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terça-feira, 4 de outubro de 2016

Diversidade Biológica nas Ilhas

As 100.000 ilhas da Terra são reservorios excepcionais ricos de diversidade biológica. Ambientalmente frágeis e vulneráveis, são a lar dalgumas das formas de vida e ecossistemas mais exclusivos da Terra.

As ilhas são ecossistemas terrestres isolados pelo mar, representa uma barreira não franqueável para muitas espécies. Cada biota insular constitui um experimento de laboratório da evolução convertendo-se em pequenos armazéns de biodiversidade. Falamos de ecossistemas únicos, muitos de eles com endemismos.
O número de espécies presentes numa ilha depende da quantidade que consigam chegar e dos processos de especiação e extinção que se produzem. Dois fatores também importantes relacionados com a biodiversidade das ilhas oceânicas são o isolamento da fonte de propágulos e a área (MacArthur e Wilson, 1963, 1967). 

O isolamento e a dinâmica da história geológica facilitam os processos de especiação, pelo que é comum a grande percentagem de espécies endémicas presente nos arquipélagos oceânicos. Podemos incluir estes endemismos em dois tipos:

1) os neo-endemismos, espécies formadas de novo por processos de especiação a partir de propágulos que chegaram às ilhas com uma pequena fracção da diversidade genética, especiando por fenómenos de deriva genética. Além deste processo que ocorre logo a seguir à colonização, existe ainda a possibilidade de radiação adaptativa em que, ao longo da história evolutiva, a partir de uma espécie se originam várias espécies adaptadas a diferentes nichos ecológicos. Ainda é possível que se formem espécies novas por ocupação de novas zonas adaptativas. 

2) os paleo-endemismos, espécies que ocorrem apenas numa determinada ilha ou arquipélago porque as suas populações continentais se extinguiram.

Os neo-endemismos são mais comuns nas ilhas vulcânicas oceânicas recentes (e.g. Hawaii, Galápagos, Canárias, Madeira, Açores), enquanto que os paleo-endemismos são comuns em ilhas muito antigas (e.g. Madagáscar, Nova Zelândia).

Nos arquipélagos da Madeira e Selvagens ocorrem cerca de 7.452 espécies e subespécies (Borges et al., 2008c). Um total de 1286 taxa terrestres são endemismos dos arquipélagos da Madeira e Selvagens. O Reino Animal é o grupo com maior número de espécies e subespécies endémicas, nomeadamente os moluscos (210) e os artrópodes (979). A proporção de endemismo nos moluscos (71%) é notável. As plantas vasculares têm 154 espécies e subespécies endémicas, correspondendo a 13% da diversidade total das plantas. Os restantes grupos taxonómicos apresentam menor número de espécies e subespécies endémicas: 36 fungos (correspondendo a 5% da diversidade total de fungos), 12 líquenes (2%), 11 briótos (2%) e 15 vertebrados (24%) (Borges et al., 2008c).

Como as espécies colonizam as ilhas?
Entendemos por povoamento duma ilha à sequência de colonizações por parte de diferentes espécies, que vai dar lugar as comunidades insulares. A colonização de uma ilha por uma espécie vai ser um processo constituído por dois passos diferentes e sucessivos:
  1. Arribada de um ou vários indivíduos da espécie (grupo fundador) desde o seu sitio de origem.
  2. Estabelecimento posterior nessa ilha com sucesso, mediante a formação de uma ou mais populações capazes de sobreviver durante um tempo determinado na ilha. 



O povoamento só faz sentido no caso das ilhas oceânicas, desprovidos de vida quando emergem, porque tanto as ilhas continentais como os microcontinentes já presentam comunidades estruturadas quando adquirem o status insular. 

Os regímens eólicos e correntes marinhas existentes na zona também vão condicionar o ritmo de chegada.

A capacidade de povoamento aumenta com a superfície, altitude e idade ecológica das ilhas. Também depende do poder de dispersão a longa distancia dos organismos, já que têm que ser capazes de travessar uma barreira como é o mar. Esta dispersão pode ser:

  • Ativa: voando, nadando ou navegando.
  • Passiva: por exemplo quando as diásporas são transportadas pelo vento, pelas correntes marinhas ou as aves (no seu trato digestivo ou aderidas ao seu corpo)
  • Assistida: quando contaram com a ajuda voluntária ou involuntária do homem.   



As ilhas, pelas diferentes razões expostas anteriormente, constituem centros de grande diversidade biológica e de uma elevada endemicidade. Em muitas destas ilhas, como também sem dúvida passa nas florestas tropicais continentais ou nas profundidades marinhas, o conhecimento do catalogo de espécies existentes não está nem muito menos fechado. Para ilustrar o exemplo temos o caso das Canárias, região estudada desde um ponto de vista cientifico desde há mais de dois séculos, e que ainda descobrem-se espécies novas a uma velocidade de uma espécie cada cinco dias durante os últimos 20 anos, incluindo os vertebrados e as árvores (Martín Esquivel et al. 2001).

Existe muito mais perigo de extinção de espécies nas ilhas se não se conserva sua biodiversidade, tanto é assim que das 724 extinções de animais registadas nos últimos 400 anos, aproximadamente a metade foram espécies de ilhas. Pelo menos um 90% das aves que chegaram a extinguir-se nesse período de tempo habitavam ilhas. É por este motivo que deve-se realizar um intenso trabalho de conservação dos habitats para evitar a extinção das espécies.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

O jogo como ferramenta para a educação ambiental

Que se pretende conseguir com as atividades de educação ambiental? Esta é a pergunta que desde sempre acompanha o desenvolvimento no caminho até a educação ambiental. Os objetivos e a finalidade nesta área especificaram-se o ano 1975, na Carta de Belgrado, onde definiram-se os objetivos da educação ambiental em relação com ajudar as pessoas a tomar consciência da problemática ambiental, adquirindo conhecimentos, atitudes e habilidades para afrontar e resolver estes problemas, dispor da capacidade de avaliação e potenciar ações desde a participação  e a responsabilidade coletiva. 

