sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Como tirar uma boa fotografia de natureza?

Com motivo do Dia Mundial da Fotografia gostava de falar um pouco sobre o mundo da fotografia de natureza. Dentro de esta existem muitas modalidades técnicas como podem ser de paisagens, de aves, de mamíferos, de astronomia ou macrofotografia que nos permite observar pequenos detalhes de insetos como os seus olhos, antenas, pelos, ou também por exemplo os estames das flores. 

A beleza da natureza é motivo suficiente para praticar uma atividade tão fascinante e científica como é a fotografia naturista, porque podemos plasmar e admirar essa perfeição do mundo que nos rodeia. 
Para poder tirar boas fotos da natureza, devemos ter uma câmera capaz de se adaptar a uma vasta gama de condições, captar primeiros planos ou objetos distantes.  As máquinas reflex são as preferidas dos fotógrafos de natureza porque podem-se mudar os objetivos de acordo com o tipo de fotografia que desejamos. 

Antes de disparar o mais importante é medir e ter em conta a exposição (EV), ou seja a quantidade de luz que chega ao sensor da máquina de fotos. Isso vai determinar a luminosidade da imagem captada, que depende dos seguintes parâmetros:

- Intensidade da luz ambiental: é mesurada pelo fotómetro da câmera. Podemos modificar-lha usando refletores, flash, abrindo janelas, ligando as lâmpadas, etc.   

- Abertura do diafragma (F): o seu valor corresponde á relação entre a distância focal do objetivo e o diâmetro do diafragma. Nas câmeras simboliza-se com a letra F. Os números mais baixinhos implicam diafragmas mais abertos, e por tanto deixam passar mais luz. 

- Velocidade de obturação (s): implica o tempo (em segundos) que obturador está aberto. Os valores de tempo muito altos significam mais entrada de luz, porque o obturador está muito tempo aberto e consegue captar muita luz. 

- ISO: a luminosidade da imagem pode ser modificada mediante uma amplificação eletrónica. A mais alta ISO, aparentemente as imagens estão mais expostas, mas também aumenta o ruído e a qualidade da imagem não é tao boa.  Segue uma tabela mostrando os parâmetros que podem ajustar a câmera para otimizar a exposição.


Abertura do diafragma
Velocidade de obturação
Amplificação
Unidade
Número f
Tempo de exposição (s)
Ajusto ISO

Valores
1,4     2     2,8     4  
5,6     8     11     13 
16     22     32
15   8   4   2   1   ½ …
1/60   1/125   1/250 …
1/1000   1/2000 …
50    100   200
400   800
1600  3200
Valores altos
+ profund. de campo
Fotos em movimento
Imagens com ruído
Valores baixos
- profund. de campo
Movimento congelado
Imagens nítidas


Em base a quantidade de luz ambiental e a combinação de estos três ajustes, o processador da máquina informa do valor da exposição (EV), que mede-se em passos (-3, -2, -1, 0, +1, +2, +3). Os valores baixos indicam subexposição, ou seja, menos luz e por tanto a imagen vai ficar escura. Pelo contrario, valores altos indicam sobreexposiçao, ou seja mais luz e por tanto a imagen vai sair muito clara o até queimada. 

Para que uma imagem seja boa, avaliam-se três aspetos:
- A luz (3 sobre 10) deve ser a correta. Tem de ser uma imagem com a quantidade precisa (exposição certa) de luz de boa qualidade.
- Composição (5 sobre 10): ainda existem normas para uma boa composição (regra dos terços) é uma questão muito subjetiva. Aquí a criatividade do autor pode expressar-se livremente.
- O momento (2 sobre 10): Representa aquilo que faz que uma foto seja única e irrepetível. Em fotografia de natureza pode ser a captura dum comportamento como engolir a pressa, limpar as penas, a presença de um polinizador, etc.



10 dicas básicas:  

  • Sempre que seja possível é melhor usar um trípode porque oferece uma qualidade de imagem mais alta, especialmente com sujeitos estáticos como flores e paisagens. Também dá bons resultados com telas de aranha, erugas, borboletas ou inclusive libélulas já que estas podem fugir, mas em breve voltam a pousar-se no mesmo ramo. 
  • Enfoca sempre os olhos do individuo. É importante que os olhos do sujeito vejam-se nítidos, porque se não pode-se produzir uma sensação estranha, como de absência de vida. 
  • Para fotografar em detalhe coisas muito pequenas é imprescindível um objetivo macro. Também pode ser de ajuda o uso de flash. 
  • As fotos com céu e terra podem melhorar muito com a utilização de um filtro, para compensar as zonas escuras ou com muita sombra das zonas do céu muito iluminadas. 
  • Sempre tentar que o histograma da fotografia esteja o mais deslocado possível á direita para não perder informação da imagem. 
  • As horas mais uteis para tirar fotos são na saída e no por do sol, devido a intensidade da luz ambiental.
  • Podemos aproveitar o potencial dos dias de mau tempo como tempestades. 
  • A linha do horizonte sempre tem que estar reta!
  • As imagens verticais e os elementos de primeiro plano dão profundidade a imagem. 
  • Estudar a biologia e o comportamento dos animais que queremos fotografar é muito importante. Respeitar e tentar não perturbar os animais. E sobretudo ter muita paciência! 

Para ser um bom fotógrafo de natureza, seja de paisagens, d’animais, insetos, flores, fenómenos meteorológicos, entre outros, é um hobby que vai nos relaxar e vai surpreender pelos resultados e satisfações obtidas. Um fotógrafo dedicado a plasmar a vida dos animais selvagens comentou uma vez “as vezes o animal que estou a ver pelo meu visor é tao fascinante que esqueço-me de pressionar o disparador da câmera.”

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How to take a good photo of nature?

Because of the World Photography Day I would like to talk a little bit about the world of nature photography. There are many technical arrangements as may be landscapes, birds, mammals, astronomy or macro photography which allows us to observe small insects details like eyes, antennae, or also for example the stamens of flowers.

The beauty of nature is reason enough to practice an activity so fascinating and scientific as is the naturist photography, because we can admire this world perfection around us.
In order to take good photos of nature, we must have a camera able to adapt to a wide range of conditions, capture close-ups or distant objects. The reflex cameras are the favourite by nature photographers because it’s possible to change the objectives according to the type of photo you want.

