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sexta-feira, 8 de outubro de 2021

A Campanha Salve Uma Ave Marinha começa dia 15 de outubro!

No próximo dia 15 de outubro, é celebrado o início da Campanha Salve uma Ave Marinha, que já conta com 12 anos de existência.

Marque na sua agenda as datas mais importantes:

15 OUT - Dia aberto - A Sede da SPEA Madeira estará aberta ao público para dar a conhecer a campanha e facultar um Kit para salvar aves marinhas. Visite-nos na Rua da Mouraria, nº9, 4ºB, Funchal, entre as 16h e as 18h.


23 OUT - Peddy Paper - Decorrerá um Peddy Paper no Jardim de Santa Catarina, entre as 10h e as 13h, destinado a crianças, com atividades e jogos ao ar livre no âmbito da Campanha Salve Uma Ave Marinha. Passe pelo parque para aprender mais sobre as aves marinhas e as suas ameaças.


28 OUT a 4 NOV - Brigadas de Patrulhamento - As Brigadas de Patrulhamento farão rondas noturnas em busca de aves encandeadas. Quer juntar-se a nós? Qualquer pessoa pode ajudar! Contacte-nos com a sua disponibilidade para madeira@spea.pt.


Todos os anos, são salvas cerca de 200 aves marinhas, maioritariamente juvenis, vítimas da poluição luminosa.

A data escolhida para o decorrer da campanha coincide com a saída do ninho dos juvenis de cagarra (Calonectris borealis). Esta é a maior e mais abundante ave marinha na região, sendo que é também a que é mais afetada pela luz noturna artificial. Ou seja, é a cagarra a ave mais recolhida durante a nossa campanha! As cagarras juvenis, que saem dos seus ninhos entre outubro e novembro e, atraídas pela iluminação pública, colidem com edifícios, linhas elétricas e veículos. A situação piora ainda mais em noites de lua nova. 😥

Esteja atento aos próximos dias pois a probabilidade de encontrar uma ave que precise da sua ajuda é elevada!

As ameaças atuais a esta espécie resultam principalmente da introdução de predadores nas áreas de reprodução, da perda de habitat derivada da expansão urbana, da poluição luminosa que leva à desorientação de juvenis e da captura acidental em artes de pesca. Apesar da proteção legal e da redução significativa na captura ilegal de crias nos últimos anos, poderão ainda ocorrer alguns eventos pontuais de captura ilegal. A erradicação de predadores introduzidos é uma medida importante para a conservação da cagarra, sendo necessário ponderar as relações tróficas existentes entre as várias espécies de mamíferos antes de qualquer intervenção.


Seja voluntário e contribua para o resgate dos juvenis que estão a sair dos ninhos e sofrem com encandeamento pela luz. Faça parte da nossa brigada de patrulhamento e contacte-nos com a sua disponibilidade para fazer rondas noturnas em busca de aves encandeadas através do e-mail madeira@spea.pt.

Se encontrar uma ave marinha encandeada deve aproximar-se lentamente e pôr a ave numa caixa de cartão, para posteriormente soltá-la à noite, à beira-mar, num sítio calmo e escuro.

Contacte-nos com o seu registo através do telefone 967232195 ou preencha o formulário em https://bit.ly/2x1AWSP. Caso a ave esteja ferida, contacte o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza, RAM através do 961957545 (09:00-17:30) ou a GNR - Comando Territorial da Madeira (disponível 24 horas).

Salvar a vida de uma ave marinha não é uma tarefa tão difícil. Por isso é tão importante a colaboração da população para a recolha e identificação de aves marinhas encandeadas.


terça-feira, 21 de setembro de 2021

Salve uma Ave Marinha. Podemos contar consigo?

No Arquipélago da Madeira e Selvagens, nidificam 8 espécies de aves marinhas da ordem Procellariiformes. Já as conhece todas?

Esteja atento ao calendário: este mês de setembro abrange a saída dos ninhos dos juvenis de alma-negra, roque-de-castro e freira-da-madeira.

Salvar uma ave marinha não é difícil. Recolha a ave desorientada e deixe-a junto ao mar, à noite, num local escuro e seguro. Nestas alturas críticas, as aves podem vir a necessitar da sua ajuda para regressar ao mar.Contacte-nos com o seu registo através do telefone 967232195 ou preencha o formulário em https://bit.ly/2x1AWSP.

❗️ Caso a ave esteja ferida, contacte o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza, RAM através do 961957545 (09:00-17:30) ou a GNR - Comando Territorial da Madeira (disponível 24 horas).

🔍 Saiba mais em http://salvar-avemarinha.blogspot.com/.

#salveumaavemarinha

ALMA-NEGRA

Sabia que a alma-negra com mais idade, de que se tenha conhecimento, foi registada entre 1992 e 1993, com 24 anos de idade? E que esta é uma espécie com distribuição pantropical ocorrendo nos três principais oceanos?

