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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Aves marinhas


Cagarra  (Calonectris diomedea)


É a maior pardela do Atlântico tendo um comprimento entre 45-56 cm e uma envergadura entre 112-126 cm. Distingue-se facilmente das restantes aves marinhas pelo bico amarelo, pelas asas brancas bordeadas a castanho nas partes inferiores e pelo tipo de voo muito característico, produzindo um arco entre as pontas das asas pronunciado sobre o mar.

Nidificam entre Abril e Outubro em cavidades localizadas em falésias, grutas e fajãs em ilhas. Alimentam-se essencialmente de peixes, cefalópodes e crustáceos que capturam em mergulhos mais ou menos superficiais. Muitas vezes seguem embarcações de pesca para se alimentarem de rejeições.

Esta ave marinha, pelágica e migradora, basta ir a costa para se reproduzir. Após a época de reprodução, os indivíduos migram das ilhas da Macaronésia para a costa atlântica ocidental, a costa sul-americana em primeiro lugar, em seguida, ir até o hemisfério norte.



Patagarro  (Puffinus puffinus)


É uma ave de tamanho médio, com um comprimento entre 31-36 cm e uma envergadura entre 76-88 cm, a parte superior é escura  e a parte inferior é branca, excepto por uma aresta na parte traseira das asas, também escura. Tem la cabeça pequena com pico longo e fino, e com uma mancha branca após rosto escuro. Em voo alterna sequências aéreas de planamento é da batimento

Gregário durante a reprodução, vá até a área de nidificação em fevereiro. As colônias de reprodução estan longe da costa, às vezes 1-2 km, e até 1.000 metros acima do nível do mar em encostas interiores com formações arborizadas. O ninho é colocado numa câmara na parte inferior de uma galeria escavado pelo pintainho ou fissuras. Alimenta-se de pequenos peixes, crustáceos e pequenos cefalópodes, que captura de mergulho.

A população reprodutora do Atlântico Norte migra após o período de reprodução, de julho para o sul e sudoeste; passa o inverno em águas ao largo da costa da América do Sul, ou em águas africanas na costa Namíbia e África do Sul. A migração da população reprodutora da Madeira  começa em setembro, dirigindo-se para o sudoeste Atlântico.

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Cory's shearwater  (Calonectris diomedea)


It is the largest Atlantic shearwater having a length between 45-56 cm and a wingspan between 112-126 cm. It is easily distinguishable from the other seabirds by the yellow beak, by the white wings bordered to brown in the lower parts and by the very characteristic type of flight, producing a bow between the tips of the wings pronounced on the sea.

They nest between April and October in cavities located on cliffs, caves in islands. They feed mainly on fish, cephalopods and crustaceans that they catch on more or less surface dives. Often they follow fishing boats to feed on rejections.

This sea bird, pelagic and migratory, just go to the coast to reproduce. After the breeding season, individuals migrate from the islands of Macaronesia to the western Atlantic coast, the South American coast first, then go to the northern hemisphere.



Manx shearwater (Puffinus puffinus)


Medium-sized shearwater, with a length between 31-36 cm and a wingspan between 76-88 cm, very dark above and white at the bottom, except for a narrow border at the back of the wings, also dark. It has a small head, with a long thin beak, and a white spot behind the dark cheek. In alternating flight alternating glide sequences with flutter sequences; But if the wind is strong it flies almost exclusively by gliding, sometimes flying several meters above the surface of the water.

Gregarious during breeding, goes to the nesting area in February. Breeding colonies are set up inland, sometimes up to 1-2 kilometers, and up to 1,000 meters above sea level, on slopes of inland ravines with wooded formations. The nest is placed in a chamber at the bottom of a gallery excavated by the shearwater or in cracks. It feeds on small fish, crustaceans and small cephalopods, which captures diving.

The reproductive population of the North Atlantic moves after the breeding period, from July, to the south and southwest; One part spends the winter in waters off the coast of South America, while another is in African waters off the coast of Namibia and South Africa. The breeding population of Madeira begins migration in September, heading southwest of the Atlantic.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Adaptações de alimentaçao das aves marinhas


Most seabird adaptations are related to their dietary strategies: diet, daily feeding patterns, spatial distribution of birds in terms of food demand and methods of catching food:


Diet: In the case of diet, seabirds feed practically all trophic levels of the marine food web. For example, the petrels feed on zooplankton, sulids and some penguins prefer pelagic fish and squid, while seagulls and albatrosses may be scavengers, eating remains of dead animals. It can, however, be said that the diet of seabirds consists mainly of three types of prey: small pelagic fish, crustaceans and mollusks.

Daily feeding patterns: Daily feeding patterns are fundamentally linked to the behavior of the primary prey. According to their preferred type of prey, seabirds can be fed during the day or at night. Some species, such as the red-footed booby (Sula sula) feed on both day and night;

Feeding Area: One of the biggest challenges for a seabird will be finding enough food to survive and reproduce. Coastal or shorebird species, like most seagulls and terns, preferentially feed in groups and in areas with a lot of prey or in places where they are easily brought to the surface. Scuba seabirds, such as the alcas and auks, can explore both shallow areas and areas further away from the coast.