Before shooting, the most important is to measure and take account of the exposure (EV),  the amount of light that reaches the photo sensor. This will determine the brightness of the captured image, which depends on these parameters:

- Intensity of ambient light: is gauged from the camera's exposure meter. We can modify it using reflectors, flash, opening windows, turning the lamps on, etc.

- Aperture (F): its value corresponds to the relationship between the focal length of the objective and the diameter of the diaphragm. Its symbol is the letter F. The lowest numbers imply more open diaphragms, and therefore let pass in more light.

- Shutter speed (s): means the time (in seconds) that the shutter is open. The high time values means more light, because the shutter is open too long and can capture plenty of light.

- ISO: image luminosity can be adjusted by an electronic amplification. At higher ISO apparently the images are more exposed, but also increases the noise and the image quality is not so good. Following is a table showing the parameters that can set the camera to optimize the exposure.


Aperture
Shutter speed
Amplification
Units
Number f
Exposure time (s)
ISO

Values
1,4     2     2,8     4  
5,6     8     11     13 
16     22     32
15   8   4   2   1   ½ …
1/60   1/125   1/250 …
1/1000   1/2000 …
50    100   200
400   800
1600  3200
High values
More field depth
Fotos in movement
Noisy image
Low values
Less field depth
Frozen movement
Clear image


On the basis of the amount of ambient light and in combination of these three settings, the processor system informs of the exposure value (EV), measured as (-3, -2, -1, 0, + 1, +2, +3). Low values ​​indicate underexposure, less light and therefore the image will become dark. On the contrary, high values ​​indicate overexposure, more light and therefore the image will come out very clear until burned.



For a good image, are evaluated three aspects:
- Light (3 of 10) must be correct. It must be an image with the precise amount (right exposure) of good quality light.
- Composition (5 of 10): there are still rules for good composition (rule of thirds) is a very subjective matter. Here the creativity of the author can express themselves freely.
- The moment (2 of 10): Represents what makes a picture unique and unrepeatable. In nature photography can be the capture of behaviour like swallowing a hurry, clean the feathers, the presence of a pollinator, etc.



10 basic tips:

  • Whenever possible it is best to use a tripod because it offers higher image quality, especially with static subjects like flowers and landscapes. It also gives good results with spider screens, butterflies or even dragonflies; they can get away, but soon returned to land on the same branch.
  • Always focuses the eyes of the individual. It is important to see the subject's eyes clear, because it can produce a strange feeling, as an absence of life.
  • For shooting in detail very small things is essential macro objective. It can also be helpful the use of flash.
  • Photos with sky and earth can be greatly improved by the use of a filter to compensate the dark areas or very shadow of the brightly sky areas.
  • Always try the photography histogram is as shifted to the right as possible not to lose image information.
  • The most useful hours to take pictures are the exit and at sunset because the intensity of ambient light.
  • We can take advantage of the potential of bad weather such as storms.


  • The skyline always has to be straight!

  • Vertical images and foreground elements give depth to the image.
  • To study the biology and behaviour of animals we want to photograph is very important. Respect and try not to disturb the animals. And above all a lot of patience!
To be a good photographer of nature, whether landscapes, animals, an insect, flowers, weather phenomena, among others, is a hobby that will relax and surprise us for the obtained results and satisfactions. A dedicated photographer of wildlife once said "sometimes the animal that I see through my viewfinder is so fascinating that I forget to press the camera shutter."

Garajaus

Os garajaus são aves marinhas de dimensão pequena-media, elegantes, com asas longas, estreitas e pontiagudas, cauda geralmente longa e forcada, e com bico comprido e pontiagudo. Excelentes voadoras, algumas recorrem, em migração distancias muito longas, depois das migração, podemos observar as aves exaustas. O voo é leve e elegante, peneiram frequentemente antes de mergulharem na água para capturas peixes, mas não se deslizam no ar, e só raramente nadam como as gaivotas.
Na checklist da Madeira, podemos encontrar 3 especies, o Garajau-comum que como seu próprio nome indica é comum na Madeira, o Garajau-rosado (S. dougallii) que é raro, istas duas especies se trata de especies com nidificação confirmada, pelo que será em las que nos centraremos. Por ultimo, temos o Garajau-do-árctico, que realmente é muito raro na Madeira, é só de forma estacional, pelo que simplesmente o citaremos.

Garajau-rosado

Os adultos reprodutores apresentam uma mancha preta na cabeça e uma tonalidade rosada no peito (donde deriva o seu nome). No início da época de reprodução o bico é completamente negro, mas após a eclosão das crias, a sua base torna-se vermelha. Em voo e à distancia os indivíduos parecem quase brancos. Na realidade, a parte superior do corpo é de um cinzento muito claro. A cauda é branca e bifurcada com guias mais longas que as do garajau comum. As dimensões desta espécie são ligeiramente inferiores às do garajau-comum. Em média os indivíduos pesam 119 g e têm uma envergadura entre 76 e 79 cm.

Na ilha da Madeira, a espécie nidifica de forma residual, estando ausente durante o inverno. Na Madeira a nidificação é tendo sido recentemente confirmada (2011), num ilhéu em frente à zona hoteleira a oeste do porto do Funchal, chamada Lido. Em 1982 a espécie nidificava na Selvagem Pequena e no ilhéu de Fora, não tendo sido confirmada a nidificação nestes locais em anos recentes.


A maioria dos reprodutores europeus, incluindo as aves da Macaronésia, inverna ao longo da costa ocidental africana. Na época quente do hemisfério Norte podem ser encontradas na Europa (Irlanda, Inglaterra e Açores) e desde a América do Norte à Venezuela. No Inverno boreal migram para a costa oriental da América do Sul e África do Sul.

O período reprodutor decorre entre Abril e Julho, época em que esta se encontra principalmente nas proximidades das colonias de reprodução,  tanto em águas calmas e baías abrigadas, como em zonas mais expostas e oceânicas, podendo formar bandos mistos com o garajau-comum.
Os ninhos situam-se em locais protegidos por rochas, como é o ilhéu do Lido, mas os ovos (normalmente, um ou dois) são depositados diretamente no chão. A migração para os territórios de invernada decorre principalmente em agosto, diminuindo o fluxo de aves ao longo do mês de setembro.

