sexta-feira, 31 de março de 2023

Medição da luz e fotografias poluição luminosa

                                                             

Reflexo de luz sobre as nuvens- Fotos de ©Tiago Dias

Medição da luz no campo

Como parte do projecto Life Natura@night, estamos a realizar um estudo para avaliar e quantificar o brilho do céu nocturno e identificar fontes de poluição luminosa em áreas Natura 2000. 

O objectivo é caracterizar os efeitos das fontes de luz em áreas protegidas em função da distância, tipo e intensidade da iluminação. 
A selecção dos sítios de amostragem foi baseada no seu nível de importância em termos de conservação da biodiversidade.
Como é quantificada a poluição luminosa e que tipo de equipamento é utilizado para medir a intensidade luminosa?
Recolhemos diferentes amostras durante a noite para combinar com a atividade humana e a atividade das aves.  Utilizamos dois dispositivos para realizar estes estudos, como ilustra a foto abaixo:
  • Um fotómetro que capta os fotões e portanto o brilho do céu e permite-nos obter um mapeamento do brilho do céu.
  •  Uma máquina fotográfica, com uma lente de grande ângulo que fotografa a 360º, para complementar os dados.

Pico do Arieiro - Fotos de ©Tiago Dias

Miradouro do Pico do Facho

Como tirar fotografias para observar a poluição luminosa?

Os amantes da astrofotografia conhecem-na bem. A poluição luminosa tem um verdadeiro impacto negativo na observação astronômica, uma vez que cria um fenómeno de clarão que reduz o contraste e, portanto, a visibilidade do céu.

 

Sem entrar na complexidade dos diferentes métodos de fotografar as estrelas e a rotação da Terra, vou dar-vos alguns elementos para tirar uma fotografia astronómica.

 

Para capturar o céu noturno de uma forma simples, é necessário uma câmara e uma lente, bem como um tripé para evitar qualquer movimento e depois aplicar as seguintes definições: 

 

  • Aumentar o tempo de exposição, aqui teste entre 20' e 30" segundos.
  • Abrir a distância focal ao máximo para recolher o número máximo de fotões emitidos pelas estrelas, F2.8 ou o máximo da sua câmara. (o menor número)
  • O ISO não deve ser nem demasiado baixo nem demasiado alto, testar entre 800, 1600 ou mais ISO.

É aconselhável colocar um temporizador enquanto fotografar e não fotografar quando o luar estiver muito intenso.

 

É o tempo de exposição e a abertura que determinam tanto o volume total como o fluxo de fotões que o sensor terá. 

 

Uma vez feito isto, deverá ver-se uma auréola laranja aparecer na sua fotografia, com um efeito de crepúsculo. É bastante impressionante ver que cidades ou infra-estruturas distantes contaminam o céu e deixam um rasto e esta famosa auréola laranja no céu, mesmo que o olho humano só veja a escuridão da noite.

 

Durante a actividade "Noite com mas Vida" no Garajau, na semana passada, tirei uma fotografia por volta das 22 horas (hora de Inverno), as luzes estavam apagadas. Na foto, pode-se ver algumas estrelas e parece que a luz do dia, já que as luzes das cidades vizinhas contaminam o céu.

 


"Noite com mais Vida" activity in Garajau Fotos de ©Matisse Vinotti

#astrofotografia #poluiçãodaluz #biodiversidade #mesurezas #madeira

terça-feira, 28 de março de 2023

Censos de embarcações e Eventos - Vítor Camacho

No dia 16 de Março realizamos os censos de embarcações e contagens de vocalizações de aves marinhas. Eu fiquei colocado no ponto de observação do Miradouro do Pináculo (R. Conde Carvalhal 315, 9060-406 São Gonçalo) juntamente com a tutora Ana Teresa Pereira, responsável pela conservação de espécies marinhas.

Nessa noite conseguimos observar diversas embarcações de pesca (como atuneiros, um total de cinco), um navio de carga (cimenteiro) e outros tipos de embarcações ,por exemplo, dois veleiros, um cruzeiro e um ferry (Lobo Marinho). 


Realizamos também ao longo destas semanas inquéritos nos municípios de Câmara de Lobos, Machico, Santa Cruz e Santana, onde fomos capazes de perceber a mentalidade das pessoas para este tipo de problemas e o seu conhecimento em relação a aves marinhas e de como a Poluição Luminosa afeta tanto a economia, a biodiversidade e igualmente a vida das pessoas., no âmbito do Projeto LIFE Natura@night.