Feeding methods: Seabirds have a wide variety of prey capture methods, and although most species often use the same method, they may sometimes opportunistically use alternative methods. The most common method is the chase dive, where the seabird uses the wings or the paws to swim underwater and thus chase its prey. This method is often used by penguins, alcas, auks, cormorants and shearwaters. Other species, such as seagulls, petrels and terns simply select the prey from the surface, with only a small dive on the surface. Other less common methods include aerial pursuit behavior, kleptoparasitism (stealing food from another bird), such as skuas, or feeding of organic remains (necrophagous species), such as some seagulls









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A maioria das adaptações das aves marinhas estão relacionadas  com as suas estratégias alimentares: a dieta, os padrões diários de  alimentação, a distribuição espacial das aves em termos de procura  de alimento e os métodos de captura de alimento:
Dieta: no caso da dieta, as aves marinhas, sendo consumidores,  alimentam-se praticamente, de todos os níveis tróficos da teia alimentar  marinha. Por exemplo, os painhos alimentam-se de zooplâncton,  os alcatrazes e alguns pinguins preferem peixes pelágicos e lulas,  enquanto as gaivotas e os albatrozes podem ser necrófagos, comendo  restos de animais mortos. Pode-se, no entanto, dizer que a dieta  das aves marinhas consiste principalmente em três tipos de presas:  pequenos peixes pelágicos, crustáceos e moluscos.

Padrões diários de alimentação: os padrões diários de  alimentação estão fundamentalmente ligados com o comportamento  das presas primárias. De acordo com o seu tipo de presa preferencial,  as aves marinhas podem alimentar-se durante o dia ou à noite. Algumas  espécies, como, por exemplo, o atobá-de-patas-vermelhas (Sula sula)  alimenta-se tanto de dia como de noite;

Área de alimentação: um dos maiores desafios para uma  ave marinha será encontrar alimento suficiente para sobreviver e  se reproduzir. As espécies costeiras  ou limícolas, como a maioria das gaivotas e gaivinas, alimentam-se  preferencialmente em grupos e em zonas com muita abundância de  presas ou em locais onde estas facilmente são trazidas à superfície.  As aves marinhas mergulhadoras, como as tordas e os araus, podem  explorar tanto zonas de pouca profundidade como áreas mais  afastadas da costa.

Métodos de alimentação: as aves marinhas têm uma grande  variedade de métodos de captura de presas e, embora a maioria  das espécies utilize frequentemente o mesmo método, podem, por  vezes, utilizar de forma oportunista métodos alternativos. O método  mais comum é o mergulho de perseguição, onde a ave marinha utiliza  as asas ou as patas para nadar debaixo de água e assim perseguir a  sua presa. Este método é frequentemente utilizado pelos pinguins,  tordas, araus, corvos-marinhos e pardelas. Outras espécies, como,  por exemplo, as gaivotas, os painhos e as gaivinas, limitam-se a  selecionar a presa a partir da superfície, efetuando apenas um  pequeno mergulho à superfície. Outros métodos menos comuns  incluem comportamentos de perseguição aérea, cleptoparasitismo  (roubam o alimento a outra ave), como por exemplo, os moleiros, ou  alimentação de restos orgânicos (espécies necrófagas), como por  exemplo, algumas gaivotas


quinta-feira, 4 de maio de 2017

Adaptações Físicas das aves Marinhas

Life in the marine environment presents a number of challenges, highlighting some significant differences between land birds and seabirds. These are the most important physical differences:



Heavier Pneumatic Bones and Strong Thoracic Bodies: Diver seabirds have heavier bones and strong chest bracing to recover from increased pressure during a dive.

Longer, narrower and sharper wings: In comparison to most land birds, seabirds generally have longer, narrower and more pointed wings to enable them to climb and slide along the surface of the sea.


Waterproof plumage: Seabirds have a waterproof plumage, as do most land birds. In these birds the uropygial gland secretes an oily substance that they spread through the body, thus keeping their feathers clean, flexible and impermeable. In addition, they have a greater number of feathers to provide protection to the body.

Less colorful plumage: most seabirds have less colorful plumage than terrestrial birds, with varying shades of black, white and grey. It is thought that this serves as a camouflage for protection and to be less visible by the prey.

Scented Smell: Most seabirds have a good smell, which helps them find food even at great distances, or even other birds, feeding grounds, breeding grounds and nesting sites.

Excellent vision: Seabirds have small eyes located on either side of their head allowing them to have a wide field of view and also provide protection from the bright light reflected by the sea. To dive, some birds use their nictitating membrane, which functions as a transparent "eyelid" that closes under water, not disturbing the vision.

Swimmer's Legs and Feet: Most seabirds have their legs placed on the back of the body, a very useful adaptation for swimming underwater, but that makes them awkward on land. The legs are fundamentally adapted for propulsion, stabilization and changes of direction on and under water. Seabirds that spend most of their time in the ocean have short, thick legs and clawed feet that work well as oars.


