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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

5 espécies endémicas da Madeira (II)

Seguem mais 5 plantas endémicas da Madeira que conseguí observar durante o percurso pedestre realizado com o Club Pés Livres Madeira desde o Pico Ruivo até a Ribeira Funda São Jorge passando por Pico Coelho, Pico Milhafre e Pico Canário. 

Erva-arroz  (Sedum farinosum):
Familia Cassulaceae

Considera-se uma planta alpina porque encontra-se em rochedos a partir dos 900 e até 1.800 metros de altitude, nos picos da região central de Madeira. Por tanto, forma parte da comunidade de vegetação rupícola de altitude. Pode crescer em sítios muito secos, sempre ensolarados, mas pode suportar temperaturas mínimas e até leves geadas no inverno.

O seu nome deve-se á aparência farinhosa das folhas, parece que tenham pó branco. Também pela forma de grão de arroz. 

É uma erva perene de porte baixo, até 15 cm, rastejante formando tapetes. Os ramos são rasteiros, lenhosos e nús na base, dispersamente ramificada. As folhas glabras (sem pelos) dispersas a suberectas, estão aglomeradas nas extremidades dos ramos, alternadas em quatro a seis linhas espirais, de 3 a 7 mm, oblongas a obovadas, geralmente tornando-se tingidas de vermelho nos ramos. Flores grandes e brancas, geralmente com inflorescências de vermelho com ramos bifurcados, começam a aparecer no início do verão (junho). Tem uns 12 mm de diagonal, são sésseis (sem pedúnculo), e agrupadas em cimeiras de poucas flores. Tem 5 pétalas de 5 a 8 mm com anteres de cor púrpura escuro. 

Atualmente Sedum farinosum encontra-se ameaçada e por tanto ao abrigo e proteção da Diretiva Habitats da União Europeia. 

Ensaião (Aeonium glandulosum):
Familia Crassulaceae

Como a Erva-arroz, o Ensaião também forma parte da comunidade permanente de vegetação rupícola de altitude, porque ocorre em substratos verticais rochosos acima de 1.650 m.s.m. Prefere solos bem drenados, é tolerante á exposição solar e a sequia, sobretudo no verão. 

É uma planta herbácea, glandular-pubescente, bienal ou perene, aromática com forte cheiro a balsamo. Caule muito curto oculta pelas folhas, ocasionalmente estolonífero. As folhas agrupam-se numa roseta muito imbricada de 30 a 45 cm de diâmetro, mais ou menos achatada tipo prato, mas tornando-se com forma de cúpula centralmente quando se aproxima a época de floração (Junho a Agosto). Folhas obovadas a romboidal-espatuladas, suculentas, de margens ciliadas, verde-brilhantes, por vezes tingidas de vermelho-acastanhado. Numerosas flores são dispostas numa inflorescência com ramos espalhados que emerge do centro da roseta. As pétalas são amarelas, por vezes externamente tingidas de vermelho, duns 7-10 mm.

Muitos Aeoniums são monocárpicos, isso quer dizer que vai morrer após a floração. No entanto, os rebentos ou bulbos da planta que não floresceram vão sobreviver. Novas plantas podem ser propagadas a partir de uma roseta. 

A seiva é usada no tratamento de calos e também é aplicada externamente para feridas provocadas por quedas, golpes, pancadas.

Gerânio da Madeira (Geranium rubescens/ syn. G.yeoi):
Familia Geraniaceae

 Planta herbácea com máxima altura até 45 cm. Embora seja bienal, pode autopolinizar-se para perpetuar-se e ter um período de floração muito mais longo.  

Apresenta folhas lobuladas muito marcadas, características do género Geranium, com caules compridos e as vezes vermelhos que saem de uma roseta central. 
As flores são cor-de-rosa e florescem no fim de primavera e início de verão. 

Existem mais duas espécies de gerânios muito parecidos com o Geranium rubescens também endémicos da ilha da Madeira; Geranium palmatum e Geranium madeirense.

Atualmente na ilha da Madeira o Geranium rubescens, dentro das categorias de ameaças, está catalogada como Vulnerável, ouseja que corre o risco de passar às outras categorias piores (sensível á alteração do seu hábitat ou em perigo de extinção),  num futuro próximo se persistirem os factores de ameaça. Ainda assim, é relativamente facil de ver nos percursos das levadas onde ha exposiçao solar nao é muito intensa. 

Curioso é que esta especie foi introduzida devido ao seu valor em jardinagem em áreas como EUA e Inglaterra. 


Urze-das Vassouras (Erica platycodon ssp. maderincola):
Familia Ericaceae



É um arbusto que forma urzais de altitude de porte arbóreo com até 9 metros. perenifólio, muito ramoso, de caules até 20 cm de diâmetro e rebentos glabrescentes. Trata-se de uma subespécie endémica da ilha da Madeira, muito comum nas comunidades de substituição das florestas da Laurissilva. Embora gostem de alguma humidade, suportam bem as secas estivais, também não se incomoda com o frio porque aguentam estoicamente as baixas temperaturas e a neve das regiões montanhosas mais altas. Desempenha um papel fundamental na fixação de nevoeiros, provocando a sua condensação e posterior infiltração e armazenamento da água no lenço freático.

Folhas lineares de 1 cm mais ou menos e verticiladas. As flores são rosadas de corola largamente campanulada. As urzes florescem de forma abundante e generosa de abril a junho. E cada pequena flor está provida de um disco nectarífero, cujo néctar atrai vários tipos de insetos induzindo os processos de polinização. 

Ao longo dos tempos e devido à sua madeira extremamente dura, teve diversas utilizações agrícolas mas também em embutidos. Tal como o seu nome sugere, Urze das Vassouras, é utilizada no fabrico de vassouras, em vedações e como lenha. Os troncos desta urze fornecem muito bom carvão, e os seus ramos são usados como combustível. 

Outro beneficio obtido é em parte graças as abelhas que produzem mel com sabor predominante a urze. 

A urze contém flavonoides com ação anti-inflamatória, calmante e antialérgica, com ação antioxidante e antissética, com especificidade para as vias urinárias. Além disso, contém taninos que tem uma ação adstringente e regeneradora dos tecidos, protetora da pele e cabelo.
Vários estudos publicados no Journal of Environmental Pathology, Toxicology and Oncology, em 2012, confirmaram o seu efeito fotoprotetor. Um gel obtido a partir da urze demonstrou um efeito protetor da pele contra os raios UVB.