Dispor duns objetivos claros e apropriados é o ponto nevrálgico a partir do qual todo o processo de aprendizagem tem sentido. Conseguir definir estes objetivos é um desafio importante em qualquer proposta educativa. Devem de ser compreensíveis e formulados numa linguagem simples, específicos, mesuráveis, avaliáveis, realizáveis e realistas.  

O participante é protagonista da aprendizagem que o educador propõe, o qual acompanha-o na sua realização e reflexão. 

É importante que os conteúdos apresentados sejam bem definidos e que os participantes tenham uma noção prévia deles. Deve-se evitar a quantidade abusiva dos conteúdos numa atividade. As saídas fora da aula são uma boa oportunidade para aplica-los. Uma atividade inclui diferentes tipos de conteúdos: conceituais (saber conhecer), procedimentais (saber fazer) e atitudinais (saber ser e estar)  
A educação não só tem como base a transmissão de informação, tem a ver com o desenvolvimento de habilidades e capacidades sociais. A pessoa aprende interatuando com o meio de forma individual, mas também coletiva. Um dos aspeitos clave das atividades de educação ambiental é a possibilidade de viver situações e experiências em grupo, onde são precisos juízos de valor, posicionamentos, discussões e resoluções de conflitos que permitem adquirir valores construídos de maneira coletiva. Uma boa maneira de trabalhar é utilizando o jogo, já que trata-se de uma atividade social e pode-se representar uma situação, para compreende-la melhor, estabelecer diferentes argumentos e troca de ideias.

A aprendizagem baseada no jogo melhora a motivação e aquisição de conhecimentos e competências por parte dos alunos nos processos de aprendizagem. Estão desenhados com a finalidade de equilibrar o sistema educativo, doando estratégias inovadoras para potenciar a capacidade do jogador e ao mesmo tempo permita-lhe resolver problemas da sua realidade.  

Por tanto, não falamos só de jogos para se divertir, se não que são evidentes os benefícios, desde o desenvolvimento cognitivo, fomento das habilidades sociais como a comunicação, desenvolvimento de pensamento critico, trabalhar de forma cooperativa, etc. 

Nos últimos anos os alunos mais jovens têm mudado muito e apresentam a necessidade de ser motivados de forma diferente.

A infância é a primeira fase da vida e se caracteriza pela formação global e integral da criança. É por este motivo que a relação dos jogos com a criança é constante, porque enquanto se está a jogar, a criança cresce e desenvolve-se como pessoa a diferentes níveis: 
  • Intelectual: memoria, atenção, processos comunicativos e compreensivos, tratamento dos objetos e ideias de forma não convencional, ou seja criatividade.
  •  Psicomotor: saltar, correr, esconder-se e desenvolvimento da psicomotricidade fina.
  • Afetivo: expressar sentimentos, auto-estima, tolerância, superação pessoal, equilíbrio emocional, experimentação de sucesso, etc.
  • Social: assimilação de normas e regras, fazer pactos, partilhar, discutir, resolver conflitos, reprodução de roles, transmissão de valores.
Para além, o jogo permite de maneira fácil a integração de conhecimentos. É por estes fatores todos que os educadores, e em este caso os educadores ambientais têm um recurso magnífico no jogo. Jogar é uma atividade natural da criança que proporciona-lhe prazer e satisfação. Isso significa que jogam porque querem, porque gostam, por iniciativa própria. Esta predisposição faz que concentrem-se com facilidade, esforçam-se para vencer as dificuldades e obstáculos, repitam até se sentiram com confiança, tentam sem medo a enganar-se ou errar, descobrem suas possibilidades e limitações...ou seja com o jogo dá-se as circunstâncias precisas para realizar uma atividade de ensino- aprendizagem.  

Segue um exemplo dum jogo de simulação ambiental adaptada aos mais pequenos da casa para conhecer a biologia do fura-bardos:

A floresta do fura-bardos (30 min)

Descrição: após a palestra sobre a biologia do fura-bardos. Dividimos o grupo em dois. Os primeiros representam os fura-bardos e os outros formam o habitat do fura-bardos. Colocam-se de costas em duas linhas opostas com espaço de jogo entre eles. Explicamos que se encontram na floresta, e que os fura-bardos devem sair ao encontro dos recursos necessários para sobreviver. Assim, cada fura-bardos decide em cada partida o que é que precisa: comida (pássaros), linha de água (água), vale encaixado pouco exposto, ou seja que esteja protegido e refugiado para construir o ninho (refúgio), mancha de árvores altas com sub-bosque mais ou menos aberto (arvores). Cada participante de cada grupo (habitat e fura-bardos) escolhe um recurso e representa-o com mímica. Em cada partida poderá representar um recurso diferente ou o mesmo.

As crianças que representam o habitat ficam quietas no seu sítio, enquanto os fura-bardos avançam em direção ao habitat à procura do recurso que precisam, sempre representando mimicamente o elemento. Se o encontram, apanham a pessoa e levam com ele até ao local inicial dos fura-bardos.

