quarta-feira, 11 de maio de 2016

Minha primeira experiência "Ilhéu"


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PT



Depois de semanas de espera, era o tempo pra realizar o trabalho para o qual estou na Madeira, trabalhar com aves marinhas. Infelizmente, o tempo não está acompanhando este ano. Laura e eu estávamos indo para Ilhéu do Farol duas noites, como ela me disse a minha primeira experiência "Ilhéu".


Atualmente, o esforço da SPEA Madeira no mar está centrada no estudo das populações pintainho (Puffinus lherminieri), uma espécies encontra-se localmente pelágicas nas águas tropicais e temperadas do Atlântico Norte, nidificando em vários arquipélagos europeus e americanos, como é o caso da "nossa" arquipélago.
O Ilhéu do Farol tem registos antigos de escutas, mas desde o inicio tínhamos dúvidas de que atualmente existisse nidificação do Pintainho no Ilhéu do Farol, e sendo esta visita importante para ter a certeza que não existe nidificação do pintainho, e concentrar os nossos esforços em outros ilhéus.
Tudo começa com a viagem para o Ilhéu de autocarro e bote, viagem efetuada com os guardas da natureza (do Parque Natural da Madeira) que fizeram a viagem com muita diversão, passando o tempo todo com piadas e "boas vibrações".
Chegando ao Ilhéu, a primeira coisa que fizemos montar o nosso acampamento, na verdade, acabamos armando tendas no abrigo de uma casa em ruínas (com fio dental).

Em seguida, caminhamos pelo Ilhéu, sendo esta muito menor do que parecia em primeiro lugar, e aproveitamos esta caminhada para identificar as melhores áreas de escuta.

Após descansar um pouco, tivemos com os binóculos a observar o voo das Cagarras(Calonectris borealis) , muito agueis no mar (exatamente o oposto na terra, onde eles não sabem nem aterrar).

Mesmo antes do anoitecer, dirigimo-nos ao primeiro ponto de escuta, e jantamos tranquilamente, ao barulho continuo da gaivotas até os últimos raios de sol, logo, começou um silêncio quase por completo, que durou quase meia hora, e de repente o som tão característico das Cagarras, começou a soar. Primeiro ouvimos apenas um tímido individuo e após alguns segundos uma grande multidão de machos.

Eu sentia (por ser de noite, sem lua e não conseguir ver nitidamente) como passavam as Cagarras macho perseguidos por uma fêmea, e vice-versa. (Como curiosidade, a fêmea desta espécie, ao contrário dos humanos, apresentam um tom mais grave).
Entre todas as Cagarras foram ouvidos Roques de Castro, com um vôo rápido, poderia até sentir mudanças bruscas de direção (ou talvez fosse a minha imaginação). Também ouvimos almas negras muito perto.

Depois de um tempo, tudo estava calmo, com vocalizações muito menos frequentes, e não tendo ouvido nenhum Pintainho, decidimos procurar ativamente o ninho, de modo que toda a área potencial escolhida para essa noite foi traçada, olhando os espaços entre as pedras que poderiam ser potenciais para nidificação de pintainhos, mas infelizmente, como nós presumimos não encontramos nenhum. Por outro lado, encontrámos muitos ninhos potenciais de cagarras e almas-negras.


Já passado da meia-noite, ao voltar-mos para a tenda, podiamos ver o chão cheio de besouros, em cima de perpétua da Ponta de São Lourenço(Helichrysum devium) foram contados em dezenas. Percebemos que uma alma-negra tinha o seu ninho muito perto do nosso acampamento, por isso, o seu som característico, que lembra um cão, acompanhou-nos durante a toda a noite.
Assim foi o meu primeiro dia no Ilhéu.






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EN


After weeks waiting, it was time to do the job I was in Madeira for: working on seabirds. Unfortunately, weather has been hell this year. Laura and I were going to Ilheu do Farol for two nights, in how she called my first “Ilheu experience".


