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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Dia RAM

The RAM day is a network of observation of birds and marine mammals that began in the coasts of the Cantabrian and Galicia and after this beginning it extended to the Iberian Peninsula, including the Portuguese coast and the archipelagos of Madeira and the Azores. The species that can more easily be observed are the yellow-legged gull and the Cory's shearwater, although other species such as the Tern or the Balearic shearwater are also seen.



This project aims to coordinate data collection throughout the Atlantic coast by volunteer observers who enjoy the study of seabirds and in this way improve knowledge and conservation of Atlantic seabird species. An important feature of these censuses is the use of a standard methodology for the collection of information, that is, the simultaneously observation allows systematic and rigorous information to be obtained and an idea of ​​the abundance and movements of seabirds In coastal waters, in different geographic areas and in different months.

The next day RAM will be on May 6 from Porto Monitz. Participation is voluntary and is open to all who have an interest and knowledge about seabirds. If you are interested contact SPEA Madeira through Facebook <https://www.facebook.com/spea.madeira/#> or email <madeira@spea.pt> and we will give you more information.
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A dia RAM é uma de observação de aves e mamíferos marinhos que começaram nas costas da Biscaia e Galiza e após o início se espalhou para a Península Ibérica, incluindo a costa Português e da Madeira e dos Açores. As espécies mais facilmente ser visto são o gaivota de patas amarelas e Cagarra, embora outras espécies, tais como Garajao e o Patagarro também são vistos.


Este projecto tem como objectivo coordenar a coleta de dados em toda a costa atlântica por observadores voluntários que apreciam o estudo de aves marinhas e, assim, melhorar o conhecimento e conservação das espécies de aves marinhas do Atlântico. Uma característica importante destes censos é a utilização de uma metodologia padrão para a recolha de informação, ou seja, a realização de observações fornece simultaneamente informações de forma sistemática e rigorosa e obter uma sensação de abundância e movimentos de aves marinhas em águas costeiras, em diferentes áreas geográficas e em diferentes meses.


O seguinte dia RAM será 06 de maio em Porto Monitz. A participação é voluntária e aberta a todos os que têm interesse e conhecimento sobre aves marinhas. Se você estiver interessado por favor contacte SPEA Madeira através do Facebook ou e-mail <madeira@spea.pt> e dar-lhe mais imformation.


Volunteers collaborating on a RAM day
voluntários que colaboram em um dia RAM

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Censos marinhos

In order to estimate abundance of  seabird populations and occurrence, sea censuses are carried out from different ships. In these censuses the observer is located at a fixed point in the ship and counts the different birds that he finds and his behaviour. It is very important to mark the time and the coordinates of the beginning and end of transect, while the boat maintains direction and constant speed. In this way the speed of the boat can be estimated. Other data that are taken into account are the visibility, situation of the sea, floating objects near, although all information that the observer considers relevant can be pointed out. Contact with marine mammals and turtles is also noted.


Currently several companies have an agreement with SPEA and allow an observer to board their boats in order to carry out these marine censuses, these are Ventura, VMT and Lobo Marinho.


In this photo we can observe a Cory's shearwater in flight. Picture taken from the boat
Nesta foto, vemos uma Cagarra em vôo. As fotografias tiradas a partir do barco

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Para estimar a abundância de populações de aves marinhas e ocorrência  censos do mar são feitos a partir de diferentes barcos. Nestes censos o observador está em um ponto fixo no barco e conta as diferentes aves que encontra e su código de conduta. É muito importante marcar o tempo e as coordenadas do início e fim de transecto enquanto o barco mantém velocidade e direção constante. Desta forma, pode-se estimar a velocidade do barco. Outros dados são tidos em conta a visibilidade, estado do mar, objetos flutuando nas proximidades, mas todas as informações consideradas relevantes para o observador pode apontar. Note-se também a partir de contacto com mamíferos marinhos e tartarugas.

Atualmente, várias empresas têm um acordo com a SPEA e permitir que um observador a bordo de seus barcos para realizar essos censos marinhos, estes Ventura, VMT e lobo marinho.



In these photos we can distinguish the observer by performing the census. Picture taken on the boat
Nestas fotos podemos distinguir o observador a realização do censo. As fotografias tiradas no barco

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Educação ambiental nas escolas

Environmental education could be defined as "An educational process that deals with the relationship of man to his natural and artificial environment." It consists of recognizing values ​​and clarifying concepts with the aim of understanding and appreciating the interrelations between man, his culture and his biophysical environment. It includes practice in decision-making and in the elaboration of a code of behaviour with a view to improving life and protecting the environment, paying due attention to ethical values.

From what I observed during my stay in Madeira the last two months I believe that SPEA's role in environmental education in schools throughout the island is fundamental. They teaches the children in a very dynamic way intercalating lectures, games and workshops not only on the birds of the archipelago, but also on its surroundings and the natural wealth of the whole island from a vision of conservation and environmental respect. They show the reality of how our intervention in nature through pollution, the introduction of exotic plants and excessive use of resources, among many others, have a very negative impact that pressures many species of animals and plants and pushes them to their extinction.






In my opinion one of the most important tools for environmental protection is environmental education, teaching children what nature offers us and why we must protect it and the consequences of our actions, which we often do without thinking, like throwing a simple wrap to the sea. In short, we need to create an education to make the population aware of the environment and be interested in it and its problems and have the knowledge and motivation to work individually and collectively in the search for solutions to current environmental problems and to prevent those that may appear in the future.

