sexta-feira, 2 de setembro de 2016

O estudo das penas para identificar espécies (IV)


Turdidae


Melro-preto (Turdus merula
Nº Penas/1 asa: - Primárias: 10
                          - Secundárias: 9
Nº Penas da cauda : 12

O melro-preto é o passeriforme de maior tamanho da ilha (comprimento entre 23 - 29 cm). As penas primárias e secundárias são totalmente pretas, não tenhem nenhuma outra cor. 

Ademais, o seu tamanho e muito superior ao dos outros passeriformes da madeira. Na seguinte imagem compáranse duas penas primárias, a primeira de melro-preto e a segunda de toutinegra (Sylvia atricapilla).

As penas da cauda, ao igual que as das asas, destacam pelo intenso preto e o gran tamanho para um passeriforme.


Turdidae


Papinho (Erithacus rubecula
Nº Penas/1 asa: - Primárias: 10
                          - Secundárias: 9
Nº Penas da cauda : 12

As penas primárias e secundárias do papinho são muito parecidas às da toutinegra e do taralhão-cinzento (Muscicapa striata). Nas penas primarias e secundárias proximais há um bordo branco-castanho evidente, fazéndo-se menos nítido nas penas secundárias distais. Um dos aspeitos que mais me ajudou a identificar o papinho foi que esta linha branca tem um tom castanho, o qual não aparece na toutinegra. Como falamos no post anterior, quando as penas remiges e rectrices são parecidas entre espécies diferentes, e muito importante apanhar outras penas que puderem ajudar. No caso do papinho, as penas da garganta e do peito são laranjas e representam uma chave importantíssima para a identificação.

As penas da cauda tenhem um tom preto-claro/castanho. Não existe um padrão característico, coma no caso do pintassilgo (Carduelis carduelis), verdilhão (Carduelis chloris) ou tentilhão (Fringilla coelebs), mas essa falta de padrão tambén dá informação para descartar espécies como as anteriores.


Columbidae


Pombo-das-rochas (Columba livia
Nº Penas/1 asa: - Primárias: 10
                            - Secundárias: 14
Nº Penas da cauda : 12

Os pombos-das-rochas tenhem 5 penas secundárias mais que os passeriformes. As penas primárias são cinzentas e progresivamente pretas na ponta, desde a pena P1 até a P10. A característica mais evidente para identificar à espécie são as duas linhas pretas que aparecen nas suas asas. As penas secundárias proximais mantenhem o topo da pena preto pero a partir da S7 já são evidentes as riscas pretas.

As penas da cauda são cinzentas na sua totalidade com a exeção da parte final, sempre preta. As duas penas que estão nos extremos da cauda tenhem sempre uma parte branca, delimitada pelo raquis e a mancha final preta. Estas penas caudais tenhem um tamanho de 12 cm, muito mais pequenas que as penas caudais do outro representante da familia Columbidae, o pombo-trocaz (Columba trocaz).

Por último, o pombos-comum da cidade pertence a esta espécie mas é uma variedade da mesma, conhecida como Columba livia domestica. As suas cores podem ser desde quase o mesmo padrão que o pombo-das-rochas até castanho, branco ou varias cores ao mesmo tempo.


Columbidae


Pombo-trocaz (Columba trocaz
Nº Penas/1 asa: - Primárias: 10
Nº Penas da cauda : 12

O pombo-trocaz é um ave endémica de Madeira. Por este motivo é muito difícil encontrar imagens das suas penas nas fontes habituais de informação. Assim, todas as fotografías desta espécie pertencem a desplumadouros que encontramos durante os trabalhos de campo no ano 2016.


As penas primárias e secundárias são totalemente pretas e maiores que as do pombo-das-rochas. A pena primária de um pombo-das-rochas mede 17 cm e a de um pombo-trocaz chega até 21 cm. A cor e outra diferença clara, o cinzento do pombo-da-rocha desaparece no trocaz.


O pombo-trocaz é fácil de identificar pela faixa branca que apresenta transversalmente na cauda. Quando se recolhen estas penas da cauda a faixa é um elemento chave.