As suas presas preferenciais são pequenos peixes, principalmente, agulhão, chicharro, peixe-agulha e peixe-pau. Em menores quantidades, ingerem também peixes mesopelágicos que efectuam migrações verticais (nomeadamente, mictofídeos).
A ocupação destas colonias pode variar bastante de ano para ano. Estas aves são muito vulneráveis à presença humana, principalmente durante os períodos de postura e incubação. São territoriais e quando perturbados defendem o ninho com agressividade, chegando mesmo a bicar os intrusos.

Garajau-comum

O garajau-comum pesa em média 136 g e possui uma envergadura de asas de 79 cm. O adulto reprodutor apresenta uma mancha preta na cabeça e o bico vermelho com a extremidade negra. O corpo é cinzento claro na parte superior e branco na parte ventral. A cauda é branca e bifurcada e o lado inferior das asas apresenta um bordo preto ao longo das primárias.

A sua nidificação ocorre em colónias situadas em falésias costeiras e em ilhéus, mas também em praias de areia ou calhau. . Na Arquipélago da Madeira nidifica em todos os grupos de Ilhas, (Madeira, Porto Santo, Desertas e Selvagens),


O período reprodutor decorre entre Abril e Agosto. A postura é constituída por 2 a 3 ovos e é feita diretamente no chão. Caso o substrato seja moldável o adulto prepara primeiro uma pequena depressão.

Imagem tomada pela estagiaria Sara Gomes, no Porto Moniz, onde o garajau-comum, tem nidificação confirmada.

Estas aves são muito vulneráveis à presença humana, principalmente durante os períodos de postura e incubação. São territoriais e quando perturbados defendem o ninho com agressividade, chegando mesmo a bicar os intrusos. Na Madeira a perturbação humana na área envolvente às colonias, e a presença de predadores naturais e introduzidos, como os ratos, são as principais ameaças para a espécie.

A sua dieta pode variar consideravelmente entre colonias e de ano para ano. As suas presas principais são pequenos peixes como os chicharro. Em menor quantidade, podem também alimentar-se de agulhões, trombeteiros, peixes-agulha e gorazes. Por vezes pode também ingerir peixes mesopelágicos que efetuam migrações verticais (por exemplo, mictofídeos).
No Hemisfério Norte, a sua área de distribuição abrange a América do Norte (costa Leste), Europa e Ásia Central. No Inverno boreal migram para o hemisfério Sul. As aves que nidificam na Macaronésia invernam nas costas sul-americanas, ao passo que as restantes populações europeias invernam nas costas africanas. Existem casos de invernada na Macaronésia, contudo a origem dos escassos indivíduos observados é desconhecida.



Esquema para a identificação dos adultos das duas especies de garajaus no verão

Bibliografia:

atlasdasaves.netmadeira.com
atlasavesmarinhas.pt
horta.uac.pt
Romano et al., Birds of Madeira and the Selvagens (1995-2010)

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Catástrofes | Planejamento ou a improvisação?

A ilha da Madeira tem tido ao longo dos últimos 5 anos, um após incêndios em várias áreas do território, no entanto, durante a semana de 08 de agosto deste mês, ocorreu um dos maiores incêndios da história dos Madereinses, que ele teve seu desenvolvimento a um clima de massas de ar quente de alta velocidade.

Depois de chegar ao University Residence onde atualmente ficado, rapidamente começou a sentir a atmosfera de preocupação e de emergência gerada pelos primeiros focos de incêndio no interior da ilha (primeira ocorreu em São Roque). carros de bombeiros foram ouvidas a partir da cozinha e olhando para o oeste podia ver uma enorme nuvem de preto e laranja que se movia em direção ao centro do Funchal. Pessoalmente, até certo ponto, eu me senti calmo e eu sabia que os funcionários dentro da residência, bem como pública e condução de um plano de emergência preventiva, o que, pelo menos nesta situação não aconteceu como eu pensava. Primeiro na residência, a área da recepção, que, antes de medidas de alerta improvisado caráter, devemos fechar todas as janelas de ambas as áreas comuns e os quartos, sem saber onde ficar ou reunião identificar áreas dentro do gabinete. Para ir para a rua, comecei a fazer se eles marcaram áreas encontram desastre ou estradas que levam a áreas de abrigo, que não puderam observar qualquer, carros e motos subiram pelas ruas em alta velocidade através da geração de área que as pessoas não podiam se mover, alguns bares e restaurantes foram geralmente servindo clientes (principalmente turistas) enquanto observavam calmamente enquanto o fogo se espalhou pelas colinas de Funchal, muitas pessoas correram, alguns andou chorando pela perda de suas casas e lodgments que enfrentam esses mesmos, juntamente com os outros na residência poderia ajudar um deles, uma pessoa maior de idade quando seu hotel foi atingido pelas chamas, perdendo tudo, levando à residência para que ele pudesse passar a noite durante esse noite.

Ele não entendeu a ajuda nula de os garçons que eram contra o seu ser que, talvez mais do que nunca recebidos calorosamente enquanto ele caminhava por aquela rua. Estava ciente de que a acessibilidade às áreas de fogo era complexo para os bombeiros, incluindo, a ilha mantém um relevo acidentado que dificulta o acesso a determinados pontos do mesmo. Perante isto, no ar foram observadas não hidroaviões ou quaisquer outros meios que iria ao ar antes do incêndio, sendo que não era a primeira vez que aconteceu um evento como este.
Embora essa perspectiva própria, que já relatei é mais pessoal do que geral, em que entidades relevantes conseguiu abordar a catástrofe em um bom caminho, muitas medidas de emergência trabalhou para o conceito de "auto-gestão" e cultura pessoal sobre como se comportar para estes situações, o que até certo ponto é positivo que os inquilinos da ilha entender os procedimentos de emergência, mas a minha pergunta era: se um dos potenciais da ilha gira em torno do turismo e o abrigo de outras pessoas de diferentes culturas, como eu pode e deve se comportar em um contexto no qual eu tenho pouco conhecimento sobre procedimentos preventivos antes de um desastre? Devo confiar em minhas habilidades e noções de segurança e me proteger pessoalmente?