SPEA Madeira’s current work at the sea focuses on the study of populations of Audubon's Shearwater (Puffinus lherminieri), a pelagic species found in tropical and temperate waters in the North Atlantic that breeds in various European and American archipelagos, as it is the case of "our" archipelago.
There were old registered records in Ilheu do Farol but it was highly doubted from the beginning that the Audubon's Shearwater had actually nested. This visit was important to ensure the absence of Audubon's Shearwater nests and therefore put our efforts elsewhere.
Everything started with the trip to Ilheu, first by car and then by zodiac boat&quot during which I had the chance to meet some of the park rangers (acronym Park) who made the trip fun, it was all jokes and "good vibes".
Arriving at Ilheu, the first thing we did was unload the supplies and set our camp. We eventually set up our tents with dental floss sheltered under a dilapidated house. Then we strolled to Ilheu, this being much smaller than it first seemed; we used this walk to identify recording locations.
After resting for awhile, we watched the flight of Cory's Shearwater(Calonectris borealis) with binoculars, extremely skilled at the sea (just the opposite that on earth, where they can’t even land).
Right before nightfall we headed to the first recording point, where we ate quietly. The gulls’ squawks lasted until the sunlight was gone; then, we sank in an almost absolute silence that lasted for half an hour until it was interrupted by the sudden characteristical sound of Cory's Shearwater. It was first just a shy male, but only a few seconds later a large crowd of males began and wouldn’t stop, while females were only heard now and then. We felt (being a moonless night we couldn’t see clearly) a male Cory's Shearwater flying by, chasing a female and vice-versa. (As an interesting fact, this species females, unlike in the case of humans, is the one with a deeper voice).
In addition to the Cory's Shearwater, we heard the Band-rumped Storm-petrel(Hydrobates castro), which flew fast and I could even feel them suddenly turning directions (or maybe it was my imagination). We could also hear some close Bulwer's Petrel(Bulweria bulwerii). After a while, vocalizations became less frequent and the calm returned; as we didn’t hear any Pintinho, we decided to actively look for the nest and the chosen zone for the night was completely tracked. We searched every gap between rocks that could be a potential nesting site for Pintainhos, but unfortunately as was expected we found nothing. What we did find was a lot of Cory's Shearwater’s and Bulwer's Petrel’ nests.


After midnight, we got back to the camp and in our way we saw the ground crowded with beetles; there were hundreds on the top of Ponta de São Lourenço's Immortelle Helichrysum devium. As we arrived, we noticed a Bulwer's Petrel had its nest quite close to the campsite, so this characteristical sound (which use to reminds a dog) stayed with us during the night
That was my first day at Ilheu.


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quarta-feira, 27 de abril de 2016

21 days in Madeira

After 21 days living in Madeira I write my first post on this blog called "Voluntários na Madeira". I would like to say something about my hopes working as a member of SPEA Madeira research team before telling you how these first weeks have been along.

When I was studying in the university, one of my most important complaints was that we never used to go outside and learn in the field. We were always studying for exams and tests but we didn't even know which trees were surrounding the campus. My favourite subjects are conservation and ethology and my dream is to dedicate my professional career to them, I want to work hard in order to achieve this goal. That's why I believe my internship in SPEA Madeira will be so important, we work in the field and learn every day. In barely few weeks we have learnt so many thing about Madeira's flora and fauna: Fea's petrel and Zino's petrel, the biggest colony of Cory's shearwater is located in Savage Islands, the beautiful Common tern, the tiny Madeira firecrest, Madeira wall lizard (you can find them everywhere), the endemic Madeira laurel pigeon, the evasive Madeira sparrowhawk, laurissilva forest and its amazing trees, Madeira orchid, Massaroco and Monarch butterfly...


Massaroco and Monarch butterfly on it


The days pass so quickly here. I work in a project about conservacy and protection of Madeira sparrowhawk, it's called Project LIFE Fura-bardos. We have already started to search new nest, nowadays is the time of hatching. The female remains close to the nest, taking care of the eggs and hatching them while the male can go further to prey on. We have visited Serra d'Auga, Quinta das Eiras, Porto Novo, Canhiço... many levadas and veredas (traditional walks through the island of madeira that bring water from the north to the south) that allow you to be in so wonderful and secret places where tourist usually don't go. Breathtaking landscapes that impresse you because of the contrasts of Madeira: the endless beauty of the ocean and the magnificient mountains, from sun to rain.


Serra d'Água

An arboreal fern

This internship is going to allow me to stay in Madeira for six months, to learn and enjoy. But most of all to continue this project I started 5 years ago in Santiago de Compostela, when I made up my mind to study biology. I feel so truly thankful to SPEA Madeira team because they gave me an incredible chance and I will take advantadge of it!!


Vereda do Larano


segunda-feira, 25 de abril de 2016

21 dias na ilha da Madeira

Há 21 dias na ilha de Madeira este é o meu primeiro post no blog "Voluntários na Madeira" e, antes de contar como têm sido as primeiras semanas na ilha, gostaria de falar sobre as minhas expectativas durante o estágio na SPEA Madeira.

Na época de estudante, já na universidade, uma das eternas queixas eram as poucas horas no campo. Sempre a estudar para exames mas ir ao campo e aprender com a natureza era raro. A minha vocação é a conservação e o estudo do comportamento animal e também a ecologia. O meu sonho é poder dedicar a minha carreira profissional ao que realmente gosto, é por isso que considero a oportunidade de trabalhar com a magnífica equipa da SPEA Madeira muito importante para conseguir esse sonho. Em poucas semanas temos aprendido muitas coisas da flora e fauna da ilha: a freira-do-bugio e a freira-da-madeira, a maior colónia em todo o mundo de cagarra fica nas Ilhas Selvagens, os belos garajaus, o pequeno bis-bis, a onipresente lagartija-da-madeira, os pombos endémicos da ilha, o esquivo fura-bardos, a laurissilva com as suas incríveis árvores (barbusano, til, loureiro, folhado...), a orquídea da serra, o massaroco, a borboleta-monarca... O projecto LIFE Fura-bardos deu-me uma oportunidade única para aprender estas coisas, e todas as que ficam virão!  