Este recurso converte-se numa cria de fura-bardos (sobrevivência e reprodução, aumenta a população). Se não encontram o elemento que estão a procura, ficam no extremo do habitat porque não conseguem sobreviver, morrem, descompõem-se e integram-se ao meio (ciclo da vida).     

Repete-se este processo várias vezes para ver como evolui a população. Podem-se provocar algumas situações excecionais (por exemplo, falta algum elemento por alguma perturbação, corte de arvores, incendio, não chove e não tem agua.
Ao longo do jogo vamos anotando o número de fura-bardos num quadro ou cartão para perceber o conceito de equilíbrio dinâmico de populações e o seu habitat.
Que faz diminuir a população?
Que faz aumenta-la?

Podemos desenhar um gráfico visual com as contagens e falar sobre o equilíbrio ecológico, de dependência com o meio. Se pode refletir também sobre se os humanos mantemos o mesmo esquema com os recursos naturais da Terra.

Conceitos a trabalhar: Equilibrio ecológico dinamica de populações, habitat, recursos naturais, extinção de especies, conservação.

Material necessário: Quadro ou cartão, caneta. 

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What is suposed to achieve with the environmental education activities? This is the question that keep always up the development of the environmental education. The objectives and purposes in this area were specified in 1975 in Belgrade Letter, where defined the objectives of environmental education in relation to helping people become aware of environmental issues, acquiring knowledge, attitudes and skills to face and solve these problems, have the capacity to assess and leverage action from participation and collective responsibility.

Have clear and appropriate targets is the nerve center from which the whole process of learning has meaning. Getting set these objectives is a major challenge in any educational proposal. must be understandable and formulated in simple language, specific, measurable, achievable and realistic.

The participant is the protagonist of learning what the teacher proposes, which accompanies him on his achievement and reflection.
It is important well definded contents and to have a previous knowledge. Should prevent abuse quantity of contents in an activity. The outside of class outputs are a good opportunity to apply them. an activity includes different types of content: conceptual, procedural and attitudinal 

Education not only is based on the transmission of information, it has to do with the development of skills and social skills. one learns by interacting with the environment individually, but also collectively. One of the key aspects of environmental education activities is the possibility of living situations and experiences in groups, which are accurate value judgments, positions, conflict resolution which allow acquiring constructed values ​​in a collective form. A good way to work is to use the game, since it is a social activity and can represent a situation, to understand it better, to establish different arguments and exchange of ideas.

The in game-based learning improves motivation and acquisition of knowledge and skills by the students in the learning process. They are designed with the purpose of balancing the educational system, giving innovative strategies to enhance the player's ability and at the same time allows you to troubleshoot your reality.
Therefore, we do not talk games just for fun, because the benefits from the cognitive development are evident, development of social skills such as communication, critical thinking development, work cooperatively, etc.
In recent years the younger students has changed a lot and have the need to be motivated differently. .

Childhood is the first stage of life and is characterized by global and integral formation of children. It is for this reason that the contact with games is constant, because as they are playing, the child grows and develops as a person at different levels:
  • Intellectual: memory, attention, communicative and understanding processes, treatment of objects and ideas in an unconventional way, that means creativity.
  • Psychomotor: jump, run, hide and development of fine motor skills.
  • Affective: express feelings, self-esteem, tolerance, personal, emotional balance improvement, successful experimentation, etc.
  • Social: assimilation of norms and rules, to pacts, share, discuss, resolve conflicts, playing roles, transmitting values.
In addition, the game allows you to easily integrating knowledge. It is for these factors that educators, and in this case the environmental educators, have an amazing resource in the game.
Play is a natural activity of the child that gives pleasure and satisfaction. This means that they play because they want to, because they like to do it on their own initiative. This predisposition means to concentrate easily, strive to overcome difficulties and obstacles, repeat until they felt confidently, fearlessly try, discover its possibilities and limitations ... that is the game, gives the precise circumstances to carry out an activity of teaching and learning.

Here is an example of a set of environmental simulation adapted to the smallest of the house to know the biology of stick-bards:

A floresta do fura-bardos (30 min)


Description: 
After the speech on the Sparrowhawk biology. Divided the group into two. The first represents the Sparrowhawks and others form the habitat of the Sparrowhawk. They are situated  in two opposite rows with play space between them. We explained that are in the forest, and that the Sparrowhawks must go out to meet the necessary resources to survive. Thus, each individual decides for each game what is his need; Food (birds), water line (water), non-exposed valley, ie it is protected and refugee to build the nest (shelter), tall trees with underbrush more or less open (trees). Each player represents by mimic one of these resources and also each participant of the habitat group decides in each game that feature.



Children representing the habitat stand still on its place, as Sparrowhawks advance  towards them have to demand the resource choosen. If its found, they catch the person and take him to the point of Sparrowhawks

This feature becomes an Sparrowhawk brood (survival and reproduction increases the population). If you do not find the item you are looking for, become habitat because they can not survive, die, decompose up and integrate the average (life cycle).

This process was repeated several times to see how the population evolves. It's possible to cause some exceptional situations (ie. lack some element by some disturbance, cut trees, fire, no rain and no water.
Throughout the game we note the number of Sparrowhawks in a frame or card to realize the concept of dynamic equilibrium of populations and their habitat.
What make decrease the population? What happens when increases?

We can draw a visual graphics with scores and talk about the ecological balance of dependence on the average. One can also reflect on if human keep the same scheme with the earth's natural resources.

Concepts to work: Ecological Equilibrium dynamics of populations, habitat, natural resources, species extinction, conservation.