As penas da garganta também ajudam, tenhem uma cor brilhante roxa que não aparece noutros pombos da ilha. 


Phasianidae


Perdiz-vermelha (Alectoris rufa
Nº Penas/1 asa: - Primárias: 10
                            - Secundárias: 10
Nº Penas da cauda : 12

As penas das asas, quer secundárias quer primárias, são geralmente castanhas-cinzentas. As penas primárias tenhem uma cor mais cinzenta, com uma pequena linha castanha que vai desde a base do raquis até o topo da pena, são mais compridas que as secundárias. Estas últimas tenhem uma cor mais castanha, só as mais proximais (S1, S2, S3) presentam uma mancha na parte dereita, características destas aves comoa perdiz grega (Alectoris graeca) ou perdiz-chucar (Alectoris chukar).

As penas da cauda tenhem uma cor que vai desde o cinzento na base até um tom avermelhado no topo.


Mas sem dúvida as penas mais identificativas das perdizes-vermelhas não são as remiges ou rectrices senão as penas do flanco. Es linha branca na parte final da pena sob fondo cinzento, seguida doutra linha preta e o topo vermelho. 


Até aquí as espécies que forom registradas no comportamento trófico do fura-bardos ao longo de tres anos de estudio inseridos no Projeto LIFE Fura-bardos (http://life-furabardos.spea.pt/pt/). 
Espero que gostaram destes posts e a partir de agora, ao olhar uma pena numa caminhada pela floresta, reconhezam a espécie!!



Bibliografía: 

- Atlas das Aves de Madeira, consultado o 02/09/2016 em http://www.atlasdasaves.netmadeira.com/

- Svensson, L., Mullarney, K., Zetterström, D., Grant, P.J., Andrade, J., 2012. Guia de aves: guia de campo das aves de Portugal e da Europa. Assírio & Alvim, Lisboa.

- http://www.federbestimmung.de/taxa.php

- http://www.vogelfedern.de/index-e.htm

- http://www.michelklemann.nl/verensite/start/index.html

- http://www.edinburghhawkwatch.org.uk/SH_hunting




terça-feira, 30 de agosto de 2016

Gaivotas da Madeira

Dentro de todas as aves marinhas que descrevemos na semana anterior, a mais conhecida de todas é a gaivota de patas amarelas. Não só podemos encontrar em habitats  marinhos, como também frequenta outros biótopos, geralmente no litoral, como praias, portos de pesca, campos agrícolas, zonas urbanas, salinas e aterros sanitários.
Aqui na Madeira, justo no porto de Funchal poderemos encontrar todos os dias uma grande quantidade delas. E por isso que vamos a começar a falar delas.


Primeiro cabe dizer que no Arquipélago da Madeira, podemos chegar a ver até 8 especies de gaivotas seguindo a Checklist da Madeira 2010, mas sendo 6 de elas muito ocasionais.






Como se pode olhar na tabela, só a gaivota de patas amarelas é muito comum na Madeira, mas sobretudo é a única que tem nidificação confirmada. Por outro lado temos a gaivota de asa escura, que em termos de abundancia é frequente, mas não temos nidificação confirmada da especie. No Atlas das Aves do Arquipélago da Madeira(2009), informa da uma possível nidificação na costa norte. Um dos problemas que há é que os indivíduos das gaivota de patas amarelas podem facilmente ser confundidos com gaivotas de asa escura. Pelo que dificulta o trabalho.


Entre as outras especies de gaivotas, se poderia citar o Guincho (Larus ridibundus), que subretudo se trata de uma gaivota que acostuma olhar-se com mais facilidade na ilha de Porto Santo. Como curiosidade, na esta ilha do Porto Santo há a Ponta e o Pico do Ninho do Guincho (215m) ficam situados na parte Nordeste da ilha de Porto Santo e a sua designação poderá ter origem na observação no local, desta espécie migradora ocasional.