No dia 23 de Março participamos no evento Jardins com Vida, da camara municipal de Santa Cruz, onde auxiliamos na limpeza do jardim da Ponta da Oliveira no Caniço de Baixo e plantamos algumas plantas nativas da ilha, como por exemplo a Estreleira (Argyranthemum dissectum) e a Losna (Artemesia argentea). Concluimos que este tipo de jardins são importantes para a preservação não só de espécies das plantas nativas ou endémicas da ilha mas também para espécies de insetos polinizadores diurnos e noturnos.


Na noite desse mesmo dia, realizamos os censos de embarcações de forma autónoma, onde eu fiquei colocado na zona de Gaula. Nesta zona percebi que existe uma grande variedade de biodiversidade mesmo estando tão próxima na civilização. Consegui realizar a contagem de um total de 6 embarcações, umas de transportes de passageiros, outras de pesca, com uma diferença de intensidade de luzes entre elas. 



Sexta feira (dia 24 de Março, entre as 20:00 e as 22:00) realizamos a atividade "Noite com mais Vida" no Garajau, onde realizou-se um pedipaper com o objetivo de mostrar os grupos de ser vivos que existem nessa área, como insetos noturnos, aves marinhas e igualmente morcegos.


                                                          
    
                                                         Fotos de  ©Matisse Vinotti

Sábado, dia 25 de Março, estivemos no evento da Hora do Planeta no Jardim Municipal de Santa Cruz, um evento com o objetivo de discutir temas como as florestas da Madeira, preservação de ambiente e de espécies e a sustentabilidade e gestão de recursos naturais. Para além do debate destes temas, estiveram várias empresas e organizações a expor e a explicar os seus serviços e trabalhos, tanto no ramo alimentar, cultural e de preservação da natureza, como no caso da SPEA.



On the 16th of March we carried out the vessel censuses and seabird vocalization counts. I was placed at the observation point of the Miradouro do Pináculo (R. Conde Carvalhal 315, 9060-406 São Gonçalo) together with the tutor Ana Teresa Pereira, responsible for the conservation of marine species. That night we were able to observe several fishing vessels (such as tuna boats, a total of five), a cargo ship (cementer) and other types of vessels, for example, two sailboats, a cruise ship and a ferry (Lobo Marinho). 

Over these weeks, we have also carried out surveys in the municipalities of Câmara de Lobos, Machico, Santa Cruz and Santana, where we were able to understand people's mentality towards this type of problem and their knowledge in relation to seabirds and how Light Pollution affects both the economy, biodiversity and also people's lives., within the scope of the LIFE Natura@night Project. 

On the 23rd of March, we participated in the event Jardins com Vida, organized by the Municipality of Santa Cruz, where we helped clean up the garden at Ponta da Oliveira in Caniço de Baixo and planted some plants native to the island, such as the Estreleira (Argyranthemum dissectum) and Wormwood (Artemesia argentea). We conclude that this type of garden is important for the preservation not only of native or endemic plant species on the island, but also of insect species that pollinate both day and night.

 In the evening of that same day, we carried out the censuses of vessels autonomously, where I was stationed in the Gaula area. In this area I realized that there is a great variety of biodiversity even being so close in civilization. I managed to count a total of 6 vessels, some for passenger transport, others for fishing, with a difference in the intensity of the lights between them. 

On Friday (March 24th, between 8:00 pm and 10:00 pm) we held the "Noite com mais Vida" activity in Garajau, where a pedipaper was held with the aim of showing the groups of living beings that exist in that area, such as nocturnal insects, seabirds and also bats. 

On Saturday, the 25th of March, we were at the Earth Hour event at Jardim Municipal de Santa Cruz, an event with the aim of discussing topics such as Madeira's forests, preservation of the environment and species, and the sustainability and management of natural resources. In addition to the debate on these topics, several companies and organizations were present to expose and explain their services and work, both in the food, cultural and nature preservation sectors, as in the case of SPEA.

                              









terça-feira, 21 de março de 2023

Atividades realizadas na SPEA

Semana passada, foram efetuadas atividades, interessantes, em prol de vários projetos existentes na SPEA. 

Segunda-feira, dia 13, foi dia de escritório, aproveitei o dia para reunir informação sobre as plantas que serão abordadas e plantadas na atividade Jardim da Ponta da Oliveira.