SPEA goes to your school or community centre to carry out initiatives on nature and educate the new generations for the conservation and protection of nature! Contact us: madeira@spea.pt

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A educação ambiental poderia ser definida como "um processo educacional que lida com a relação do homem com seu ambiente natural e artificial". Consiste em reconhecer valores e esclarecer conceitos com o objetivo de compreender e apreciar as inter-relações entre o homem, sua cultura e seu ambiente biofísico. Inclui a prática na tomada de decisões e na elaboração de um código de comportamento com vista a melhorar a vida e a proteger o ambiente, prestando a devida atenção aos valores éticos.

Do que observei durante a minha estadia na Madeira nos últimos dois meses, creio que o papel da SPEA na educação ambiental nas escolas em toda a ilha é fundamental. Ensina as crianças de forma muito dinâmica intercalando palestras, jogos e ateliers, não só sobre as aves do arquipélago, mas também sobre os seus arredores e as riquezas naturais de toda a ilha a partir de uma visão de conservação e respeito ambiental. Mostram a realidade de como a nossa intervenção na natureza através da poluição, a introdução de plantas exóticas e o uso excessivo de recursos, entre muitos outros, têm um impacto muito negativo que pressiona muitas espécies nativas de animais e plantas e as empurra para a sua extinção.


Na minha opinião, uma das ferramentas mais importantes para a proteção ambiental é a educação ambiental, ensinando às crianças o que a natureza nos oferece e por que devemos protegê-lo e as consequências de nossas ações, que muitas vezes fazemos sem pensar, como jogar um simples embrulho ao mar. Em resumo, temos de criar uma educação para sensibilizar a população para o ambiente e estar interessado nela e os seus problemas e ter o conhecimento e a motivação para trabalhar individual e colectivamente na procura de soluções para os problemas ambientais atuais e para evitar aqueles que possam aparecer no futuro.


A SPEA vai à sua escola, casa do povo ou centro comunitário realizar iniciativas sobre a natureza e educar as novas gerações para a conservação e proteção da natureza! Contacte-nos: madeira@spea.pt

segunda-feira, 18 de julho de 2016



Monitorização do Fura-bardos.

A Monitorização do Fura-bardos consiste na recolha de toda a informação possível da espécie, seguida de uma análise dos dados com o objetivo de conhecer a distribuição e abundância da população na ilha da Madeira. A observação contínua dum organismo no seu habitat constitui um método essencial para ampliar o conhecimento de uma espécie. A vigilância e a recompilação de dados sobre o Fura-bardos, vão permitir obter informação de aspectos comportamentais. 
O estudo de monitorização da espécie é dividido em quatro períodos que coincidem com as fases de reprodução (acasalamento, incubação, alimentação das crias e dispersão dos juvenis; Newton 1986). Actualmente, encontramo-nos nas fases de alimentação das crias e dispersão dos juvenis. Para o seguimento destes períodos require-se um trabalho de campo muito intenso; tentando encontrar pontos estratégicos de vigilância, os mais próximos possíveis ao ninho, para observar as interacções de comportamento entre os indivíduos, sempre minimizando o efeito do observador para não perturbar a sua conduta natural.

Nestas duas fases, o comportamento que quer-se observar é ver como o macho depena as presas nas proximidades do ninho (na área de alimentação), para lhe dar a presa a fêmea, quem é a encarregada de leva-a ao ninho e alimentar as crias. Pretende-se também ouvir as vocalizações dos juvenis, os quais já realizam voos curtos nas proximidades do ninho. 

6 horas frente o ninho.

Este ano 2016, o dia 16 de julho, foi a primeira vez que se fiz um seguimento durante 6 horas num território. Quando se trabalha com animais silvestres é impossível garantir que vais conseguir vê-los. Mas hoje vou-lhes contar como é essa experiencia, ou pelo menos de como tem sido para mim. Pois recentemente tenho tido a oportunidade de observar uma especie de ave com um comportamento muito esquivo.

“Quase eram às 9:00h de amanha quando mostraram-me o território situado em pendente e direção nordeste. A mancha está constituída por espécies de vegetação exótica que foi plantada. No subsolo tinha grande quantidade de matéria orgânica seca como folhas e ramas. De primeiro observei o ninho com os binóculos, mas não detectei movimento nenhum, assim que dirigi-me até a área de alimentação, donde encontrei desplomadouros de várias espécies; melro e pintassilgo de certeza. Enquanto estava a recolher as penas, levantei a cabeça e apareceu um individuo adulto de fura-bardos (provavelmente o macho) aproximando-se. Foi tudo tao rápido que fique paralisada, até nervosa, o coração bateu forte uns segundos. Só pensei disfruta do momento, porque entre que procuras os binóculos e tentas enfocar, já tens perdido semelhante espetáculo. Chegou perto, mas só detectar minha presença, deu meia volta e fosse embora em direção ao ninho. E eu fiquei em silêncio, com as penas ainda na mão, vendo como desaparecia entre os troncos. Não acreditava! Que casualidade, só chegar e vê-lo! Pensei que se tentava esconder-me por ali, se calhar voltava e via como despenava a presa. Isso já seria espetacular. Esperei pouco mais de 2 horas, mas nada. 
Então decidi visitar de novo o ninho. Coloquei-me numa parte alta e camuflada desde onde conseguia ver perfeitamente o ninho e também a área de alimentação. De facto intuía-se um corredor ótimo entre as árvores que conectava os dois pontos.
Quando olhei para cima, apareceram de uma em uma três cabecinhas com penugem branca, mas já tinham penas formadas. As três estavam quase imóveis, observavam a sua volta como se estivessem a espera e alguma delas piava. Passou uma hora aproximadamente até que ouvi vocalizar um individuo adulto e instantes depois chegou a fêmea pela parte superior do ninho, mas desapareceu rapidamente porque o macho estava a vocalizar desde a área de alimentação. Até esse momento nunca tinha ouvido, nem sabia como era o som de um fura-bardos, mas era tão claro que não tinha confusão nenhuma.
Voltei a ouvir vocalizações de longe desde a área de alimentação e cada vez mais perto. Seguidamente, a fêmea passou em frente de mim com um voo elegantíssimo e silencioso usando o corredor. Transportava uma presa que deixou no ninho. Só foi visível uma das crias enquanto estava a comer. Após a ingesta as crias estavam consideravelmente mais ativas. Mexiam as asas e até conseguiam voar distâncias cortas até ramas próximas ao ninho.”