                                     Vista para o centro histórico do Funchal. 
                                               Fonte: Próprio Autoria.


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Catastrophe | Planning or improvisation? 

Madeira Island has had during the last 5 years a followed by fires in different areas of the territory, however, during the week of August 08, this month, has been one of the more large fires in the history of the Madereinses, which had its development before a climate of warm air masses from high speed. 
After arriving at the University residence where currently we stayed, quickly began to feel the atmosphere of concern and emergency generated by the first pockets of fire to the interior of the island (first occurred in São Roque). Is listened them trucks of firefighters and from the kitchen that looked towards the West is could spot a huge cloud of color black and orange that is moved towards the Centre of Funchal. Personally, to some extent, I felt quiet since he knew that officials within the residence as well as the public already handled a preventive emergency plan, which, at least in this situation, did not take place as I thought. In the residence, the reception area which, with improvised character alert measures, we should close all the windows, both the common areas and rooms, not knowing where to stay or identify areas of meeting within the enclosure.
Out onto the street, I began to see if they had marked meeting disaster areas or that roads lead to areas of shelter, which I could not observe any, automobiles and motorcycles rose through the streets at high speed by the area generating that people could not move, some bars and restaurants were still normally attending guests (mostly tourists) while they watched calmly as the fire spread through the mountainous terrain of Funchal , much people ran, some walked crying before the loss of their homes and places of lodging facing these same, together with others people of it residence could help to an of them, a person greater of age that its hotel had been reached by them flames, losing all, carrying it to the residence so could overnight during that night.
Not understood it null helps of the waiters that is were facing she being that perhaps, more than any time it greeted cordially while walked by that street. I had knowledge that the accessibility to the fire zones was complex for firefighters, inclusive, the island maintains a rugged geomorphology which hinders access to certain points of it. Before this, in the air not is watched seaplane or any other half air that gave facing the fire, being that not was first time that occurred an event as this.

Although this perspective which I have told is more personal than general, where corresponding entities were able to deal with the catastrophe in a good way, many emergency measures operated by concept of "self-management" and personal culture about how to behave in these situations, which, to a certain extent is positive that tenants of the island include emergency procedures , but my question was: If one of the potentials of the island revolves around tourism and to the shelter for other people from different cultures, how I can and I must behave in a context over which I have a low awareness of preventive procedures to a disaster? I rely on my skills and notions of safety and personal way to protect me?



5 espécies endémicas da Madeira (II)

Seguem mais 5 plantas endémicas da Madeira que conseguí observar durante o percurso pedestre realizado com o Club Pés Livres Madeira desde o Pico Ruivo até a Ribeira Funda São Jorge passando por Pico Coelho, Pico Milhafre e Pico Canário. 

Erva-arroz  (Sedum farinosum):
Familia Cassulaceae

Considera-se uma planta alpina porque encontra-se em rochedos a partir dos 900 e até 1.800 metros de altitude, nos picos da região central de Madeira. Por tanto, forma parte da comunidade de vegetação rupícola de altitude. Pode crescer em sítios muito secos, sempre ensolarados, mas pode suportar temperaturas mínimas e até leves geadas no inverno.

O seu nome deve-se á aparência farinhosa das folhas, parece que tenham pó branco. Também pela forma de grão de arroz. 

É uma erva perene de porte baixo, até 15 cm, rastejante formando tapetes. Os ramos são rasteiros, lenhosos e nús na base, dispersamente ramificada. As folhas glabras (sem pelos) dispersas a suberectas, estão aglomeradas nas extremidades dos ramos, alternadas em quatro a seis linhas espirais, de 3 a 7 mm, oblongas a obovadas, geralmente tornando-se tingidas de vermelho nos ramos. Flores grandes e brancas, geralmente com inflorescências de vermelho com ramos bifurcados, começam a aparecer no início do verão (junho). Tem uns 12 mm de diagonal, são sésseis (sem pedúnculo), e agrupadas em cimeiras de poucas flores. Tem 5 pétalas de 5 a 8 mm com anteres de cor púrpura escuro. 

Atualmente Sedum farinosum encontra-se ameaçada e por tanto ao abrigo e proteção da Diretiva Habitats da União Europeia. 

Ensaião (Aeonium glandulosum):
Familia Crassulaceae

Como a Erva-arroz, o Ensaião também forma parte da comunidade permanente de vegetação rupícola de altitude, porque ocorre em substratos verticais rochosos acima de 1.650 m.s.m. Prefere solos bem drenados, é tolerante á exposição solar e a sequia, sobretudo no verão. 

É uma planta herbácea, glandular-pubescente, bienal ou perene, aromática com forte cheiro a balsamo. Caule muito curto oculta pelas folhas, ocasionalmente estolonífero. As folhas agrupam-se numa roseta muito imbricada de 30 a 45 cm de diâmetro, mais ou menos achatada tipo prato, mas tornando-se com forma de cúpula centralmente quando se aproxima a época de floração (Junho a Agosto). Folhas obovadas a romboidal-espatuladas, suculentas, de margens ciliadas, verde-brilhantes, por vezes tingidas de vermelho-acastanhado. Numerosas flores são dispostas numa inflorescência com ramos espalhados que emerge do centro da roseta. As pétalas são amarelas, por vezes externamente tingidas de vermelho, duns 7-10 mm.

Muitos Aeoniums são monocárpicos, isso quer dizer que vai morrer após a floração. No entanto, os rebentos ou bulbos da planta que não floresceram vão sobreviver. Novas plantas podem ser propagadas a partir de uma roseta. 

A seiva é usada no tratamento de calos e também é aplicada externamente para feridas provocadas por quedas, golpes, pancadas.

Gerânio da Madeira (Geranium rubescens/ syn. G.yeoi):
Familia Geraniaceae

 Planta herbácea com máxima altura até 45 cm. Embora seja bienal, pode autopolinizar-se para perpetuar-se e ter um período de floração muito mais longo.  