Materials needed: Frame or card, pen

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

5 espécies endémicas da Madeira (II)

Seguem mais 5 plantas endémicas da Madeira que conseguí observar durante o percurso pedestre realizado com o Club Pés Livres Madeira desde o Pico Ruivo até a Ribeira Funda São Jorge passando por Pico Coelho, Pico Milhafre e Pico Canário. 

Erva-arroz  (Sedum farinosum):
Familia Cassulaceae

Considera-se uma planta alpina porque encontra-se em rochedos a partir dos 900 e até 1.800 metros de altitude, nos picos da região central de Madeira. Por tanto, forma parte da comunidade de vegetação rupícola de altitude. Pode crescer em sítios muito secos, sempre ensolarados, mas pode suportar temperaturas mínimas e até leves geadas no inverno.

O seu nome deve-se á aparência farinhosa das folhas, parece que tenham pó branco. Também pela forma de grão de arroz. 

É uma erva perene de porte baixo, até 15 cm, rastejante formando tapetes. Os ramos são rasteiros, lenhosos e nús na base, dispersamente ramificada. As folhas glabras (sem pelos) dispersas a suberectas, estão aglomeradas nas extremidades dos ramos, alternadas em quatro a seis linhas espirais, de 3 a 7 mm, oblongas a obovadas, geralmente tornando-se tingidas de vermelho nos ramos. Flores grandes e brancas, geralmente com inflorescências de vermelho com ramos bifurcados, começam a aparecer no início do verão (junho). Tem uns 12 mm de diagonal, são sésseis (sem pedúnculo), e agrupadas em cimeiras de poucas flores. Tem 5 pétalas de 5 a 8 mm com anteres de cor púrpura escuro. 

Atualmente Sedum farinosum encontra-se ameaçada e por tanto ao abrigo e proteção da Diretiva Habitats da União Europeia. 

Ensaião (Aeonium glandulosum):
Familia Crassulaceae

Como a Erva-arroz, o Ensaião também forma parte da comunidade permanente de vegetação rupícola de altitude, porque ocorre em substratos verticais rochosos acima de 1.650 m.s.m. Prefere solos bem drenados, é tolerante á exposição solar e a sequia, sobretudo no verão. 

É uma planta herbácea, glandular-pubescente, bienal ou perene, aromática com forte cheiro a balsamo. Caule muito curto oculta pelas folhas, ocasionalmente estolonífero. As folhas agrupam-se numa roseta muito imbricada de 30 a 45 cm de diâmetro, mais ou menos achatada tipo prato, mas tornando-se com forma de cúpula centralmente quando se aproxima a época de floração (Junho a Agosto). Folhas obovadas a romboidal-espatuladas, suculentas, de margens ciliadas, verde-brilhantes, por vezes tingidas de vermelho-acastanhado. Numerosas flores são dispostas numa inflorescência com ramos espalhados que emerge do centro da roseta. As pétalas são amarelas, por vezes externamente tingidas de vermelho, duns 7-10 mm.

Muitos Aeoniums são monocárpicos, isso quer dizer que vai morrer após a floração. No entanto, os rebentos ou bulbos da planta que não floresceram vão sobreviver. Novas plantas podem ser propagadas a partir de uma roseta. 

A seiva é usada no tratamento de calos e também é aplicada externamente para feridas provocadas por quedas, golpes, pancadas.

Gerânio da Madeira (Geranium rubescens/ syn. G.yeoi):
Familia Geraniaceae

 Planta herbácea com máxima altura até 45 cm. Embora seja bienal, pode autopolinizar-se para perpetuar-se e ter um período de floração muito mais longo.  

Apresenta folhas lobuladas muito marcadas, características do género Geranium, com caules compridos e as vezes vermelhos que saem de uma roseta central. 
As flores são cor-de-rosa e florescem no fim de primavera e início de verão. 

Existem mais duas espécies de gerânios muito parecidos com o Geranium rubescens também endémicos da ilha da Madeira; Geranium palmatum e Geranium madeirense.

Atualmente na ilha da Madeira o Geranium rubescens, dentro das categorias de ameaças, está catalogada como Vulnerável, ouseja que corre o risco de passar às outras categorias piores (sensível á alteração do seu hábitat ou em perigo de extinção),  num futuro próximo se persistirem os factores de ameaça. Ainda assim, é relativamente facil de ver nos percursos das levadas onde ha exposiçao solar nao é muito intensa. 

Curioso é que esta especie foi introduzida devido ao seu valor em jardinagem em áreas como EUA e Inglaterra. 


Urze-das Vassouras (Erica platycodon ssp. maderincola):
Familia Ericaceae



É um arbusto que forma urzais de altitude de porte arbóreo com até 9 metros. perenifólio, muito ramoso, de caules até 20 cm de diâmetro e rebentos glabrescentes. Trata-se de uma subespécie endémica da ilha da Madeira, muito comum nas comunidades de substituição das florestas da Laurissilva. Embora gostem de alguma humidade, suportam bem as secas estivais, também não se incomoda com o frio porque aguentam estoicamente as baixas temperaturas e a neve das regiões montanhosas mais altas. Desempenha um papel fundamental na fixação de nevoeiros, provocando a sua condensação e posterior infiltração e armazenamento da água no lenço freático.

Folhas lineares de 1 cm mais ou menos e verticiladas. As flores são rosadas de corola largamente campanulada. As urzes florescem de forma abundante e generosa de abril a junho. E cada pequena flor está provida de um disco nectarífero, cujo néctar atrai vários tipos de insetos induzindo os processos de polinização. 