Salt glands: Seabirds can get water through the food they eat, or drink sea water directly. In order to effectively eliminate the large amount of salt entering through food and salt water, seabirds have a fundamental structure, a pair of glands located below the eyes, called salt glands. When the bird ingests seawater, the salt enters the bloodstream and is delivered to the glands, where, through a countercurrent blood flow system, desalination is done.


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A vida  no ambiente marinho apresenta uma série de desafios, que fazem  realçar algumas diferenças significativas entre as aves terrestres e as  aves marinhas. Estas são as diferenças físicas mais importantes:

Ossos pneumáticos mais pesados e caixas t


orácicas fortes: as  aves marinhas mergulhadoras possuem ossos mais pesados e caixas  torácicas fortes para se recuperarem do aumento de pressão durante  um mergulho.

Asas mais longas, mais estreitas e pontiagudas: em  comparação com a maioria das aves terrestres, as aves marinhas  possuem, geralmente, asas mais longas, estreitas e pontiagudas de  forma, a possibilitar os movimentos de subida e deslizamento ao  longo da superfície do mar.


Plumagem à prova de água: as aves marinhas possuem uma plumagem à prova de  água, assim como a maioria das aves terrestres. Nestas aves a glândula  uropigial, segrega uma substância oleosa que elas espalham pelo  corpo, mantendo assim as suas penas limpas, flexíveis e impermeáveis.  Além disso, possuem um maior número de penas a providenciar  proteção ao corpo.

Plumagem menos colorida: a maioria das aves marinhas  têm uma plumagem menos colorida do que as aves terrestres,  predominando variação de tons de preto, branco e cinzento. Pensase que tal sirva como camuflagem para proteção e para serem menos  visíveis pelas presas.

Olfato apurado:  a maioria das aves marinhas têm um bom olfato,  o que as ajuda a encontrar alimento mesmo a grandes distâncias, ou mesmo outras aves, áreas de alimentação, áreas de  reprodução e sítios de nidificação.

Excelente visão: as aves marinhas possuem olhos pequenos  localizados em ambos os lados da sua cabeça o que lhes permite ter  um grande campo de visão e oferecendo também uma proteção à luz  brilhante refletida pelo mar. Para mergulhar, algumas aves usam a sua  membrana nictitante, que funciona como uma “pálpebra” transparente  que fecha debaixo de água, não incomodando a visão;

Pernas e patas nadadoras: a maioria das  aves marinhas têm as suas pernas colocadas na parte mais posterior  do corpo, adaptação bastante útil para nadar debaixo de água, mas  que as torna desajeitadas em terra. As patas estão fundamentalmente  adaptadas para a propulsão, a estabilização e as mudanças de direção  dentro e debaixo de água. As aves marinhas que passam a maior  parte do seu tempo no oceano têm pernas curtas  e grossas e patas palmadas, que funcionam bem como remos.



Glândulas de sal: As aves marinhas  podem adquirir água através dos alimentos que ingerem, ou bebendo  diretamente a água do mar. De modo a eliminar eficazmente a grande quantidade de sal  que entra através dos alimentos e da água salgada, as aves marinhas  possuem uma estrutura fundamental: um par de glândulas localizadas  abaixo dos olhos, chamadas glândulas de sal. Quando a ave ingere  a água do mar, o sal entra na corrente sanguínea e é conduzido às  glândulas, onde, através de um sistema de fluxo de sangue em  contracorrente, é feita a dessalinização. 

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Dia RAM

The RAM day is a network of observation of birds and marine mammals that began in the coasts of the Cantabrian and Galicia and after this beginning it extended to the Iberian Peninsula, including the Portuguese coast and the archipelagos of Madeira and the Azores. The species that can more easily be observed are the yellow-legged gull and the Cory's shearwater, although other species such as the Tern or the Balearic shearwater are also seen.



This project aims to coordinate data collection throughout the Atlantic coast by volunteer observers who enjoy the study of seabirds and in this way improve knowledge and conservation of Atlantic seabird species. An important feature of these censuses is the use of a standard methodology for the collection of information, that is, the simultaneously observation allows systematic and rigorous information to be obtained and an idea of ​​the abundance and movements of seabirds In coastal waters, in different geographic areas and in different months.

The next day RAM will be on May 6 from Porto Monitz. Participation is voluntary and is open to all who have an interest and knowledge about seabirds. If you are interested contact SPEA Madeira through Facebook <https://www.facebook.com/spea.madeira/#> or email <madeira@spea.pt> and we will give you more information.
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A dia RAM é uma de observação de aves e mamíferos marinhos que começaram nas costas da Biscaia e Galiza e após o início se espalhou para a Península Ibérica, incluindo a costa Português e da Madeira e dos Açores. As espécies mais facilmente ser visto são o gaivota de patas amarelas e Cagarra, embora outras espécies, tais como Garajao e o Patagarro também são vistos.