O extrato aplicado na pele, 30 minutos antes da exposição solar, teve ação anticancerígena, antioxidante e anti-inflamatória, reduzindo o número de queimaduras solares comparativamente ao grupo placebo. 

Cedro-da-Madeira  (Juniperus Cedrus ssp.maderensis):
Familia Cupressaceae


Dados mais recentes dos Livros Vermelhos (Bañares et al 2008, Moreno 2008) e listas de verificação (Rivas-Martínez et al 2002, Borges et al 2008) reconheceram duas subespécies: Juniperus cedrus Webb & Berthel. ssp. cedrus restrita as Ilhas Canárias e Juniperus cedrus ssp. maderensis (Menezes) Rivas Mart., Capelo, J. C. Costa, Lousã, Fontinha, R. Jardim & M. Seq restrito na Madeira.

Apresenta-se como uma árvore dióica com folhagem persistente, que pode chegar aos 20 metros de altura. Apresenta um tronco acastanhado e ramos pendentes. As folhas são pequenas e em forma de agulha, com duas riscas brancas na página superior. Encontram-se dispostas em verticilos de 3. Os frutos são gálbulos mais ou menos globosos, com cerca de 1 centímetro de diâmetro, de cor acastanhada ou avermelhada quando maduros. Apresenta floração: Janeiro a Março.

Aquando da descoberta da ilha da Madeira era mais abundante do que hoje em dia dado que restam escassos indivíduos na natureza, mas atualmente está considerada em perigo por os critérios da IUCN. Ao longo dos tempos a madeira do cedro-da-Madeira, dado a sua excelente qualidade: cor amarelado-dourada ou avermelhada e qualidade aromática foi muito utilizada no passado em carpintaria e em marcenaria, tendo sido inclusivamente usada em alguns dos edifícios históricos do Funchal  (Sé e Velha Alfândega). A sua raridade atual impede qualquer tipo de explotação.

A subpopulação da espécie na Madeira ocorre em paredes rochosas exposta acima da linha de árvores de floresta laurissilva acima de 1.400 m de altitude. Existem pequenas populações naturais com um número estimado de indivíduos adultos inferior a 50. Na Madeira não há estudos para determinar se existe ou não regeneração, no entanto, após a remoção de cabras nos últimos anos, as taxas de recuperação de vegetação são muito encorajadoras.

O padrão de distribuição atual e a presença exclusiva nos locais quase inacessíveis reflecte a perturbação humana no passado. Mesmo no século XV já havia preocupações sobre o corte excessivo desta espécie. Restrições à colheita dessa espécie foram ineficazes; de acordo com Silva e Menezes (1946) ainda havia alguns pequenos bosques de J. cedrus até o final do século XIX, mas a árvore tinha quase desaparecido nas primeiras décadas do século XX. 

Como medidas de conservação é protegido dentro do Parque Natural da Madeira (Natura 2000), onde todas as cabras foram removidas acima de 1.400 m sob a autoridade da Direção Regional de Florestas. Isto teve um efeito positivo sobre a vegetação em geral, mas como J. Cedrus é uma árvore de crescimento lento, os benefícios não são susceptíveis de ser visto por vários anos.



Distribuição das espécies en altitude

A localização geográfica e as condições edafoclimáticas da Ilha da Madeira, permitem a existência de inúmeros ecossistemas, aos quais perfazem vários habitats, onde as diversas espécies da flora desenvolvem os seus ciclos de vida, existindo assim uma floresta pluriestratificada e rica em biodiversidade.

 A floresta da Madeira compreende vários andares de vegetação, em diferentes altitudes, a norte e a sul, (como se indica no quadro abaixo colocado), com diversos microclimas.




Muitas plantas que crescem na comunidade de vegetação de altitude (1300 – 2000 m) encontram-se perfeitamente adaptadas a um rigoroso clima, dado que pontificam as grandes amplitudes térmicas e os ventos intensos. As mais características são Aeonium glandulosum e Sedum farinosum, mas também podemos encontrar o massaroco (Echium candicans). Nos pequenos terraços naturais abrigados dos ventos florescem a erva de coelho (Pericallis aurita), a roseira-brava (Rosa mandonii) e o piorno (Genista tenera). Também predominam os urzais de altitude de Erica arborea e Erica platycodon ssp. maderincola, que ocupa aproximadamente cotas acima de 1400 m.

A comunidade da Laurissilva, desempenha um papel muito importante na captação de água através da pluviosidade oculta graças aos nevoeiros e contribuírem para a fixação do solo, combatendo a erosão. Esta floresta tem uma formação com características higrófilas (vegetação adaptada a grande humidade) bem desenvolvidas. Tem uma distribuição que vai dos 300 aos 1300 metros de altitude. Ocupa áreas de humidade relativa mais elevada da Ilha (quase sempre acima dos 85%), o mesmo se pode dizer quanto à precipitação (mínimo de 1700 mm/ano) e com frequência de nevoeiros. Tem uma grande diversidade florística. Nas clareiras, florescem arbustos e pequenas plantas herbáceas de flores muito atraentes, tais como a orquídea-da-serra (Dactylorhiza foliosa), os gerânios (Geranium maderense, o Geranium palmatum e o Geranium rubescens) e a doiradinha ou ranúnculo (Ranunculus grandiofolius), entre outras.


-----------------------------------------------English Version----------------------------------------------------

5 endemic species of Madeira (II)

Here are five more endemic plants of Madeira that were able to observe during the walking tour from Pico Ruivo to Ribeira Funda São Jorge passing through Pico Coelho, Pico Milhafre and Pico Canario.


Erva-arroz  (Sedum farinosum):
Family Cassulaceae

It is considered an alpine plant because it grows in rocks since 900 to 1800 meters, in the peaks of the central region of Madeira. It can grow in very dry, always sunny sites, but can bear minimum temperatures and even light frosts in winter.

The name is because of its floury appearance of the leaves, it seems to have white powder. And also the shape of a rice grain.