Ao longo dos tempos e devido à sua madeira extremamente dura, teve diversas utilizações agrícolas mas também em embutidos. Tal como o seu nome sugere, Urze das Vassouras, é utilizada no fabrico de vassouras, em vedações e como lenha. Os troncos desta urze fornecem muito bom carvão, e os seus ramos são usados como combustível. 

Outro beneficio obtido é em parte graças as abelhas que produzem mel com sabor predominante a urze. 

A urze contém flavonoides com ação anti-inflamatória, calmante e antialérgica, com ação antioxidante e antissética, com especificidade para as vias urinárias. Além disso, contém taninos que tem uma ação adstringente e regeneradora dos tecidos, protetora da pele e cabelo.
Vários estudos publicados no Journal of Environmental Pathology, Toxicology and Oncology, em 2012, confirmaram o seu efeito fotoprotetor. Um gel obtido a partir da urze demonstrou um efeito protetor da pele contra os raios UVB.

O extrato aplicado na pele, 30 minutos antes da exposição solar, teve ação anticancerígena, antioxidante e anti-inflamatória, reduzindo o número de queimaduras solares comparativamente ao grupo placebo. 

Cedro-da-Madeira  (Juniperus Cedrus ssp.maderensis):
Familia Cupressaceae


Dados mais recentes dos Livros Vermelhos (Bañares et al 2008, Moreno 2008) e listas de verificação (Rivas-Martínez et al 2002, Borges et al 2008) reconheceram duas subespécies: Juniperus cedrus Webb & Berthel. ssp. cedrus restrita as Ilhas Canárias e Juniperus cedrus ssp. maderensis (Menezes) Rivas Mart., Capelo, J. C. Costa, Lousã, Fontinha, R. Jardim & M. Seq restrito na Madeira.

Apresenta-se como uma árvore dióica com folhagem persistente, que pode chegar aos 20 metros de altura. Apresenta um tronco acastanhado e ramos pendentes. As folhas são pequenas e em forma de agulha, com duas riscas brancas na página superior. Encontram-se dispostas em verticilos de 3. Os frutos são gálbulos mais ou menos globosos, com cerca de 1 centímetro de diâmetro, de cor acastanhada ou avermelhada quando maduros. Apresenta floração: Janeiro a Março.

Aquando da descoberta da ilha da Madeira era mais abundante do que hoje em dia dado que restam escassos indivíduos na natureza, mas atualmente está considerada em perigo por os critérios da IUCN. Ao longo dos tempos a madeira do cedro-da-Madeira, dado a sua excelente qualidade: cor amarelado-dourada ou avermelhada e qualidade aromática foi muito utilizada no passado em carpintaria e em marcenaria, tendo sido inclusivamente usada em alguns dos edifícios históricos do Funchal  (Sé e Velha Alfândega). A sua raridade atual impede qualquer tipo de explotação.

A subpopulação da espécie na Madeira ocorre em paredes rochosas exposta acima da linha de árvores de floresta laurissilva acima de 1.400 m de altitude. Existem pequenas populações naturais com um número estimado de indivíduos adultos inferior a 50. Na Madeira não há estudos para determinar se existe ou não regeneração, no entanto, após a remoção de cabras nos últimos anos, as taxas de recuperação de vegetação são muito encorajadoras.

O padrão de distribuição atual e a presença exclusiva nos locais quase inacessíveis reflecte a perturbação humana no passado. Mesmo no século XV já havia preocupações sobre o corte excessivo desta espécie. Restrições à colheita dessa espécie foram ineficazes; de acordo com Silva e Menezes (1946) ainda havia alguns pequenos bosques de J. cedrus até o final do século XIX, mas a árvore tinha quase desaparecido nas primeiras décadas do século XX. 

Como medidas de conservação é protegido dentro do Parque Natural da Madeira (Natura 2000), onde todas as cabras foram removidas acima de 1.400 m sob a autoridade da Direção Regional de Florestas. Isto teve um efeito positivo sobre a vegetação em geral, mas como J. Cedrus é uma árvore de crescimento lento, os benefícios não são susceptíveis de ser visto por vários anos.



Distribuição das espécies en altitude

A localização geográfica e as condições edafoclimáticas da Ilha da Madeira, permitem a existência de inúmeros ecossistemas, aos quais perfazem vários habitats, onde as diversas espécies da flora desenvolvem os seus ciclos de vida, existindo assim uma floresta pluriestratificada e rica em biodiversidade.

 A floresta da Madeira compreende vários andares de vegetação, em diferentes altitudes, a norte e a sul, (como se indica no quadro abaixo colocado), com diversos microclimas.




Muitas plantas que crescem na comunidade de vegetação de altitude (1300 – 2000 m) encontram-se perfeitamente adaptadas a um rigoroso clima, dado que pontificam as grandes amplitudes térmicas e os ventos intensos. As mais características são Aeonium glandulosum e Sedum farinosum, mas também podemos encontrar o massaroco (Echium candicans). Nos pequenos terraços naturais abrigados dos ventos florescem a erva de coelho (Pericallis aurita), a roseira-brava (Rosa mandonii) e o piorno (Genista tenera). Também predominam os urzais de altitude de Erica arborea e Erica platycodon ssp. maderincola, que ocupa aproximadamente cotas acima de 1400 m.