AMEAÇAS

Atualmente as colónias de almas-negras estão restritas a ilhas e pequenos ilhéus livres de predadores exóticos, tais como ratazanas, gatos e mustelídeos, constituindo estes predadores a sua principal ameaça em Portugal, tendo exterminado as populações nas ilhas onde foram introduzidos. Na ilha da Selvagem Grande é conhecida a predação de adultos e de crias por gaivotas, no entanto o impacto desta ameaça na população é ainda mal conhecido. Outros fatores de mortalidade podem estar relacionados com a ingestão de detritos marinhos sintéticos e a poluição luminosa.



ROQUE-DE-CASTRO

Sabia que existem duas populações de roque-de-castro bem distintas? Estas populações apresentam caraterísticas morfológicas, períodos reprodutivos e vocalizações diferentes. A população de inverno é mais abundante e nidifica entre setembro e fevereiro, enquanto a população de verão nidifica de março a outubro.

AMEAÇAS

A nível global, apesar do grande tamanho da população e da extensa área de distribuição, a espécie parece estar em declínio. As principais ameaças identificadas em Portugal são a presença/introdução de predadores, o aumento da pressão por parte de predadores naturais e a perturbação humana.

FREIRA-DA-MADEIRA

Sabia que a freira-da-madeira é considerada uma das aves marinhas mais raras do Mundo? Esteve declarada extinta até o fim dos anos 60, altura em que foi redescoberta. A partir daí várias medidas de conservação começaram a ser aplicadas até aos dias de hoje.

AMEAÇAS

No passado, a captura de adultos, de juvenis e de ovos poderá ter representado uma ameaça importante para esta espécie. A predação direta por ratazanas e por gatos assilvestrados deverá ter sido a causa da extinção desta freira em outros locais da ilha da Madeira. A presença continuada de herbívoros introduzidos (cabras, ovelhas e coelhos) terá potenciado a destruição das suas principais áreas de nidificação. As diversas campanhas de controlo destas ameaças, realizadas desde 1987, terão permitido a recuperação do habitat de nidificação e da população desta espécie. Devido à sua restrita área de nidificação, fenómenos ocasionais (como é exemplo o incêndio de 2010) representam também uma ameaça direta para a freira-da-madeira.





quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Preparações para a campanha Salve Uma Ave Marinha 2021


Cientes dos elevados números de aves marinhas vítimas da poluição luminosa, em 2009, a SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves criou a Campanha Salve uma Ave Marinha.
A grande aposta foi sempre na sensibilização da população para a problemática da poluição luminosa, atuando na redução na emissão de luz e também na formação sobre o procedimento a adotar perante uma ave desorientada.

Contando com 12 anos de regaste de aves marinhas, este ano contará com eventos de divulgação (peddy paper e dia aberto na sede da SPEA Madeira) e haverão brigadas de patrulhamento a fazer rondas nas noites mais propícias a quedas (lua nova - de 28 outubro a 4 novembro), bem como entrevistas na tv e rádio.

Qualquer pessoa pode ajudar! Contacte-nos com a sua disponibilidade para madeira@spea.pt.
Salvar a vida de uma ave marinha não é uma tarefa tão difícil. Por isso é tão importante a colaboração da população para a recolha e identificação de aves marinhas encandeadas.

Todos os anos, são salvas cerca de 200 aves marinhas, maioritariamente juvenis, vítimas da poluição luminosa.

Porque as aves marinhas são afetadas pela luz noturna artificial?
Como resultado dos seus hábitos noturnos em terra e orientação pelos padrões estrelares, as aves marinhas possuem olhos adaptados à visão noturna.
Estas características, que lhes fornecem uma vantagem adaptativa, tornam-nas também mais sensíveis à luz.
Como resultado, as luzes das cidades encadeiam as aves marinhas, desorientado-as.
Os juvenis são particularmente vulneráveis. Devido à sua falta de experiência são, muitas vezes, atraídos por essas luzes!

A poluição luminosa exerce efeitos negativos num conjunto alargado de espécies, para além das aves marinhas.
Artrópodes, répteis, humanos e outros mamíferos, assim como outras aves sofrem com os efeitos nefastos do excesso de luz.
Luzes mais eficientes poluem menos e contribuem para um planeta mais saudável.
Reduza a luz, estará a ajudar o ambiente e a poupar energia.

Cerca de 75% da população da Madeira vive na costa sul, resultando ser a fração da ilha com maior número de aves marinhas vítimas de encandeamento.
As ruas sobreiluminadas, os projetores de luz mal direcionados (para escarpas e para o mar) e os candeeiros que não bloqueiam a emissão de luz para o céu, contribuem para a poluição luminosa das cidades.