It's an herbaceous perennial herb, reaching up to 15 cm, forming carpets. The branches are creeping, woody and bare at the base, sparsely branched. The leaves are glabrous (hairless), bonded at the ends of branches, in four to six alternate spiral lines of 3 to 7 mm, obovate to oblong, sometimes red at the extremities.  White flowers, usually with red inflorescences with forked branches, begin to appear in early summer (June). The flowers size is 12 mm diagonal and they are sessile (without peduncle), and grouped in few flowers. It has 5 petals 5-8 mm with dark purple anthers.

Currently Sedum farinosum is threatened and therefore under the protection of the UE Habitats Directive.

Ensaião (Aeonium glandulosum):
Family Cassulaceae

As the Herva-arroz, ensaião also form part of the permanent community rupicolous altitude vegetation, because it occurs on rocky vertical substrates above 1000 m.s.m. It prefers well-drained soils, is tolerant to the sun exposure and drought, especially in summer.

It is an herbaceous plant, glandular-pubescent, biennial or perennial, aromatic with a strong smell of balsam. Stem very short hidden by the leaves, occasionally stoloniferous. The leaves are grouped in a very imbricated rosette 30-45 cm of diameter, more or less flattened type dish, but centrally domed when the flowering season is approaching (June to August). Leaves obovate to rhomboidal-spatulate, succulent, with ciliated margins, bright green, sometimes tinged with red-brown. Numerous flowers are arranged in inflorescences with spreading branches emerging from the center of the rosette. The petals are yellow, sometimes externally dyed red, duns 7-10 mm.

Many Aeoniums are monocarpic, that means it will die after flowering. However, bulbs or corms of plants which do not flower will survive. New plants can be propagated from a rosette.

The sap is used to treat corns and is also applied externally to wounds caused by falls and blows.

Geranium of Madeira (Geranium rubescens/ syn. G.yeoi):
Family Geraniaceae

Herbaceous plant with maximum height up to 45 cm. Although is biennial, it can autopolinate itself to perpetuate and have a much longer flowering period.

It shows very marked lobed leaves, characteristic of the genus Geranium, with long and sometimes red stems leaving from a central rosette. The flowers are pink and bloom in late spring and early summer.


There are two species more of geraniums, also endemic of Madeira and very similar at Geranium rubescens; Geranium palmatum and Geranium madeirense.

Currently in Madeira, Geranium rubescens, within the categories of threats, it is listed as Vulnerable, it means that is threatened to be moved to the other worst categories (sensitive to change in their habitat or endangered) in a near future if they persist the threat factors. Still, relatively easy to see across the route taken speacially where there the sun exposure is not very intense.

Interestingly, this species was introduced due to gardening value in areas such as USA and England.

Besom heather (Erica platycodon ssp. maderincola):
Family Ericaceae



It is a shrub that forms altitude moorlands of size tree with up to 9 meters. Is evergreen, very branched with stems up to 20 cm in diameter and glabrescent shoots. It is an endemic subspecies of Madeira, very common in the communities of replacing forests of laurel. Although it likes some humidity, it cans support the summer droughts, also does not mind the cold because stoically put up with the low temperatures and snow of the high mountainous regions. Plays a key role in setting fogs, causing their condensation and subsequent infiltration and water in the water storage tissue.

Has linear verticillate leaves of 1 cm more or less. The pink flowers has a widely campanulate corolla. The heathers bloom abundantly and generously from April to June. And each little flower is provided with a nectary, which attracts many types of insects inducing the pollination process.

Over time and due to its extremely hard wood, it has several agricultural uses but also in embedded. As its name suggests, Heather of Brooms, is used in the manufacture of brooms, for fencing and as firewood. The trunks of this heather provide very good coal, and its branches are used as fuel.

Another benefit is obtained thanks to the bees that produce honey with predominant flavor Heather. 

Heather contains flavonoids with anti-inflammatory action, soothing and anti-allergic, antioxidant and antiseptic action, with specificity for the urinary tract. It also contains tannins that have an astringent action and regenerating tissue, protective skin and hair.

Several studies published in the Journal of Environmental Pathology, Toxicology and Oncology in 2012, confirmed their photoprotective effect. A gel obtained from Heather showed a protective effect of the skin against UVB rays.

The extract applied to the skin, 30 minutes before sun exposure, had anticancer action, antioxidant and anti-inflammatory, reducing the number of sunburn compared to placebo.

Cedar of Madeira (Juniperus Cedrus ssp.maderensis):
Family Cupressaceae


More recent data from Red Books (Bañares et al 2008, Brown 2008) and checklists (Rivas-Martínez et al 2002, Borges et al 2008) recognized two subspecies: Juniperus cedrus Webb & Berthel. ssp. cedrus restricted to the Canary Islands and Juniperus cedrus ssp. maderensis (Menezes) Rivas Mart., Capelo, J. C. Costa, Lousã, Fontinha, R. & M. Garden Seq restricted in Madeira.

It is presented as a dioecious tree with evergreen foliage, which can reach 20 meters high. It features a brown trunk and hanging branches. The leaves are small and needle-shaped, with two white stripes on the upper side. Are arranged in whorls of 3. The fruits are galbulus, about one centimeter in diameter, brownish or reddish colour when they are ripe. Presents flowering in January to March.


Upon Madeira island discovery, it was more abundant than today because few individuals left in the wild, but is currently considered endangered by the IUCN criteria. Over time the wood of cedar-of-Madeira, given its excellent quality: yellowish-golden or reddish color and aromatic quality was very used in the past in carpentry and joinery, and was even used in some of the historic buildings of Funchal (Cathedral and Old Custom). Its current rarity prevents any kind of exploitation.

The sub-population of the species in Madeira occurs on exposed rock walls above the line of laurel forest trees above 1,400 m altitude. There are small natural populations with an estimated number of adults less than 50. There are no studies to determine whether or not regeneration; however, after removal of goats in recent years, the vegetation recovery rates are very encouraging.

The current standard of distribution and exclusive presence in almost inaccessible places reflects human disturbance in the past. Even in the XV century there were concerns about the excessive cutting of this species. Restrictions on the harvest of this species were ineffective; according to Silva and Menezes (1946) there were still some small forests of J. cedrus until the late XIX century, but the tree had almost disappeared in the early decades of the XX century.

As conservation measures is protected within the Natural Park of Madeira (Natura 2000), where all the goats were removed above 1,400 m under the authority of the Regional Forestry Directorate. This had a positive effect on the vegetation in general, but as J. Cedrus is a slow-growing tree, the benefits are not likely to be seen for several years.