Apresenta folhas lobuladas muito marcadas, características do género Geranium, com caules compridos e as vezes vermelhos que saem de uma roseta central. 
As flores são cor-de-rosa e florescem no fim de primavera e início de verão. 

Existem mais duas espécies de gerânios muito parecidos com o Geranium rubescens também endémicos da ilha da Madeira; Geranium palmatum e Geranium madeirense.

Atualmente na ilha da Madeira o Geranium rubescens, dentro das categorias de ameaças, está catalogada como Vulnerável, ouseja que corre o risco de passar às outras categorias piores (sensível á alteração do seu hábitat ou em perigo de extinção),  num futuro próximo se persistirem os factores de ameaça. Ainda assim, é relativamente facil de ver nos percursos das levadas onde ha exposiçao solar nao é muito intensa. 

Curioso é que esta especie foi introduzida devido ao seu valor em jardinagem em áreas como EUA e Inglaterra. 


Urze-das Vassouras (Erica platycodon ssp. maderincola):
Familia Ericaceae



É um arbusto que forma urzais de altitude de porte arbóreo com até 9 metros. perenifólio, muito ramoso, de caules até 20 cm de diâmetro e rebentos glabrescentes. Trata-se de uma subespécie endémica da ilha da Madeira, muito comum nas comunidades de substituição das florestas da Laurissilva. Embora gostem de alguma humidade, suportam bem as secas estivais, também não se incomoda com o frio porque aguentam estoicamente as baixas temperaturas e a neve das regiões montanhosas mais altas. Desempenha um papel fundamental na fixação de nevoeiros, provocando a sua condensação e posterior infiltração e armazenamento da água no lenço freático.

Folhas lineares de 1 cm mais ou menos e verticiladas. As flores são rosadas de corola largamente campanulada. As urzes florescem de forma abundante e generosa de abril a junho. E cada pequena flor está provida de um disco nectarífero, cujo néctar atrai vários tipos de insetos induzindo os processos de polinização. 

Ao longo dos tempos e devido à sua madeira extremamente dura, teve diversas utilizações agrícolas mas também em embutidos. Tal como o seu nome sugere, Urze das Vassouras, é utilizada no fabrico de vassouras, em vedações e como lenha. Os troncos desta urze fornecem muito bom carvão, e os seus ramos são usados como combustível. 

Outro beneficio obtido é em parte graças as abelhas que produzem mel com sabor predominante a urze. 

A urze contém flavonoides com ação anti-inflamatória, calmante e antialérgica, com ação antioxidante e antissética, com especificidade para as vias urinárias. Além disso, contém taninos que tem uma ação adstringente e regeneradora dos tecidos, protetora da pele e cabelo.
Vários estudos publicados no Journal of Environmental Pathology, Toxicology and Oncology, em 2012, confirmaram o seu efeito fotoprotetor. Um gel obtido a partir da urze demonstrou um efeito protetor da pele contra os raios UVB.

O extrato aplicado na pele, 30 minutos antes da exposição solar, teve ação anticancerígena, antioxidante e anti-inflamatória, reduzindo o número de queimaduras solares comparativamente ao grupo placebo. 

Cedro-da-Madeira  (Juniperus Cedrus ssp.maderensis):
Familia Cupressaceae


Dados mais recentes dos Livros Vermelhos (Bañares et al 2008, Moreno 2008) e listas de verificação (Rivas-Martínez et al 2002, Borges et al 2008) reconheceram duas subespécies: Juniperus cedrus Webb & Berthel. ssp. cedrus restrita as Ilhas Canárias e Juniperus cedrus ssp. maderensis (Menezes) Rivas Mart., Capelo, J. C. Costa, Lousã, Fontinha, R. Jardim & M. Seq restrito na Madeira.

Apresenta-se como uma árvore dióica com folhagem persistente, que pode chegar aos 20 metros de altura. Apresenta um tronco acastanhado e ramos pendentes. As folhas são pequenas e em forma de agulha, com duas riscas brancas na página superior. Encontram-se dispostas em verticilos de 3. Os frutos são gálbulos mais ou menos globosos, com cerca de 1 centímetro de diâmetro, de cor acastanhada ou avermelhada quando maduros. Apresenta floração: Janeiro a Março.

Aquando da descoberta da ilha da Madeira era mais abundante do que hoje em dia dado que restam escassos indivíduos na natureza, mas atualmente está considerada em perigo por os critérios da IUCN. Ao longo dos tempos a madeira do cedro-da-Madeira, dado a sua excelente qualidade: cor amarelado-dourada ou avermelhada e qualidade aromática foi muito utilizada no passado em carpintaria e em marcenaria, tendo sido inclusivamente usada em alguns dos edifícios históricos do Funchal  (Sé e Velha Alfândega). A sua raridade atual impede qualquer tipo de explotação.

A subpopulação da espécie na Madeira ocorre em paredes rochosas exposta acima da linha de árvores de floresta laurissilva acima de 1.400 m de altitude. Existem pequenas populações naturais com um número estimado de indivíduos adultos inferior a 50. Na Madeira não há estudos para determinar se existe ou não regeneração, no entanto, após a remoção de cabras nos últimos anos, as taxas de recuperação de vegetação são muito encorajadoras.

O padrão de distribuição atual e a presença exclusiva nos locais quase inacessíveis reflecte a perturbação humana no passado. Mesmo no século XV já havia preocupações sobre o corte excessivo desta espécie. Restrições à colheita dessa espécie foram ineficazes; de acordo com Silva e Menezes (1946) ainda havia alguns pequenos bosques de J. cedrus até o final do século XIX, mas a árvore tinha quase desaparecido nas primeiras décadas do século XX. 

Como medidas de conservação é protegido dentro do Parque Natural da Madeira (Natura 2000), onde todas as cabras foram removidas acima de 1.400 m sob a autoridade da Direção Regional de Florestas. Isto teve um efeito positivo sobre a vegetação em geral, mas como J. Cedrus é uma árvore de crescimento lento, os benefícios não são susceptíveis de ser visto por vários anos.