A comunidade da Laurissilva, desempenha um papel muito importante na captação de água através da pluviosidade oculta graças aos nevoeiros e contribuírem para a fixação do solo, combatendo a erosão. Esta floresta tem uma formação com características higrófilas (vegetação adaptada a grande humidade) bem desenvolvidas. Tem uma distribuição que vai dos 300 aos 1300 metros de altitude. Ocupa áreas de humidade relativa mais elevada da Ilha (quase sempre acima dos 85%), o mesmo se pode dizer quanto à precipitação (mínimo de 1700 mm/ano) e com frequência de nevoeiros. Tem uma grande diversidade florística. Nas clareiras, florescem arbustos e pequenas plantas herbáceas de flores muito atraentes, tais como a orquídea-da-serra (Dactylorhiza foliosa), os gerânios (Geranium maderense, o Geranium palmatum e o Geranium rubescens) e a doiradinha ou ranúnculo (Ranunculus grandiofolius), entre outras.


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5 endemic species of Madeira (II)

Here are five more endemic plants of Madeira that were able to observe during the walking tour from Pico Ruivo to Ribeira Funda São Jorge passing through Pico Coelho, Pico Milhafre and Pico Canario.


Erva-arroz  (Sedum farinosum):
Family Cassulaceae

It is considered an alpine plant because it grows in rocks since 900 to 1800 meters, in the peaks of the central region of Madeira. It can grow in very dry, always sunny sites, but can bear minimum temperatures and even light frosts in winter.

The name is because of its floury appearance of the leaves, it seems to have white powder. And also the shape of a rice grain.

It's an herbaceous perennial herb, reaching up to 15 cm, forming carpets. The branches are creeping, woody and bare at the base, sparsely branched. The leaves are glabrous (hairless), bonded at the ends of branches, in four to six alternate spiral lines of 3 to 7 mm, obovate to oblong, sometimes red at the extremities.  White flowers, usually with red inflorescences with forked branches, begin to appear in early summer (June). The flowers size is 12 mm diagonal and they are sessile (without peduncle), and grouped in few flowers. It has 5 petals 5-8 mm with dark purple anthers.

Currently Sedum farinosum is threatened and therefore under the protection of the UE Habitats Directive.

Ensaião (Aeonium glandulosum):
Family Cassulaceae

As the Herva-arroz, ensaião also form part of the permanent community rupicolous altitude vegetation, because it occurs on rocky vertical substrates above 1000 m.s.m. It prefers well-drained soils, is tolerant to the sun exposure and drought, especially in summer.

It is an herbaceous plant, glandular-pubescent, biennial or perennial, aromatic with a strong smell of balsam. Stem very short hidden by the leaves, occasionally stoloniferous. The leaves are grouped in a very imbricated rosette 30-45 cm of diameter, more or less flattened type dish, but centrally domed when the flowering season is approaching (June to August). Leaves obovate to rhomboidal-spatulate, succulent, with ciliated margins, bright green, sometimes tinged with red-brown. Numerous flowers are arranged in inflorescences with spreading branches emerging from the center of the rosette. The petals are yellow, sometimes externally dyed red, duns 7-10 mm.

Many Aeoniums are monocarpic, that means it will die after flowering. However, bulbs or corms of plants which do not flower will survive. New plants can be propagated from a rosette.

The sap is used to treat corns and is also applied externally to wounds caused by falls and blows.

Geranium of Madeira (Geranium rubescens/ syn. G.yeoi):
Family Geraniaceae

Herbaceous plant with maximum height up to 45 cm. Although is biennial, it can autopolinate itself to perpetuate and have a much longer flowering period.

It shows very marked lobed leaves, characteristic of the genus Geranium, with long and sometimes red stems leaving from a central rosette. The flowers are pink and bloom in late spring and early summer.


There are two species more of geraniums, also endemic of Madeira and very similar at Geranium rubescens; Geranium palmatum and Geranium madeirense.

Currently in Madeira, Geranium rubescens, within the categories of threats, it is listed as Vulnerable, it means that is threatened to be moved to the other worst categories (sensitive to change in their habitat or endangered) in a near future if they persist the threat factors. Still, relatively easy to see across the route taken speacially where there the sun exposure is not very intense.

Interestingly, this species was introduced due to gardening value in areas such as USA and England.

Besom heather (Erica platycodon ssp. maderincola):
Family Ericaceae



It is a shrub that forms altitude moorlands of size tree with up to 9 meters. Is evergreen, very branched with stems up to 20 cm in diameter and glabrescent shoots. It is an endemic subspecies of Madeira, very common in the communities of replacing forests of laurel. Although it likes some humidity, it cans support the summer droughts, also does not mind the cold because stoically put up with the low temperatures and snow of the high mountainous regions. Plays a key role in setting fogs, causing their condensation and subsequent infiltration and water in the water storage tissue.

Has linear verticillate leaves of 1 cm more or less. The pink flowers has a widely campanulate corolla. The heathers bloom abundantly and generously from April to June. And each little flower is provided with a nectary, which attracts many types of insects inducing the pollination process.

Over time and due to its extremely hard wood, it has several agricultural uses but also in embedded. As its name suggests, Heather of Brooms, is used in the manufacture of brooms, for fencing and as firewood. The trunks of this heather provide very good coal, and its branches are used as fuel.

Another benefit is obtained thanks to the bees that produce honey with predominant flavor Heather. 

Heather contains flavonoids with anti-inflammatory action, soothing and anti-allergic, antioxidant and antiseptic action, with specificity for the urinary tract. It also contains tannins that have an astringent action and regenerating tissue, protective skin and hair.

Several studies published in the Journal of Environmental Pathology, Toxicology and Oncology in 2012, confirmed their photoprotective effect. A gel obtained from Heather showed a protective effect of the skin against UVB rays.

The extract applied to the skin, 30 minutes before sun exposure, had anticancer action, antioxidant and anti-inflammatory, reducing the number of sunburn compared to placebo.