Distribuição das espécies en altitude

The geographical location and climate conditions of the island of Madeira, allow the existence of numerous ecosystems, which make up various habitats, where different plant species develop their life cycles, thus being a pluriestratificated forest and rich in biodiversity.
 The forest of Madeira comprises several floors of vegetation at different altitudes, north and south, (as shown in the table below placed) with various microclimates.


Many plants that grow at high altitude vegetation community (1300 - 2000 m) are perfectly adapted to a harsh climate, because of the large temperature ranges and strong winds. The most characteristic are Aeonium glandulosum and Sedum farinosum, but we can also find the (Echium candicans). In small natural terraces sheltered from the winds Bloom rabbit grass (Aurita pericallis), the Wild rose (Rosa mandonii) and Piorno (Genista tenera). Also dominated by altitude heather of Erica arborea and Erica platycodon ssp. maderincola, which occupies approximately above 1400 m.

The community of Laurel, plays a very important role in the uptake of water through the hidden rainfall thanks to fog and contribute to the establishment of the soil, fighting erosion. This forest has a formation with hygrophilous characteristics (adapted vegetation to high humidity) well developed. It has a distribution ranging from 300 to 1300 meters of altitude. It occupies areas of higher relative humidity of the island (almost always above 85%), the same for precipitation (minimum 1700 mm / year) and fog frequency. It has a great floristic diversity. In clearings, blooms shrubs and small herbaceous plant with very attractive flowers such as Orchid-da-serra (Dactylorhiza foliosa), Geraniums (Geranium maderense, Geranium palmatum and Geranium rubescens ) and Doiradinha (Ranunculus grandiofolius) , among others.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

5 espécies de plantas endémicas da Madeira.

As espécies insulares de distribuição reduzida, com populações de pequenas dimensões e endémicas, são um património valioso, raro e vulnerável.

A flora vascular dos arquipélagos da Madeira e Selvagens, incluindo plantas indígenas e naturalizadas, é constituída por 1226 espécies, das quais, 123 (10%) são endémicas destes arquipélagos e 69 (6%) são endémicas da Macaronésia (Press & Short, 1994).


No Maciço Montanhoso Central, situado dentro da área do Parque Natural da Madeira, pode-se encontrar flora endémica da ilha e característica do habitat de montanha que confere um elevado valor científico.

Desgraçadamente, as diferentes atividades humanas e a utilização florestal tradicional, provocaram alterações profundas nos seus habitats naturais. A pressão humana tem sido mais intensa nas zonas litorais e de média altitude, mas também tem incidido nas zonas do Maciço Montanhoso Central, principalmente na vertente sul da ilha da Madeira. Esta degradação e fragmentação dos habitats naturais têm promovido o isolamento e a redução acentuada do número de populações de espécies endémicas, colocando-as em risco.

O percurso pedestre que foi feito para a observação da flora vai desde o Pico Ruivo até a Ribeira Funda São Jorge passando por Pico Coelho, Pico Milhafre e Pico Canário. A continuação presentam-se 5 espécies de plantas endémicas das 10 que ainda podem ser observadas com certa facilidade pela zona e que foram identificadas durante a caminhada que fiz com o Club Pés Livres Madeira.

Piorno (Genista Tenera):
Familia fabaceae
Detalhe da flor e o fruto da Genista tenera
Apresenta-se como arbusto ou árvore pequeno que pode chegar a medir até 6m de altura. É perenifólio com folhas trifolioladas esbranquiçado ou verde-cinzento. De Abril a Outubro aparecem flores de cor amarelo. Cresce em zonas rochosas e abertas, também nos picos da ilha, até os 1500m de altitude. A área de distribuição cumpre o limite para considerar espécie ameaçada, mas tem sido descrita como comum. acredita-se que a população é estável actualmente.
Em medicina popular é usada como medicinal, no controlo da diabetes. Além disso, nas suas raizes existem microorganismos fixadores do azoto disponível no ar.
Existe outra espécie endémica (Teline maderensis) com o mesmo nome comum que enfrenta um risco muito elevado de extinção no estado natural. De acordo com os critérios da IUCN de 2001, é um taxon “Em Perigo”. As poucas populações conhecidas apresentam um número estimado de indivíduos adultos inferior a 250. As ameaças principais são a degradação do habitat devido a construções, herbivoria e competição com espécies invasoras.

Erva do coelho (Pericollis aurita):
Familia Asteraceae
Com um cheiro muito característico, a Erva-de-coelho pode não granjear muitos elogios ao toque, mas certamente desperta a atenção ao olhar, sobretudo entre os meses de Maio - Julho, quando por entre as folhas pubescentes na página superior e densamente branco-tomentosas na pagina inferior, surgem as intensas flores purpúreas brilhantes com as lígulas mais claras rosadas. Apresenta-se como um arbusto perene de caules ramificados que pode chegar até os 1,5m de altura. É relativamente comum na Madeira, habita as florestas de Laurissilva e escarpas rochosas de maior altitude (até 1000m). É uma planta que pode perfeitamente ser usada em jardinagem, não exigindo cuidados especiais de manutenção.

Massaroco (Echium candicans):
Familia Boraginaceae
Arbusto perene de até 2m de altura, ramificado e coberto de pêlos duros e espessos. As folhas são
lanceoladas, até 23cm de comprimento, sésseis de cor verde acinzentadas. As flores de cor azul escura ou arroxeada encontram-se reunidas numa inflorescência paniculada, densa e alongada em forma de massaroca, daí o seu nome comum. A floração da-se entre Abril e Agosto.
Ao longo dos tempos esta espécie foi utilizada pelo seu grande valor ornamental, sendo cultivada em jardins situados a maiores altitudes e nas bermas das estradas, é por isso que as populações ocorrem de forma dispersa. Também ocorrem nas escarpas rochosas e patamares de acumulação de solo dos habitats Charnecas Macaronésicas e Laurissilvas.
A avaliação mais recente do seu estatuto e os critérios da IUCN de 2001, consideram-la como um taxon VU "Vulnerável". Em consequência do incêndio ocorrido em Agosto de 2010 a população terá sido negativamente afectada.
Massaroco após floração no Maciço Central Oriental

Orquídea da Serra (Dactylorhiza foliosa)
Familia Orchidaceae 
Planta herbácea de 30 a 80 cm, com folhas lanceoladas, compridas e estreitas que morrem após da floração, a qual começa no fim da primavera e se estende até Julho. As flores estão dispostas numa inflorescência cónica, são muito vistosas, de cor rosado-púrpura com manchas escuras nas pétalas.
Apresenta uma área de ocupação restrita, aproximadamente 159km2 (inferior a 5% da ilha) e um número muito baixo de localidades, geralmente em solos ácidos e num ambiente sombrio e húmido do sub-bosque da Laurissilva. Também em alguns sectores dos picos, em taludes e margens de veredas, entre os 400 e 1.150m de altitude (Delforge 1995, Press and short 1994).
A Orquídea da Serra está sujeita a muitas ameaças antropogénicas incluindo o desenvolvimento turístico, câmbio climático, desfloresta-ção, construção, etc.