Realizei uma pesquisa sobre as plantas endémicas da Madeira que serão plantadas no local, mas, também, sobre as invasoras presentes no jardim, como a Cana-vieira (Arundo donax) e o Chorão-das-praias (Carpobrotus edulis).

                                                                                    © j_pav

Dentro das endémicas pesquisadas a maioria destas são encontradas em escarpas rochosas e secas. Como a Figueira do Inferno (Euphorbia piscatoria), uma pequena árvore arbustiva endémica do arquipélago da Madeira, que através de seu látex era utilizado para atordoar peixes, para facilitar a pesca; o Massaroco (Echium nervosum), uma planta arbustiva popular na Madeira, devido à sua flor roxa ou azul, que tornou-se num dos símbolos do arquipélago; o Goivo-da-rocha (Matthiola maderensis), uma planta robusta, com cerca de 90 cm, que quando floresce, as cores de sua flor poderem variar entre roxo, violeta e branco, entre outras plantas.

                                                      © Simão Vieira         © Vítor Camacho

Faia (Myrica faya); Losna  (Artemisia argentea); Funcho-marítimo (Crithmum maritimum)Estreleira (Argyranthemum dissectum)Calendula maderensis; Marcetella maderensis.

Porém, existe plantas que não habitam em escarpas como a Oliveira-da-rocha (Olea maderensis), uma oliveira selvagem que existe em zonas de cota baixa, como Zambujal, tendo esta recuperado um pouco o seu território ao longo dos últimos anos de conservação e recuperação da vegetação nativa da ilha da Madeira. O til (Ocotea foetens) é igualmente uma das árvores que se adaptou a este tipo de clima, e que é recorrente encontrar na floresta Laurissilva , juntamente com outras lauráceas como loureiro e barbusano.

                                                    © Simão Vieira            © Vítor Jorge

Terça-feira, dia 14, fomos ao Funchal realizar inquéritos sobre a Poluição Luminosa, um problema que afeta não só nós, seres humanos, mas também, a biodiversidade, no projeto LifeNatura@Night. Foram realizados 18 inquéritos.

Quarta-feira, dia 15, realizamos mais 18 inquéritos em Câmara de Lobos;

Quinta-feira, dia 16, foi realizado os censos de embarcações e aves marinhas. Eu e a minha colega ficamos encarregados de o fazer na Ponta da cruz, onde foram avistados 9 embarcações e algumas cagarras a sobrevoar o mar.

Sexta-feira, dia 17, realizamos mais inquéritos, desta vez em Santana e no Faial. Neste dia realizamos 15 inquéritos.

sexta-feira, 10 de março de 2023

Localização acústica da vida selvagem terrestre

A fim de conservar a biodiversidade, é necessário recolher dados sobre as espécies que precisam de ser conservadas.

Existem vários métodos para realizar inventários de acordo com as questões e objetivos.
Neste caso, queremos identificar a presença de aves marinhas e estamos à procura de locais de nidificação quando estas se encontram em terra. As aves marinhas têm um ciclo de vida marinho e terrestre quando vêm para se reproduzir. 

A detecção da sua presença pode ser considerada de diferentes formas. 
Utilizámos o método de localização acústica da vida selvagem com gravadores acústicos autónomos. 

Este é um método muito discreto de monitorização da vida selvagem com pouca perturbação aos animais produtores de som, tais como aves, anuros, morcegos e outros mamíferos no campo.

Estes gravadores utilizam microfones que gravam sons ambientais e são acionados quando há movimento áudio, semelhante a armadilhas de câmaras mas sem imagens.

Primeiro, é necessário inspecionar a terra e encontrar vestígios da presença das aves que procuramos, a fim de identificar possíveis locais de nidificação. 
Uma vez localizados, os gravadores de voz são colocados e irão gravar os sons durante um longo período graças a uma bateria.

Colocados no local certo, permitem-nos atestar a presença das aves que procuramos. 
Estes dispositivos são muito interessantes, no entanto, para consultar os dados necessários para os recolher no local e a bateria tem uma duração de alguns meses. 

Por isso, procedemos à troca das baterias e à recolha dos dados. Depois, graças a um software, vamos analisar os sons que foram captados. 

O que é interessante é ver que a natureza está em permanente movimento e aqui tivemos algumas dificuldades em encontrar exatamente alguns dos gravadores, porque a natureza e a vegetação evoluíram. 

Vemo-nos em breve no campo!

