quinta-feira, 16 de maio de 2019

Dia da Biodiversidade


No dia 22 de maio celebra se o dia da biodiversidade é um dia que tem como objetivo sensibilizar a população para a riqueza natural. A rápida destruição dos habitats e a ameaça ou o efetivo desaparecimento de algumas espécies criaram a necessidade urgente de se proteger o meio natural.

O Arquipélago da Madeira é um hotspot de biodiversidade no atlântico é desde há muitos anos conhecido pela sua beleza natural e rico património natural. Um estudo recente listou a ocorrência de mais de 7000 espécies e subespécies de fungos, plantas e animais terrestres neste arquipélago. Estes valores são notáveis particularmente se tivermos em conta o facto de muitos grupos de seres vivos serem ainda pouco conhecidos.

Conscientes do valor do património Natural do arquipélago da madeira no contexto global, as entidades públicas responsáveis pela gestão do território reconhecem como um importante desafio a conservação da natureza no Arquipélago.





sexta-feira, 12 de abril de 2019

Censo de Mantas 2019


A Manta ou Milhafre é uma subespécie endémica da Madeira é a maior ave de rapina diurna do Arquipélago da Madeira. No passado dia 6 e 7 de abril de 2019 realizou se o censo de mantas na Madeira e Porto Santo, estes dois dias fui de extrema dedicação a esta espécie. A população aderiu a iniciativa e fui um sucesso tivemos cerca de 150 voluntários a percorrer as nossas estradas de carro a pé, de mota e até de carro eléctrico. A manta é uma espécie que neste momento pensa-se que a sua população esteja estável, mas muito rápido pode entrar em declínio existe muitas áreas florestais que foram destruídas pelo homem e é necessário estar atento à população desta ave de rapina. Concluindo esta iniciativa tem uma ação de sensibilização tanto para as aves como na vertente ambiental.



sexta-feira, 8 de junho de 2018

Notícia sobre as aves marinhas


Notícia sobre as aves marinhas

Parte do meu trabalho na SPEA consiste em compilar e escrever notícias para publicar no facebook e as que dizem respeito às aves marinhas são, sem dúvida, as minhas favoritas. Assim sendo, vou partilhar aqui convosco uma dessas notícias que refere alguns dos perigos que as aves marinhas enfrentam em terra.

Ninho de Cagarra Calonectris borealis na Selvagem Grande

Ninho de Cagarra Calonectris borealis
na Selvagem Grande

As ameaças às aves marinhas não ficam apenas pela poluição dos oceanos, elas também enfrentam problemas em terra. Nas suas áreas de nidificação há cada vez mais intrusão humana, causada pelo aumento da procura de atividades de carácter recreativo, científico e de desenvolvimento. Estas atividades podem ter efeitos negativos na sobrevivência dos reprodutores individuais, bem como consequências a longo prazo no que diz à respeito à resistência das colónias. Para as crias que se encontram no ninhos, a presença humana pode causar stress, comprometendo o seu desenvolvimento do sistema imunológico.

Calca-mar

Cria de Calca-mar

Contudo, a sensibilidade à perturbação humana difere de espécie para espécie. As distâncias críticas de reação e as suas respostas comportamentais associadas variam de acordo com a espécie e com a ameaça percebida.

Saiba mais sobre estes impactos em http://datazone.birdlife.org/human-disturbance-at-seabird-colonies-has-a-range-of-impacts






News about seabirds


Part of my work at SPEA consists on writting news to publish on facebook and the ones about seabirds are definetly my favourites, so I am going to share here with you one of those news that mentions some of the dangers seabirds face on land.

Cory's shearwater Calonectris borealis
nest in Selvagens Islands

Cory's shearwater Calonectris borealis nest in Selvagens Islands


Threats to seabirds go beyond ocean pollution, they also face dangers on land. In their nesting areas human intrusion is constantly increasing, caused by the demand for recreational, scientific and development activities. These may have negative effects on the survival of individual breeding animals, as well as long-term consequences for the resistance of colonies. The human presence can also cause stress for the young ones in the nests, compromising the development of their immune system.

