da muda e evolução das plumagens de imaturos.  Há que pensar que todo o tempo que dispender a observá-las não será em vão, já que os conhecimentos assim adquiridos têm aplicação não apenas no estudo das gaivotas, mas também no de muitas outras aves.
Tratando-se assim de um exercício ótimo, para melhorar nostras habilidades, para ver os câmbios no cor de os olhos, coberturas, etc


Embora a grande variedade de plumagens entre os imaturos possa parecer complexa e desencorajadora, a informação que se segue, poderá ser de algum auxílio, nos centraremos em este artigo en tentar identificar os quatro grupos etários das gaivota de patas amarelas.




Para isto, depararemos em o cor do olho, pico, pinta no pico, pintas brancas, escapulares, etc, se há tentado fazer um esquema para poder entender com maior facilidade.




Realmente há muitas mas detalhes que podem ser interesantes, tipo cor da cabezá, estriado do pescoço, “janela” nas asas, mas isto não pretende ser uma tabela para a identificação exacta dos grupos etários, si não mas bem, uma guia de en que temos que reparar cuando olhamos as gaivotas.


(Fotos: http://madeira.seawatching.net/)


Adulto /Puerto Funchal

3º Inverno/Puerto Funchal


3º Verão/Puerto Funchal


3º Verão/Puerto Funchal


2º Verão/Puerto Funchal
1º Verão/Puerto Funchal
Juvenil/Puerto Funchal
Juvenil/Puerto Funchal



Como curiosidade, há alguns autores que afirmam que a população de gaivotas atualmente é uma população relicta do que possa ter sido no passado. As aves marinhas tipicamente oceânicas, como a família dos petréis, apesar de colocarem um único ovo por temporada, podem chegar a alcançar centenas de milhares de indivíduos, reproduzindo-se em ilhas tipicamente livres de predadores. Gaivotas geralmente não são aves tipicamente oceânicas (não foram encontrados fósseis de gaivotas sobre as principais ilhas do Mediterrâneo, por exemplo), mas sim costeiras. Têm taxas de multiplicação consideráveis devido ao número de ovos postos por ninhada e a enorme capacidade de substituição de ovos perdidos (o que torna tecnicamente os denominados "spawners indeterminados").
Portanto, no passado, sem controle da espécie humana, eles tinham que ter colónias cujo tamanho ultrapassa a nossa imaginação. Especialmente se tentarmos imaginar hoje, neste mundo superpopulado e transformado à nossa acomodação, onde quase toda a população animal é relicta.