“Enquanto estava sozinha na floresta tive muito tempo para pensar. Alguém me disse uma vez que se ficas quieto na floresta o tempo suficiente, vais ver indícios da força da vida, e se não acreditas observa com atenção, e se ainda não, com mais atenção usando os sentidos como instrumentos essenciais. As vezes é preciso fazer mais estreito o foco por onde normalmente olhamos, assim as coisas convertem-se mais nítidas, como através de um pequeno buraco. Essa é a paradoxa da existência contemplativa, fazemos menos e mais lento para ver mais. Só quando vemos outras espécies no planeta, é quando nos conhecemos melhor a nós mesmos. Parece que não tomamo-nos o tempo para parar e observar este mundo que habita a nosso redor, arriba y abaixo, com suas propiás historias e dramas. Não podemos perceber uma beleza tão gigante se não somos capazes de por atenção.”



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Sparrowhawk Monitoring.

The Sparrowhawk monitoring is to gather all possible information of the specie, followed by a data analysis in order to understand the distribution and abundance of the population on the island of Madeira. The continued observation of an organism in its habitat is an essential method to increase knowledge of the specie. Surveillance and data recompilation of Sparrowhawk, will allow obtaining information from behavioral aspects. The monitoring study is divided into four periods that coincide with the reproduction phases (mating, incubation, feeding the chicks and dispersion of juveniles; Newton 1986). Currently, we are in feeding and dispersal of juveniles. To follow up these periods require is a very intense field work; trying to find strategic points of surveillance, the closest possible to the nest to observe the behavior of interactions between individuals, but always minimizing the effect of the observer and trying not to disturb their natural behavior.




 In tthese two phases, the behavior we want to watch is to see how the male pluck the prey near the nest (in the feeding area ), to give the prey to the female, who is in charge to takes it to the nest and feed the young. It also intends to hear the juveniles vocalizations, which already perform short flights near the nest.


6 hours in front the nest.

This year 2016, July 16th, was the first time we did a follow-up for 6 hours in a territory. When you work with wild animals it is impossible to guarantee you'll see them. But today I will tell how this experience is, or at least as it has been for me, because I have recently had the opportunity to observe a bird with a very elusive behavior.

"They were almost at 9 : 00 a.m. when they showed me the territory situated in a pending faced to the northeast. The vegetation stain is made up of exotic species that was planted. In the basement there were big loads of organic dry matter such as leaves and branches. First noticed the nest with binoculars, but didn't detect any movement, so I headed to the feeding area, where I found desplomadouros of various species; blackbird and goldfinch for sure. While I was collecting the feathers, I lifted my head and appeared a sparrowhawk adult (probably male) approaching. It all happened so fast that I became paralyzed, even nervous, my heart pounded hard a few seconds. I just thought “enjoy the moment, because while looking for the binoculars and try to focus, you will already lose such a spectacle”. It came close, but only detects my presence, turned and flies away toward the nest. I stayed there in silent, with the feathers still in my hand, watching as it disappeared between the logs. I didn’t believe! What a coincidence, just arrived and see it! I thought that if I tried to hide over there, maybe it returned and I could see how plucked the prey. That would be amazing. I waited little more than 2 hours, but nothing. 
So I decided to visit again the nest. I choose an elevated, cloaked zone, from where I could see perfectly the nest and also the feeding area.
In fact, a great corridor could be intuited between the trees that connected the two points. When I looked up, appeared one by one three little heads with white fuzz, but had already formed feathers. The three were almost motionless, watching around as if they were waiting and some of them chirped. It spends an hour or so until I heard vocalizing an adult individual and moments later came the female at the top of the nest, but disappeared quickly because the male was vocalizing from the feeding area. Until then I had never heard or knew what it was like the sound of a sparrowhawk, but it was so clear that had no confusion at all. 
Then, I started to hear vocalizations away from the feeding area and closer every time. Then, the female passed in front of me with a very elegant and quiet flight using the corridor. He carried a prey and left it in the nest. Only a chick was visible while eating. After ingestion they were considerably more active. Shuffled the wings and could fly up short distances until branches near the nest."