Distribuição das espécies en altitude

A localização geográfica e as condições edafoclimáticas da Ilha da Madeira, permitem a existência de inúmeros ecossistemas, aos quais perfazem vários habitats, onde as diversas espécies da flora desenvolvem os seus ciclos de vida, existindo assim uma floresta pluriestratificada e rica em biodiversidade.

 A floresta da Madeira compreende vários andares de vegetação, em diferentes altitudes, a norte e a sul, (como se indica no quadro abaixo colocado), com diversos microclimas.




Muitas plantas que crescem na comunidade de vegetação de altitude (1300 – 2000 m) encontram-se perfeitamente adaptadas a um rigoroso clima, dado que pontificam as grandes amplitudes térmicas e os ventos intensos. As mais características são Aeonium glandulosum e Sedum farinosum, mas também podemos encontrar o massaroco (Echium candicans). Nos pequenos terraços naturais abrigados dos ventos florescem a erva de coelho (Pericallis aurita), a roseira-brava (Rosa mandonii) e o piorno (Genista tenera). Também predominam os urzais de altitude de Erica arborea e Erica platycodon ssp. maderincola, que ocupa aproximadamente cotas acima de 1400 m.

A comunidade da Laurissilva, desempenha um papel muito importante na captação de água através da pluviosidade oculta graças aos nevoeiros e contribuírem para a fixação do solo, combatendo a erosão. Esta floresta tem uma formação com características higrófilas (vegetação adaptada a grande humidade) bem desenvolvidas. Tem uma distribuição que vai dos 300 aos 1300 metros de altitude. Ocupa áreas de humidade relativa mais elevada da Ilha (quase sempre acima dos 85%), o mesmo se pode dizer quanto à precipitação (mínimo de 1700 mm/ano) e com frequência de nevoeiros. Tem uma grande diversidade florística. Nas clareiras, florescem arbustos e pequenas plantas herbáceas de flores muito atraentes, tais como a orquídea-da-serra (Dactylorhiza foliosa), os gerânios (Geranium maderense, o Geranium palmatum e o Geranium rubescens) e a doiradinha ou ranúnculo (Ranunculus grandiofolius), entre outras.


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5 endemic species of Madeira (II)

Here are five more endemic plants of Madeira that were able to observe during the walking tour from Pico Ruivo to Ribeira Funda São Jorge passing through Pico Coelho, Pico Milhafre and Pico Canario.


Erva-arroz  (Sedum farinosum):
Family Cassulaceae

It is considered an alpine plant because it grows in rocks since 900 to 1800 meters, in the peaks of the central region of Madeira. It can grow in very dry, always sunny sites, but can bear minimum temperatures and even light frosts in winter.

The name is because of its floury appearance of the leaves, it seems to have white powder. And also the shape of a rice grain.

It's an herbaceous perennial herb, reaching up to 15 cm, forming carpets. The branches are creeping, woody and bare at the base, sparsely branched. The leaves are glabrous (hairless), bonded at the ends of branches, in four to six alternate spiral lines of 3 to 7 mm, obovate to oblong, sometimes red at the extremities.  White flowers, usually with red inflorescences with forked branches, begin to appear in early summer (June). The flowers size is 12 mm diagonal and they are sessile (without peduncle), and grouped in few flowers. It has 5 petals 5-8 mm with dark purple anthers.

Currently Sedum farinosum is threatened and therefore under the protection of the UE Habitats Directive.

Ensaião (Aeonium glandulosum):
Family Cassulaceae

As the Herva-arroz, ensaião also form part of the permanent community rupicolous altitude vegetation, because it occurs on rocky vertical substrates above 1000 m.s.m. It prefers well-drained soils, is tolerant to the sun exposure and drought, especially in summer.

It is an herbaceous plant, glandular-pubescent, biennial or perennial, aromatic with a strong smell of balsam. Stem very short hidden by the leaves, occasionally stoloniferous. The leaves are grouped in a very imbricated rosette 30-45 cm of diameter, more or less flattened type dish, but centrally domed when the flowering season is approaching (June to August). Leaves obovate to rhomboidal-spatulate, succulent, with ciliated margins, bright green, sometimes tinged with red-brown. Numerous flowers are arranged in inflorescences with spreading branches emerging from the center of the rosette. The petals are yellow, sometimes externally dyed red, duns 7-10 mm.

Many Aeoniums are monocarpic, that means it will die after flowering. However, bulbs or corms of plants which do not flower will survive. New plants can be propagated from a rosette.

The sap is used to treat corns and is also applied externally to wounds caused by falls and blows.

Geranium of Madeira (Geranium rubescens/ syn. G.yeoi):
Family Geraniaceae

Herbaceous plant with maximum height up to 45 cm. Although is biennial, it can autopolinate itself to perpetuate and have a much longer flowering period.

It shows very marked lobed leaves, characteristic of the genus Geranium, with long and sometimes red stems leaving from a central rosette. The flowers are pink and bloom in late spring and early summer.


There are two species more of geraniums, also endemic of Madeira and very similar at Geranium rubescens; Geranium palmatum and Geranium madeirense.

Currently in Madeira, Geranium rubescens, within the categories of threats, it is listed as Vulnerable, it means that is threatened to be moved to the other worst categories (sensitive to change in their habitat or endangered) in a near future if they persist the threat factors. Still, relatively easy to see across the route taken speacially where there the sun exposure is not very intense.

Interestingly, this species was introduced due to gardening value in areas such as USA and England.

Besom heather (Erica platycodon ssp. maderincola):
Family Ericaceae



It is a shrub that forms altitude moorlands of size tree with up to 9 meters. Is evergreen, very branched with stems up to 20 cm in diameter and glabrescent shoots. It is an endemic subspecies of Madeira, very common in the communities of replacing forests of laurel. Although it likes some humidity, it cans support the summer droughts, also does not mind the cold because stoically put up with the low temperatures and snow of the high mountainous regions. Plays a key role in setting fogs, causing their condensation and subsequent infiltration and water in the water storage tissue.

Has linear verticillate leaves of 1 cm more or less. The pink flowers has a widely campanulate corolla. The heathers bloom abundantly and generously from April to June. And each little flower is provided with a nectary, which attracts many types of insects inducing the pollination process.