Este projecto tem como objectivo coordenar a coleta de dados em toda a costa atlântica por observadores voluntários que apreciam o estudo de aves marinhas e, assim, melhorar o conhecimento e conservação das espécies de aves marinhas do Atlântico. Uma característica importante destes censos é a utilização de uma metodologia padrão para a recolha de informação, ou seja, a realização de observações fornece simultaneamente informações de forma sistemática e rigorosa e obter uma sensação de abundância e movimentos de aves marinhas em águas costeiras, em diferentes áreas geográficas e em diferentes meses.


O seguinte dia RAM será 06 de maio em Porto Monitz. A participação é voluntária e aberta a todos os que têm interesse e conhecimento sobre aves marinhas. Se você estiver interessado por favor contacte SPEA Madeira através do Facebook ou e-mail <madeira@spea.pt> e dar-lhe mais imformation.


Volunteers collaborating on a RAM day
voluntários que colaboram em um dia RAM

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Censos marinhos

In order to estimate abundance of  seabird populations and occurrence, sea censuses are carried out from different ships. In these censuses the observer is located at a fixed point in the ship and counts the different birds that he finds and his behaviour. It is very important to mark the time and the coordinates of the beginning and end of transect, while the boat maintains direction and constant speed. In this way the speed of the boat can be estimated. Other data that are taken into account are the visibility, situation of the sea, floating objects near, although all information that the observer considers relevant can be pointed out. Contact with marine mammals and turtles is also noted.


Currently several companies have an agreement with SPEA and allow an observer to board their boats in order to carry out these marine censuses, these are Ventura, VMT and Lobo Marinho.


In this photo we can observe a Cory's shearwater in flight. Picture taken from the boat
Nesta foto, vemos uma Cagarra em vôo. As fotografias tiradas a partir do barco

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Para estimar a abundância de populações de aves marinhas e ocorrência  censos do mar são feitos a partir de diferentes barcos. Nestes censos o observador está em um ponto fixo no barco e conta as diferentes aves que encontra e su código de conduta. É muito importante marcar o tempo e as coordenadas do início e fim de transecto enquanto o barco mantém velocidade e direção constante. Desta forma, pode-se estimar a velocidade do barco. Outros dados são tidos em conta a visibilidade, estado do mar, objetos flutuando nas proximidades, mas todas as informações consideradas relevantes para o observador pode apontar. Note-se também a partir de contacto com mamíferos marinhos e tartarugas.

Atualmente, várias empresas têm um acordo com a SPEA e permitir que um observador a bordo de seus barcos para realizar essos censos marinhos, estes Ventura, VMT e lobo marinho.



In these photos we can distinguish the observer by performing the census. Picture taken on the boat
Nestas fotos podemos distinguir o observador a realização do censo. As fotografias tiradas no barco

sexta-feira, 11 de março de 2016

AVES MARINHAS: AMEAÇAS E CONSERVAÇÃO EM ILHAS - MADEIRA


As aves marinhas caracterizam-se por terem uma grade longevidade, são predadores de topo e necessitam de águas produtivas para garantir a sua subsistência e reprodução. Este grupo depende diretamente do estado dos ecossistemas marinhos e costeiros. Devido à crescente pressão do homem sobre os recursos marinhos, á pesca comercial, à poluição, à predação por espécies invasoras e ao esquecimento global, as aves marinhas são consideradas o grupo mais ameaçado de todas as aves a nível mundial.
Juvenil de Patagarro.
O Arquipélago da Madeira reveste-se de particular importância para as aves marinhas. Espécies como o garajau ou a gaivota distribuem-se por todas as ilhas do Arquipélago em colónias de pequena dimensão. Na ilha da Madeira nidifica a única colónia mundial de freira-da-madeira, espécie classificada como "Em Perigo" e já considerada extinta no passado, até ser redescoberta em finais da década de 1960. A maior colónia de patagarro de Portugal e da Macaronésia localiza-se também nesta ilha, estando estimada em algumas centenas de casais.

Na ilha do Porto Santo e ilhéus adjacentes existem pequenas populações de cagarra, roque-de-castro, alma-negra e pintainho.

Ilhéu de Bugio
Os Arquipélagos das Desertas e Selvagens, ilhas desabitadas, classificadas como Reservas Naturais pelos seus valores de fauna e flora, reúnem as maiores colónias de aves marinhas. Nas Desertas nidifica a endémica freira-do-bugio, que estudos moleculares e morfológicos recentes indicaram ser uma espécie distinta da que ocorre em Cabo Verde, aumentando assim, devido à reduzida população, o seu grau de ameaça. Ainda nidifica a maior população de alma-negra de todo o Atlântico, e importantes populações europeias de cagarra, pintainho e roque-de-castro.