“I had much time to think while I was alone in the forest. Someone once told me that if you stay quiet in the woods long enough, you will see evidence of the life force, and if you don’t believe observes carefully, and if still not, more carefully, using the senses as essential tools. Sometimes you have to make narrower the focus where normally look, so things are converted sharper, as through a small hole. This is the paradox of the contemplative life, we do less and slower to see more. Only when we observe other species on the planet, it is when we know us better ourselves. It seems that we can’t stop and watch this world that lives around us, above and below, with their own stories and dramas. We can’t realize of this giant beauty if we are not able to pay attention. "

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Nova estagiaria na SPEA - Madeira

Olá! Chamo-me Gisela, sou de uma vila perto de Barcelona e tenho 27 anos. Licencei-me em Biologia em 2011 na Universidade Autónoma de Barcelona e realizei um mestrado em gestão e conservação da natureza em 2013.
Considero-me uma pessoa cometida com a preservação dos ecossistemas naturais e da conservação da biodiversidade, é por isso que ando sempre envolvida em diferentes projectos. Por exemplo, durante a licenciatura realizei o estagio no departamento de ecologia da universidade (CREAF, Centro de Pesquisa Ecológica e de Aplicações Florestais) e também colaborei com una entidade de restauração de habitats de espécies em perigo na Catalunha chamada "Paisatges Vius".

No início do ano 2014 viajei na selva peruana e participei no Centro de Recuperação da Fauna Amazónica (CREA) como voluntária durante 4 meses. Depois nesse mesmo ano recebi a bolsa Leonardo da Vinci no âmbito do programa Erasmus Plus e estive a estagiar no Jardim Botânico da Ajuda em parceria com o Instituto Superior de Agronomia de Lisboa.

Quando voltei a Catalunha trabalhei também de forma voluntária como assistente na Unidade de Investigação do centro de recuperação de primates Fundació MONA.

Agora vou a estar na SPEA- Madeira, no âmbito do programa ARGO, por cinco meses colaborando no "Projeto LIFE Fura-bardos" e também apoiar no projecto STARS (Sustainable Tourism Agents in Rural Societies).

Como estão a ver não é a primeira vez que estou a participar numa entidade ou associação de conservação da natureza como voluntária ou estagiaria, mas de certeza esta vez também vai ser uma experiência única e inesquecível, porque todas foram diferentes e muito enriquecedoras. Hoje foi o meu segundo dia e a verdade é que toda a equipa acolheram-me muito bem. Tenho boas vibrações e sei que vai-se criar um bom feedback de aprendizagem.


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New internship in SPEA - Madeira

Hello! My name is Gisela, I am from a village near Barcelona and I'm 27. I graduated in biology in 2011 at the Autonomous University of Barcelona and held a master's degree in management and nature conservation in 2013.
I consider myself a person committed to the preservation of natural ecosystems and biodiversity conservation, that's why I've been always involved in different projects. For example, during the bachelor, I realized an internship in the ecology department of the university (CREAF, Ecological and Forestry Applications Research Center ). Also I was collaborating with an entity dedicated to restoring the habitat of endangered species in Catalonia, called "Paisatges Vius".
At the beginning of 2014 I traveled to peruvian jungle and participated in the Amazon Rescue Center (CREA) as a volunteer for almost 4 months. Same year, I received the Leonardo da Vinci scholarship under the Erasmus Plus program and I started at the Botanical Garden in partnership with the Agronomy Institute of Lisbon.

When I came back to Catalonia I also worked voluntarily as an assistant in the Research Unit at Primates Rescue Center Fundació MONA.

Now I'm going to take part in SPEA-Madeira under the ARGO program, for five months collaborating in the "LIFE Fura-bardos" project and also supporting STARS project (Sustainable Tourism Agents in Rural Societies).

As you can see, is not the first time that I am participating in an entity or nature conservation association as a volunteer or intern, but for sure this time will also be a unique and unforgettable experience, because all of them were different and very enriching. Today was my second day and the truth is that the whole team welcomed me very well. I have good vibes and I know surely we are going to create a good learning feedback.
      

sexta-feira, 11 de março de 2016

AVES MARINHAS: AMEAÇAS E CONSERVAÇÃO EM ILHAS - MADEIRA


As aves marinhas caracterizam-se por terem uma grade longevidade, são predadores de topo e necessitam de águas produtivas para garantir a sua subsistência e reprodução. Este grupo depende diretamente do estado dos ecossistemas marinhos e costeiros. Devido à crescente pressão do homem sobre os recursos marinhos, á pesca comercial, à poluição, à predação por espécies invasoras e ao esquecimento global, as aves marinhas são consideradas o grupo mais ameaçado de todas as aves a nível mundial.
Juvenil de Patagarro.
O Arquipélago da Madeira reveste-se de particular importância para as aves marinhas. Espécies como o garajau ou a gaivota distribuem-se por todas as ilhas do Arquipélago em colónias de pequena dimensão. Na ilha da Madeira nidifica a única colónia mundial de freira-da-madeira, espécie classificada como "Em Perigo" e já considerada extinta no passado, até ser redescoberta em finais da década de 1960. A maior colónia de patagarro de Portugal e da Macaronésia localiza-se também nesta ilha, estando estimada em algumas centenas de casais.

Na ilha do Porto Santo e ilhéus adjacentes existem pequenas populações de cagarra, roque-de-castro, alma-negra e pintainho.

Ilhéu de Bugio
Os Arquipélagos das Desertas e Selvagens, ilhas desabitadas, classificadas como Reservas Naturais pelos seus valores de fauna e flora, reúnem as maiores colónias de aves marinhas. Nas Desertas nidifica a endémica freira-do-bugio, que estudos moleculares e morfológicos recentes indicaram ser uma espécie distinta da que ocorre em Cabo Verde, aumentando assim, devido à reduzida população, o seu grau de ameaça. Ainda nidifica a maior população de alma-negra de todo o Atlântico, e importantes populações europeias de cagarra, pintainho e roque-de-castro.