White-faced Storm-petrel
Pelagodroma marina

Young White-faced Storm-petrel 
Pelagodroma marina


However, sensitivity to human disturbance differs from species to species. Critical response distances and their associated behavioral responses vary according to species and perceived threat.


Learn more about these impacts at http://datazone.birdlife.org/human-disturbance-at-seabird-colonies-has-a-range-of-impacts






segunda-feira, 4 de junho de 2018

Poluição luminosa e aves marinhas


Poluição luminosa e aves marinhas

A Ilha da Madeira concentra mais de metade de toda a sua população na capital, Funchal. Como é bem sabido, as atividades cotidianas do ser humano têm um impacto no meio ambiente em maior ou menor grau: geração de resíduos, emissão de gases poluentes, poluição sonora, poluição luminosa, etc. Este último é gerado sobretudo em grandes centros populacionais.

O Funchal tem a particularidade de ter uma população muito dispersa. Grande parte de sua população vive em casas unifamiliares construídas ao longo da montanha, sendo as mesmas muito povoadas e urbanizadas. Por outro lado, o Funchal possui vários monumentos e parques que são iluminados com luzes de grande potência e intensidade.



Estes dois fatores significam que, juntamente com a instalação de modelos de luminárias inadequados, uma grande quantidade de luz é emitida no hemisfério superior da luminária. Isso significa que parte da luz da luminária ilumina o céu. Em outros casos, os luminares apontam diretamente para o céu, como é o caso da iluminação de alguns monumentos públicos.


A poluição luminosa afeta as pessoas alterando os ciclos do sono, causando efeitos na saúde.

Mas além do ser humano, devemos estar conscientes de que na natureza existem milhares de espécies, que também são afetadas por esse tipo de poluição.

Uma das espécies mais afectadas na ilha da Madeira são as aves marinhas. Este tipo de aves vive no mar, mas quando a época de reprodução começa, voltam a pousar. Como uma característica particular, pode-se dizer que eles têm uma visão muito sensível a pontos de luz no escuro, o que lhes permite caçar espécies de peixes luminescentes à noite no mar. Essa grande sensibilidade aos pontos de luz durante a noite faz com que algumas aves marinhas sejam atraídas por luminárias cujo raio de luz é difuso, atingindo as luminárias e ficando atordoado no meio da cidade.

Por este motivo, o projeto LuminAves foi criado para tentar resolver os problemas de poluição luminosa na Ilha da Madeira.





Light pollution and marine birds

Madeira Island has concentrate more that the half population of all the Island in Funchal. As we know, the quotidian activities of humans have an impact in the environment in more or less amount: waste generation, gases emission, noise pollution, light pollution, etc. The last impact is generated in big concentrations of population.

Funchal has a dispersed population. A lot of people live in single family house in the mountain, that need a roads and illumination in the night. On the other hand, Funchal has some important monuments that need a light in the night, in some cases this light is focused down to up.




These both factors, together with an inappropriate streetlights, produce a big amount of light emission in the north hemispheric. This means that, part of light go directly to the sky. In other cases, the streetlights focus directly to sky.

Light pollution affect to human being, it modify the sleep cycle.

But in the nature live more species other than we, and also light pollution affect this.

One of the most affected species on the Island of Madeira are seabirds. This type of birds lives in the sea, but when the breeding season begins they return to land to nest. As a particular feature, it can be said that they have a very sensitive view to points of light in the dark, which allows them to hunt luminescent fish species at night in the sea. That great sensitivity to the points of light during the night causes some seabirds to be attracted to luminaries whose beam of light is diffuse, hitting the luminaries and being stunned in the middle of the city.

For this reason, the LuminAves project was created to try to solve the problems of light pollution on the Island of Madeira.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Ilhas Selvagens


As Ilhas Selvagens são a mais antiga reserva de Portugal e o local mais a sul do território português e estão localizadas a sudeste da ilha da Madeira.