Massaroco com uma borboleta-monarca, na promenade do Lido

Estes primeiros 21 dias têm passado muito rápido, já começámos a monitorizar a fase de incubação do fura-bardos, onde a fêmea fica próxima ao ninho e dedica-se basicamente á incubação, enquanto o macho pode realizar deslocações maiores na procura de alimento. Já fui à Serra d'Água, Quinta das Eiras, Porto Novo, Canhiço... muitas levadas e veredas que te permitem conhecer lugares que passam despercebidos a outras pessoas que visitam a Madeira. Paisagens preciosas que te deixam assombrado pelos incríveis contrastes da ilha, porque esta é uma ilha de contrastes: desde a beleza infinita do Oceano até as montanhas mais altas e escarpadas, do sol à chuva, dos turistas que procuram um café na zona velha aos que perseguem a beleza da alta montanha madeirense. 

Serra d'Água

Quinta das Eiras

Seis meses por diante para aprender, para conhecer e desfrutar, e sobretudo para seguir com este projeto pessoal que começou faz 5 anos na facultade de biologia de Santiago de Compostela e que agora segue com a equipa da SPEA Madeira e a sua enorme ajuda. Muitas vontades e ilusão, bem-vinda Madeira!

Vereda do Larano

P.S: E hoje dia 25 de abril, feliz dia a todos os portugueses, um dia para celebrar a liberdade e recordar que a luta pacífica pode triunfar com cravos.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Novos estagiários: Antón Álvarez Bermúdez e Daniel García Silveira

Antón Álvarez Bermúdez - Estagiário na SPEA Madeira

Nasceu na Galiza, mas residente em Almería, terminou recentemente a licenciatura em Biologia pela Universidade de Granada. Atualmente está na SPEA-Madeira, no âmbito do programa de estágio Faro onde permanecerá por seis meses colaborando no “LIFE Recover Natura”, e ajudando no censo e monitorização de aves marinhas.
Email: antonalvarez.spea@gmail.com




Daniel García Silveira - Estagiário na SPEA Madeira

Natural da Galiza, é estudante de biologia pela Universidade de Santiago de Compostela e actualmente encontra-se a escrever a sua tese sobre a ecologia trófica da garça-real. Durante seis meses colabora diretamente co "Projecto LIFE Fura-Bardos", un projeto para conservar esta subespecie endémica da Madeira e também a floresta da laurisilva, como estagiário no ámbito do programa de becas Faro. Censos, monitorizaçao e procura de ninhos som algumas das actividades a desenvolver.
Email: danielgarcia.spea@gmail.com





sexta-feira, 11 de março de 2016

AVES MARINHAS: AMEAÇAS E CONSERVAÇÃO EM ILHAS - MADEIRA


As aves marinhas caracterizam-se por terem uma grade longevidade, são predadores de topo e necessitam de águas produtivas para garantir a sua subsistência e reprodução. Este grupo depende diretamente do estado dos ecossistemas marinhos e costeiros. Devido à crescente pressão do homem sobre os recursos marinhos, á pesca comercial, à poluição, à predação por espécies invasoras e ao esquecimento global, as aves marinhas são consideradas o grupo mais ameaçado de todas as aves a nível mundial.
Juvenil de Patagarro.
O Arquipélago da Madeira reveste-se de particular importância para as aves marinhas. Espécies como o garajau ou a gaivota distribuem-se por todas as ilhas do Arquipélago em colónias de pequena dimensão. Na ilha da Madeira nidifica a única colónia mundial de freira-da-madeira, espécie classificada como "Em Perigo" e já considerada extinta no passado, até ser redescoberta em finais da década de 1960. A maior colónia de patagarro de Portugal e da Macaronésia localiza-se também nesta ilha, estando estimada em algumas centenas de casais.

Na ilha do Porto Santo e ilhéus adjacentes existem pequenas populações de cagarra, roque-de-castro, alma-negra e pintainho.

Ilhéu de Bugio
Os Arquipélagos das Desertas e Selvagens, ilhas desabitadas, classificadas como Reservas Naturais pelos seus valores de fauna e flora, reúnem as maiores colónias de aves marinhas. Nas Desertas nidifica a endémica freira-do-bugio, que estudos moleculares e morfológicos recentes indicaram ser uma espécie distinta da que ocorre em Cabo Verde, aumentando assim, devido à reduzida população, o seu grau de ameaça. Ainda nidifica a maior população de alma-negra de todo o Atlântico, e importantes populações europeias de cagarra, pintainho e roque-de-castro.