AMEAÇAS HISTÓRICAS

Colonia de Cagarras perto da beira da ilha da Madeira.  
A chegada do homem ao arquipélago da Madeira levaram ao colapso das populações das aves marinhas desta ilha. A destruição do habitat, através de fogos de modo a conquistar áreas para permitir a habitação e a agricultura foram o início de um massacre sem precedentes da avifauna terrestre e marinha.
A conquista destes novos locais também trouxe consigo animais estranhos àqueles ambientes. Foram introduzidos intencionalmente herbívoros como cabras, coelhos, ovelhas e vacas; e outros animais domésticos como porcos, gatos, cães e furões. Alem, outras foram trazidos acidentalmente, como os ratos e as lagartixas. Esta nova comunidade de mamíferos introduzidos teve um impacto enorme nas populações de aves, consumindo ovos, juvenis e adultos, destruindo ninhos e causando a erosão dos solos onde as aves instalavam os ninhos, contribuindo para a extinção de várias aves marinhas.
A perseguição direta para consumo de carne e para obtenção de óleo e de penas terão também dado um grande contributo para o desaparecimento de colónias inteiras de aves marinhas. A caça concentrou-se sobretudo nas cagarras, as presas mais rentáveis existentes em ilhas e ilhéus mais afastados. Estas foram vítimas de capturas legais até ao último quartel do século XX, e ainda há caça ilegal desta espécie.

Porto Santo de noite.
Mais atualmente a poluição luminosa também é uma causa de mortalidade para as aves que nidificam em ilhas, sobretudo os juvenis, devido ao fato de as aves se desorientarem e virem colidir com estruturas ou poisar em zonas mais fortemente iluminadas.
Por último, a perturbação dos locais de reprodução como dunas, salinas os pequenos ilhéus pode ter elevados impactos levando ao abandono dos mesmos pelos indivíduos reprodutores.





As aves marinhas passam a maior parte da sua vida no mar pelo que é fundamental conhecer o impacto das principais ameaças para as aves. A captura acessória em artes de pesca, a interação com estruturas de produção de energia em meio marinho e o impacto do lixo, sobretudo plásticos, são algumas das áreas prioritárias nas que tem se de ser trabalhado para tentar minimizar seus impactos.






CONSERVAÇÃO DS COLÓNIAS DE AVES MARINHAS

As Áreas IBA são umas áreas sensíveis para a avifauna designadas pela BirdLife International, que a sua vez, foram uma importante referencia para designar as Zonas de Proteção Especial. O arquipélago da Madeira conta com dois IBA marinhas.

IBAs marinhos em Portugal.
Os critérios utilizados para a identificação de IBAs faz referência a valores para proteger e melhorar o estatuto de conservação das aves. Os tipos de IBA Marinha classificam-se:
 a) Extensões costeiras de colónias de reprodução
b) Áreas de concentração costeira fora do período reprodutor
 c) Áreas de concentração pelágicas
d) Corredores migratórios

Freira de Madeira.
É de destacar a criação de reservas naturais das Ilhas Salvagens (1971), das Ilhas Desertas (1990) e das Berlengas (1981) foram decisivos para a proteção das principais colonias de aves marinhas em Portugal, assim como a implementação de legislação.

O trabalho realizado por distintas instituições como Serviço do Parque Natural de Madeira o SPEA ter sido decisivo, desenvolvendo projetos e ações de conservação. São de destacar:
1.        Os trabalhos com a freira-da-madeira, evitando uma quase segura extinção desta ave marinha endémica, num período em que a população desta espécie estava estimada em pouco mais de 20 casais.
2.       A erradicação dos ratos domésticos e dos coelhos
3.       A erradicação de ratos, coelhos e cabras na ilha de Bugio e seu controlo na Deserta grande.
4.       Erradicação e o controle de mamíferos e de plantas introduzidas nos pequenos ilhéus do Porto Santo.
5.       Campanha Salve um ave marinha
6.       Censos de mar
7.       Monotorização das populações de aves marinhas  

Assegurar a conservação de aves marinhas de uma forma eficaz requer maiores esforços, como o cumprimento da legislação, a criação de regulamentação e normas. Ao longo das últimas décadas, têm sido criados vários acordos internacionais relevantes para a conservação da biodiversidade marinha. O desafio agora é aproveitar este compromisso e garantir que ações concretas de conservação sejam tomadas a nível local, regional e nacional, através de um conhecimento mais aprofundado da ecologia destas espécies, bem como da sua relação com as atividades humanas.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Biodiversidade e conservação dos recursos naturais da macaronésia – Canarias

O acelerado processo de perdida de biodiversidade que estamos a viver a nível mundial como consequência principal da mão do homem ter dado lugar a importantes políticas e leis de conservação e proteção das espécies mais ameaçadas.  