Sunset Selvagem Grande

Tive o privilégio de poder conhece las incorporando a equipa SPEA Madeira no projeto MISTIC SEAS II que consiste na monitorização de aves marinhas nesta ilhas.

As ilhas selvagens são um autêntico santuário e é magnífica a quantidade de aves que pude observar, aves marinhas como o Calcamar (Pelagodroma marina), Cagarra (Calonectris borealis), Pintainho (Puffinus Lherminieri), Alma-negra (Bulweria bulwerii), Roque de Castro (Hydrobates castro), Rola-do-mar (Arenaria interpres) entre outras aves como Corre- caminhos (Anthus bertheloti bertheloti), Milhafre Preto (Milvus migrans), Garça-pequena-branca (Egretta garzetta), Maçarico-galego (Numenius phaeopus), Rola-brava (Streptopelia turtur), Andorinha-dos-beirais (Delichon urbicum) e Andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica).

Cria de Calcamar (Pelagodroma marina)

Pode também ver os únicos dois répteis destas ilhas, Osga das selvagens (Tarentola bischoffi) e a Lagartixa (Teira dugesii selvagensis) e conhecer alguma fauna da ilha como a Scilla maderensis Menezes var. melliodora svent.,  Monanthes lowei  e Limonium papillatum var. callibotryum.
A estadia nas ilhas selvagens durou 16 dias, e foram 16 dias de aprendizagem sobre fauna e flora da ilha, pois todos os dias explorávamos um pouco daquele santuário que é as ilhas selvagens.



Monanthes lowei

A equipa teve oportunidade de cooperar com vigilantes da natureza nos seus trabalhos de rotina nas selvagens, como por exemplo remoção da Tabaqueira (Nicotiana glauca) entre outros trabalhos e mostram se totalmente disponíveis para nos mostrar todos os cantinhos destas ilhas.
Foi uma experiência incrível, que guardarei sempre, e espero um dia poder voltar este pequeno paraíso no meio do Atlântico.



The Selvagens Islands are Portugal’s oldest reserve and the most southern place of the Portuguese territory and are located to the southeast of Madeira island.




I had the privilege to visit them with another member of the SPEA Madeira team for the MISTIC SEAS II project, which consists of monitoring seabirds on these islands.
The Selvagens Islands are an authentic sanctuary and the number of birds I was able to see was amazing. I saw seabirds such as the White-faced Storm Petrel (Pelagodroma marina),
Cory's Shearwater (Calonectris borealis), Audubon's Shearwater (Puffinus Lherminieri), Bulwer's Petrel (Bulweria bulwerii), Band-rumped Storm-petrel (Hydrobates castro), Ruddy Turnstone (Arenaria interpres), among other birds, such as Berthelot’s Pipit Anthus bertheloti bertheloti), Black kites (Milvus migrans), Little Egret (Egretta garzetta), whimbrel (Numenius phaeopus), European turtle dove (Streptopelia turtur), Northern House Martin (Delichon urbicum) and Barn Swallow (Hirundo rustica).



Barn Swallow (Hirundo rustica)

I was also able to see the only two reptiles on these islands, the Selvagens Wall Gecko
 (Tarentola bischoffi) and the Selvagens Lizard (Teira dugesii selvages). Also got to know some fauna of the island like Scilla maderensis Menezes var. melliodora svent., Monanthes lowei and Limonium papillatum var. callibotryum.
Selvagens Lizard (Teira dugesii selvages)

I stayed in the Selvagens Islands for 16 days and each and every day I learned something about the fauna and flora of the island, because every day we explored a little of this sanctuary.
The team had the opportunity to cooperate with nature vigilantes in their routine work, such as removing Tree Tobacco (Nicotiana glauca) among other chores and they made themselves fully available to show us all the corners of these islands.
It was an incredible experience that I will never forget and one day I hope to be able to return to this little paradise in the middle of the Atlantic.