Cedar of Madeira (Juniperus Cedrus ssp.maderensis):
Family Cupressaceae


More recent data from Red Books (Bañares et al 2008, Brown 2008) and checklists (Rivas-Martínez et al 2002, Borges et al 2008) recognized two subspecies: Juniperus cedrus Webb & Berthel. ssp. cedrus restricted to the Canary Islands and Juniperus cedrus ssp. maderensis (Menezes) Rivas Mart., Capelo, J. C. Costa, Lousã, Fontinha, R. & M. Garden Seq restricted in Madeira.

It is presented as a dioecious tree with evergreen foliage, which can reach 20 meters high. It features a brown trunk and hanging branches. The leaves are small and needle-shaped, with two white stripes on the upper side. Are arranged in whorls of 3. The fruits are galbulus, about one centimeter in diameter, brownish or reddish colour when they are ripe. Presents flowering in January to March.


Upon Madeira island discovery, it was more abundant than today because few individuals left in the wild, but is currently considered endangered by the IUCN criteria. Over time the wood of cedar-of-Madeira, given its excellent quality: yellowish-golden or reddish color and aromatic quality was very used in the past in carpentry and joinery, and was even used in some of the historic buildings of Funchal (Cathedral and Old Custom). Its current rarity prevents any kind of exploitation.

The sub-population of the species in Madeira occurs on exposed rock walls above the line of laurel forest trees above 1,400 m altitude. There are small natural populations with an estimated number of adults less than 50. There are no studies to determine whether or not regeneration; however, after removal of goats in recent years, the vegetation recovery rates are very encouraging.

The current standard of distribution and exclusive presence in almost inaccessible places reflects human disturbance in the past. Even in the XV century there were concerns about the excessive cutting of this species. Restrictions on the harvest of this species were ineffective; according to Silva and Menezes (1946) there were still some small forests of J. cedrus until the late XIX century, but the tree had almost disappeared in the early decades of the XX century.

As conservation measures is protected within the Natural Park of Madeira (Natura 2000), where all the goats were removed above 1,400 m under the authority of the Regional Forestry Directorate. This had a positive effect on the vegetation in general, but as J. Cedrus is a slow-growing tree, the benefits are not likely to be seen for several years.


Distribuição das espécies en altitude

The geographical location and climate conditions of the island of Madeira, allow the existence of numerous ecosystems, which make up various habitats, where different plant species develop their life cycles, thus being a pluriestratificated forest and rich in biodiversity.
 The forest of Madeira comprises several floors of vegetation at different altitudes, north and south, (as shown in the table below placed) with various microclimates.


Many plants that grow at high altitude vegetation community (1300 - 2000 m) are perfectly adapted to a harsh climate, because of the large temperature ranges and strong winds. The most characteristic are Aeonium glandulosum and Sedum farinosum, but we can also find the (Echium candicans). In small natural terraces sheltered from the winds Bloom rabbit grass (Aurita pericallis), the Wild rose (Rosa mandonii) and Piorno (Genista tenera). Also dominated by altitude heather of Erica arborea and Erica platycodon ssp. maderincola, which occupies approximately above 1400 m.

The community of Laurel, plays a very important role in the uptake of water through the hidden rainfall thanks to fog and contribute to the establishment of the soil, fighting erosion. This forest has a formation with hygrophilous characteristics (adapted vegetation to high humidity) well developed. It has a distribution ranging from 300 to 1300 meters of altitude. It occupies areas of higher relative humidity of the island (almost always above 85%), the same for precipitation (minimum 1700 mm / year) and fog frequency. It has a great floristic diversity. In clearings, blooms shrubs and small herbaceous plant with very attractive flowers such as Orchid-da-serra (Dactylorhiza foliosa), Geraniums (Geranium maderense, Geranium palmatum and Geranium rubescens ) and Doiradinha (Ranunculus grandiofolius) , among others.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Biodiversidade e conservação dos recursos naturais da macaronésia – Canarias

O acelerado processo de perdida de biodiversidade que estamos a viver a nível mundial como consequência principal da mão do homem ter dado lugar a importantes políticas e leis de conservação e proteção das espécies mais ameaçadas.  

As ilhas, por sua importância biológica e seus ecossistemas únicos no mundo têm de proteger seus habitas com mais vontade. A importância das ilhas é devido na singularidade da sua flora e fauna, ao reduzido número de espécies e seu valioso património natural. Os ecossistemas insulares presentam peculiaridades tales como o isolamento, elevado número de endemismos, ausência de depredadores o mansedume das espécies que fazem-lhas mais vulnerável nas diversas ameaças.
O Teide em Tenerife.
O 30% das plantas e animais terrestres que habitam Canarias são endémicos e sua situação geográfica, releve volcânico e condições de assolamento biológico ter favorecido o desenvolvimento de processos evolutivos que ter originado novas espécies animais e vegetais. Estima-se que nas Canarias há umas 19.500 espécies, 14.300 são terrestres,5.200 são marinhas e 4.000 endémicas, contudo, a lista fica aberta, já que cada ano descobrem-se novas espécies.






CONSERVAÇÃO

As medidas de conservação são adotadas tanto a nível autonómico, estatal e internacional e incluem instrumentos tales como normativas especificas, catálogos de espécies ameaçadas, planes de recuperação e conservação de espécies, habitats, etc.

