Candidatei-me a este estágio na SPEA através de uma recomendação, acreditando que esta experiência combinaria comigo. No início, não imaginava o impacto que aquela sugestão viria a ter, mas rapidamente percebi que este estágio seria muito mais do que uma simples aprendizagem profissional e técnica: seria também uma aproximação profunda e pessoal ao trabalho da conservação e uma nova forma de me ligar à ilha onde cresci.
As minhas principais tarefas incluíram a realização de campanhas de sensibilização ambiental sobre a poluição luminosa e o apoio às campanhas de resgate noturnas, tanto da freira-da-madeira como da cagarra. Tive ainda a oportunidade, ocasionalmente, de participar nas anilhagens de juvenis de cagarra: uma experiência que me marcou profundamente. Foi precisamente na minha primeira saída de campo que vivi o momento mais memorável destes dois meses.

Ao segurar e observar pela primeira vez um juvenil de cagarra, senti um misto difícil de descrever entre nervosismo, entusiasmo e admiração. Nesse instante, compreendi verdadeiramente a importância e a responsabilidade inerentes ao trabalho da conservação daquelas aves tão místicas. O trabalho de sensibilização também me marcou. A divulgação que realizamos nas empresas e estabelecimentos nem sempre foi recebida da melhor forma, mas esse desafio mostrou-me a importância de comunicar de forma clara e empática, para que fosse possível reduzir a poluição luminosa precisamente na “raiz” do problema.
A equipa da SPEA e os voluntários que conheci tornaram esta experiência ainda mais positiva e especial. Aprendi muito, diverti-me e saí com ótimas memórias que guardo com carinho. No futuro, espero poder voltar a colaborar com os projetos da SPEA, levando comigo tudo o que aprendi ao longo deste estágio. Até já!
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