Existem outros exemplos de gaivotas podem ser avistadas na Madeira, mas são muito raras.
Na continuação seguem algumas fotos que foram feitas no cais do Funchal, das outras especies que podem ocorrer na Madeira.
(Fotos: http://madeira.seawatching.net/)



Gaivota-de-cabeça-preta (Larus melanocephalus)
Visitante de inverno escasso


Gaivota-risonha (Larus atricilla)
Visitante raro


Gaivota-parda  (Larus canus)
Visitante raro no final do outono e inverno


Gaivota-polar (Larus glaucoides)
Visitante raro

Gaivota-hiperbórea (Larus hyperboreus)
Visitante raro


Gaivota de patas amarelas


Morfologia


Esta é uma ave de grande porte, apresentando uma envergadura de asas que varia entre os 138 e os 155 cm e pode atingir, aproximadamente, os 68 cm de comprimento. O corpo é na sua maioria branco, apresentando o dorso e as asas com uma tonalidade cinzenta, contrastando com as extremidades pretas com manchas brancas das asas.
Apresenta um bico forte e amarelo, com a ponta caracteristicamente vermelha. As suas patas são amarelas, atribuindo o nome comum á espécie, assim como os olhos, que apresentam ainda um anel orbital alaranjado. Os indivíduos desta espécie podem facilmente ser confundidos com outras espécies de gaivotas como é o caso da Gaivota de asa escura




Não existem diferenças morfológicas acentuadas entre os sexos desta espécie, os machos são apenas ligeiramente maiores e mais pesados do que as fêmeas, o que pode ser útil para diferenciar os sexos nesta espécie.



Nidificação


No Arquipélago da Madeira nidifica em todas as ilhas (Selvagens, Desertas, Porto Santo, e Madeira). Tive a sorte de poder visitar duas colonias dentro da Ilha da Madeira,  no Ilhéu do Farol e no Ilhéu da Cevada ou Ilhéu Desembarcadouro.


O período reprodutor desta espécie inicia-se em Abril e prolonga-se até meados de Junho. Normalmente as fêmeas produzem entre dois e três ovos e ambos os progenitores participam na incubação, que dura aproximadamente 30 dias.


Comportamento

Esta espécie pode ser considerada sedentária, formando grandes colónias sobretudo aquando da época de reprodução, contudo em alguns casos pode verificar-se alguma dispersão, principalmente em indivíduos imaturos ou em situações em que as fontes de alimento sejam instáveis. Tem preferência por habitats costeiros, contudo graças ao seu carácter oportunista e à sua grande plasticidade adaptativa e competitiva tem a capacidade de colonizar diversos tipos de habitats, tais como habitats estuarinos e corpos de água interiores, pode ainda encontrar-se em meios urbanos, particularmente em cidades litorais.


Quanto á sua ecologia trófica, esta espécie é oportunista por excelência, apresentando um comportamento alimentar totalmente omnívoro, com a capacidade de se alimentar de quase tudo, sempre que tenha a textura e o tamanho apropriado). Estes animais são extremamente versáteis na procura do alimento, o que lhes permite explorar diferentes oportunidades, aumentando assim as fontes de alimento disponíveis.
Como predadores de topo generalistas têm a capacidade de capturar vários tipos de presas, desde peixe junto á costa, como pequenos mamíferos, pequenos répteis, ou outras aves em terra. Habitualmente, nas épocas de reprodução também furtam os ovos de outras aves, ou as crias caso já tenham eclodido. Em Selvagens per exemplo, a população de gaivotas esta sendo estudada, por que pode chegar a ser perigosa para a população do Calcamar.



Em Portugal, o crescimento da população desta espécie deverá ter estado relacionado com a elevada disponibilidade de alimento, obtido facilmente em lixeiras e junto das embarcações e dos portos de pesca. Seu carácter oportunista das gaivotas, na Madeira, tem produzidos alguns incidentes, por exemplo no Aeroporto da Madeira, que se situa na rota que fazem para ir desde as suas colonias até as lixeiras ou o porto do funchal. É por isso que em algumas ocasiões se utilizam as  águias para afastá-las dos portos ou aeroportos.