Rosa silvestre (Rosa mandonii):
Familia Rosaceae
Arbusto trepador, perene e caducifólio com ramos até 4 metros ou mais de comprimento. Suas folhas são compostas, geralmente por 5 a 7 folíolos serrados. Apresenta floração de Abril a Agosto produzindo imensas flores singelas com 5 pétalas brancas. Aparece principalmente em comunidades nas orlas da floresta da Laurissilva.



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5 endemic species of Madeira.

The island species of reduced distribution, with small and endemic populations, are a valuable, rare and vulnerable heritage.

The vascular flora of the archipelagos of Madeira and Selvagens, including indigenous and naturalized plants, consists of 1226 species, of which 123 (10%) are endemic to these islands and 69 (6%) are endemic to Macaronesia (Press & Short, 1994 ).

In the Central Mountain Massif, located in the Madeira Natural Park area, is possible to find endemic flora of the island and characteristic from mountain habitat that provides a high scientific value.


Unfortunately, the human activities and traditional forest uses, cause changes in their natural habitats. Human pressure has been most intense in the coastal areas and medium altitude, but has also focused on the areas of the Central Mountain Massif, especially in the south slope. This degradation and fragmentation of natural habitats has promoted the isolation and the sharp reduction in the number of endemic species populations, putting them at risk.

The footpath that was made for observing the flora ranges from Pico Ruivo to Ribeira Funda São Jorge through Pico Coelho, Pico Milhafre and Pico Canario. Continuing I present 5 species of endemic plants between 10 that can still be observed with relative facility through the area and that were identified during the walk.

Madeira Broom (Genista Tenera):
Family fabaceae
Genista tenera flowers and fruit details
It is presented as a bush or small tree that can measure up to 6 meters high. It is perennial with trifoliate leaves colour green-grey. From April to October appear yellow flowers. It grows in rocky, open areas, also in the island's peaks, to the 1500m altitude. The distribution area meets the limit to consider endangered species, but has been described as common. It is believed that the population is stable at the present.
In popular medicine it is used in diabetes control. Moreover, in their roots are nitrogen-fixing microorganisms available in the air.
There is another endemic specie very similar (Teline maderensis) with the same common name, facing a very high risk of extinction in nature. According to the criteria of the 2001 IUCN it is a taxon "Endangered". The few known populations have an estimated number of adults less than 250. The main threats are habitat degradation due to buildings, herbivory and competition with invasive species.

Herb-of-rabbit (Pericollis aurita):
Family Asteraceae
With a very distinctive smell, the herb-of-rabbit can not garner much praise to the touch, but certainly calls attention to look at, especially between the months of May - June, when among the pubescent leaves on the upper side and densely white-tomentose on the lower page, there are intense bright purple flowers with lighter ligules rosy. It is a perennial shrub branched stems that can reach up to 1.5 m tall. It is relatively common in Madeira, inhabit the forests of laurel and rocky escarpments of higher altitude (up to 1000m).
It is a plant that can be used in gardening, requiring no special maintenance. 

Pride of Madeira (Echium candicans):
Family Boraginaceae
Evergreen shrub up to 2 meters tall, branched and covered of hard and thick bristle. The leaves are lance-shaped, up to 23cm long, sessile, grayish green color. The flowers of dark purple or blue color are combined in a paniculate, dense, elongated inflorescence, like an scad, hence its common name. Flowering is between April and August.

Over time this species has been used for its great ornamental value and is cultivated in gardens situated at higher altitudes and the roadside is why the populations occur in a dispersed form. Also occur in the rocky hills and soil accumulation levels of heaths Macaronesian laurel forests and habitats.

The most recent evaluation of their status and the criteria of the 2001 IUCN consider it as a taxon VU "Vulnerable". As a result of the fire in August 2010 the population will have been adversely affected.
Pride of Madeira after flowering in Central Oriental Massif.

Madeiran Orchid (Dactylorhiza foliosa)
Family Orchidaceae
Herbaceous plant of 30-80 cm, with lance-shaped leaves, long and narrow that die after flowering, which begins in late spring and extends to July. The flowers are arranged in a conical inflorescence, are very showy, rosy-purple color with dark spots on the petals.

It features a narrow footprint, approximately 159km2 (less than 5% of the island) and a very low number of locations, usually in acid soils and a dark, moist environment understory of Laurel. Also in some sectors of the peaks, on slopes and banks of paths, between 400 and 1.150m of altitude (Delforge 1995 Press and short 1994).

Madeiran Orchid is subject to many anthropogenic threats including tourism development, climate exchange, deforestation, construction, etc.

Wild rose (Rosa mandonii)
Family Rosaceae 
Climbing shrub, evergreen and deciduous branches with up to 4 meters or more in length. Its leaves are composed, generally for 5 to 7 leaflets sawed. Displays April to August flowering producing immense simple flowers with five white petals. Mainly appears in communities in the forest edges of Laurel.


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A semana das comemorações

Esta semana foi uma semana muito espécial para a SPEA e os amadores da natureza e a ciência em geral. Esta semana junta várias datas muito espéciais para nós. Começamos a semana com a comemoração do dia da Floresta Autoctona no dia 23 de novembro, a seguir o dia 24 de novembro temos o dia internacional da ciência e já para terminar o dia 25 comemoramos o anniversário da SPEA. Semana de comemorações que nos fazem lembrar mais ainda a importância de trabalhar e servir à natureza. Para além, é de marcar a natureza madeirense e o reconocimento que esta semana poder ter para as nossas ilhas. 