Consulte o calendário e nas épocas críticas das várias espécies esteja atento a aves que possam necessitar da sua ajuda para regressar ao mar. Este mês de setembro abrange a saída dos ninhos dos juvenis de alma-negra, roque-de-castro e freira-da-madeira.

Contacte-nos com o seu registo através do telefone 967232195 ou preencha o formulário em https://bit.ly/2x1AWSP. 

❗️ Caso a ave esteja ferida, contacte o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza, RAM através do 961957545 (09:00-17:30) ou a GNR - Comando Territorial da Madeira (disponível 24 horas).

🔍 Saiba mais em http://salvar-avemarinha.blogspot.com/.

#salveumaavemarinha

sábado, 21 de agosto de 2021

Ameaças às aves marinhas 🎣🐱💡 | Caça ilegal de cagarra 🚫

Quais são as principais ameaças às aves marinhas? 🎣🐱💡

Sabia que continua a haver caça ilegal de cagarra? 🚫


Como resultado dos seus hábitos noturnos em terra e orientação pelos padrões estrelares, as aves marinhas possuem olhos adaptados à visão noturna. Estas características, que lhes fornecem uma vantagem adaptativa, tornam-nas também mais sensíveis à luz. Como resultado, as luzes das cidades encadeiam as aves marinhas, desorientando-as. Os juvenis quando saem dos ninhos, por serem pouco experientes, são atraídos pela luz artificial e ficam desorientados, caindo entre as cidades e por vezes colidindo com edifícios, carros ou postes de luz.

A SPEA Madeira, através da Campanha Salve Uma Ave Marinha, procura minimizar os impactes da luz noturna artificial nas aves marinhas, sensibilizando a população para a redução da luz e para o resgate das aves encandeadas.  Saiba mais sobre a campanha no facebook da SPEA Madeira ou no grupo Aves Marinhas da Macaronésia, e veja no calendário quais são as épocas críticas de quedas de aves marinhas, que coincidem com a saída do ninho dos juvenis destas 8 espécies de aves marinhas, da ordem Procellariiformes, existentes no Arquipélago da Madeira.

Calendário das datas das saídas dos juvenis dos ninhos.

Para além da poluição luminosa, as aves marinhas sofrem com outras ameaças:

A captura acidental de aves marinhas acontece quando estas ficam presas nas artes de pesca. Este é um problema de conservação a nível global que provoca, apenas em águas europeias, a morte de cerca de 200.000 aves por ano. Na Madeira, apenas é permitida a pesca em Palangre, dedicada ao peixe-espada.

As aves marinhas não conseguem adaptar os seus ritmos biológicos às alterações da temperatura dos oceanos. Com as alterações climáticas, cada vez é mais difícil para estas aves encontrar alimento para as suas crias.

A poluição é uma das maiores ameaças, chegando anualmente 8 milhões de toneladas de plástico ao oceano. Os efeitos são muito negativos para toda a vida selvagem e para os ecossistemas marinhos, com um milhão de aves marinhas a morrer, todos os anos, devido à poluição por plástico.

Sozinhas ou em bando, milhares de aves voam todos os anos para a Madeira. Aqui passam o período mais importante das suas vidas, o da reprodução. O ambiente insular é o destino perfeito para a nidificação, mas com a chegada do Homem e a introdução de novas espécies, o equilíbrio natural sofreu alterações e as colónias ficaram expostas a novos perigos. Encontrar um local seguro e abrigado para fazer ninho, é por isso uma tarefa levada muito a sério: dela depende a sobrevivência dos ovos e dos filhotes recém-nascidos, presas indefesas de predadores como o rato, o murganho, a cabra ou o gato silvestre. Os ninhos normalmente localizados em cavidades naturais ou em buracos escavados no solo são, muitas vezes, ameaçados por plantas exóticas invasoras.

Principais ameaças às aves marinhas.

A cagarra (Calonectris borealis) é a ave marinha mais abundante que nidifica em Portugal e a maior das pardelas da Europa. É facilmente identificável pelo seu voo: longos deslizes sobre a superfície da água. Esta ave é extremamente ágil no mar, mas muito desajeitada em terra. Esta visita à costa da ilha da Madeira na época de reprodução de fevereiro a novembro. Esta espécie, segundo o IUCN, apresenta um estatuto de conservação Pouco Preocupante (LC) na Região Autónoma da Madeira. Esta espécie apresenta um comprimento de 45 a 56 cm e um peso que ronda entre 700 a 950 gramas.

A cagarra faz o ninho em cavidades naturais, como fendas nas rochas ou sob amontoados de pedras, ou podem ser escavados no solo. Põem apenas um ovo, e ambos os progenitores cuidam da cria, fazendo muitas vezes longas viagens pelo mar, em busca de alimento. Apesar de viverem mais de 30 anos, o facto de porem apenas um ovo e de levarem tanto tempo a atingir a idade reprodutora faz com que a espécie seja muito vulnerável a ameaças como a predação por espécies invasoras, as capturas acidentais na pesca, a perda de habitat, a poluição luminosa e, na Madeira, mesmo nos dias de hoje, ainda sofrem de caça ilegal.