Over time and due to its extremely hard wood, it has several agricultural uses but also in embedded. As its name suggests, Heather of Brooms, is used in the manufacture of brooms, for fencing and as firewood. The trunks of this heather provide very good coal, and its branches are used as fuel.

Another benefit is obtained thanks to the bees that produce honey with predominant flavor Heather. 

Heather contains flavonoids with anti-inflammatory action, soothing and anti-allergic, antioxidant and antiseptic action, with specificity for the urinary tract. It also contains tannins that have an astringent action and regenerating tissue, protective skin and hair.

Several studies published in the Journal of Environmental Pathology, Toxicology and Oncology in 2012, confirmed their photoprotective effect. A gel obtained from Heather showed a protective effect of the skin against UVB rays.

The extract applied to the skin, 30 minutes before sun exposure, had anticancer action, antioxidant and anti-inflammatory, reducing the number of sunburn compared to placebo.

Cedar of Madeira (Juniperus Cedrus ssp.maderensis):
Family Cupressaceae


More recent data from Red Books (Bañares et al 2008, Brown 2008) and checklists (Rivas-Martínez et al 2002, Borges et al 2008) recognized two subspecies: Juniperus cedrus Webb & Berthel. ssp. cedrus restricted to the Canary Islands and Juniperus cedrus ssp. maderensis (Menezes) Rivas Mart., Capelo, J. C. Costa, Lousã, Fontinha, R. & M. Garden Seq restricted in Madeira.

It is presented as a dioecious tree with evergreen foliage, which can reach 20 meters high. It features a brown trunk and hanging branches. The leaves are small and needle-shaped, with two white stripes on the upper side. Are arranged in whorls of 3. The fruits are galbulus, about one centimeter in diameter, brownish or reddish colour when they are ripe. Presents flowering in January to March.


Upon Madeira island discovery, it was more abundant than today because few individuals left in the wild, but is currently considered endangered by the IUCN criteria. Over time the wood of cedar-of-Madeira, given its excellent quality: yellowish-golden or reddish color and aromatic quality was very used in the past in carpentry and joinery, and was even used in some of the historic buildings of Funchal (Cathedral and Old Custom). Its current rarity prevents any kind of exploitation.

The sub-population of the species in Madeira occurs on exposed rock walls above the line of laurel forest trees above 1,400 m altitude. There are small natural populations with an estimated number of adults less than 50. There are no studies to determine whether or not regeneration; however, after removal of goats in recent years, the vegetation recovery rates are very encouraging.

The current standard of distribution and exclusive presence in almost inaccessible places reflects human disturbance in the past. Even in the XV century there were concerns about the excessive cutting of this species. Restrictions on the harvest of this species were ineffective; according to Silva and Menezes (1946) there were still some small forests of J. cedrus until the late XIX century, but the tree had almost disappeared in the early decades of the XX century.

As conservation measures is protected within the Natural Park of Madeira (Natura 2000), where all the goats were removed above 1,400 m under the authority of the Regional Forestry Directorate. This had a positive effect on the vegetation in general, but as J. Cedrus is a slow-growing tree, the benefits are not likely to be seen for several years.


Distribuição das espécies en altitude

The geographical location and climate conditions of the island of Madeira, allow the existence of numerous ecosystems, which make up various habitats, where different plant species develop their life cycles, thus being a pluriestratificated forest and rich in biodiversity.
 The forest of Madeira comprises several floors of vegetation at different altitudes, north and south, (as shown in the table below placed) with various microclimates.


Many plants that grow at high altitude vegetation community (1300 - 2000 m) are perfectly adapted to a harsh climate, because of the large temperature ranges and strong winds. The most characteristic are Aeonium glandulosum and Sedum farinosum, but we can also find the (Echium candicans). In small natural terraces sheltered from the winds Bloom rabbit grass (Aurita pericallis), the Wild rose (Rosa mandonii) and Piorno (Genista tenera). Also dominated by altitude heather of Erica arborea and Erica platycodon ssp. maderincola, which occupies approximately above 1400 m.

The community of Laurel, plays a very important role in the uptake of water through the hidden rainfall thanks to fog and contribute to the establishment of the soil, fighting erosion. This forest has a formation with hygrophilous characteristics (adapted vegetation to high humidity) well developed. It has a distribution ranging from 300 to 1300 meters of altitude. It occupies areas of higher relative humidity of the island (almost always above 85%), the same for precipitation (minimum 1700 mm / year) and fog frequency. It has a great floristic diversity. In clearings, blooms shrubs and small herbaceous plant with very attractive flowers such as Orchid-da-serra (Dactylorhiza foliosa), Geraniums (Geranium maderense, Geranium palmatum and Geranium rubescens ) and Doiradinha (Ranunculus grandiofolius) , among others.

O estudo das penas para identificar espécies (I)


As penas são a característica mais evidente das aves. Representam um grande avanço evolutivo e a sua principal função é o isolamento térmico, permitindo manter a temperatura corporal constante. Tenhem uma grande flexibilidade e o seu peso é mínimo, aspeitos que facilitam o voo. Também promovem o contorno no corpo do animal, permitindo aerodinâmica. A plumagem protege as aves da radiação solar e da água. Aumentar a audição nalgumas rapinas nocturnas, produzir som nos noitibós-da-europa (Caprimulgus europaeus), transportar água para as crias (como o cortiçol-de-barriga-branca -Pterocles alchata-) são diferentes adaptações que os grupos específicos de aves forom desenvolvendo ao longo o tempo (Senar, 2004).

Cortiçol-de-barriga-branca recolhendo água com as penas especiais do seu peito

Como a plumagem tem diferentes funções, existem diferentes tipos de penas, a cada uma especializada numa função:

- Penas de contorno: são as penas típicas do corpo, entre elas as penas de voo, que são as penas das asas, as rêmiges, e as penas da cauda, rectrizes. As rêmiges podem ser primárias, quando estão localizadas na ponta da asa, ou secundárias, quando estão localizadas no antebraço. As penas terciárias actuam como uma coberta protetora para a totalidade ou parte das primárias e secundárias, pelo que não são conceituadas como penas de voo (Ferguson-Lees & Christie, 2001). Algumas espécies apresentam a álula, ou penas bastardas, que é um conjunto de penas localizadas no primeiro digito da asa, que permite aumentar a capacidade de manobras. 