As ilhas, por sua importância biológica e seus ecossistemas únicos no mundo têm de proteger seus habitas com mais vontade. A importância das ilhas é devido na singularidade da sua flora e fauna, ao reduzido número de espécies e seu valioso património natural. Os ecossistemas insulares presentam peculiaridades tales como o isolamento, elevado número de endemismos, ausência de depredadores o mansedume das espécies que fazem-lhas mais vulnerável nas diversas ameaças.
O Teide em Tenerife.
O 30% das plantas e animais terrestres que habitam Canarias são endémicos e sua situação geográfica, releve volcânico e condições de assolamento biológico ter favorecido o desenvolvimento de processos evolutivos que ter originado novas espécies animais e vegetais. Estima-se que nas Canarias há umas 19.500 espécies, 14.300 são terrestres,5.200 são marinhas e 4.000 endémicas, contudo, a lista fica aberta, já que cada ano descobrem-se novas espécies.






CONSERVAÇÃO

As medidas de conservação são adotadas tanto a nível autonómico, estatal e internacional e incluem instrumentos tales como normativas especificas, catálogos de espécies ameaçadas, planes de recuperação e conservação de espécies, habitats, etc.

- O Catálogo de Espécies Ameaçadas das Canarias estabelece os programas específicos adequados para salvaguardar y recuperar a estas espécies e atuação a seguir em cada caso. As categorias de ameaça são:

CATEGORÍAS DE AMEAÇA
ACTUAÇÃO
Em perigo de extinção
Plano de Recuperação
Sensível na alteração do habitat
Plano de Conservação do Habitat
Vulnerável
Plano de Conservação
De inteires especial
Plano de Manejo






O Lagarto Gigante de El Hierro.
- O Programa de Seguimento das Espécies Ameaçadas (SEGA) e uma ferramenta do Governo das Canarias para adquirir informação atualizada e fazer um seguimento das espécies ameaçadas. Assim pode-se conhecer sua evolução e tomar medidas quando fora preciso.

- INTERREG IIIB é um projeto de conservação de habitats financiado pela União Europeia que é uma aposta pela cooperação transnacional como elemento de desenvolvimento entre as regiões da Macaronésia: Canarias, Madeira, Cabo Verde e as Açores, e estas com os países de seu entorno. Áreas marinhas protegidas, as beiras e a sua gestão sustentável são os principais objetivos deste programa.

Bandera do Projeto LIFE.
- Os Projetos LIFE são cofinanciados pela União Europeia e desenvolvem projetos de conservação de flora e fauna em Canarias, assim como no resto da Macaronésia. Sua finalidade é contribuir ao desenvolvimento e a aplicação da política meio ambiental e contribuir ao desenvolvimento sustentável.

- Espácios naturais protegidos. A proteção dos valiosos ecossistemas canários ter feito que uma alto percentagem do chão canário fique protegido mediante várias categorias de proteção tanto no âmbito internacional: Rede Canaria de Reservas da Biosfera; europeu: Rede Natura 2000; nacional: Rede Canaria de Parques Nacionais e autonómico: Rede Canaria de Espácios Protegidos.

- As beiras e fundos marinhos das Canarias também têm um ecossistema único no mundo pelo que contam com proteção especial. São três reservas marinhas nacionais: na ilha de La Graciosa, A Restinga em El Hierro e na ilha de La Palma. Estas são zonas de reprodução, cria e desenvolvimento das comunidades marinhas.

Alem disso, são um ponto estratégico pela riqueza e diversidade de cetáceos presentes nas suas águas, pela sua ubiquação geográfica e a corrente fria do Atlântico favorecem a aproximação dos cetáceos ao arquipélago.
Podem ser observadas 30 das 31 espécies reconhecidas na Macaronésia y das 87 reconhecidas a nível mundial. Esto é o 34% das espécies conhecidas a nível mundial e o 60% das que habitam o Atlântico norte.
As Ilhas Canarias são designadas como Zona Marinha de Especial Sensibilidade pela Organização Marítima Internacional (IMO) pelo que da especial proteção no referente a problemas de contaminação marinha.

Um cetáceo perto da beira Canaria.

PRINCIPAIS PERIGOS

- As espécies exóticas invasoras são uma das principais ameaças para a conservação da diversidade biológica. La prevenção contra a introdução e liberação destas espécies torna-se muito difícil de evitar por parte da administração devido na impossibilidade da vigilância exaustiva. Agora mesmo o Governo de Canarias têm a decorrer várias ações de control de plagas, como da Culebra californiana em Gran Canaria, o Picudo Rojo, um inseto que mata as palmas ou o Ouriço diadema, que causa graves danos nos fundos rochosos.






Incendios do verão de 2007 visto desde
o satélite.
- Os Incêndios florestais, em sua maioria não são por causas naturais, mas é mão do ser humano a que os causa e podem destruir ecossistemas completos. No verão de 2007 Gran Canaria, Tenerife e La Gomera sofreram ao mesmo tempo grandes incêndios que ocasionaram a perdida de 19.000 hectares em total. Em 2012 um incendio arraso 750 hectares do Parque Nacional de Garajonay (um 25% de sua superfície) na Gomera, de grande importância pelos bosques da Laurissilva que a compõem.

- Sobre explotação dos recursos pesqueiros. Ter sido que ter criado leis e sistemas de regulação e vigilância assim como áreas marinhas protegidas para que sirvam de repovoamento para as zonas mais castigadas pela atividade pesqueira.

- A prática da caça como atividade de ócio pode servir para controlar algumas espécies invasoras mas também pode ser uma grave ameaça para os animais endémicos.

O parque nacional de Garajonay em La Gomera.
- A Sobre explotação das massas florestais ter sido corregida nos últimos anos mediante repovoações florestais e processos de restauração ecológica. Este é um ponto clave já que as florestas são o suporte vital para a diversidade de plantas e animais e para lutar contra a desertificação e a erosão. Os incêndios causados pelo homem, a tala descontrolada, a agricultura o a urbanização são seus principais inimigos.