Cagarra adulta no ninho.

Antigamente, em 1964, a caça da cagarra na região era muito recorrente, devido à falta de alimento, esta era muito procurada pela população em geral durante os meses de setembro a outubro de cada ano, ou seja, no fim da época de reprodução (quando os juvenis apresentam mais gordura armazenada) eram organizadas várias expedições às ilhas Selvagens com o intuito de capturar o maior número possível de juvenis. A última expedição ocorreu a 15 de setembro de 1967 quando Paul Zino proibiu a caça à cagarra. Em 1976, devido a uma revolução da população, durante um período de mudança de regime político em Portugal (1974/75) as populações de cagarra que nidificavam nas ilhas Selvagens, maioritariamente a Selvagem Grande, foram, de novo, alvo de chacina, dizimando quase toda a população existente. Desde então a colónia tem tido uma recuperação lenta e graças à introdução de leis e controlo por parte de vigilância permanente esta apresenta uma população que está estimada em 29 540 casais (Granadeiro et al. 2006).

A SPEA, durante as suas ações de monitorização de duas colónias distintas, encontrou vestígios da prática ilegal de caça de cagarras. Três ganchos foram encontrados junto de ninhos outrora ocupados.

A SPEA tem vindo a realizar diversas atividades de sensibilização ambiental relativamente às aves marinhas e suas ameaças, tendo alguns populares mencionado, por diversas vezes, que tinham conhecimento da apanha ilegal e consumo de cagarra atualmente, quer na Madeira, quer no Porto Santo, principalmente pela comunidade piscatória. Esta ave é retirada do seu ninho utilizando ganchos, para posterior consumo da carne.

À semelhança do controlo e proteção destas aves marinhas, que ocorre nas Selvagens, é imperativo que haja mais fiscalização nas colónias e sensibilização à população para o término desta atividade ilegal na Madeira e Porto Santo.

Ganchos encontrados em colónias de cagarra para a prática ilegal de caça.

sábado, 7 de agosto de 2021

Instalação de GPS-loggers em cagarras

As aves marinhas são o grupo de aves mais ameaçado do mundo. No entanto, devido à sua ecologia móvel e dispersa, a sua distribuição e comportamento no mar ainda
é pouco conhecida. É no mar onde passam a maior parte da sua vida, vindo a terra somente para a reprodução.

A nossa equipa SPEA Madeira tem feito trabalhos de campo no âmbito do projeto INTERREG MAC Energy Efficiency Laboratories (EELabs), desde a montagem de fotómetros na zona sul da ilha à instalação de GPS-loggers em cagarras, com o objetivo de mitigar os efeitos nocivos da luz noturna artificial nas aves marinhas.

O que são os GPS-loggers? Diferindo de outros aparelhos de telemetria (radio e satélite), os GPS-loggers não transmitem informação permanentemente ou a um determinado intervalo, mas armazenam informação, sendo que têm de ser recolhidos para fazer download da informação.

Os GPS-loggers que utilizamos são pequenos aparelhos com cerca de 20mg, que estão programados para determinar a localização da ave. Apesar de terem bastante capacidade para recolher dados, a sua bateria apenas dura cerca de uma semana, sendo que, semanalmente a equipa tem de procurar as aves onde instalou os GPS-loggers para remover o dispositivo e extrair os dados.

O processo de instalar os loggers requer uma monitorização inicial de ninhos. Pretende-se encontrar o casal de cagarras que tem uma cria para cuidar, sendo que assim farão diversas viagens entre a costa e o mar, de modo a poder alimentá-la. Ou seja, estão constantemente a regressar ao ninho, permitindo-nos recolher o logger e não perder o dispositivo nem os dados. Este é um processo moroso porque quanto mais as crias crescem, menos vezes os pais as vêm alimentar, e é maior a probabilidade de não nos cruzarmos com eles para instalar ou recolher loggers. Assim sendo, devemos fazer várias rondas pela colónia, durante a noite, de forma a encontrar adultos reprodutores, o que é um verdadeiro desafio!

Encontrámos mais de 30 ninhos potenciais, no entanto apenas 10 estão a ser utilizados e já têm cria. As primeiras nasceram no fim de julho! Assim sendo, há 20 cagarras adultas a alimentar a sua descendência, e são essas 20 que estamos a procurar para instalar os loggers e saber o percurso que fazem pela costa da Madeira.