AMEAÇAS HISTÓRICAS

Colonia de Cagarras perto da beira da ilha da Madeira.  
A chegada do homem ao arquipélago da Madeira levaram ao colapso das populações das aves marinhas desta ilha. A destruição do habitat, através de fogos de modo a conquistar áreas para permitir a habitação e a agricultura foram o início de um massacre sem precedentes da avifauna terrestre e marinha.
A conquista destes novos locais também trouxe consigo animais estranhos àqueles ambientes. Foram introduzidos intencionalmente herbívoros como cabras, coelhos, ovelhas e vacas; e outros animais domésticos como porcos, gatos, cães e furões. Alem, outras foram trazidos acidentalmente, como os ratos e as lagartixas. Esta nova comunidade de mamíferos introduzidos teve um impacto enorme nas populações de aves, consumindo ovos, juvenis e adultos, destruindo ninhos e causando a erosão dos solos onde as aves instalavam os ninhos, contribuindo para a extinção de várias aves marinhas.
A perseguição direta para consumo de carne e para obtenção de óleo e de penas terão também dado um grande contributo para o desaparecimento de colónias inteiras de aves marinhas. A caça concentrou-se sobretudo nas cagarras, as presas mais rentáveis existentes em ilhas e ilhéus mais afastados. Estas foram vítimas de capturas legais até ao último quartel do século XX, e ainda há caça ilegal desta espécie.

Porto Santo de noite.
Mais atualmente a poluição luminosa também é uma causa de mortalidade para as aves que nidificam em ilhas, sobretudo os juvenis, devido ao fato de as aves se desorientarem e virem colidir com estruturas ou poisar em zonas mais fortemente iluminadas.
Por último, a perturbação dos locais de reprodução como dunas, salinas os pequenos ilhéus pode ter elevados impactos levando ao abandono dos mesmos pelos indivíduos reprodutores.





As aves marinhas passam a maior parte da sua vida no mar pelo que é fundamental conhecer o impacto das principais ameaças para as aves. A captura acessória em artes de pesca, a interação com estruturas de produção de energia em meio marinho e o impacto do lixo, sobretudo plásticos, são algumas das áreas prioritárias nas que tem se de ser trabalhado para tentar minimizar seus impactos.






CONSERVAÇÃO DS COLÓNIAS DE AVES MARINHAS

As Áreas IBA são umas áreas sensíveis para a avifauna designadas pela BirdLife International, que a sua vez, foram uma importante referencia para designar as Zonas de Proteção Especial. O arquipélago da Madeira conta com dois IBA marinhas.

IBAs marinhos em Portugal.
Os critérios utilizados para a identificação de IBAs faz referência a valores para proteger e melhorar o estatuto de conservação das aves. Os tipos de IBA Marinha classificam-se:
 a) Extensões costeiras de colónias de reprodução
b) Áreas de concentração costeira fora do período reprodutor
 c) Áreas de concentração pelágicas
d) Corredores migratórios

Freira de Madeira.
É de destacar a criação de reservas naturais das Ilhas Salvagens (1971), das Ilhas Desertas (1990) e das Berlengas (1981) foram decisivos para a proteção das principais colonias de aves marinhas em Portugal, assim como a implementação de legislação.

O trabalho realizado por distintas instituições como Serviço do Parque Natural de Madeira o SPEA ter sido decisivo, desenvolvendo projetos e ações de conservação. São de destacar:
1.        Os trabalhos com a freira-da-madeira, evitando uma quase segura extinção desta ave marinha endémica, num período em que a população desta espécie estava estimada em pouco mais de 20 casais.
2.       A erradicação dos ratos domésticos e dos coelhos
3.       A erradicação de ratos, coelhos e cabras na ilha de Bugio e seu controlo na Deserta grande.
4.       Erradicação e o controle de mamíferos e de plantas introduzidas nos pequenos ilhéus do Porto Santo.
5.       Campanha Salve um ave marinha
6.       Censos de mar
7.       Monotorização das populações de aves marinhas  

Assegurar a conservação de aves marinhas de uma forma eficaz requer maiores esforços, como o cumprimento da legislação, a criação de regulamentação e normas. Ao longo das últimas décadas, têm sido criados vários acordos internacionais relevantes para a conservação da biodiversidade marinha. O desafio agora é aproveitar este compromisso e garantir que ações concretas de conservação sejam tomadas a nível local, regional e nacional, através de um conhecimento mais aprofundado da ecologia destas espécies, bem como da sua relação com as atividades humanas.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O acantilado das Almas Negras. A procura do pintainho no ilhéu do Farol


Tenho ficado com a Sandra e a Sole no Ilhéu do Farol (Ponta de São Lourenço, Madeira) durante 5 dias para começar a campanha do pintainho (Puffinus lherminieri) dentro do projeto LIFE Recover-Natura que coordina o Serviço do Parque Natural da Mareira (SPNM). O nosso trabalho, nesta fase do estudo, é pesquisar ninhos desta ave, ainda não confirmada a sua presença ou aninhamento neste ilhéu; mas dadas as características do local é possível que goste deste lugar.

Last month I travelled with Sandra and Sole to a little island called “Ilhéu do Farol” (Ponta de São Lourenço, Madeira) to stay 5 days on the project LIFE Recover-Natura  of Serviço do Parque Natural da Mareira (SPNM). Our work consists in to look for nests of a little seabird, the Audubon's Shearwater ou pintainho (Puffinus lherminieri) to confir their presence at this place which looks like its usual habitat. 