- Plumulas: estão localizadas próximas à superfície do corpo, promovendo o isolamento térmico. São penas abundantes e macias, presentes sob as penas de contorno. Existem diversos tipos de plúmulas, as filoplumas são penas similares aos pelos dos mamíferos. São responsáveis por transmitir informações do ambiente para a ave, como posição e movimento.

- Semiplumas: penas intermediárias entre as penas de contorno e as plúmulas. Elas isolam o animal do ambiente e auxiliam no preenchimento do contorno do corpo.

- Penugem: geralmente não fica visível, cobre o corpo como uma subplumagem e tem a função de mantê-lo aquecido. É o principal plumagem nas crías ao nascer. 

- Cerdas: são penas modificadas, localizadas principalmente na base do pico e ao redor dos olhos. Além de proteger os olhos e as narinas, as cerdas desempenhan a função sensitiva. 


Para conheçer o comportamento trófico de animais que se alimentam de aves é fundamental o estudo das penas. As penas rêmiges e rectrizes são as maiores, com padrões de cores e formas específicas. Assím, o seu análise permite obter muitissima informação para identificar a espécie à que pertencem (Opdam, 1979; Newton & Marquiss, 1982). O número de estas penas varia para cada espécie mas normalmente as aves tenhem 10 penas primárias, 9 alguns passeriformes, e entre 9 - 25 secundárias. A cauda tem geralmente 10-12 penas (The Feather Atlas; Trail, 2001).


No seguinte post estudaremos as possíveis presas do fura-bardos na ilha de Madeira com algumas fotografías das suas penas rêmiges e rectrizes.


Bibliografía:

- Senar, J. C. 2004. Mucho más que plumas. Monografies del Museu de Ciències Naturals 2. Barcelona
- Ferguson-Lees, James & Christie, David A. (2001), Raptors of the World, London
- The Feather Atlas. U.S. Fish and Wildlife Service Forensics Lab
- Opdam, P. 1979. Feeding ecology of a Sparrowhawk population. Ardea, 66, 4.
- Newton, I., Marquiss, M. 1982. Food, predation and breeding season in Sparrowhawk (Accipiter nisus). J. Zool. 197.
- Trail, P.W. 2001. Wing Feathers. IDentification Notes for Wildlife Law Enforcement B-01-1. National Fish & Wildlife Forensics Laboratory, Ashland, OR.



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Feather study to identify species (I)


Feathers are the most obvious feature of birds. They represent a major evolutionary advance and its main function is the thermal insulation, allowing to maintain a constant body temperature. They are also flexible and its weight is minimal, making the flight possible. They also promote the contour in the animal's body, allowing aerodynamics. Feathers protect birds from solar radiation and water. Some special feathers allow to collect sound waves and directs those waves towards the ears in some nocturnal birds of prey, produce sound in European nightjar (Caprimulgus europaeus), carrying water for chicks during the breeding season (like the sandgrouse -Pterocles alchata-).. All of them are different feather's adaptations that specific groups of birds have been developing through the time (Senar, 2004).


As the plumage has different functions, there are different types of feathers, each specialized in a function:

- Contour feathers: the feathers forming the bird's outer body covering, including the flight feathers and the overlapping body feathers that produce the bird's smooth aerodynamic shape. The flight feathers are also known as remiges and the tail feathers as rectrices. The remiges can be primary, one of the wing's outer flight feathers, which are attached to the fused bones, or secondary, one of the wing's inner flight feathers, which are attached to the ulna bone in the bird's forearm. Tertial feathers are the innermost feathers of the wing, attached to the humerus bone in the bird's upper arm and act as a protective covering for all primary and secondary, so they are not considered as flight feathers (Ferguson-Lees & Christie, 2001). The alula is the freely moving first digit, a bird's "thumb", and typically bears three to five small flight feathers. When flying at slow speeds or landing, the bird moves its alula slightly upwards and forward, which creates a small slot on the wing's leading edge.

- Down feathers: are located near the body surface, promoting the thermal insulation. Feathers are soft, under the contour feathers. There are several types such as filoplumas, a hairlike feathers responsible for transmitting information from the environment to the bird, as position and movement. Chicks of some species are covered with down when they hatch.

- Semiplume feather: intermediate feathers among the contour feathers and down feathers. They fill in or smooth out the various contours of a bird's body while insulating it, and they also provide flexibility.

- Bristle feather: bristles are specialized feathers that are believed to perform a tactile function. They have a stiff, tapered rachis and few, if any barbs that appear only at the base of the feather. Bristles are usually found on the head or neck, often around the mouth or eyelids. 


To study trophic behavior of animals that feed on birds is essential the study of feathers. The remiges, rectrices and tail feathers are the largest, more colorful and easily recognizable of a bird. Thus, their analysis allows us to get great information to identify the species to which they belong (Opdam, 1979; Newton & Marquiss, 1982). The number of these feathers varies for each species but usually around 10 primary feathers, 9 in some songbirds, and between 9-25 secondaries. The tail typically has 10 -12 feathers (Atlas The Feather; Trail, 2001).


In the next post we will study the possible Macaroneasian sparrowhawks (Accipiter nisus granti) preys in Madeira island with some photographs of their feathers.


Bibliography:

- Senar, J. C. 2004. Mucho más que plumas. Monografies del Museu de Ciències Naturals 2. Barcelona
- Ferguson-Lees, James & Christie, David A. (2001), Raptors of the World, London
- The Feather Atlas. U.S. Fish and Wildlife Service Forensics Lab
- Opdam, P. 1979. Feeding ecology of a Sparrowhawk population. Ardea, 66, 4.
- Newton, I., Marquiss, M. 1982. Food, predation and breeding season in Sparrowhawk (Accipiter nisus). J. Zool. 197.
- Trail, P.W. 2001. Wing Feathers. IDentification Notes for Wildlife Law Enforcement B-01-1. National Fish & Wildlife Forensics Laboratory, Ashland, OR