Para começar, relembramos a nossa floresta: 


Dia 23 de novembro - Dia da Floresta Autóctone

Tão importante é a nossa floresta como tantas outras do mundo. As plantas permitem-nos respirar e termos oxigenio para nos dar a vida. Já seja a laurissilva como o bosque atlántico, a floresta autóctone e todas as espécies que lá vivem é a nossa prioridade a conservar. O que conservamos? Conservamos o que conhecemos e amamos. 

O primeiro que podemos fazer é conhecer o nosso ambiente, desejar voar e conhecer outros mundos se faz melhor quando percebemos o nosso ambiente mais perto, a nossa floresta autoctona e a nossa biodiversidade. 

Comecemos pelo mais pequenino e mais próximo, conservemos aquelo que temos e depois fiquemos com aquela curiosidade para conhecer, amar e conservar aquelo doutro lado do mundo. 

Fiquemos com o sossiego de saber que há alguém trabalhando para conservar as nossas florestas autóctonas e ajudemo-lhes a fazê-o o melhor possível com a colaborção de todos. 



Dia 24 de novembro -Dia Internacional da Ciência

Esta semana também comemoramos o dia da Ciência. O que seriamos sem ciência, sem avances, sem investigação? Não tiveramos a vida que temos. A ciência permite-nos avanzar, permite-nos conhecer e valorizar. A biologia da conservação também é ciência, também é avance e também precissa de investimento. Desde a minha visão de voluntária percebo o importante que é o voluntáriado para a conservação mas não esqueçamos que este trabalho precissa de dedicação, de investimento e de colaboração de tudos nós. 

Que seria falar de biologia da conservação, biologia evolutiva e biodiversidade senão falarmos dum grande naturista e promovedor da biologia moderna, o senhor Charles Darwin quem um dia como hoje publicou uma excelente obra esclarecedora sobre os nossos origens, "O origem das espécies". Com esta grande obra percebemos as ligações que existem entre as espécies, como evoluieram até chegar a aparecer outras novas, e comprender a importância de cada uma delas no mundo. Esta revelação foi devido a suas grandes viagens ao longo do mundo, parando também nas ilhas da Macarónesia. 

Tal foi aquela revelação que ainda hoje segue confirmada a teoria da evolução, muitos biologos e naturistas posteriores dieram o seu contributo melhorando-a em alguns aspetos mas continua como o dogma da biologia. Lembramos do Charles Darwin a falar da evolução e das espécies mas não esqueçamos que para ele chegar até esta conclusão tivemos muitos outros conhecedores da natureza e da ciência em geral, deixo aqui alguns cientistas considerados importantes para mim neste mundo da biologia e a conservação da biodiversidade: 

Linneo, Lamarck, Alexander Von Humboldt, Wallace, Robert Hooke, Mendel, Cuvier, Lyell,....entre outros que fizeram possível a chegada de todo o conhecimento que temos atualmente. 

Agora nós temos o seu testigo para seguir no caminho do conhecimento...faremos o melhor possível. 


Dia 25 de novembro - ANIVERSÁRIO DA SPEA


O dia de ontem a SPEA fez anos, já são muitos anos dedicados à conservação das aves e de seus hábitats. Muitos projetos, muitas pessoas, muitos voluntários tem tido um lugar nesta ONG. Muitas coisas foram feitas e sempre com os objetivos fixos de conhecer mais para conservar melhor. O dia 25 a SPEA fez 22 anos, dejamos tudo de bom para ela e o sua equipa e muitos mais anos de vida com aquela vontade e gosto pela natureza. A equipa SPEA tem muitas pessoas atras, o trabalho não seria possível senão tiveramos o apoio de tanta gente que ajuda-nos, dos sócios, dos voluntários, dos colaboradores ocasionais, das entidades. A conservação da natureza não seria possível sem ajuda de todos. A natureza e as aves agradecem o vosso trabalho, assim como todos os que reconhecemos o trabalho bem feito e dedicado. Obrigada mais uma vez por deixar formar parte da família SPEA por un ano e dar o meu contributo à conservação da natureza. 

MUITOS PARABÉNS E TUDO DE BOM, SPEA!

segunda-feira, 1 de junho de 2015

COMEMORAR O DIA DA CRIANÇA ATRAVES DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL - TO CELEBRATE CHILDREN'S DAY THROUGH ENVIRONMENTAL EDUCATION

Hoje é o Dia da Criança e por esso vamos comemorar o dia com um pouco de eduacação ambiental. Das coisas mais importantes na conservação é a educação porque sem educação não teremos progreso nem mudanças no nosso mundo. É por isso que a educação ambiental merece uma menção especial. O mês de maio poderia ser o início do verão para qualquer que goste da praia e o sol, além disso é o mês das flores e as flores são vida, como os meninos. Os meninos são o futuro da região, do país e do mundo. Se nos queremos melhorar o mundo e ter a natureza que conseguimos desfrutar nos nossos dias o mais importante é ajudar no conhecimento do nosso entorno.
Today is Children's Day and for that we want to celebrate this day talking about environmental education. One of the most important things about nature conservation is education, because without education we won't have development or changes in our world. So, environmental education deserves special mention today. Last month of May could be the beggining of summer for everyone likes beach and sun, besides being flowers month and flowers are life like children. Children are our future, from our region, country and world. If we want to change our world and still having nature that nowdays, we are enjoying, the most important is to help to improve knowledge of our environment.

É por eles que nós estamos obrigados a ser eco-compatíveis, que temos de fazer boas práticas ambientais e viver conscienciosamente com a pegada ecológica que vamos deixar no planeta. Quando nos fizermos isso todo bem, então nós poderíamos exigir aos miúdos a fazer o mesmo o melhor ainda. É uma dúvida que temos com os nossos pais e mais ainda com as futuras gerações, como nós tem direito de desfrutar da vida e da natureza como nós conhecemos e a nossa labor conservar.

It is for them that we must be eco-compatibles, we must to do sustainable lifes and living consciously about our ecological footprint leaving in the world. When we will do everything ok, we can require them to do the same or even better. It is a doubt that we have with our parents and even more with next generations, like us, they have right to enjoy life and nature as we know it.

