Olá a
todos,
O meu nome
é Kathleen Carreira Neves e estou a fazer o mestrado em Biologia dos Organismos
e Ecologia na Université Catholique de Louvain, na Bélgica. Neste momento estou
na Madeira, na SPEA, a realizar um estágio de quatro meses, e estou muito feliz
por estar aqui para ver uma das aves mais fantásticas: o Madeira Firecrest, uma
pequena espécie endémica. Mas, claro, não vim até aqui apenas por ele!
Nos últimos
anos, os meus estudos têm-se focado em compreender como as atividades humanas
influenciam o comportamento dos animais selvagens. Trabalhei
anteriormente com morcegos e noitibós, e agora tenho a oportunidade de
trabalhar com aves marinhas. Parece que acabo sempre por trabalhar com espécies
noturnas, apesar de eu ser uma pessoa mais matinal!
O meu trabalho tem estudado principalmente os impactos da
luz artificial durante a noite (ALAN) e da energia eólica offshore na vida
selvagem. Estas experiências ajudaram-me a perceber como é importante ligar a
investigação científica aos desafios reais da conservação da natureza. A
ciência não deve ficar apenas entre cientistas; partilhar conhecimento com
outras pessoas é essencial para aumentar a sensibilização e promover mudanças
positivas na nossa relação com a natureza. A investigação científica também
pode apoiar decisões de conservação e políticas mais informadas.
Na SPEA, vou trabalhar principalmente no projeto STOP
Predators, que tem como objetivo proteger aves marinhas que evoluíram sem
predadores naturais. Por causa desta história evolutiva (o seu Umwelt),
estas aves são especialmente vulneráveis a espécies introduzidas, como ratos,
murganhos, furões e gatos. Outros animais introduzidos, como coelhos e gado,
também alteram a paisagem e degradam os habitats, criando desafios adicionais
para estes ecossistemas frágeis.
Fazer parte de um projeto que inclui trabalho de campo,
recolha de dados e análise permite-nos compreender melhor processos que
normalmente não conseguimos observar diretamente.
Estou muito grata por esta oportunidade e tenho muito entusiasmo em aprender, contribuir e descobrir a Madeira durante esta experiência.
Kathleen
In nature, nothing exists alone – Rachel Carson, Silent Spring
English version
My name is Kathleen Carreira Neves, and I am currently pursuing a Master’s degree in Organism Biology and Ecology at the Université Catholique de Louvain in Belgium. I am now in Madeira at SPEA for a four-month internship, and I’m very excited to be here to see one of the most amazing birds: the Madeira Firecrest, a tiny endemic species. Of course, I didn’t come all this way just for it!
Over the past few years, my studies have focused on understanding how human activities influence wildlife behaviour. I previously worked with bats and nightjars, and now I have the opportunity to work with seabirds — it seems my path keeps leading me to nocturnal species, even though I’m actually a morning person!
My work has mainly explored the impacts of Artificial Light At Night (ALAN) and offshore wind energy on wildlife. These experiences showed me how important it is to connect scientific research with real conservation challenges. Research does not only belong to scientists, sharing knowledge with everyone interested and it is essential if we want to raise awareness and encourage positive changes in our relationship with nature. Scientific studies can also play an important role in guiding conservation actions and supporting informed political decisions.
At SPEA, I will mainly contribute to the STOP Predators project, which focuses on protecting seabirds that evolved without natural predators. Because of this evolutionary history (their Umwelt) these birds are especially vulnerable to introduced species such as rats, mice, ferrets, and cats. Other introduced animals, like rabbits and livestock, also modify landscapes and damage habitats, creating additional challenges for these fragile ecosystems.
Being part of a project that involves every step, from fieldwork to data collection and analysis, allows us to observe and understand processes that are otherwise invisible.
I am very grateful for this opportunity and look forward to learning, contributing, and discovering Madeira through this experience.
Kathleen
In nature, nothing exists alone – Rachel Carson, Silent Spring



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