Algumas fotos da mudança da pilha e dos diferentes lugares cobertos.




Acoustic localization of terrestrial wildlife

In order to conserve biodiversity, it is necessary to collect data on the species that needs to be conserved.
There are various methods to carry out inventories according to the issues and objectives.
In this case, we want to identify the presence of seabirds and are looking for nesting sites when they are on land. Seabirds have a marine and terrestrial life cycle when they come to breed. 
Detecting their presence can be considered in different ways. 

We employed the method of acoustic location of wildlife with autonomous acoustic recorders. 
This is a very discreet method of monitoring wildlife with little disturbance to sound producing animals such as birds, anurans, bats and other mammals in the field.

These recorders use microphones that record ambient sounds and are triggered when there is audio movement, similar to camera traps but without images.
First, it is necessary to inspect the land and find traces of the presence of the birds we are looking for in order to identify possible nesting sites. 
Once located, the voice recorders are placed and will record the sounds for a long period thanks to a battery.

Placed in the right place, they will allow us to attest the presence of the birds we are looking for. 
These devices are very interesting, however, to consult the data it is needed to pick them up on site and the battery has a life of a few months. 

So we have proceeded to change the batteries and to collect the data. Then thanks to a software we will analyze the sounds which were captured. 
What is interesting is to see that nature is in perpetual movement and here we had some difficulties to find exactly some of the recorders, because nature and vegetation have evolved. 
See you soon on the field!

Some pictures of the battery change and the different places covered.












sexta-feira, 3 de março de 2023

Nova voluntária da SPEA Matisse Vinotti

Olá, sou Matisse, uma naturalista francesa com licenciatura em gestão da vida selvagem! Sou do sul de França, da província de vinho, queijo, cigarras e lavanda!

Tenho muito prazer em integrar o departamento da SPEA Madeira como voluntária Erasmus+ sobre o projecto natura@night que se centra principalmente na ecologia e biologia das aves  marinhas. 

Entre as tarefas que estarei envolvida na realização de levantamentos de aves marinhas, participando num censo acústico para identificar colónias no arquipélago, levantando potenciais áreas de reprodução e monitorizando o ciclo de reprodução.

O tema da poluição luminosa é muito significativo para mim, para além das muitas questões relacionadas com os danos dos ecossistemas e, portanto, dos seres vivos, também nos impede de estarmos ligados ao céu nocturno. O que é bom é que esta poluição é reversível! Espero através desta experiência adquirir as ferramentas necessárias para poder aplicá-las na conservação da vida selvagem em França ou em qualquer outro lugar!

Antes de chegar à Madeira, tive várias experiências profissionais na conservação da floresta mediterrânica, como guarda-florestal, técnico de SIG, gestor de projectos ambientais e Oficial de protecção contra incêndios florestais. No ano passado, participei como investigador voluntária em etologia num projecto de conservação de marmotas alpinas e na escuta acústica e comportamental de lontras para o Parque Nacional do Gran Paradiso em Itália.

Estou muito grato por participar na conservação da biodiversidade na Madeira com uma organização como SPEA, que é inegavelmente essencial. Vemo-nos em breve no terreno !   


quarta-feira, 1 de março de 2023

Estagiário da SPEA Simão Vieira

Boas, sou o Simão Vieira, estudo na Universidade da Madeira no curso técnico superior profissional de Guias da Natureza. Com o curso a terminar, decidi escolher estagiar na SPEA durante os próximos meses, com objetivo de obter a minha primeira experiência profissional em relação à natureza, mais em concreto, com a fauna já que é um tema que me cativa. Sempre acreditei que a natureza deverá ser protegida a qualquer custo, por isso escolher a SPEA não foi uma escolha difícil. 

Durante os próximos meses estarei responsável por tarefas em relação à conservação, proteção, estudo e inventário de insetos e aves marinhas. Obtive conhecimento do estágio na SPEA através da professora Cátia Gouveia, em uma das suas aulas de Recursos Marinhos.

Um dos meus principais objetivo é fazer com que o meu percurso profissional seja relacionado com a natureza, mais em concreto, com a fauna, pois desde criança sempre fui fascinado com a fauna no geral. Recentemente, através do curso que estou a terminar essa fascinação pela natureza floresceu, querendo fazer disso o meu futuro.

Espero sair deste estágio com experiências únicas, que me farão crescer como pessoa, obtendo uma nova perspetiva em relação à empresas de conservação.