- A Poluição e a principal causa do câmbio climático. As emissões descontroladas de Co2, a tratamento não adequado do lixo, os plásticos no mar… são algumas das formas que tem a poluição de uma grade lista. Não é preciso dizer que altera os ecossistemas e prejudica seriamente a continuidade da biodiversidade.

Para pôr um exemplo, nos últimos 400 anos o 90% das aves extintas foram em ilhas. Leis há muitas pero falta fazer um esforço no elemento mais importante de todos: fomentar a educação em valores ambientais para ter mais respeito para o meio ambiente, os seres vivos e seus habitats. Temos de conhecer o nosso entorno, a grande biodiversidade da que vivemos rodeados, assim como as causas e consequências de a sua degradação.

Há que Incentivar a participação social na toma de decisões, sobre o futuro que queremos. Esta em as nossas mãos seguir com um sistema produtivo que destrui o nosso único lar em todo o universo o girar 180 grados para um desenvolvimento sustentável.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

DÍA INTERNACIONAL DO VOLUNTARIO E “MIDDLE TRAINER”

Pôr do sol em Faro.
Quando tens chegado na metade do teu voluntariado é bom exercício olhar para atras e ver o que tens feito e o que tens cambiado mesmo tu. A segunda formação do Serviço do Voluntário Europeu que esta vez mudo de Braga a Faro, pôr seu foco de atenção nisso: reflexão e futuro são as palavras com as que definir-se-ia.

O certo é como diz Lewis Carrol em Alicia no pais das maravilhas “deitas-te sindo alguém e acordas-te sindo outra persona deferente”. Desde o início mesmo do teu voluntariado vai transformando-te. As ruas trocam a como as olhas-te pela primeira vez, agora tenho vivido muitas anedotas nelas. As pessoas do meu entorno ter cambiado, algumas ter ido porque acabou-se seu tempo na ilha, outras novas ter chegado e outras simplesmente ter tomado caminhos separados. Meu lar também ter cambiado e agora a residência universitária de Funchal agosta todas as minhas energias.

Todo este câmbio ter de ser aproveitado para aprender, aprender de o que acontece a teu ao redor, das pessoas, do meus colegas de trabalho, quando vou ao supermercado, quando vou caminhando pela rua, de mim mesmo… aprender a aprender, um dos pontos fortes da formação EVS.
Sindo assim, se a outra metade do meu voluntariado aprendo a metade do que aprendi nestes seis últimos meses terá valido a pena.

O “middle trainer” coincidiu com o Dia Internacional do Voluntario e com a Reunião Anual de voluntários de Portugal. Foi uma ocasião única de conhecer voluntários que têm finalizado seu estágio assim como seus experiencias e aventuras.


Não sei se os voluntários mereceriam ter um dia internacional para eles, mas é inegável seu contribuição ao desenvolvimento de sectores de educação, ajudas sociais, meio ambiente, cultura… lá onde a macroeconomia no chega por não ser rentável o considerar-lho um mal menor, lá vão os voluntários, a um pais desconhecido, com uma língua estrageira, com umas condições incertas mas com uma grande solidariedade a pôr seu grão de areia. Estos tempos modernos da economia de mercado e produtividade não percebem da palavra “voluntario” mas como experiencia de aprendizagem laboral e vital tem um valor incalculável e espero que este programa dure muitos anos mais. 
Os membros da Agencia nacional
de Portugal.
Os voluntarios Aleix, Cosmin e Cohim

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

HISTÓRIA E DESENVOLVIMENTO DO TURISMO DE NATUREZA E ORNITOLÓGICO EM CANÁRIAS

Origem: Turismo de massas como modelo económico

Maspalomas, Gran Canarias, nos anos 60 quando comenza
a construçãode hoteís para o turismo de massas.
Na década de 50 decorre o auge do turismo nas Canárias. Atraídos pelo ótimo clima das ilhas – 25 graus em média por ano – os primeiros turistas do norte de Europa chegam às praias de Gran Canaria e Tenerife. A economia canária, baseada na agricultura e na agropecuária, transforma-se rapidamente numa economia de bens e serviços, com a sua principal força no turismo de massas, habitualmente chamado “turismo de sol e praia”.
A construção de hotéis e blocos de apartamentos cresceram ao mesmo tempo que aumentou o número de turistas alemãs, ingleses e escandinavos. Tinha surgido um novo mercado para operar e o capital nacional e estrangeiro investiu muito dinheiro em empreendimentos hoteleiros. Esta construção realizou-se sem pensar no impacto ambiental e causou um grande dano nos ecossistemas das ilhas, sobretudo nas zonas costeiras.
Nos últimos anos a demanda tornou-se mais complexa, diversificando as suas preferências entre os novos modelos de turismo alternativo, longe das áreas massificadas, como o turismo de natureza. A mentalidade do turista tem evoluído e adquirido uma consciência ambiental.   
As reservas naturais têm um 40% de extensão nas Ilhas Canárias, assim como 4 parques nacionais, entre os que destaca o Parque Nacional de Garajonay, na Gomera, Património de la humanidade reconhecido pela UNESCO, 145 reservas naturais e 7 reservas da biosfera nas ilhas de Lanzarote, El Hierro y La Palma.