Identificação das gaivotas
Os adultos são geralmente fáceis de identificar pois cada espécie apresenta uma combinação das partes superiores, padrão da ponta das asas e coloração do bico e das patas, mas aqui na Madeira, as 2 especies da gaivotas que mas fácil podemos encontrar são as gaivota de patas amarelas e as gaivota de asa escura, que não são facies de diferenciar.


A identificação dos imaturos é generalmente mais difícil, uma vez que possuem plumagem parda ou listrada relativamente indistinguível, e que as patas e o bico ainda não adquiriram a coloração de adulto. Embora a grande variedade de plumagens entre os imaturos possa parecer complexa e desencorajadora, a informação que se segue, poderá ser de algum auxílio, nos centraremos em este artigo en tentar identificar os quatro grupos etários das gaivota de patas amarelas.


Uma das cosas que são muito importante em estas é perceber que é o que penas mudan. Na primeira muda, a muda post-juvenil, que ocorre poco tempo depois do primeiro voo, trata-se de uma muda parcial em que  somente as penas da cabeça e do corpo são renovadas, dando origem a plumagem 1º Inv. Todos os anos, apos de seu nascimento, as aves têm uma muda primaveril (muda parcial em que são renovadas as penas da cabeça e o corpo) e uma muda outonal (em que o plumagem é renovada na sua totalidade).




Note-se que as penas das asas e da cauda são conservadas durante o ano inteiro, pelo que no verão tem um aspecto muito desgastado.


Observação de gaivotas

A melhor época para estudar as plumagens das gaivotas é provavelmente no inverno, após da muda outonal completa, altura em que os padrões se apresentam relativamente vívidos.
No porto de Funchal constitui excelente sitio para realizar estas tarefas, acostuma sempre a haver grandes grupos de gaivotas (a gram maioria de gaivotas são patas amarelas, o que facilita las tarefas) mas há muitos outros lugares por toda a ilha.
Em estos lugares tentaremos que centrarmos em um grupo, e tentar identificar os quatro grupos etários das gaivota de patas amarelas, (1º Inv, 2ºInv, 3ºInv, e adulto Inv).


Na primavera se pode observar a evolução da muda primaveril nos adultos (perda progressiva  das listras da cabeça até ficar toda branca na gaivota de patas amarelas, por exemplo) e sendo relativamente fácil, encontrar penas no área do porto do Funchal, correspondentes com a muda.
Agora no verão e até outubro se poderá verificar como o padrão das assas dos imaturos se torna, por vezes, bastante desgastado e esbatido.

Tenha sempre em mente que a identificação ou determinação de idade de algumas gaivotas, especialmente imaturos de especies como a gaivota de patas amarelas (com quatro grupos etários), pode ser problemática, mesmo para os observadores experientes.


Tratando-se de aves comuns e de grande dimensão, que aceitam a proximidade de humanos, a observação de gaivotas constitui um exercício excelente para o estudo da muda e evolução das plumagens de imaturos.  Há que pensar que todo o tempo que dispender a observá-las não será em vão, já que os conhecimentos assim adquiridos têm aplicação não apenas no estudo das gaivotas, mas também no de muitas outras aves.
Tratando-se assim de um exercício ótimo, para melhorar nostras habilidades, para ver os câmbios no cor de os olhos, coberturas, etc


Embora a grande variedade de plumagens entre os imaturos possa parecer complexa e desencorajadora, a informação que se segue, poderá ser de algum auxílio, nos centraremos em este artigo en tentar identificar os quatro grupos etários das gaivota de patas amarelas.




Para isto, depararemos em o cor do olho, pico, pinta no pico, pintas brancas, escapulares, etc, se há tentado fazer um esquema para poder entender com maior facilidade.




Realmente há muitas mas detalhes que podem ser interesantes, tipo cor da cabezá, estriado do pescoço, “janela” nas asas, mas isto não pretende ser uma tabela para a identificação exacta dos grupos etários, si não mas bem, uma guia de en que temos que reparar cuando olhamos as gaivotas.