O pequeno embarcadouro
Chegamos num bote zodiac de manhã, com os vigilantes do SPNM. No desembarco há uma pequena plataforma numa baía ainda mais pequena, varrida pelas ondas. Até lá chegam umas escadas que serpenteiam pela ladeira, descendo desde o farol, no ponto mais alto do ilhéu. Após saltarmos a terra entre as ondas contínuas, conseguimos levar a terra todo a equipagem (mochilas, uma cozinha portátil, tenda de campismo, comida, água…) todos a correr pelo solo escorregadio para salvar o material do mar. E ao fim respiramos.

We arrive on a zodiac boat in the morning. To go ashore there is a little platform in a too little bay, with high waves. Here starts a stair which rises until the lighthouse, at the top of island. After unload the bags (a portable kitchen, the tent, the backpacks, food, water…) and move it to a safe space, through the slippery ground, we could breath.

As escadas ascendem pelo lado menos escarpado do ilhéu, conectando o pequeno “embarcadouro” com o farol. Mas a metade do ascenso há uma pequena casa ruinosa que foi o nosso melhor resguardo: dentro dela cabe a tenda e as nossas coisas, protegidas do vento omnipresente e da chuva prevista.


The stairs ascend at least cliff side of the islet, connecting the small "dock" with the lighthouse. But half the rise there is a small house ruinous that will be our best guard: we planned to plant inside the tent and our things, protected from the omnipresent wind and rain expected.

A pequena casa fica no lado mais resguardado do ilhéu

Quando tudo ficou pronto, olhei em volta e lembrei-me duma frase dum personagem de fantasía chamado El Jormaz de Saralham, quando visitou as Tombas do Vento: “Conheço esse vento. Faz-te sangrar primeiro, ensurdecer depois, e enlouquecer finalmente. Conheço esse vento.” Se calhar nos não vamos sangrar pelos ouvidos, mas é um vento constante de noroeste, com rajadas que fizeram-me perder o equilíbrio e cair ao chão; é aconselhável manter-se longe das bordas das encostas. Durante os dois primeiros dias tivemos ventos muito fortes, com nuvens cinzentas e chuvisco. Mas no terceiro dia tem amanhecido com o sol a brilhar sobre o mar e o vento mais calmo.

When everything was ready, I looked around and I remembered a sentence of a fantasy character called El Jormaz of Saralham, when he visited the tombs of the Wind, "I know this wind. Make yourself bleed first, deaf later, and finally go mad. I know this wind” Maybe we will not bleed through the ears, but it is a steady wind from the northwest, with gusts that made me lose my balance and fall to the ground.; it is advisable to keep away from the edges of cliffs. During the first few days we have had very strong winds, with gray clouds and drizzle. But on the third day has dawned with the sun shining on the sea and the wind calmer.

No primeiro dia, depois do almoço, fomos fazer um pouco de exploração. Sabíamos que havia um ponto complicado no acantilado que só pode ser cruzado em baixa-mar por um lugar escorregado, e trepar uma parede vulcânica com ajuda de cordas. Além disso, não podemos esquecer de voltar rápido para não ficar atrapadas naquele lugar por causa da maré cheia.

On the first day, after eating, we have gone to explore a little bit. We know that there is a delicate point in the cliffs that can only be crossed at low tide by a slippery place, and climb a volcanic wall with a rope. And we can’t forget to come back soon after to be catched in that place because of the high tide.



Terminei com os dedos cheios de feridas de trepar pelas ásperas rochas basálticas. As zonas perigosas pareciam ainda mais estéreis e selvagens. Ficamos ali sentadas uns minutos, a ver as grandes ondas a passar pelo canal entre o nosso ilhéu e o do Desembarcadouro, ao oeste. As ondas levantavam mais de dois metros e o vento despenteava-las, como uma cabeleira branca de espuma trás de se, iluminadas pela luz cor laranja do crepúsculo. Uma imagem de beleza sobrenatural.

Pelas noites fazíamos escutas, para tentar confirmar a presença do pintainho. Sentávamo-nos ao resguardo de uma das cavernas calcárias no topo do acantilado, ou na porta do farol, protegidas do vento, com as luzes apagadas, em silêncio, para escutar os cantos das aves marinhas que aproveitam a escuridadão da lua nova para aproximarem-se a terra sem ser vistos pelas gaivotas, grandes predadoras das aves marinhas.  

I finished with my fingers full of wounds caused for climb the rough basalt rocks. The dangerous area seemed even more barren and wild than the others. We were sitting there for a few minutes, watching the big waves passing through the channel between our islet and the Desembarcadouro islet, into the west. The waves were risen over two meters and the wind disarranged their top with a white mane of foam behind him. An image of unearthly beauty.

In the evenings we did listens to try to confirm the presence of the pintainho. We sat in the guard of one of the limestone caves at the top of the cliff, or in the lighthouse door, protected from the wind, with the lights off, in silence, listening to the songs of seabirds that take advantage of the darkness of the new moon for approaching the land without being seen by gulls, the great predators of the seabirds.