O que podemos fazer ainda mais do que ser eco-compatíveis e vivemos conscienciosamente para eles? Além de ser um bom exemplo para eles, as vezes é preciso falar e apresentar bem o que nós temos no entorno. Temos de conhecer para amar e conservamos o que amamos, senão conhecerem eles não iam importar-se. 

What can we do besides being eco-compatíveis and living consciously for them? Besides being an example for them, sometimes we need to talk and explain everything we have around. We should to know to love, and then we can conserve that we love, if it doesn’t they won’t import about.



Muitas vezes atras estive a fazer atividades com os miúdos, tanto assim de educação ambiental como noutras áreas, a ajudar com as tarefas da escola, jogar e fazer qualquer coisa. Mas esta vez, foi muito engraçada. Fiz a palestra para os meninos, numa turma de 4º ano, deviam ter 9 anos. E correu bom. É uma atividade muito gratificante, o mesmo do que acontece quanto tens feito um bom trabalho. E assim, eu contava a vida do fura-bardos e porque a Laurissilva é tão importante para ele e para nós próprios, por enquanto eles escutavam atentos. E não é tão importante o que eu digo, senão mais ainda o que eles perguntam e o que eles acham da natureza. As crianças são curiosas por natureza, e vão continuar ser assim se nós não tiramos essa curiosidade. Escutei atentas as reflexões dos miúdos, e as vezes fazem pensar coisas que nunca tinhas pensado no passado. Adorei esta nova experiencia e fiquei mais uma vez agradecida a SPEA por ter dado esta oportunidade de crescer pessoal e profissionalmente, e também as crianças que estavam lá a descobrir a misteriosa vida do Fura-bardos!



I did a lot of activities with children about environmental education and other, helping with homework or playing to everything. But this time, it was different. I did a presentation about Sparrawhowk in 4th year in the school, they shoul be 9 years old. It was fine. Really, environmental education is a very pleasing task, like feelings to do a good work. It is like that, I have been telling about our project and exciting life of Sparrawhawk and birs in the island, even why is so important Laurel forest for its. It is not so important what I said, it is more what they think about nature. Curiosity is a synonymous of children, they were born curious for natural, and they could be in the same way if we do not destroy it. I paid attention of them, what they asked me about their thinking and sometimes, they made me think some things that I have never thought about. I loved this new experience and stay once time more grateful to SPEA for give that chance to grow up personal and professional field, and even more to children who stayed there to discover the mysterious life of Fura-Bardos!

quinta-feira, 7 de maio de 2015

O trabalho de campo e a vida na MADEIRA

O trabalho de campo e a vida na MADEIRA 

O tempo todo que estou cá na Madeira os dias passam muito rápido, é isso a vida sente-se mais viva do que nunca. A equipa SPEA está sempre a procurar alguma coisa para fazer no contato com as aves, a natureza e as pessoas da ilha. É uma boa oportunidade para começar a falar português com o pessoal madeirense e divulgar as ações todas que estamos a fazer na SPEA, montes de atividades e trabalho de campo preciso para o estudo e bom conhecimento da biodiversidade madeirense e da Macaronésia.

Fieldwork in MADEIRA 



The whole time spending in Madeira is getting so fast for me; it is life feeling even more alive than ever. SPEA team is always looking for new things to do, to develop in the island to be in touch with nature, birds and local people. It is a good chance to start speaking Portuguese with locals and to provide information about our work, a lot of activities and field work is needed to improve our knowledge  from Madeiran Biodiversity and from Macaroneisan Area.



Laurissilva da Madeira 
Laurel Forest


Os primeiros meses do 2015 começaram com muita atividade pelo começo da fase reprodutora do fura-bardos (de fevereiro até agosto). Ainda faltam mais dos meses mas por em quanto já temos informações sobre novos ninhos e novos territórios do fura-bardos na floresta da Laurissilva da Madeira. O fura-bardos é uma das espécies de rapina presentes no arquipélago da Madeira e das Canarias, sendo uma subespécie endémica da Macaronésia. O nosso conhecimento sobre esta espécie ficava incompleto por ser um animal muito difícil de estudar e de ver na natureza. É muito esquivo e sempre esta deixar algum resto de sua vida na montanha mas ele muito poucas vezes aparece na nossa frente. É isso que faze uma espécie interessante e curiosa para conhecer. 

First months of 2015 started full of activities within beginning reproductive period of Sparrawhawk (from February until Agoust). It is stilling two months to finish this period but at the moment, we are getting so many information about ecology and biology of this specie. We have already found new nests and territories of Sparrawhawks in the Laurel Forest from Madeira. The Sparrawhawks is one of the raptors species in Madeira and Canary Islands, being an endemic subspecies from Macaronesia. Our knowledge about was incompletely because it is an animal very estrange to study and to watch in nature. It is very evasive in the forest and it is always leaving some rest of his life on the mountains but he seldom appears in front of us. That's what make an interesting and curious species to meet.



Ninho do fura-bardos
Sparrawhawks nest




Além do trabalho de campo com o Fura-bardos, há muitas atividades que temos feito no mar e nas escolas com os meninos. Os censos das aves marinhas continuam a decorrer e é por isso que temos a oportunidade de ver sempre o mar, e senti-o. Agora começa o bom tempo e com ele as boas viagens no veleiro, a brisa do mar vão ser muito boas de ficar calma e desconectar um bocado do Funchal. Os cetáceos e as aves marinhas estão já pertinho da costa, e com muita vontade de brincar connosco no veleiro e nas nossas viagens até Porto Santo.


Furthermore to the field work in Fura-bardos, there are a lot of activities done on the sea and schools with children. Census of seabirds are getting in process and we have another chance to watch the sea and and feeling it. At the moment, it is starting good weather and good trips on the boat, sea breeze are so fine to be quiet and disconnecting a little bit from Funchal. Cetaceans are coming near to the coast to play with us on the boat in the way to Porto Santo Island.