Os dispositivos são instalados no dorso da ave utilizando fita de tecido e supercola. São reunidas algumas penas, é colocado o logger e envolve-se com a fita, de modo a não estorvar a ave nem se perca o dispositivo. Também é retirado o peso da ave. A anilhagem e recolha dos restantes dados biométricos são feitos sempre que encontramos adultos distintos. Quando as crias forem grandes o suficiente também serão anilhadas!


Por vezes também encontramos alguns adultos jovens inexperientes que já procuram um local para nidificar, e andam a inspecionar a zona.



As cagarras são filopátricas, ou seja, retornam ao local onde nasceram para se reproduzir. Se as crias destes ninhos que encontrámos forem bem-sucedidas, daqui a 7 anos voltarão à mesma colónia para pôr ovo!

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Prospeção de ninhos de cagarra

Equipa atual da SPEA Madeira

Utilização de um burrowscope para ver o interior do ninho.



Desde o início de julho de 2021, a nossa equipa SPEA Madeira tem ido ao campo prospetar ninhos de cagarra (Calonectris borealis)!
Numa colónia conhecida e isolada junto à costa, temos feito esforços para encontrar ninhos com indícios de ocupação, ou seja, com penas ou fezes, e ninhos ocupados com aves adultas (casal) e com ovo. Alguns ninhos estão em zonas de difícil acesso, e requerem o uso de um burrowscope para ver o interior do ninho por serem demasiado fundos.
Local da prospeção de ninhos de cagarra.

A cagarra é a ave marinha de maior porte e de maior população no arquipélago da Madeira. Na ilha da Madeira, possui pequenas colónias fragmentadas. Esta colónia escolhida tem vindo a ser estudada nos últimos anos. Em 2018 tinha 24 ninhos potenciais, dos quais 8 estavam ocupados. Este mês de julho, a nossa equipa encontrou mais de 30 ninhos potenciais, alguns com indícios de presença, e 10 ocupados e com ovo.

Ave adulta no ninho.

A cagarra faz o ninho em cavidades naturais, como fendas nas rochas ou sob amontoados de pedras, ou podem ser escavados no solo. Põem apenas um ovo, e ambos os progenitores cuidam da cria, fazendo muitas vezes longas viagens pelo mar, em busca de alimento. Apesar de viver mais de 30 anos, o facto de pôr apenas um ovo e de levarem tanto tempo a atingir a idade reprodutora faz com que a espécie seja muito vulnerável a ameaças como a predação por espécies invasoras, as capturas acidentais na pesca, a perda de habitat, caça ilegal e, claro, a poluição luminosa.



Régua, luvas e craveira: alguns dos materiais indispensáveis.
Pretendemos anilhar, recolher dados biométricos e instalar um GPS logger em cada ave adulta que tiver ovo. Dessa forma, em agosto, serão recolhidos os loggers pois os adultos regressarão de forma recorrente ao ninho para alimentar a cria, e reduz o risco de ser perdido o material. Os dados recolhidos dos loggers permitirão obter mais informação sobre o percurso que a cagarra faz ao longo da costa, desde o ninho ao mar e vice-versa, o que permite reconhecer os efeitos que a luz artificial noturna possa causar às aves marinhas.


Medição de ovo.



Os dados biométricos recolhidos são o peso da ave, o tamanho das asas, do bico e dos tarsos, utilizando uma régua para as asas e uma craveira. A ave é pesada dentro do saco utilizando uma balança portátil com um gancho. Nos ninhos acessíveis, também medimos a altura e largura do ovo. Os ninhos foram também medidos.




Este trabalho é no âmbito do projeto INTERREG MAC Energy Efficiency Laboratories (EELabs). A ilha da Madeira alberga o seu primeiro laboratório de poluição luminosa, o terceiro implementado no âmbito do projeto. Astrónomos do Instituto de Astrofísica de Canárias e técnicos da SPEA Madeira instalaram os primeiros fotómetros na zona Este da ilha da Madeira (Santa Cruz, Machico e Santana), cujos dados recolhidos, juntamente com o seguimento GPS de adultos de cagarra, vão permitir identificar as áreas mais problemáticas para as aves marinhas em relação à poluição luminosa na ilha, permitindo priorizar locais que necessitem de alterações na iluminação.

Retirada de um adulto do ninho utilizando as luvas e um saco.

Este projeto, que decorre na Madeira, Açores e Canárias, assenta no desenvolvimento e instalação de uma rede de fotómetros autónomos – pequenos aparelhos que vão mapear a poluição luminosa e medir o impacto da luz artificial noturna sobre a biodiversidade. Serão instalados trinta equipamentos na zona Este da Madeira, que se juntarão a mais de uma centena, já implementados nas ilhas de Gran Canaria, Tenerife e Corvo.
Um desses fotómetros será instalado no local da colónia de cagarras que estamos a prospetar.




Recolha de dados biométricos.