Parque Natural de Garajonay, A Gomera.
A Macaronésia tem recursos naturais e uma biodiversidade única no mundo. Bosques milenares de Laurissilva, vulcões, praias paradisíacas, falésias vertiginosas, lindas paisagens submarinas e milhares de espécies endémicas compõem um valioso ecossistema que atrai investigadores e aficionados aos arquipélagos formados por Canárias, Cabo Verde, Madeira e Açores. Estes continentes em miniatura são o lugar ideal para desenvolver o turismo da natureza.






Breve história da ornitologia das Canarias

Canárias tem 6 espécies e umas 30 subespécies endémicas de aves. Além umas 100 aves visitam as ilhas de forma regular o esporadicamente. Este singular ecossistema faz que o turismo ornitológico e a observação de aves seja um dos pontos fortes do turismo da natureza. Muitos ornitólogos e amantes das aves veiem para observar-lhas, estudar-lhas e tentar fotografar-lhas. As seis aves endémicas das Canárias são: Paloma Raviche, Paloma Turqué, Reyezuelo Canario, Mosquitero Canario, Pinzón Azul y Taravilla Canaria.

Pinzón Azul, uma das seis aves endémicas de Canarias.
Nas cronicas da conquista nas Canarias pode-se ler comentários e citas dos conquistadores sobre as novas aves que encontravam no arquipélago. Apos, já no seculo XVIII surgem as primeiras publicações e investigações escritas por ornitólogos que viajam desde Europa para estudar as novas espécies.

Em 1842 se descreve por primeira vez o Pinzón Azul em “Ornitholohie Canarienne”, além de 108 espécies. A visita do Dr. Carl August Bolle as ilhas é importante já que com as suas observações fue o primeiro em reconhecer as dois especies de pombo da Laurissilva: O pombo turqué e o pombo rebiche. Já no seculo XX Henry E. Harris publica as primeiras fotos de aves de Canarias.
Os pioneiros na observação de aves foram estes investigadores, a maioria estrangeiros, que impulsaram la descrição de espécies e subespécies. As intensas coletas de exemplares e ovos daria pé na extinção de espécies como o ostrero canario, a princípios do seculo XX.

Nos anos 60 com muito material sobre avifauna feito foi gerando interesse pela avifauna entre a população local e os investigadores das universidades canarias empezam a desenvolver seus estúdios assim como interessantes estúdios sobre aves migratórias e o origem e evolução da avifauna canaria.
A criação um Escritório Canário da Delegação Espanhola de Ornitologia (SEO Birdlife) em 1993 ter permitido fomentar o hobby pelas aves e desenvolver ações de conservação.



Turismo de natureza: presente e futuro

Apesar de que o turismo de massas tem um predomínio absoluto hoje em dia, empresários e hoteleiros ter diversificado sua oferta para atender a demanda deste novo tipo de turista. O turismo da natureza é uma indústria limpa, sustentável com o meio ambiente e uma aposta segura para um futuro melhor. Estas novas atividades criam uma relação mais cercana entre o turista, o trabalhador e seu entorno. Alem disso, o ecoturismo e uma oportunidade para desenvolver as áreas rurais com atividades como caminhadas e desenvolvendo uma rede de hóstias e posadas para que os turistas podam ficar e sejam mais acessíveis estas zonas das ilhas.

Os deportes praticados na natureza têm uma localização ideal nas Canárias. As praias são perfeitas para os deportes aquáticos como surf, windsurf ou submariníssimo. Quando o inverno no norte de Europa faz desconfortável estar na rua devido as baixas temperaturas, muitas federações desportivas viajam para as Canárias a fazer seus treinamentos. Acreditadas pelo seu clima e sua geografia realizam-se todos os anos atividades desportivas como o Mundial Internacional de Windsurf de Fuerteventura, o Torneo Internacional de Futebol de Maspalomas ou a Transvulcania, uma maratóm da ilha da Palma. Escalada, ciclismo e trails são outros desportos que atraem aos turistas a Canárias.
1º Fase do Mundial de Windsurf de Fuerteventura.

O ecossistema das Canárias, junto com o resto da Macaronésia é único no mundo y tem que ser aproveitado criando uma solida estratégia conjunta de turismo de natureza sustentável. Têm aqui um importante papel o turismo de observação de aves e suas habitats naturais, os bosques de Laurissilva. Os hotéis e empresas turísticas já estão formando guias e oferecem tours pelos locais onde pode-se observar estas espécies para satisfazer as demandas dos amantes da natureza.As férias de ganadaria e alimentação ainda têm um importante papel na hora de desenvolver uma estratégia de turismo de natureza e desenvolvimento das economias rurais.
Mapa de Espanha da Rede Natura 2000.

Desde a União Europeia tem apojado estas novas politicas pondo em marcha projetos de proteção do meio ambiente como os projetos LIFE, Erasmus + (projeto STARS) o Macaroaves a traves de diversas ações de proteção do meio ambiente e formação ambiental da indústria hoteleira e a população em geral. Estas ajudas são indispensável para a criação duma rede de parques naturais e áreas protegidas que ajudem na conservação dos ecossistemas canários e da Macaronésia.

Já há varias estratégias em marcha, como a Rede Natura 2000 que tem como fim estabelecer um sistema de gestão sustentável de turismo de natureza de estos espácios e a implantação dum modelo que garantisse o valor da biodiversidade como fonte de ingressos e criação de emprego, ao mesmo tempo que assegure a conservação frente a estas atividades.