- O Catálogo de Espécies Ameaçadas das Canarias estabelece os programas específicos adequados para salvaguardar y recuperar a estas espécies e atuação a seguir em cada caso. As categorias de ameaça são:

CATEGORÍAS DE AMEAÇA
ACTUAÇÃO
Em perigo de extinção
Plano de Recuperação
Sensível na alteração do habitat
Plano de Conservação do Habitat
Vulnerável
Plano de Conservação
De inteires especial
Plano de Manejo






O Lagarto Gigante de El Hierro.
- O Programa de Seguimento das Espécies Ameaçadas (SEGA) e uma ferramenta do Governo das Canarias para adquirir informação atualizada e fazer um seguimento das espécies ameaçadas. Assim pode-se conhecer sua evolução e tomar medidas quando fora preciso.

- INTERREG IIIB é um projeto de conservação de habitats financiado pela União Europeia que é uma aposta pela cooperação transnacional como elemento de desenvolvimento entre as regiões da Macaronésia: Canarias, Madeira, Cabo Verde e as Açores, e estas com os países de seu entorno. Áreas marinhas protegidas, as beiras e a sua gestão sustentável são os principais objetivos deste programa.

Bandera do Projeto LIFE.
- Os Projetos LIFE são cofinanciados pela União Europeia e desenvolvem projetos de conservação de flora e fauna em Canarias, assim como no resto da Macaronésia. Sua finalidade é contribuir ao desenvolvimento e a aplicação da política meio ambiental e contribuir ao desenvolvimento sustentável.

- Espácios naturais protegidos. A proteção dos valiosos ecossistemas canários ter feito que uma alto percentagem do chão canário fique protegido mediante várias categorias de proteção tanto no âmbito internacional: Rede Canaria de Reservas da Biosfera; europeu: Rede Natura 2000; nacional: Rede Canaria de Parques Nacionais e autonómico: Rede Canaria de Espácios Protegidos.

- As beiras e fundos marinhos das Canarias também têm um ecossistema único no mundo pelo que contam com proteção especial. São três reservas marinhas nacionais: na ilha de La Graciosa, A Restinga em El Hierro e na ilha de La Palma. Estas são zonas de reprodução, cria e desenvolvimento das comunidades marinhas.

Alem disso, são um ponto estratégico pela riqueza e diversidade de cetáceos presentes nas suas águas, pela sua ubiquação geográfica e a corrente fria do Atlântico favorecem a aproximação dos cetáceos ao arquipélago.
Podem ser observadas 30 das 31 espécies reconhecidas na Macaronésia y das 87 reconhecidas a nível mundial. Esto é o 34% das espécies conhecidas a nível mundial e o 60% das que habitam o Atlântico norte.
As Ilhas Canarias são designadas como Zona Marinha de Especial Sensibilidade pela Organização Marítima Internacional (IMO) pelo que da especial proteção no referente a problemas de contaminação marinha.

Um cetáceo perto da beira Canaria.

PRINCIPAIS PERIGOS

- As espécies exóticas invasoras são uma das principais ameaças para a conservação da diversidade biológica. La prevenção contra a introdução e liberação destas espécies torna-se muito difícil de evitar por parte da administração devido na impossibilidade da vigilância exaustiva. Agora mesmo o Governo de Canarias têm a decorrer várias ações de control de plagas, como da Culebra californiana em Gran Canaria, o Picudo Rojo, um inseto que mata as palmas ou o Ouriço diadema, que causa graves danos nos fundos rochosos.






Incendios do verão de 2007 visto desde
o satélite.
- Os Incêndios florestais, em sua maioria não são por causas naturais, mas é mão do ser humano a que os causa e podem destruir ecossistemas completos. No verão de 2007 Gran Canaria, Tenerife e La Gomera sofreram ao mesmo tempo grandes incêndios que ocasionaram a perdida de 19.000 hectares em total. Em 2012 um incendio arraso 750 hectares do Parque Nacional de Garajonay (um 25% de sua superfície) na Gomera, de grande importância pelos bosques da Laurissilva que a compõem.

- Sobre explotação dos recursos pesqueiros. Ter sido que ter criado leis e sistemas de regulação e vigilância assim como áreas marinhas protegidas para que sirvam de repovoamento para as zonas mais castigadas pela atividade pesqueira.

- A prática da caça como atividade de ócio pode servir para controlar algumas espécies invasoras mas também pode ser uma grave ameaça para os animais endémicos.

O parque nacional de Garajonay em La Gomera.
- A Sobre explotação das massas florestais ter sido corregida nos últimos anos mediante repovoações florestais e processos de restauração ecológica. Este é um ponto clave já que as florestas são o suporte vital para a diversidade de plantas e animais e para lutar contra a desertificação e a erosão. Os incêndios causados pelo homem, a tala descontrolada, a agricultura o a urbanização são seus principais inimigos.

- A Poluição e a principal causa do câmbio climático. As emissões descontroladas de Co2, a tratamento não adequado do lixo, os plásticos no mar… são algumas das formas que tem a poluição de uma grade lista. Não é preciso dizer que altera os ecossistemas e prejudica seriamente a continuidade da biodiversidade.

Para pôr um exemplo, nos últimos 400 anos o 90% das aves extintas foram em ilhas. Leis há muitas pero falta fazer um esforço no elemento mais importante de todos: fomentar a educação em valores ambientais para ter mais respeito para o meio ambiente, os seres vivos e seus habitats. Temos de conhecer o nosso entorno, a grande biodiversidade da que vivemos rodeados, assim como as causas e consequências de a sua degradação.

Há que Incentivar a participação social na toma de decisões, sobre o futuro que queremos. Esta em as nossas mãos seguir com um sistema produtivo que destrui o nosso único lar em todo o universo o girar 180 grados para um desenvolvimento sustentável.