As aves marinhas, devido aos seus olhos sensíveis, ficam desorientadas e são vítimas de encadeamento ao saírem dos seus ninhos. Isso pode fazer com que colidam com infraestruturas, sejam atropeladas, se tornem presas de cães e gatos ou até morram de desidratação. Por esta razão, a SPEA relembra a importância da adoção de iluminação pública adequada, levando em consideração a eficiência energética, mas também o impacto na biodiversidade.




Este é o terceiro projeto na região dedicado exclusivamente à avaliação da poluição luminosa, após o projeto Mac 2014-2020 LuminAves (Poluição Luminosa e Conservação nos Arquipélagos da Macaronésia - Redução dos efeitos Nocivos da Luz artificial sobre as Populações de Aves Marinhas) e o projeto LIFE4Best Seabirds Macaronesian Sounds (SMS).


quinta-feira, 18 de maio de 2017

Aves marinhas


Cagarra  (Calonectris diomedea)


É a maior pardela do Atlântico tendo um comprimento entre 45-56 cm e uma envergadura entre 112-126 cm. Distingue-se facilmente das restantes aves marinhas pelo bico amarelo, pelas asas brancas bordeadas a castanho nas partes inferiores e pelo tipo de voo muito característico, produzindo um arco entre as pontas das asas pronunciado sobre o mar.

Nidificam entre Abril e Outubro em cavidades localizadas em falésias, grutas e fajãs em ilhas. Alimentam-se essencialmente de peixes, cefalópodes e crustáceos que capturam em mergulhos mais ou menos superficiais. Muitas vezes seguem embarcações de pesca para se alimentarem de rejeições.

Esta ave marinha, pelágica e migradora, basta ir a costa para se reproduzir. Após a época de reprodução, os indivíduos migram das ilhas da Macaronésia para a costa atlântica ocidental, a costa sul-americana em primeiro lugar, em seguida, ir até o hemisfério norte.



Patagarro  (Puffinus puffinus)


É uma ave de tamanho médio, com um comprimento entre 31-36 cm e uma envergadura entre 76-88 cm, a parte superior é escura  e a parte inferior é branca, excepto por uma aresta na parte traseira das asas, também escura. Tem la cabeça pequena com pico longo e fino, e com uma mancha branca após rosto escuro. Em voo alterna sequências aéreas de planamento é da batimento

Gregário durante a reprodução, vá até a área de nidificação em fevereiro. As colônias de reprodução estan longe da costa, às vezes 1-2 km, e até 1.000 metros acima do nível do mar em encostas interiores com formações arborizadas. O ninho é colocado numa câmara na parte inferior de uma galeria escavado pelo pintainho ou fissuras. Alimenta-se de pequenos peixes, crustáceos e pequenos cefalópodes, que captura de mergulho.

A população reprodutora do Atlântico Norte migra após o período de reprodução, de julho para o sul e sudoeste; passa o inverno em águas ao largo da costa da América do Sul, ou em águas africanas na costa Namíbia e África do Sul. A migração da população reprodutora da Madeira  começa em setembro, dirigindo-se para o sudoeste Atlântico.

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Cory's shearwater  (Calonectris diomedea)


It is the largest Atlantic shearwater having a length between 45-56 cm and a wingspan between 112-126 cm. It is easily distinguishable from the other seabirds by the yellow beak, by the white wings bordered to brown in the lower parts and by the very characteristic type of flight, producing a bow between the tips of the wings pronounced on the sea.

They nest between April and October in cavities located on cliffs, caves in islands. They feed mainly on fish, cephalopods and crustaceans that they catch on more or less surface dives. Often they follow fishing boats to feed on rejections.

This sea bird, pelagic and migratory, just go to the coast to reproduce. After the breeding season, individuals migrate from the islands of Macaronesia to the western Atlantic coast, the South American coast first, then go to the northern hemisphere.



Manx shearwater (Puffinus puffinus)


Medium-sized shearwater, with a length between 31-36 cm and a wingspan between 76-88 cm, very dark above and white at the bottom, except for a narrow border at the back of the wings, also dark. It has a small head, with a long thin beak, and a white spot behind the dark cheek. In alternating flight alternating glide sequences with flutter sequences; But if the wind is strong it flies almost exclusively by gliding, sometimes flying several meters above the surface of the water.

Gregarious during breeding, goes to the nesting area in February. Breeding colonies are set up inland, sometimes up to 1-2 kilometers, and up to 1,000 meters above sea level, on slopes of inland ravines with wooded formations. The nest is placed in a chamber at the bottom of a gallery excavated by the shearwater or in cracks. It feeds on small fish, crustaceans and small cephalopods, which captures diving.