(Fotos: http://madeira.seawatching.net/)


Adulto /Puerto Funchal

3º Inverno/Puerto Funchal


3º Verão/Puerto Funchal


3º Verão/Puerto Funchal


2º Verão/Puerto Funchal
1º Verão/Puerto Funchal
Juvenil/Puerto Funchal
Juvenil/Puerto Funchal



Como curiosidade, há alguns autores que afirmam que a população de gaivotas atualmente é uma população relicta do que possa ter sido no passado. As aves marinhas tipicamente oceânicas, como a família dos petréis, apesar de colocarem um único ovo por temporada, podem chegar a alcançar centenas de milhares de indivíduos, reproduzindo-se em ilhas tipicamente livres de predadores. Gaivotas geralmente não são aves tipicamente oceânicas (não foram encontrados fósseis de gaivotas sobre as principais ilhas do Mediterrâneo, por exemplo), mas sim costeiras. Têm taxas de multiplicação consideráveis devido ao número de ovos postos por ninhada e a enorme capacidade de substituição de ovos perdidos (o que torna tecnicamente os denominados "spawners indeterminados").
Portanto, no passado, sem controle da espécie humana, eles tinham que ter colónias cujo tamanho ultrapassa a nossa imaginação. Especialmente se tentarmos imaginar hoje, neste mundo superpopulado e transformado à nossa acomodação, onde quase toda a população animal é relicta.



quinta-feira, 25 de agosto de 2016

A Outra Paisagem

Muitas vezes, a pessoa tende a conceber o conceito de paisagem como uma grande área, plana, cercada por montanhas verdes de arbustos verdejantes e oliveiras, onde a partir de seus picos rios sinuosos baixo de água doce reunir uma animais fauna diversificada, como os ursos, veados, coelhos, entre outros. prados intermináveis ​​que convidam para colocar para trás e ver o céu e começar a imaginar as formas das nuvens. Isso deve construir esse contexto que queria alcançar a tranquilidade e plenitude, assumimos que os vários tons de verde que compõem as grandes florestas é sinônimo com o contato mais adequado com a natureza e do mundo.

É verdade, a interação com determinado contexto pode configurar a partir da percepção de que um número infinito de sensações que podem variar de agradável para onerosa, mas porque nós normalmente associamos que a vida só surge nestas paisagens de vegetação imensuráveis ​​e abundante vida selvagem e que é o único espaço que nos dá a sensação de saciedade e desintoxicação espiritual?

Diz Christian Norberg-Schulz cada contexto tem uma vocação ou carácter específico que a distingue dos outros, algo parecido com o que é ou quer ser ... The genius lociNo Chile, na cidade de Antofagasta em que moro, inserido em um ambiente de deserto em relação ao oceano. As colinas ásperas e marrom que protegem a partir do leste para a região produzir um forte contraste com o azul tranquilo que corre ao longo da costa, a geomorfologia íngreme em constante mudança na paisagem e é moldar a cidade e nossas vidas diárias. Chegando na Madeira, descobri que a cidade manteve uma proximidade ancestral à vegetação, que vive entre casas e espaços públicos. No entanto, na parte direita do nordeste na parte mais estreita da ilha encontramos um vasto lugar chamado "Ponta do São Lourenço", que compreende uma grande área de vasto deserto com tons castanhos que descem para o Oceano Atlântico como um Farellones , baías e falésias. 

A vegetação aqui é quase zero, se houver espécies arbustivas pequenos que permanecem no solo. É um totalmente oposta a uma selva ou floresta pano de fundo, mas as suas virtudes e qualidades estão em outro lugar, talvez mais escondido, poderíamos dizer, mas eles são e perceber deve usar além do nosso sentido visual e conhecimento prévio que temos.

Os picos do deserto textura porosa e rachada revelam diferentes placas tectônicas antigos subjacentes ao chão, uma série de transformações vulcânicas que levou aos circuitos globais de caminhar entre a península árida nordeste da ilha, que o ar empoeirado viajar entre colinas do ar do oceano úmida gritty acompanhar a minha caminhada entre plataformas. A dupla vastidão meu redor ... o deserto eo mar cercado pelo céu.