Cetáceos da Madeira 
Cetaceans from Madeira 

Ao começo do março, algumas aves marinhas começam vir à costa para acasalar e fazer os ninhos nos buracos da terra. Elas vão ficar perto da costa até as crias crescerem e vaiam para o mar no caminho mesmo de seus pais. Há alguma cá na Madeira muito importantes por serem únicas no mundo, é a Freira da Madeira e a Freira do Bugio. O ano todo viajam pelo mundo e decorrem os mares imensos de norte a sul e voltam para uma vez só para ter as crias e continuar a vida. A SPEA faz saídas do campo para tentar ouvir a chegada das aves à terra, é assim com as Freiras da Madeira que chegam aos picos mais altos da ilha para fazer os ninhos e também o Patagarro, ele nidifica nas montanhas perto do Funchal. Os voluntários da SPEA que queriam participar vieram com a equipa para escutar o som dos patagarros, um som muito diferente do que conhecemos para as aves. Elas chegam a terra após do pôr-do-sol, e só ver as montanhas, a floresta e o som que eles fazem à sua chegada e simplesmente incredível.



Sempre a descobrir a vida que a natureza oferece-nos, é só abrir os olhos e olhar para ela. 



Atividade do Patagarro no PECOF
Manx Shearwater activity in the PECOF


At the beginning of March, some seabirds start to come to the coast to breed and making nests in holes in the ground. They are staying near to the coast until poultry hatchlings grow up and go away to the sea. There is some very important bird from Madeira, only in the world; it is a Madeira’s petrel and Bugio’s petrel. The whole year they are traveling through the world in other seas from north and south and then, they are coming back to the island to nest. SPEA team is used to do field trips to listen arrivals of birds, Madeira’s Petrel arrive to the peaks of the island and Manx Shearwater arrive to the mountains of Funchal. SPEA volunteers collaborated with us to listen the sound of those birds when arriving to the nest. They use to arrive after sunshine, it is just watching to the mountains, forest and listen the sound to understand this feeling is amazing.

It is always to discover life that nature offers us, just opening eyes and watch to her. 


Yolanda González 


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

"A paisagem do outono"


"Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu"
                                         Fernando Pessoa, 1932.

                Envolvidos já no outono... Esta estação se calhar é a mais generosa para a obtenção de lindos registos do meu recurso preferido, a paisagem! As cores cálidas que proporcionam as folhas a cairem, o movimento que as próprias producem na sua viagem desde as árvores até o sólo levadas pelo vento fresco e húmido, o sussuro constante da natureza, e a sensação de  que o inverno está a chamar à porta, geram no meu ver uma calma temporária. 

         A floresta originária da Madeira, a Laurissilva, não experimenta este fenomeno por ser esta uma floresta perinifólia. Por tanto, não poderia expor como exemplo. Mas devido às espetaculares paisagens que acontecem nesta estação nas florestas caducifólias, não podia deixar de homenagear "A paisagem do outono".

 ©NTPL - Andrew Butler
Fonte: National Geographic

 ©NTPL - Andrew Butler
Fonte: National Geographic




Soledad Álvarez



Already involved in the autumn season ... This is perhaps the most generous for obtaining beautiful records of my favorite feature, the landscape! The warm colors that give the leaves fall, the movement's own producem in its journey from the trees to the soil cool and moist carried by wind, the constant whisper of nature, and the feeling that winter is calling the door generate in my view a temporary calm. 

The original forest of Madeira, Laurissilva, does not experience this phenomenon as this is a perinifólia forest. Therefore, could not explain as an example. But because of the spectacular landscape that happen this season in deciduous forests, could not fail to pay homage to "The landscape of autumn".

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Nova estagiaria!!

Olá, o meu nome é Marta e sou de Badajoz, Extremadura (España). Sou bióloga e tenho mestrado em Conservação da Biodiversidade. Desde a minha infância que gosto das aves e por isso sempre tentei trabalhar para a sua conservação, e pensei na SPEA como uma boa oportunidade. Esta estadia de 6 meses na Madeira vou fazê-la através de uma bolsa Leonardo da Vinci. Vim com a minha amiga Estefanía, que tem a mesma bolsa de estudos e vamos participar em vários projectos LIFE da SPEA, tanto ao nível da conservação marinha como da Laurissilva e aves de rapina. Estou desejando de começar!


Hello! I’m Marta and I’m from Badajoz, Extremadura (Spain). I’m biologist and MSc. in Conservation of Biodiversity. I enjoy birds since I was a child, and I always tried to work in their conservation; in the SPEA-Madeira I have the opportunity thanks to a Leonardo da Vinci grant. I will be in Madeira for 6 months, with a good friend, Estefanía, who has the same grant, working in a great amount of LIFE projects, spending our time in marine and Laurisilva conservation. I really want to start!!

 Em Espanha tenho trabalhado em projetos de conservação de Pega-azul ibérica com a Universidade de Extremadura, colaborei num projeto de alimentação de corujas no Parque Nacional de Doñana, participei em projetos para as aves migratórias na zona húmida de Atapuerca e tenho desenvolvido estudos sobre a situação de conservação de uma área florestal da região sul da Salamanca.


 In Spain I have worked with Iberian blue-winged magpie conservation projects at Universidad de Extremadura, in owl alimentation project in Doñana National Park; I have taken part in the study of migratory birds at Atapuerca's lagoon, and I have conducted a study about conservation status of a forestry area on the South of Salamanca.

 Também, no ano passado tive a sorte de conseguir uma bolsa de cooperação para o desenvolvimento no Paraguai, onde trabalhei desenvolvendo um projeto de formação de alunos em investigação e anilhagem de aves no Parque de San Rafael, uma das últimas áreas onde a Mata Atlântica se mantém, além de ser uma professora da Universidade Nacional de Asunción.


 Also, the last year I got a development cooperation grant in Paraguay, where I have worked in a formation project, teaching some students about basic investigation and bird banding, in San Rafael National Park, one of the last remains of Atlantic Forest. In addition, I was teaching in the Universidad Nacional de Asunción.



 Espero continuar a aprender no meu tempo na SPEA-Madeira. Nunca trabalhei com aves marinhas, mas eu realmente quero trabalhar nos projetos marinhos. Eu também comecei a trabalhar no projecto LIFE Fura-Bardos (eu adoro as aves de rapina!), onde tive a oportunidade de conhecer o coração da Laurissilva no primeiro dia da minha estadia.
Realmente adorei tudo!

 I hope to continue learning in the time with SPEA-Madeira. I never have worked with seabirds, but I’m sure that I will enjoy it! As well, I have started to work in LIFE Fura-bardos project (I really love birds of prey!) where I have had the opportunity to discover the authentic Laurisilva forest in my first day of trainee. 

I really loved all!!