The reproductive population of the North Atlantic moves after the breeding period, from July, to the south and southwest; One part spends the winter in waters off the coast of South America, while another is in African waters off the coast of Namibia and South Africa. The breeding population of Madeira begins migration in September, heading southwest of the Atlantic.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Adaptações de alimentaçao das aves marinhas


Most seabird adaptations are related to their dietary strategies: diet, daily feeding patterns, spatial distribution of birds in terms of food demand and methods of catching food:


Diet: In the case of diet, seabirds feed practically all trophic levels of the marine food web. For example, the petrels feed on zooplankton, sulids and some penguins prefer pelagic fish and squid, while seagulls and albatrosses may be scavengers, eating remains of dead animals. It can, however, be said that the diet of seabirds consists mainly of three types of prey: small pelagic fish, crustaceans and mollusks.

Daily feeding patterns: Daily feeding patterns are fundamentally linked to the behavior of the primary prey. According to their preferred type of prey, seabirds can be fed during the day or at night. Some species, such as the red-footed booby (Sula sula) feed on both day and night;

Feeding Area: One of the biggest challenges for a seabird will be finding enough food to survive and reproduce. Coastal or shorebird species, like most seagulls and terns, preferentially feed in groups and in areas with a lot of prey or in places where they are easily brought to the surface. Scuba seabirds, such as the alcas and auks, can explore both shallow areas and areas further away from the coast.


Feeding methods: Seabirds have a wide variety of prey capture methods, and although most species often use the same method, they may sometimes opportunistically use alternative methods. The most common method is the chase dive, where the seabird uses the wings or the paws to swim underwater and thus chase its prey. This method is often used by penguins, alcas, auks, cormorants and shearwaters. Other species, such as seagulls, petrels and terns simply select the prey from the surface, with only a small dive on the surface. Other less common methods include aerial pursuit behavior, kleptoparasitism (stealing food from another bird), such as skuas, or feeding of organic remains (necrophagous species), such as some seagulls









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A maioria das adaptações das aves marinhas estão relacionadas  com as suas estratégias alimentares: a dieta, os padrões diários de  alimentação, a distribuição espacial das aves em termos de procura  de alimento e os métodos de captura de alimento:
Dieta: no caso da dieta, as aves marinhas, sendo consumidores,  alimentam-se praticamente, de todos os níveis tróficos da teia alimentar  marinha. Por exemplo, os painhos alimentam-se de zooplâncton,  os alcatrazes e alguns pinguins preferem peixes pelágicos e lulas,  enquanto as gaivotas e os albatrozes podem ser necrófagos, comendo  restos de animais mortos. Pode-se, no entanto, dizer que a dieta  das aves marinhas consiste principalmente em três tipos de presas:  pequenos peixes pelágicos, crustáceos e moluscos.

Padrões diários de alimentação: os padrões diários de  alimentação estão fundamentalmente ligados com o comportamento  das presas primárias. De acordo com o seu tipo de presa preferencial,  as aves marinhas podem alimentar-se durante o dia ou à noite. Algumas  espécies, como, por exemplo, o atobá-de-patas-vermelhas (Sula sula)  alimenta-se tanto de dia como de noite;

Área de alimentação: um dos maiores desafios para uma  ave marinha será encontrar alimento suficiente para sobreviver e  se reproduzir. As espécies costeiras  ou limícolas, como a maioria das gaivotas e gaivinas, alimentam-se  preferencialmente em grupos e em zonas com muita abundância de  presas ou em locais onde estas facilmente são trazidas à superfície.  As aves marinhas mergulhadoras, como as tordas e os araus, podem  explorar tanto zonas de pouca profundidade como áreas mais  afastadas da costa.

Métodos de alimentação: as aves marinhas têm uma grande  variedade de métodos de captura de presas e, embora a maioria  das espécies utilize frequentemente o mesmo método, podem, por  vezes, utilizar de forma oportunista métodos alternativos. O método  mais comum é o mergulho de perseguição, onde a ave marinha utiliza  as asas ou as patas para nadar debaixo de água e assim perseguir a  sua presa. Este método é frequentemente utilizado pelos pinguins,  tordas, araus, corvos-marinhos e pardelas. Outras espécies, como,  por exemplo, as gaivotas, os painhos e as gaivinas, limitam-se a  selecionar a presa a partir da superfície, efetuando apenas um  pequeno mergulho à superfície. Outros métodos menos comuns  incluem comportamentos de perseguição aérea, cleptoparasitismo  (roubam o alimento a outra ave), como por exemplo, os moleiros, ou  alimentação de restos orgânicos (espécies necrófagas), como por  exemplo, algumas gaivotas


quinta-feira, 4 de maio de 2017

Adaptações Físicas das aves Marinhas

Life in the marine environment presents a number of challenges, highlighting some significant differences between land birds and seabirds. These are the most important physical differences:



Heavier Pneumatic Bones and Strong Thoracic Bodies: Diver seabirds have heavier bones and strong chest bracing to recover from increased pressure during a dive.