Mas as noites foram silenciosas. Além de alguns grasnidos das gaivotas, escutamos aos roques de castro (Hidrobates castro), que se aproximavam a nos na escuridadão, em voo rasante para olhar quem é que nos éramos. São muito curiosos. Uma noite estávamos já prontas para dormir, e um deles entrou na casa, entre as mochilas. Sacamos-lhe para fora e como vimos que tinha uma anilha metálica, apontamos o número antes de solta-lho.


But the nights were quiet. In addition to some squawks of seagulls, we listen to roques de castro ou Band-rumped Storm-petrel (Hidrobates castro), approaching to us in the darkness, to investigate our identity. They are very curious. One night we were already prepared to sleep, and one of them entered the house, between the backpacks. We saw it had a metal ring, and we noted down the number before releasing him.
Um roquinho curioso

Á tarde e à noite descíamos ás encostas a procura dos ninhos. Encontramos  primeiro um ovo pequeno no topo duma fenda. Trepei para ver si ainda estava quente, mas como estava frio guardei-o para examiná-lo. Era muito pequeno para ter sido dum pintainho; pensamos que poderia ser de Alma Negra (Bulweria bulwerii), abandonado desde o ano passado. Pouco depois Sandra voltou com outro ovo abandonado, era diferente, maior, branco e com outra forma. Sole disse que tinha forma de ovo de pintainho, e essa noite deitamo-nos muito contentes, com esta prova da presença no ilhéu.

In the afternoon and evening we walked down to the cliffs search of nests. We first a small egg on top of a slit. I climbed up to see him was still warm, but I was cold-picked him to examine him. It was too small to have been of a chick; thought it might be of Alma Negra ou Bulwer's Petrel (Bulweria bulwerii), abandoned since last year. Shortly after Sandra came back with another abandoado egg, was different, larger, white and otherwise. Sole said he had ways of chick egg, and that night we lay down much wrangling with this evidence of their presence in the islet.

O ilheu Bartolo 
Também visitava-mos ao Bartolo, o nome que demos a uma grande rocha com a forma de um gigante comerochas, corcunda e com a boca aberta, na metade da encosta. Utilizávamos como ponto de orientação naquele labirinto de pedras pretas e blocos de basalto que trepávamos como gatas a procura de ocos e fendas que pareceram ninhos. A última tarde sentámo-nos num lugar desde onde víamos uma gruta que rugia com as ondas furiosas do mar, que levantavam uma bela cortina de espuma branca. De repente, Sole gritou emocionada apontando ao mar. Estávamos a ver um lobo marinho! Ficava muito perto de nós, e eu acho que assustou-se do barulho que fizemos com a nossa alegria, porque olhou para nós com a sua cabeça e mergulhou nesse momento. Estávamos muito contentes de ter visto este animal, nenhuma das três tínhamos visto nunca um deles em liberdade.


Also we visited to Bartolo, the name we gave to a large rock in the shape of a giant comerrocas, humpback and with his mouth open in the mid-cliff. We used it as an orientation point in that maze of black stones and basalt blocks which we were climbing as cats looking for hollow and cracks that looked like nests. The last afternoon we sat in a place from what we saw a cave that roared with wild waves of the sea, which raised a beautiful white foam curtain. Suddenly Sole shouted thrilled pointing to the sea. We were watching a sea wolf! It was very close to us, and I think that scared up the noise we made with our joy, because look at us with his head and dove right now. We were very pleased seeing this animal, none of the three had never seen one in the wild. 

O pequeno almoço do ultimo dia
No último dia tínhamos encontrado ao menos 6 ovos abandonados diferentes. Metemos num pacote bem protegido para levar à sede da SPEA para o seu estúdio pormenorizado e recolhemos toda a nossa equipagem para descer de novo até o pequeno embarcadouro. Mas o bote zodiac dos vigilantes do Parque Natural não chegava! Se calhar o mar estava muito mau? Íamos ficar no ilhéu abandonadas nós também, da mesma forma que os ovos?

Uma hora mais tarde, a Laura, a nossa colega que tinha ficado com a Estefania no ilhéu do Desembarcadouro, ligou para nós a dizer que tinha visto o bote zodiac na nossa direção! Estávamos salvas!

PS: Temos medido os ovos e nenhum é de pintainho… são muito pequenos. É possível que o pequeno seja de roque de castro, e os restantes de Alma Negra. Na próxima lua nova, vamos continuar a nossa pesquisa no pequeno ilhéu com a esperança de encontrar alguma pista da presença desta pequena ave marinha.

On the last day we had found at least 6 different abandoned eggs. We put in a well-protected package to carry to SPEA headquarters for a detailed studio; then we collect all our lugagge to descend again until the small dock. But the zodiac boat of the Natural Park was not coming! Maybe the sea was very bad? We were going to stay in abandoned islet us also, like eggs?

An hour later, Laura, our companion who had been with Estefania in the Desembarcadouro islet, I call in to say he had seen the zodiac boat in our direction! We were saved!