Hello, I'm Simão Vieira, I study at the University of Madeira in the technical superior professional course of Nature Guides. With the course coming to an end, I decided to choose to do an internship at SPEA over the next few months, with the aim of obtaining my first professional experience in nature, more specifically, with fauna, as it is a topic that captivates me. I've always believed that nature should be protected at any cost, so choosing SPEA wasn't a difficult choice.

During the next few months I will be responsible for tasks related to the conservation, protection, study and inventory of insects and seabirds. I learned about the internship at SPEA through Professor Cátia Gouveia, in one of her classes on Marine Resources.

One of my main objectives is to ensure that my professional career is related to nature, more specifically, to fauna, since I have always been fascinated with fauna in general since I was a child. Recently, through the course I'm finishing, this fascination for nature blossomed, wanting to make it my future.

I hope to leave this internship with unique experiences that will make me grow as a person, gaining a new perspective on conservation business.

Novo Estagiário SPEA - Vitor Camacho

 Olá, o meu nome é Vítor Camacho e estudo na Universidade da Madeira no curso técnico superior superior profissional de Guias de Natureza. Este é o último passo para concluir este curso e sinto-me bastante empolgado para os próximos meses como estagiário e voluntário na SPEA.

Entrei neste curso no âmbito de no futuro exercer uma profissão que misture a animação turística com a observação de fauna e flora e conservação do meio ambiente, em destaque, na ilha da Madeira, para além de eu já ter tido formação na área da Biologia na licenciatura na Universidade da Madeira, onde fiz um intervalo académico, no qual pretendo regressar e concluir.

Estarei responsável por tarefas associadas à conservação, proteção, estudo e inventário de aves marinhas, na realização de inquéritos à população relacionados à poluição luminosa e à sua diminuição, ligados ao Projeto LIFE Natura@night, servindo igualmente de apoio nos trabalhos de campo.

Este estágio foi-me apresentado pela professora Cátia Gouveia em uma de suas aulas na temática das aves marinhas, seus habitats e conservação e entidades associadas, onde senti-me logo cativado a querer estagiar cá, porque também desde pequeno sempre mostrei grande interesse pela natureza e sua fauna e flora (e ainda mostro, sempre que faço algum percurso, não consigo parar de observar e registar os animais e plantas que me rodeiam, onde gosto bastante de tirar fotos e identificá-los), e acho que para mim é importante existir um estudo e conservação constantes do mundo natural.

Ao longo da minha vida, as experiências profissionais que tive relacionado com a vida selvagem e o seu estudo foram praticamente nulas, por isso acho que este estágio na SPEA é o início de um capítulo da minha vida numa área profissional que eu realmente gosto. Agradeço imenso pela oportunidade e darei o meu melhor e estarei sempre disposto a ultrapassar as minhas barreiras. Espero sair daqui mais enriquecido como pessoa e com experiências memoráveis para além de uma maior bagagem de conhecimento.


Hello, my name is Vítor Camacho and I study at the University of Madeira in the higher technical course of professional Nature Guides. This is the last step to complete this course and I feel very excited for the coming months as an intern and volunteer at SPEA.

I entered this course with the aim of exercising a profession in the future that mixes tourist entertainment with the observation of fauna and flora and conservation of the environment, in particular on the island of Madeira, in addition to having already had training in the area of ​​Biology at degree at the University of Madeira, where I took an academic break, which I intend to return and finish.

I will be responsible for tasks associated with the conservation, protection, study and inventory of seabirds, carrying out surveys of the population related to light pollution and its reduction, linked to the LIFE Natura@night Project, also serving as support in field work.

This internship was introduced to me by Professor Cátia Gouveia in one of her classes on the theme of seabirds, their habitats and conservation and associated entities, where I immediately felt captivated to want to do an internship here, because I have always shown a great interest in nature since I was a child. and its fauna and flora (and I still show, whenever I make a walk, I can't stop observing and recording the animals and plants that surround me, where I really like to take pictures and identify them), and I think that for me it is important that there is a constant study and conservation of the natural world.

Throughout my life, the professional experiences I had related to wildlife and its study were practically nil, so I think this internship at SPEA is the beginning of a chapter of my life in a professional area that I really enjoy. I really appreciate the opportunity and I will do my best and I will always be willing to overcome my barriers. I hope to leave here enriched as a person and with memorable experiences in addition to a greater knowledge base.