AMEAÇAS HISTÓRICAS

Colonia de Cagarras perto da beira da ilha da Madeira.  
A chegada do homem ao arquipélago da Madeira levaram ao colapso das populações das aves marinhas desta ilha. A destruição do habitat, através de fogos de modo a conquistar áreas para permitir a habitação e a agricultura foram o início de um massacre sem precedentes da avifauna terrestre e marinha.
A conquista destes novos locais também trouxe consigo animais estranhos àqueles ambientes. Foram introduzidos intencionalmente herbívoros como cabras, coelhos, ovelhas e vacas; e outros animais domésticos como porcos, gatos, cães e furões. Alem, outras foram trazidos acidentalmente, como os ratos e as lagartixas. Esta nova comunidade de mamíferos introduzidos teve um impacto enorme nas populações de aves, consumindo ovos, juvenis e adultos, destruindo ninhos e causando a erosão dos solos onde as aves instalavam os ninhos, contribuindo para a extinção de várias aves marinhas.
A perseguição direta para consumo de carne e para obtenção de óleo e de penas terão também dado um grande contributo para o desaparecimento de colónias inteiras de aves marinhas. A caça concentrou-se sobretudo nas cagarras, as presas mais rentáveis existentes em ilhas e ilhéus mais afastados. Estas foram vítimas de capturas legais até ao último quartel do século XX, e ainda há caça ilegal desta espécie.

Porto Santo de noite.
Mais atualmente a poluição luminosa também é uma causa de mortalidade para as aves que nidificam em ilhas, sobretudo os juvenis, devido ao fato de as aves se desorientarem e virem colidir com estruturas ou poisar em zonas mais fortemente iluminadas.
Por último, a perturbação dos locais de reprodução como dunas, salinas os pequenos ilhéus pode ter elevados impactos levando ao abandono dos mesmos pelos indivíduos reprodutores.





As aves marinhas passam a maior parte da sua vida no mar pelo que é fundamental conhecer o impacto das principais ameaças para as aves. A captura acessória em artes de pesca, a interação com estruturas de produção de energia em meio marinho e o impacto do lixo, sobretudo plásticos, são algumas das áreas prioritárias nas que tem se de ser trabalhado para tentar minimizar seus impactos.






CONSERVAÇÃO DS COLÓNIAS DE AVES MARINHAS

As Áreas IBA são umas áreas sensíveis para a avifauna designadas pela BirdLife International, que a sua vez, foram uma importante referencia para designar as Zonas de Proteção Especial. O arquipélago da Madeira conta com dois IBA marinhas.

IBAs marinhos em Portugal.
Os critérios utilizados para a identificação de IBAs faz referência a valores para proteger e melhorar o estatuto de conservação das aves. Os tipos de IBA Marinha classificam-se:
 a) Extensões costeiras de colónias de reprodução
b) Áreas de concentração costeira fora do período reprodutor
 c) Áreas de concentração pelágicas
d) Corredores migratórios

Freira de Madeira.
É de destacar a criação de reservas naturais das Ilhas Salvagens (1971), das Ilhas Desertas (1990) e das Berlengas (1981) foram decisivos para a proteção das principais colonias de aves marinhas em Portugal, assim como a implementação de legislação.

O trabalho realizado por distintas instituições como Serviço do Parque Natural de Madeira o SPEA ter sido decisivo, desenvolvendo projetos e ações de conservação. São de destacar:
1.        Os trabalhos com a freira-da-madeira, evitando uma quase segura extinção desta ave marinha endémica, num período em que a população desta espécie estava estimada em pouco mais de 20 casais.
2.       A erradicação dos ratos domésticos e dos coelhos
3.       A erradicação de ratos, coelhos e cabras na ilha de Bugio e seu controlo na Deserta grande.
4.       Erradicação e o controle de mamíferos e de plantas introduzidas nos pequenos ilhéus do Porto Santo.
5.       Campanha Salve um ave marinha
6.       Censos de mar
7.       Monotorização das populações de aves marinhas  

Assegurar a conservação de aves marinhas de uma forma eficaz requer maiores esforços, como o cumprimento da legislação, a criação de regulamentação e normas. Ao longo das últimas décadas, têm sido criados vários acordos internacionais relevantes para a conservação da biodiversidade marinha. O desafio agora é aproveitar este compromisso e garantir que ações concretas de conservação sejam tomadas a nível local, regional e nacional, através de um conhecimento mais aprofundado da ecologia destas espécies, bem como da sua relação com as atividades humanas.