O conceito do incomensurável, a vastidão, suspenso olhar para o horizonte, o chão se abre para o céu convidar introspecção pessoal fazendo relaxamento do corpo ao mesmo tempo descobrir a paisagem durante a caminhada.

Cada paisagem deve ser tratado como um único espaço que emana qualidades diferentes um do outro, suas vocações ou caracteres podem ser variadas, mas o importante é perceber além do óbvio, para te tirar o véu da presciência e interagir com seu entorno, então talvez você possa entender o que o ambiente é ou quer ser ... o espírito do lugar.




--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

The Another Landscape 

many times one tends to conceive the concept of landscape as a space extensive and plain, surrounded of mountains green of lush shrubs and ancient trees, in where from their summits down winding rivers of water sweet that congregate a diverse fauna animal as bears, deer, rabbits among others. Endless meadows that invite you to relax and see the sky and starting to imagine the shapes of clouds. All this should build that context that both have desired to get the tranquility and the fullness, assume that them varied tones of green that form them large forests is synonymous of the more ideal contact with the nature and the world. 

Is true, the interaction with certain context can get to configure from the perception of the same an infinity of sensations that can go from it more pleasant until it more overwhelming, but would because usually associate that it life emerges only in these landscapes of immeasurable vegetation and abundant fauna and that she is the only space that us gives sensations of fullness and detoxification spiritual?

Christian Norberg-Schulz says that each context has a vocation or character specific that it distinguishes from others, something as well as what is or wants to be... The Genius Loci. In Chile, in the city of Antofagasta, where I live, inserted into a desert context in relation to the ocean. The rough and Brown hills that protect from the East to the region generated a sharp contrast with the blue Pacific it runs along the coast of the country, an abrupt geomorphology who constantly changes in the landscape and is setting up the city and our daily lives. Arriving in Madeira I found that the city maintained an ancestral proximity with vegetation, which dwells among houses and public spaces. However in the part Northeast just in the part more close of the island found a vast town called "Ponta do São Lourenço", which includes a great territory of vast desert with shades Brown that van descending to the ocean Atlantic to mode of farellones, bays and cliffs Rocky. The vegetation here is almost zero, if there are small shrubs that remain on the ground. Is a context completely opposite to a great jungle or forest, however their virtues and qualities are in other sides, perhaps more hidden could tell, but are and to perceive them must use more beyond of our sense visual and knowledge prior that can have.

Them desert summits of texture porous and cracked reveal different layers tectonic ancient that forcible low the soil, a series of transformations volcanic that gave place to aggregates circuits for walking between the arid peninsula northeast of the island, that dusty air that travels between hills from of the wet air oceanic accompany my walk between platforms stone. A dual vastness surrounding me... desert and sea surrounded by the celestial Vault.

The concept of the immeasurable, the vastness, look toward the horizon, the ground that opens to the sky suspended invite the personal introspection achieving body strain as you discover the landscape during the walk. 

Each landscape should be understood as a unique space that exudes different qualities each other, characters or their vocations can be varied, but the important thing is to see beyond the obvious, take off the veil of the foreknowledge and interact with that surrounds you, maybe so can understand what the environment that is or wants to be... The spirit of the place.









---------- English Version ----------

Beneficially unexpected encounters

During previous weeks, we agreed and mark the route that approximate us to Madeiran sustainability. For that, it was necessary to research experiences that could give us account on sustainable practices where the community were involved. Thus, we plan visits to Câmara de Lobos and Funchal.