Longer, narrower and sharper wings: In comparison to most land birds, seabirds generally have longer, narrower and more pointed wings to enable them to climb and slide along the surface of the sea.


Waterproof plumage: Seabirds have a waterproof plumage, as do most land birds. In these birds the uropygial gland secretes an oily substance that they spread through the body, thus keeping their feathers clean, flexible and impermeable. In addition, they have a greater number of feathers to provide protection to the body.

Less colorful plumage: most seabirds have less colorful plumage than terrestrial birds, with varying shades of black, white and grey. It is thought that this serves as a camouflage for protection and to be less visible by the prey.

Scented Smell: Most seabirds have a good smell, which helps them find food even at great distances, or even other birds, feeding grounds, breeding grounds and nesting sites.

Excellent vision: Seabirds have small eyes located on either side of their head allowing them to have a wide field of view and also provide protection from the bright light reflected by the sea. To dive, some birds use their nictitating membrane, which functions as a transparent "eyelid" that closes under water, not disturbing the vision.

Swimmer's Legs and Feet: Most seabirds have their legs placed on the back of the body, a very useful adaptation for swimming underwater, but that makes them awkward on land. The legs are fundamentally adapted for propulsion, stabilization and changes of direction on and under water. Seabirds that spend most of their time in the ocean have short, thick legs and clawed feet that work well as oars.


Salt glands: Seabirds can get water through the food they eat, or drink sea water directly. In order to effectively eliminate the large amount of salt entering through food and salt water, seabirds have a fundamental structure, a pair of glands located below the eyes, called salt glands. When the bird ingests seawater, the salt enters the bloodstream and is delivered to the glands, where, through a countercurrent blood flow system, desalination is done.


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A vida  no ambiente marinho apresenta uma série de desafios, que fazem  realçar algumas diferenças significativas entre as aves terrestres e as  aves marinhas. Estas são as diferenças físicas mais importantes:

Ossos pneumáticos mais pesados e caixas t


orácicas fortes: as  aves marinhas mergulhadoras possuem ossos mais pesados e caixas  torácicas fortes para se recuperarem do aumento de pressão durante  um mergulho.

Asas mais longas, mais estreitas e pontiagudas: em  comparação com a maioria das aves terrestres, as aves marinhas  possuem, geralmente, asas mais longas, estreitas e pontiagudas de  forma, a possibilitar os movimentos de subida e deslizamento ao  longo da superfície do mar.


Plumagem à prova de água: as aves marinhas possuem uma plumagem à prova de  água, assim como a maioria das aves terrestres. Nestas aves a glândula  uropigial, segrega uma substância oleosa que elas espalham pelo  corpo, mantendo assim as suas penas limpas, flexíveis e impermeáveis.  Além disso, possuem um maior número de penas a providenciar  proteção ao corpo.

Plumagem menos colorida: a maioria das aves marinhas  têm uma plumagem menos colorida do que as aves terrestres,  predominando variação de tons de preto, branco e cinzento. Pensase que tal sirva como camuflagem para proteção e para serem menos  visíveis pelas presas.

Olfato apurado:  a maioria das aves marinhas têm um bom olfato,  o que as ajuda a encontrar alimento mesmo a grandes distâncias, ou mesmo outras aves, áreas de alimentação, áreas de  reprodução e sítios de nidificação.

Excelente visão: as aves marinhas possuem olhos pequenos  localizados em ambos os lados da sua cabeça o que lhes permite ter  um grande campo de visão e oferecendo também uma proteção à luz  brilhante refletida pelo mar. Para mergulhar, algumas aves usam a sua  membrana nictitante, que funciona como uma “pálpebra” transparente  que fecha debaixo de água, não incomodando a visão;

Pernas e patas nadadoras: a maioria das  aves marinhas têm as suas pernas colocadas na parte mais posterior  do corpo, adaptação bastante útil para nadar debaixo de água, mas  que as torna desajeitadas em terra. As patas estão fundamentalmente  adaptadas para a propulsão, a estabilização e as mudanças de direção  dentro e debaixo de água. As aves marinhas que passam a maior  parte do seu tempo no oceano têm pernas curtas  e grossas e patas palmadas, que funcionam bem como remos.



Glândulas de sal: As aves marinhas  podem adquirir água através dos alimentos que ingerem, ou bebendo  diretamente a água do mar. De modo a eliminar eficazmente a grande quantidade de sal  que entra através dos alimentos e da água salgada, as aves marinhas  possuem uma estrutura fundamental: um par de glândulas localizadas  abaixo dos olhos, chamadas glândulas de sal. Quando a ave ingere  a água do mar, o sal entra na corrente sanguínea e é conduzido às  glândulas, onde, através de um sistema de fluxo de sangue em  contracorrente, é feita a dessalinização.