PS: We have measured the eggs and not one is from pintainho ... they are very small. It is possible that small is from roque de castro, and the rest of Black Soul. On the next new moon, let's move our research on the islet with the hope of finding some clue of the presence of this small seabird.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Verão madeirense

Verão madeirense

O verão passou rápido e tive a oportunidade de continuar a descobrir e apreciar a beleza da Madeira!


Estive três semanas nas ilhas Selvagens, imerso na natureza extrema, aproveitando o espetáculo das Cagarras cada dia e noite.





Continuei a passear pelas serras da Madeira, descobrindo caminhos novos e os primeiros sinais do esquivo fura-bardos.


Voltei ao maravilhoso Ilhéu de Cima para monitorizar as Cagarras e retomei o trabalho do aeroporto e dos censos de mar no Porto Santo.



No fim, libertei os primeiros juvenis de alma-negra, encandeados pelas luzes do Funchal.

Um verão entre serras, mar e festas populares! Agora espera-nos uma época cheia de eventos e trabalhos, sempre aproveitando os tesouros encantadores da Madeira!  


Summertime in Madeira

Summer went fast and I had the opportunity to keep discovering the natural beauty of Madeira!

I spent three weeks in the Selvagens Islands, enjoying the pristine nature, and appreciating the Cory's shearwaters flying at dusk and also during the day (this is the only colony in the world where this behavior has been recorded).

I kept walking in Madeiran mountains, discovering new trails and taking the first tracks of the Macaronesian sparrowhawk.

I have been back to the astounding Islet of Cima to monitor the Cory's shearwaters and I took up again the work at the airport and the boat-based observations at Porto Santo. 

Eventually, I freed the first juveniles of Bulwer's petrel, which have been affected by light pollution in Funchal.

A nice summer spent among mountains, ocean and popular fairs! Sevaral events and hard work are planned for the next months, trying always to take advantage of the enchanting treasures of Madeira! 

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Salvar Uma Ave Marinha

“Vamos de patrulha”

Tudo começa no pôr-do-sol.
Quando o sol deixa a sua força para iluminar outros lugares para além do mar, é que a atividade da início. Dirigidos para aqueles lugares onde maior impacto luminoso existe, a ideia que temos é tentar encaminhar as cagarras que ficaram encandeadas pela poluição luminosa, para o seu destino inicial, o mar. Estas, como outras aves marinhas, são muito sensíveis à iluminação artificial, e nesta altura do ano em que os juvenis estão a sair do ninho para se dirigirem ao mar, ao seu passo pelas cidades, nas noites, até podem cair encandeadas pela sua iluminação. É neste ponto, onde a nossa intervenção ajuda-as a continuarem na sua viagem.
Chegamos ao primeiro ponto iluminado que tínhamos previsto visitar e após a observação da área nenhum indivíduo foi visto na zona, perfeito! A seguir, dirigimo-nos à seguinte área. Trás fazer um pequeno reconhecimento do lugar, observamos a presença de uma cagarra num jardim próximo a um potente foco de iluminação, presumivelmente o que fez cair a cagarra ao solo. Delicadamente apanhamos a cagarra e introduzimo-la numa caixa para o seu transporte. A cagarra estava aparentemente tranquila e não parecia ter danos físicos. O seguinte passo foi levá-la a um lugar perto do mar e pouco iluminado e esperar para ver o seu voo retomado. Não foi preciso esperar muito tempo, pois passados cinco minutos a cagarra começou a esticar as asas e não demorou em começar a voar em direção ao mar. O nosso esforço teve sucesso!...


É assim um exemplo, de como nesta altura podemos ajudar às cagarras a continuarem o seu voo. É a mínima coisa que podemos fazer para ajudá-las, pois de alguma forma estamos a incomodá-las com a poluição luminosa que geramos.

C.diomedea



Soledad Álvarez




"We patrol"

It all starts in the setting sun.
When the sun gets its power to illuminate other places beyond the sea, that is the beginning of the activity. Directed to those places where there is most light impact, the idea is that we try to forward the shearwaters that were dazzled by light pollution, for their original purpose, the sea. These, like other seabirds, are very sensitive to artificial light, and this time of year in which juveniles are leaving the nest to have recourse to the sea, at your own pace through the cities, in the evenings, so can drop by the lighting dazzled. It is at this point where our intervention helps them to continue on their journey.
We arrived at the first illuminated spot we had planned to visit and after the viewing area no individual was seen in the area, perfect! Next, we head to the next area. Back to a small recognition of the place, we observe the presence of a shearwater in a garden next to a powerful focus lighting, which presumably dropped the shearwater to the ground. Gently catch the shearwater and we introduce it into a box for transport. The shearwater was apparently quiet and seemed to have no physical damage. The next step was to take it to a place near the sea and poorly light and wait to see your flight resumed. It did not take long, because after five minutes shearwater began to stretch his wings and was not slow to start flying toward the sea. Our effort was successful! ...
It is thus an example of how this time can help the shearwaters to continue their flight. It is the least thing we can do to help them, because somehow we bother them with the light pollution we generate.