We took the bus to Camara de Lobos, where once again, the landscape was a delight. Upon reaching the city, we find that, although the day and announced his presence with bright sunshine, people quietly began their activities. On site, we had the opportunity to meet various social agents, public and private, who showed us and orient about organisms that maintain sustainable practices. 
Ornamented steets for the Black Scabbard Fish Festival
Câmara de Lobos - Madeira

Here, unlike in the capital of the island, it is possible to perceive otherwise the essence of its people, who are almost immediately to the sea. The presence of a bay that protect and encourage, that invite your whole body breathe, allowing you could feel in the right place and time where you are. Despite being an strange and unknown place for me, it reminds me of the feeling of those places where you feel at home.
Panoramic view from Câmara de Lobos
Madeira

On the coast of Funchal, it was possible for the first time to see how the sun rises ... the opposite of where I live. It rises over the mountains, illuminating the sea and their fishermen, who are the first to work, approaching from the coast. There we could observe from afar in their trade with merchants who attended at first hour to the 'lota' (fish auction market). Advancing the day, we met with other social agents wich are oriented to an historical and heritage rescue of Madeira, where through volunteerism they contribute to the community, while valorize their sites through tourism.

City Hall - Funchal
Madeira

While i am interacting with people, i'm perceiving and appreciating the way how we distinguish. In each of these meetings, an arrangement and admirable collaboration has shown: they indicate where we could find stakeholders in Madeira, with an enthusiasm and contagious genuineness, were willing to collaborate with the STARS project, to get involved in our needs and allow us to collaborate with them openly.

Through the Madeiran stories, it is possible to approach the virtues of its people, to be part of their dynamics... slowly the Pearl of the Atlantic is exhibiting.

Funchal's landscape - Madeira

---------- Versão em Português ---------


Encontros frutuosamente inesperados.

Durante as semanas anteriores, acordámos e marcamos a rota que nos aproximar com a sustentabilidade madeirense. Para isso, foi necessário acessar a Internet em busca de experiências que poderiam nos dar conta de práticas onde a comunidade estivesse envolvida. Assim, planejamos dois días de visita a Câmara de Lobos e Funchal.

O auto-carro nos levó para Câmara de Lobos, onde mais uma vez, a paisagem foi uma delícia. Ao chegar à cidade, descobrimos que, embora o dia e anunciou a sua presença com a luz do sol brilhante, as pessoas lentamente iniciavam suas atividades. No lugar, tivemos a oportunidade de conhecer vários agentes sociais, públicos e privados, indicaram entusiasmados onde dirigir-nos às agências que mantêm práticas sustentáveis.

Decoração das ruas para a  Festa do Peixe Espada Preto - Câmara de Lobos

Aqui, ao contrário da capital da ilha, é possível perceber de outra forma a essência de seu povo, que estão quase imediatamente para o mar. A presença de uma baía que acolhe e propulsa, convidando teu corpo respirar, permitindo-te sentir no lugar e no tempo certo onde você se encontra. Por mais estranho e desconhecido que o lugar me pareça, faz-me lembrar o sentimento dos lugares onde me sinto em casa.


 Na costa do Funchal, foi possível pela primeira vez observar o amanhecer ... o oposto de onde eu moro. O sol nasce sobre as montanhas, iluminando o mar e os seus pescadores, que são os primeiros a iniciar seu trabalho, aproximando-se da costa. Nós pudemos observar desde longe o intercambio com os comerciantes que participaram da lota há primeira hora. Avançamos o dia, e nos reunimos com outros agentes que concentram-se no resgate histórico e do património da Madeira, onde através do voluntariado, conseguem contribuir para a comunidade, e por em valor seus sítios através do turismo. 

Fim da tarde no Funchal - Madeira
Ao interagir com as pessoas, eu posso perceber e apreciar a maneira que distingo-me entre eles. Em cada uma dessas reuniões, mostram-se com um arranjo e colaboração admirável: eles indicam onde poderíamos encontrar stakeholders ​​na Madeira, com um entusiasmo e autenticidade contagiosa, estavam se preparando para colaborar com o projeto STARS, para se envolver em nossas necessidades e permitir-nos para colaborar com eles abertamente.


Através das histórias madeirenses, é possível aproximar as virtudes do seu povo, para fazer parte de sua dinâmica... lentamente a Pérola do Atlântico está exibindo-se.